sexta-feira, 26 de junho de 2015

SAÚDE E EQUILÍBRIO - FIBROMIALGIA – MUITO ALÉM DA DOR

FIBROMIALGIA – MUITO ALÉM DA DOR

Síndrome que esta associada a: depressão, tristeza, stress, cansaço físico extremo, ansiedade, alteração hormonal, fadiga adrenal, insônia crônica, sedentarismo, obesidade, neurodegeneração, falta de atividade física, excesso de carboidratos...
A fibromialgia, que é uma patologia da reumatologia, não é uma doença, no sentido literal da palavra (apesar de ser tratada como) e pelos sintomas envolvidos enquadra-se no que chamamos de síndrome e dentre seus fatores desencadeantes associados estão relacionados: depressão, tristeza, stress, cansaço físico extremo, ansiedade, alteração hormonal, fadiga adrenal, insônia crônica, sedentarismo, obesidade, neurodegeneração, falta de atividade física, baixos níveis do hormônio serotonina e do aminoácido triptofano. 
Síndrome é um conjunto de sinais e sintomas que definem uma enfermidade. Doença é alteração da saúde causada por agentes internos, normalmente derivados por efeitos crônicos (câncer, doença autoimune, processo inflamatórios específicos) ou externos, que na maioria das vezes, é de efeito agudo (infecções por vírus, bactérias, fungos, parasitas), sujeita à mudança de status e, na maioria das vezes, à cura ou controle. O que hoje se define comofibromialgia é uma síndrome, que tem suas causas pouco conhecidas e não tem cura comprovada.
Durante muitos anos, pessoas que sentiam dor pelo corpo, além de cansaço, tristeza, dormência nas mãos, tonteira, alteração de memória, alteração do sono e alterações intestinais, eram considerados com problemas puramente psicológicos. Em alguns casos era utilizada a nomenclatura “fibrose”associada a estas patologias.
Hoje já se sabe que a fibromialgia tem como base uma alteração genética associada a três fatores:
ALTERAÇÕES NEUROENDOCRINOLÓGICAS: substâncias modulam o humor, o ânimo e a gordura de todo o nosso organismo;
ALTERAÇÕES DE NEUROTRANSMISSORES: substâncias que modificam as emoções no cérebro;
DISFUNÇÃO NEUROSENSORIAL: alteração no sistema neurológico que pode modificar o modo como sentimos a dor.
É comum a ambos os sexos, mas há uma prevalência desta síndrome no sexo feminino de 2:1 para o sexo masculino. Ou seja, mulheres tem o dobro de chances de desenvolver a fibromialgia.

Sintomas, fatores, fatos e algumas mudanças necessárias: 

- O diagnóstico da fibromialgia vem de uma anamnese feita por um questionário específico aonde estas respostas são confrontadas com o diagnóstico laboratorial final, aonde neste exame laboratorial (coleta sanguínea, salivar, etc) não foi encontrada nenhuma justificativa coerente e determinante para o quadro de dor generalizada do paciente.
NUNCA descarte o tratamento tradicional. Ele é importante e único para o alivio das dores.
- Dores pelo corpo em lugares específicos e pré-determinados chamados de “tender points” = pontos sensíveis ou “triger points” = pontos de disparo da dor, que são o primeiro determinante para o diagnóstico da fibromialgia. Em média são 19 pontos espalhados por todo corpo. (foto abaixo)
Fibromialgia 1
- Em grande parte dos diagnósticos é uma patologia de ordem neurológica, tendo este paciente uma falta ou diminuição acentuada da modulação da dor e do controle do sistema nociceptivo, através da diminuição da secreção de dopamina, serotonina e norepinefrina no cérebro (doctor google te responde o que é isso).
- A menopausa, neste caso, denominada de evento precipitante, esta associada a uma piora no quadro clínico geral da fibromialgia, aumentando a intensidade das dores e também aumentando o número de pontos sensíveis.
- Alterações na audição, na visão (fotofobia), alterações hepáticas e intestinais severas.
Disfunções, distúrbios e doenças mitocondriais (olha as mitocôndrias de novo ai) podem desencadear ou agravar o quadro clínico. Coenzimas podem ser utilizadas para amenizar o quadro clínico.
- Todo e qualquer fator bioquímico interno (endógeno) ou fator externo do dia a dia (exógeno) que baixe os níveis séricos e normais de serotonina pode agravar ou ser um dos gatilhos determinantes para o desenvolvimento do quadro clínico de fibromialgia.
Fatores psicológicos podem ser determinantes na intensidade das dores musculares. A associação entre depressão e fibromialgia esta presente em mais de 50% dos casos detectados. A grande maioria os pacientes tem sentimentos e emoções negativistas e pessimistas sobre tudo que os cercam. Alterações nos padrões cognitivos de percepções. Traumas emocionais.
- Quase 100% de chances que no exame laboratorial de sangue a “Proteína C Reativa” estará bem aumentada (mesmo que isto não seja usado como fator pra determinar o diagnóstico final)
Bipolaridade e mudanças repentinas no humor. Vai da alegria extrema à ira e a raiva ou melancolia em frações de segundos ou minutos.
Fadiga crônica diária mesmo sem motivos aparentes ou sem a prática excessiva de atividade física.
- E existe sim um fator e uma predisponibilidade genética para o desenvolvimento da fibromialgia.
- Adotar hábitos de higiene mental e emocional. Se possível se afastar ou erradicar de sua vida pessoas “nocivas” e “vampiros” emocionais.
- Diminuir estresse oxidativo e melhorar o funcionamento das suas mitocôndrias.
- Uso do GH (hormônio do crescimento) pode ser interessante
- Aumentar ingestão de Ômega 3 e diminuir ingestão de ômega 6 (óleos vegetais processados).
- Precisa ter níveis ótimos de Vitamina D “ativada”. Para estar ativada precisa de bronzeamento solar natural (sem uso de filtro solar). E se necessário iniciar suplementação de Vitamina D3 ou D2 (sempre utilizando os raios UVB ou ultra violeta B para a ativação)
- Fazer uso de suplementação de Zinco e Magnésio.
- Aumentar ingestão de proteínas de alto valor biológico e aminoácidos essenciais. Também suplementar creatina e carnitina.
Dietas Cetogênicas, Vegetarianas ou Veganas são uma excelente alternativa para começar uma reeducação alimentar e para amenizar as dores e sintomas. Normalmente indivíduos com fibromialgia tem doença intestinal inflamatória, alergia ao gluten, lactose e afins.
Diminuir substancialmente a ingestão de carboidratos simples (açúcares).
- O Glutamato, que é sintetizado a partir de glutamina, e também pode ser sintetizado a partir do α-cetoglutarato (um intermediário do ciclo de Krebs) e o Aspartato (que é um aminoácido não essencial, codificado pelo dna humano), são considerados aminoácidos excitatórios e podem aumentar a sensação de dor diminuindo o efeito do GABA (neuro-relaxante). Você sabia que quase 90% dos produtos industrializados contem glutamato na sua composição? Pois é…
A abordagem do tratamento da fibromialgia atua em quatro importantes pilares:
>Exercícios para fortalecimento muscular ou treinamento de força ou musculação, assim como para condicionamento cardiorrespiratório ou treinamento de aerobiose = corrida, ciclismo, indoor ou outdoor e esportes de endurance em geral, desde que feitos em intensidade moderada (trabalhar sempre entre 30% e 40% da carga máxima de 1RM). Em casos menos intensos da síndrome a hidroginástica pode ajudar a amenizar as dores. Em casos mais intensos, além de todos os processos para amenizar as dores, sexo pode ser uma ótima opção.
>Técnicas de alongamento e relaxamento para prevenir espasmos musculares.
>Reeducação alimentar, restrição de carboidratos e mudança de hábitos nutricionais e diários para melhorar a qualidade de vida e reduzir o estresse.
>Medicações para o controle da dor e dos distúrbios do sono.
Obs.: Medicamentos, quando necessários, devem ser prescritos pelo médico. Isso porque para cada quadro clínico a fibromialgia pode se manifestar de forma diferente, necessitando de diferentes abordagens farmacológicas.
Por Eduardo Schwab 

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Oito sintomas físicos de depressão além da tristeza

Dor de cabeça e distúrbios gastrointestinais podem acompanhar o quadro



Além dos sintomas psicológicos tão conhecidos da depressão existe um grupo de sensações físicas que também cursam com a doença. Se não for tratada, a depressão se agrava, causando sintomas que nem sempre são relacionados à doença. Confira algumas sensações físicas que podem acompanhar o quadro depressivo e quando buscar ajuda:

Problemas digestivos

Quando o individuo está em depressão, há uma baixa na produção dos neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina. "Esses mediadores são responsáveis pela modulação da dor e também pelo equilíbrio emocional, portanto um paciente depressivo apresenta maior sensibilidade à dor", explica a psicóloga e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, da Universidade de São Paulo (USP).

A dor na parte gastrointestinal é muito comum em depressivos. Segundo a especialista, há muitas vezes a ocorrência da síndrome do intestino irritável, que causa dores abdominais, flatulência e mudanças do hábito intestinal. "Pacientes podem chegar ao gastroenterologista com esses sintomas e, após vários exames clínicos, são diagnosticados como de fundo emocional."

Dor de cabeça

homem com dor de cabeça - Foto: Getty Images
A depressão também pode motivar dores do tipo cefaleia. "Há o cenário que chamamos de somatização, no qual o indivíduo com depressão acumula sintomas emocionais, frustrações, medos e inseguranças e descarrega no corpo", afirma a psicóloga Priscila. "Vale ressaltar que é um processo inconsciente, ou seja, o individuo não tem controle sobre isso, e deve procurar ajuda profissional."

Distúrbios do sono

homem com insônia - Foto: Getty Images
Distúrbios do sono são bem comuns: ou o paciente dorme demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não consegue dormir, por não conseguir se desligar dos problemas que o levaram a depressão. Em ambos os casos, o resultado é um sono de má qualidade. "O paciente não se recupera o suficiente para as atividades que deve exercer, o que explica a piora da do rendimento e da produtividade", lembra o psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia.

Tensão na nuca e nos ombros

mulher com tensão no ombro - Foto: Getty Images
Como consequência do processo de somatização, o paciente depressivo fica constantemente em estado de alerta - e isso se reflete em tensão na musculatura, principalmente da nuca e ombros. "A ansiedade e nervosismo para resolver as questões emocionais estão frequentemente associadas a esses sintomas", diz a psicóloga Priscila.

Cansaço ou fadiga

mulher dormindo na mesa de trabalho - Foto: Getty Images
"A falta da produção adequada dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma prostração muito grande em pacientes", conta Priscila Gasparini Fernandes. O resultado são sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ânimo e falta de iniciativa para executar qualquer atividade.

Mudanças no apetite e no peso

homem em cima da balança - Foto: Getty Images
A depressão é frequentemente associada a transtornos alimentares. Isso porque a doença leva a alterações no apetite, podendo ocorrer a falta ou o excesso deste, culminando em perda ou ganho de peso. "As reações são individuais, é necessário apenas observar que o comportamento não está normal para aquela pessoa e orientá-la a buscar ajuda", explica a psicóloga Patricia.
A especialista ressalta ainda que quadros de anorexia e bulimia são diferentes de depressão, e como tal devem ser tratados separadamente. Há casos em que o paciente já diagnosticado com transtornos alimentares desenvolve um quadro depressivo, mas não se sabe quais são os gatilhos para essa relação. Portanto, é necessário prestar atenção tanto nas mudanças de apetite do paciente com suspeita de depressão quanto em sinais depressivos nas pessoas que já tratam transtornos alimentares.

Dores no corpo

mulher com dor no peito - Foto: Getty Images
Pacientes com depressão muitas vezes se queixam de dores generalizadas e persistentes no corpo todo, principalmente nas costas e peito. "Os sintomas de fadiga e cansaço próprios do quadro depressivo acabam comprometendo uma postura adequada quando o indivíduo tenta realizar suas atividades diárias, piorando a sensação de tensão e dores musculares", explica psiquiatra Luis. Sedentarismo e a falta de atividades físicas podem tornar o quadro ainda mais intenso.

Imunidade baixa

casal gripado - Foto: Getty Images
A depressão leva o indivíduo à prostração - ele não se sente bem fisicamente e mentalmente. Isso pode, de maneira indireta, interferir na imunidade. "Ocorre uma liberação descontrolada de hormônios quando não estamos bem emocionalmente, afetando as células de defesa", diz Priscila Gasparini Fernandes. Além disso, a tristeza e falta de iniciativa para realizar atividades pode fazer com que o paciente não tome os devidos cuidados com a saúde, adotando comportamentos de risco como ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de drogas, má alimentação e sedentarismo - todos fatores que interferem diretamente na imunidade, deixando o indivíduo mais vulnerável a infecções oportunistas, como gripes, resfriados e herpes.
POR CAROLINA SERPEJANTE PUBLICADO EM 16/06/2015