sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

EQUILÍBRIO E HARMONIA - O PODER DA MEDITAÇÃO - meditar com mandala.. - JUNG E AS MANDALAS.

meditar com mandala...

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"Escolha a sua mandala - aquela que mais te fascina - e
 
 observe-a bem, pensando naquilo que você está 
 
buscando: Foco? Concentração? Criatividade? 
 
Abundância? Fertilidade? Saúde? Amorosidade? 
 
Serenidade?

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Procure sentar numa posição confortável com a coluna ereta, colocando a mandala diante de seu rosto. O centro da mandala deverá estar à altura dos seus olhos, numa distância semelhante à extensão de seu braço.

Focalize toda sua atenção no centro da mandala. Não exerça tensão sobre os olhos que deverão permanecer repousados no centro da mandala durante todo o exercício.

Procure aos poucos esvaziar sua cabeça, deixando a mandala agir em você através do movimento que lhe é inerente. A idéia é chegar a preencher toda a sua mente com a imagem da mandala, ela será reconstruída dentro de você.

Não queira controlar seus movimentos. Respire profundamente e naturalmente, permanecendo relaxado todo o tempo. Seus olhos poderão ficar pesados, lacrimejar ou arder. Permita que isso aconteça. Deixe a mandala limpar, desobstruir e energizar seus olhos físicos e seus componentes etéricos. Fixe sempre o olhar no centro do desenho. Perceba os detalhes captados pela visão periférica, sinta sua vibração, mas não se desligue do centro.

Procure piscar o mínimo possível e quando o fizer, que seja suavemente e com total atenção. Não faça apreciação ou juízo crítico. Não deixe a sua mente interferir no processo. Apenas observe o que está acontecendo dentro e fora de você.

Perceba que, quando sua mente se aquieta, você gasta menos energia com o pensamento, e, como não existe vácuo no universo, outra função assume essa energia. É hora de funcionar a intuição, o autoconhecimento, a clarividência e a clariaudiência. Começam a emergir interiormente potenciais normalmente submersos do seu ser.

Mergulhe na mandala por 15 minutos. É opcional o uso de música ou qualquer outro estímulo auditivo. Durante todo o exercício é vital a atenção na respiração, que poderá ter variantes de acordo com o que se quer atingir.

Quanto mais imóvel você conseguir ficar, mais a mandala penetrará em você, harmonizando seu campo de energia e os chacras.

No final dos 15 minutos, feche os olhos, esquente as mãos e as coloque sobre eles, relaxando-os.

Não deite logo em seguida. Permaneça por mais 15 minutos sentado, observando o que está acontecendo internamente com você. Essa observação é o objetivo de toda e qualquer técnica meditativa. Fique em silêncio, de olhos fechados e coluna ereta.

Após este período, se quiser, deite.
Esta meditação não deve ser feita antes de dormir ou logo após as refeições.
Depois de um período de prática de 21 dias, escolha outra mandala para meditar."

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O texto foi extraído  de Conceição Trucom e faz parte de seu livro Mente e Cérebro Poderosos - ed. Cultrix

JUNG E AS MANDALAS


Carl Gustav Jung estudou a mandala e a utilizou em seu consultório. Constatou que seus pacientes melhoravam ou relaxavam com o uso da mesma. Ele dizia que as mandalas poderiam trabalhar a Psique, atuando no processo de autoconhecimento do cliente.

Ele  descobriu que as mandalas expressavam conteúdos interiores do ser humano. No seu estudo das manifestações do inconsciente, seus pacientes produziam de forma espontânea desenhos de mandalas, sem saber o que ela é ou o que estavam fazendo. Ele dizia que isso tende a acontecer com pessoas que progridem no seu processo de autoconhecimento e individuação.

Ficou muito interessado no símbolo mandálico taoísta chamado A Flor de Ouro, dizia que era um material trazido frequentemente por seus pacientes.

A Flor de Ouro é desenhada tanto como um ornamento geométrico regular, ou de cima, ou um borrão crescendo de uma planta. A planta com freqüência nasce da escuridão, possui cores ardentes e tem um botão de luz no topo.

Jung publicou um livro chamado “O Segredo da Flor de Ouro”, junto com Richard Wilhelm




Quando começou a  estudar as mandalas e sua manifestação no mundo oriental como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las.  Observando-as no mundo ocidental, descobriu o efeito de auto-cura que elas exerciam, inclusive em si mesmo.

Em seguida, passou a utilizá-las como método psicoterapêutico. E conclui que esses círculos mágicos da tradição cultural oriental, hinduísta ou budista, eram representações instintivas de um símbolo universal desenhadas desde os primórdios da humanidade.

A mandala nas tradições culturais hinduísta e budista-tibetana, aparece como instrumento de concentração mental.  O termo mandala, em sânscrito, indica “círculo” e ocorre para designar, de maneira genérica, uma figura circular, esférica, o círculo em um quadrado e vice-versa.  Foi Jung que introduziu o conceito de mandala na psicologia analítica.

Portanto, as mandalas podem expressar um potencial para a totalidade, como procede nas tradições religiosas hinduísta e budista-tibetana, podem ser empregadas como instrumento de concentração e como um meio para unir a consciência individual com o centro da personalidade.

Mandala na tradição hinduísta
A mandala tradicional hinduísta faz parte do ritual de orientação e do espaço sagrado central, que são: o altar e o templo. Ela é a passagem de um estado para outro, ou seja, do material ao espiritual. Seu centro é uma entidade; sua periferia é a perfeição. É um instrumento visual para a concentração ou meditação  que conduz à realização das formas sobrenaturais que se encontram na mandala.

Mandala na tradição budista
Essas figurações concêntricas das mandalas são imagens dos dois aspectos que são complementares e idênticos à realidade: o aspecto da razão original, que é inata nos seres humanos (e que utiliza imagens e idéias do Mundo material, ilusório) e o aspecto do conhecimento terminal produzido pelos exercícios físicos e mentais que são adquiridos pelos Budas (Iluminados) e que se fundem uns com os outros, na intuição do estado da mais alta felicidade possível, chamado Nirvana.Admite-se que esse estado mental é de grande liberdade e espontaneidade interior em que a mente humana goza de tranqüilidade suprema, pureza e estabilidade.

Mandala na tradição tibetana
Jung descobriu que as mandalas na tradição budista tibetana derivam do conhecimento religioso dos lamas. Essa expressão, lama, significa guru, na tradição hinduísta, mestre. Nesse sentido, os lamas consideram a verdadeira mandala uma imagem interior que, gradualmente, é construída nos momentos de equilíbrio psíquico perturbado ou quando um pensamento não pode ser encontrado e deve ser procurado, porque não está contido na doutrina sagrada.

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in:http://www.marcelodalla.com/2012/02/jung-e-as-mandalas.html