terça-feira, 14 de outubro de 2014

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Labirintite pode ter causas físicas e emocionais

Labirintite pode ter causas físicas e emocionais



Labirintite pode ter causas físicas e emocionais

Diabetes, hipertensão e colesterol alto estão entre as principais origens fisiológicas do problema
por Marianna Feiteiro

O distúrbio do labirinto, ou “labirintite”, como é popularmente conhecido, diz respeito a qualquer alteração no organismo que afete o labirinto, estrutura interna do ouvido muito importante para o nosso equilíbrio.

“O labirinto possui alguns canais chamados circulares. Dentro deles existem cristais que comunicam ao sistema nervoso exatamente nosso posicionamento no espaço. Se eu virar de cabeça para baixo, os cristais se deslocam para esse sentido, então meu cérebro sabe que eu estou de cabeça para baixo”, esclarece a neurologista Carla Jevoux, membro da Academia Brasileira de Neurologia. Ela explica que, além do labirinto, as outras duas estruturas responsáveis por manter nosso equilíbrio são os olhos, capazes de fornecer informações sobre nosso posicionamento, e o cerebelo, parte do sistema nervoso que fica na região posterior do cérebro.

Sintomas da labirintite
Durante uma crise de distúrbio do labirinto, as queixas mais comuns são de tontura (sensação de estar pisando no vazio) e vertigem (sensação de que o ambiente está girando). O paciente também pode apresentar náuseas, vômitos, sudorese, perda de audição ou audição diminuída, zumbidos e dificuldade de focar o olhar, entre outros. De acordo com a Dra. Carla, em alguns casos, a crise pode se estender por até uma semana.


O que causa labirintite?
O distúrbio pode ser ocasionado por diversos motivos. Geralmente, é um sinal de que há algum outro desequilíbrio no corpo, que pode ser físico ou mental. Os fatores que podem afetar o labirinto são:
Causa metabólica. “É a causa mais comum deste distúrbio e a que os médicos mais esquecem. Pedir um exame de sangue é o passo número um”, afirma Dra. Carla. “Quando o sangue que passa perto dos canais do labirinto está sujo, ele fica confuso, fica tonto”, explica.


 A origem, neste caso, pode ser colesterol alto, diabetes, hipertensão ou ingestão de alimentos que são “labirintotóxicos”, como cafeína, chocolate e doces em geral e álcool. “Quando bebemos muito e ficamos tontos, isso se dá por intoxicação do labirinto. Já o chocolate aumenta a quantidade de gordura no sangue, e os doces aumentam a taxa de glicose”, explica a neurologista.

Alterações na coluna cervical e otites. Segundo explica Dra. Carla, é pela coluna cervical que passa a artéria labiríntica, portanto uma alteração degenerativa na região pode acometer o labirinto – o que é identificado através do exame de Raio-X. Da mesma forma, as doenças próprias do ouvido (otites) também podem prejudicar o labirinto.

Causas emocionais. Estresse, ansiedade, aborrecimentos, período de perda familiar ou muito trabalho são capazes de deixar o labirinto tonto.
Enxaqueca. “Outra coisa que dá muita tontura e que as pessoas não costumam associar é a enxaqueca, que acomete principalmente as mulheres”, afirma Dra. Carla. Segundo ela, é provado cientificamente que, durante uma crise de dor de cabeça, o labirinto entra em desequilíbrio. “Normalmente as pessoas focam só na dor de cabeço, porque é o que mais incomoda, mas, na verdade, é um conjunto de sintomas, incluindo o distúrbio do labirinto”, explica.

Como agir durante uma crise
Segundo Dra. Carla, se o problema de tontura tiver origem no labirinto, ele poderá ser tratado tanto por um neurologista como por um otorrinolaringologista.

Durante uma crise, a recomendação é manter o olhar em um ponto fixo e tentar se equilibrar. De acordo com a especialista, caminhar ajuda bastante. “Conforme você anda, você olha para frente e observa as coisas ao seu redor, então o aparelho ocular manda estímulos para o labirinto e diz ‘estamos de pé’”, explica. “Principalmente se a causa é metabólica, a atividade física vai melhorar a circulação e ajudar a diminuir o nível de colesterol, glicose ou a pressão arterial”, completa.

Uma prática não recomendada é deitar e ficar de olhos fechados, uma vez que isso tornará ainda mais difícil para o labirinto se situar no espaço.

O tratamento para o distúrbio de labirinto pode ser feito com medicamentos e exercícios específicos. No entanto, se a causa for um desequilíbrio no organismo, seja físico ou emocional, o tratamento deve ser voltado para corrigir este problema e, secundariamente, o distúrbio de labirinto.


texto que recebi do grupo amorempalavras@yahoo.com.br
de Rosália