quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

SAÚDE E EQUILÍBRIO - " A Ansiedade, o mal do Estômago "

A Ansiedade, o mal do Estômago


                                                                        
                              
   Ele possibilita a digestão dos alimentos sólidos e líquidos que consumimos. É graças a ele que podemos assimilar a alimentação material que a terra nos oferece e que a gastronomia elabora para o nosso prazer. Por meio dele, vamos transformar esses alimentos em energia, com o uso de uma alquimia extremamente elaborada que vai torná-los utilizáveis, aceitáveis para o nosso organismo.

 O sistema digestivo é aquele que contem o maior número de órgãos, sendo considerado um dos principais centros energéticos do corpo. Isso revela o quanto esta alquimia se torna elaborada e complexa em nosso corpo. O sistema digestivo é composto pela boca, pelo esôfago, pelo estomago, pelo fígado, pela vesícula biliar, pelo baço, pelo pâncreas, pelo intestino delgado e grosso. 

Os males do sistema digestivo falam da nossa dificuldade para engolir, para digerir, para assimilar o que acontece na nossa vida. Por exemplo: “Eu não consigo engolir o que aquele cara me disse”. Ou então: “Nunca consegui digerir muito bem o que você fez”. Ou ainda: “Estou com essa história engasgada na minha garganta”. São tantas as expressões populares que nos dizem simplesmente isso. De acordo com o órgão digestivo particularmente em questão, existe uma correlação cognitiva emocional e bioquímica. Vamos ver alguns deles em detalhes.

    O estômago: É o órgão que recebe, em primeiro lugar, através do esôfago, os alimentos brutos que acabam de ser preparados pela mastigação na boca. Logo, é o primeiro receptáculo da alimentação material. Faz um papel de armazenagem do bolo alimentar para que as ações dos ácidos iniciem o processo de assimilação dos alimentos ingeridos. 

Os males do estômago nos falam da nossa dificuldade ou das tensões que encontramos quanto ao nosso domínio ou a nossa gestão do mundo material. Aborrecimentos financeiros ou profissionais, preocupação prolongadas reais ou imaginárias referentes a questões escolares, judiciais ou mesmo quanto ao nosso estado de saúde ou de familiares, levam à perda do equilíbrio biológico deste órgão. Azia, acidez gástrica, úlcera, câncer, são muitas as manifestações cuja intensidade é progressiva e que exprimem essa dificuldade para digerir o que vivemos, os choques da vida ou as situações que não nos satisfazem. 

    Tomemos, por exemplo, os casos de úlceras que, muitas vezes, vêm a ser uma característica de aborrecimentos profissionais e que, durante muito tempo, foram à doença própria dos executivos. Lembro também, aqui, daquela famigerada dor de barriga, que surge em vários alunos antes das provas escolares ou concursos a serem realizados. O vômito tem um papel à parte no desequilíbrio deste órgão, pois retrata especificamente o ato da recusa e rejeição pura e simples de fatos, um sinal de que não aceitamos determinadas vivências ou agressões quer sejam elas reais (alimentares) ou imaginárias. 

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Lembro de um paciente que me veio procurar para tratar uma dor nas costas, na altura das escápulas. Imediatamente abordamos seu sistema estomatognático, que se encontrava hiperativado, além do seu estresse profissional, que lhe exigia muitas horas de intensidade mental, com horários irregulares para as refeições. Este paciente apresentava uma recente história de término abrupto de relacionamento afetivo, sem aceitação de sua parte. Neste caso, seu estômago, alimentando-se das suas emoções de recusa afetiva, com uma enorme carga emocional de preocupação profissional, manifestava-se nas suas dores das costas, formando assim um ciclo intermitente, no qual os efetivos tratamentos pelos medicamentos antiinflamatórios adotados não surtiam nenhum efeito de melhora.

 Muitas são as correlações biomecânicas do estômago com as dores nas costas, nos ombros e na coluna cervical, devido as suas interações neurovegetativas e neuromusculares, e, por isso, vale à pena observar cada vez mais os sinais e gritos do nosso EU interior, aproveitando as oportunidades de promover mudanças em nossos hábitos. 

  Quando, por qualquer motivo, não exteriorizamos os sentimentos e os bloqueamos, esse comportamento gera um acúmulo energético na região do estômago, o que, consequentemente, causa alteração no metabolismo orgânico. Os problemas estomacais costumam ocorrer nas pessoas que fazem um julgamento muito precipitado acerca dos acontecimentos ou possuem dificuldade para elaborar o novo. Desta maneira, ficamos remoendo ou dramatizando mentalmente os fatos, provocando no organismo a fermentação estomacal.

    O aumento do suco gástrico do organismo nos revela a nossa incapacidade de assimilação a mudanças, bem como o medo das situações novas, e leva o indivíduo a ficar remoendo a sua própria raiva.

   O surgimento da gastrite nos revela a inabilidade para lidar com nossos aborrecimentos de forma consciente. Ao contrário disso, adotamos atitudes extremistas diante dos conflitos, para não agredir e nem ofender os outros. Adotamos uma opção de auto-regredir, alimentando nossa raiva pela falta de respeito para conosco mesmo.

      A úlcera esta diretamente relacionada ao fato da pessoa se corroer por dentro, por sua tendência básica de introjetar suas emoções em vez de exteriorizar o que sente. É notório o profundo grau de irritabilidade em que a pessoa vive. Ela se sente pressionada pela situação, não se julgando bom o bastante para expressar-se livremente na vida. Tem medo de encarar os fatos e se expor com naturalidade. Exige muito de si, quer ser auto-suficiente, não se permite errar.

     Em resumo, o modo como você processa o significado das suas emoções depende da sua tendência ou qualidade mental. Se você tem uma propensão predominante para ser uma pessoa ansiosa ou preocupada excessivamente, estará, com certeza, adoecendo seu estômago e todos os sistemas a ele relacionados.  

     A melhor estratégia para um relacionamento mente-corpo saudável é ver o lado positivo de tudo. Desenvolva essa capacidade. Ela o ajudará a submeter seu ego, abrir espaço para o equilíbrio das partes do corpo humano e, apresentar menos dores.