terça-feira, 7 de novembro de 2017

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - SEXO ALÉM DO FÍSICO - TRANSCEDENDO A ENERGIA

SOBRE O SEXO TÂNTRICO <><> 






<>O sexo tântrico é diametralmente oposto e diferente. 
Ele não se destina a aliviá-lo, a permitir que você ponha sua energia para fora. Ele significa permanecer no ato sem ejaculação, sem desperdiçar a energia. Permaneça no ato, funda-se nele, mas no início do ato, não na parte final. Isto muda a qualidade, que então se torna completamente diferente. Tente compreender duas coisas. 
Existem dois tipos de clímax, dois tipos de orgasmo. 
Um tipo de orgasmo é conhecido; você atinge o cúmulo da excitação e não consegue seguir adiante. 

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O fim chegou. 
A excitação chega a um ponto no qual ela se torna involuntária. A energia circula intensamente dentro de você e sai. 
Você se sente livre dela, aliviado. 
A carga foi lançada fora. 
Agora você pode relaxar e escapar. 
Você a está usando como um calmante. Trata-se de um calmante natural. 
Segue-se um sono reparador, se sua mente não estiver sob o peso da religião. 
Caso contrário, até mesmo o calmante é destruído. 
O sexo só poderá ser tranquilizante se sua mente não estiver sob o julgo da religião. Se você se sentir culpado, até mesmo seu sono será perturbado. 
Você sentirá depressão, começará a condenar-se, começará a jurar que daí em diante não se entregará mais àquilo. Mais tarde seu sono se tornará um pesadelo. 
Se você é uma pessoa natural não muito oprimida pela religião e pelo moralismo, então o sexo poderá ser usado como um calmante. 
Este é um tipo de orgasmo: chegar ao ápice da excitação. 
O Tantra no entanto está centrado em uma outra espécie de orgasmo. 
Se denominamos a primeira espécie de orgasmo de ápice, podemos chamar o segundo orgasmo (o tântrico) um orgasmo de planície. Nele você não chega ao ápice da excitação, mas ao profundo vale do relaxamento. 

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A excitação tem de ser empregada para ambos, no início. 
É por isso que digo que no início elas são idênticos, mas no fim são totalmente diferentes. 
A excitação tem de ser usada para ambos; ou você caminha em direção ao primeiro, a excitação ou para o vale do relaxamento. 
Em relação ao primeiro, a excitação tem de ser cada vez mais intensa. 
Você tem que crescer nela, tem de ajudá-la a ir em direção ao ápice. 
E uma vez que o homem penetrou, ambos os amantes podem relaxar. Nenhum movimento se faz necessário. 
Podem relaxar em meio a um abraço amoroso. 
Quando o homem ou a mulher sentem que a ereção pode se perder, basta apenas um pouco de movimento e de excitação para que isto não aconteça, mas em seguida é preciso voltar a relaxar. 
Vocês podem prolongar este abraço profundo durante horas, sem ejacular, e então ambos poderão mergulhar em um sono profundo. Isto é um orgasmo de vale. 
Ambos estão relaxados e encontram-se como dois seres relaxados.

 Livro: Tantra sexo e espiritualidade Osho