quarta-feira, 16 de julho de 2014

PENSAMENTOS, POESIAS E REFLEXÕES - A Máquina do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)

A Máquina do Mundo


E Como eu palmilhasse vagamente
UMA estrada de Minas, pedregosa,
e não Fecho da Tarde hum sino rouco
se misturasse AO som de MEUS Sapatos
Que era pausado e seco; e aves pairassem
nenhuma Céu de chumbo, e SUAS FORMAS pretas
Lentamente se fossem diluindo
na Escuridão Maior, Vinda dos montes
e de Meu Proprio serviços desenganado,
uma Máquina do Mundo se entreabriu
parágrafo QUEM de um romper JÁ se esquivava
e So de o ter Pensado se Carpia.
Abriu-se Majestosa e circunspecta,
SEM emitir hum som Que Fosse impuro
NEM UM clarão Maior Que o tolerável
pelas pupilas gastas na Inspeção
Contínua e dolorosa do Deserto,
e Pela Mente exausta de mentar
Toda UMA Realidade Que transcende
a Própria Imagem SUA debuxada
sem Rosto do Misterio, nsa Abismos.
Abriu-se los calma pura, e convidando
quantos Sentidos e intuições restavam
a quem de sistema operacional de ter USADO OS JÁ perdera
e NEM desejaria recobrá-los,
se Vao los e parágrafo de sempre repetimos
OS mesmos SEM Roteiro tristes périplos,
convidando-os a Todos, EM coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da Natureza Mítica das Coisas.