segunda-feira, 5 de junho de 2017

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Cistocele (bexiga caída): Sintomas e Tratamento

 Atenção às disfunções do assoalho pélvico. 

Se não tratados, casos podem afetar até mesmo a vida sexual de quem apresenta a patologia.

Cistocele (bexiga caída): Sintomas e Tratamento





(As informações abaixo, não dispensam consulta médica)
Cistocele também conhecido como bexiga prolapso é o resultado de enfraquecimento e estiramento da parede da bexiga entre uma mulher e vagina, provocando a queda da bexiga na vagina. Isto pode também envolver o útero que desce na vagina e fica saliente a partir da abertura vaginal. 

As razões mais comuns para a ocorrência do transtorno são a gravidez eo parto. Para facilitar a relação sexual eo parto as paredes da vagina tem elasticidade. Num caso de parto vaginal, existe uma probabilidade de as paredes ficando esticadas levando a um prolapso. Também as mulheres que têm vários filhos, têm uma chance maior de ter esta doença. No entanto, esta pode não ser a única razão para a ocorrência do transtorno de cistocele. Às vezes as mulheres envelhecem ou após a menopausa, a diminuição nos níveis de estrogênio causa a degeneração dos músculos pélvicos, que por sua vez leva a cistocele. Cistocele pode também estar ligada à constipação, obesidade crônica e até mesmo a genética. Tendo uma histerectomia ou a remoção do útero também pode causar cistocele. 

Os sintomas da Cistocele 

Os sintomas de cistocele são exibidas, dependendo do grau da doença. No caso de um distúrbio leve cistocele ou quando a bexiga cai apenas um pouco mais para dentro da vagina, não existem sintomas visíveis. Para os graus mais elevados da doença, isto é, quando a bexiga fica muito suficiente para alcançar a abertura vaginal ou quando na verdade vem através da abertura da vagina os sintomas são graves. 

Os sintomas podem incluir: 

* Pressão na pelve e da vagina especialmente durante longos períodos de pé. 

* Dificuldade em iniciar e parar a micção e aumento da frequência urinária. 

* Incapacidade de esvaziar a bexiga após a micção. 

* Dificuldade enquanto esforço, tosse e curvando-se. 

* A incontinência de esforço ou perda do controle urinário, especialmente ao rir, espirrar ou tossir. 

* Recorrendo a incidência da infecção do trato urinário. 

* Extrusão do tecido: Com o aumento da gravidade do caso, a vagina e da bexiga podem sobressair fora da entrada vaginal. 

* A relação sexual pode resultar em dor e perda urinária. 

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Tratamento da Cistocele 

O tratamento do distúrbio baseia-se na sua gravidade. Para casos mais leves, sem sintomas, o tratamento pode envolver exercícios de auto-determinados cuidados e fisioterapia. Nos casos moderados a utilização de um pessário é recomendada. É um dispositivo que, quando colocado na vagina mantém a bexiga no lugar. Com base na adequação e conforto o médico pode recomendar um pessário para o paciente. Às vezes, um tampão ou diafragma também é sugerida como uma alternativa. Na maioria das vezes esta é uma solução temporária para a cirurgia. 

Em casos graves cirurgia é recomendado que o médico coloca a bexiga de volta à sua posição normal. Os músculos são apertados pélvicos e algumas partes do tecido esticado pode ter que ser removido. A operação é geralmente realizada por um ginecologista ou um urologista. 

Os médicos também recomendam a terapia com estrogênio para aqueles que experimentam sintomas da menopausa. Isto é feito de modo a manter os músculos pélvicos forte que pode ter sofrido degeneração devido à ausência de estrogênio após a menopausa. Por vezes, os médicos podem recomendar a remoção do útero, se houver um prolapso do útero, bem como a bexiga. Com a recorrência de cistocele, o tratamento cirúrgico é recomendado novamente. 

Cistocele pode ser prevenida através de medidas que incluem exercícios, uma dieta rica em fibras e beber de oito a dez copos de água. Para as pessoas com obesidade, recomenda-se que consultar o médico para determinar o peso ideal. No caso de a informação adicional, com base no diagnóstico os médicos podem responder a consultas do paciente.

Atenção às disfunções do assoalho pélvico. Se não tratados, casos podem afetar até mesmo a vida sexual de quem apresenta a patologia.


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Situações de perda involuntária de urina, desconforto durante relação sexual e a famosa "bexiga caída" agora contam com tratamentos menos invasivos que cirurgias. 
A fisioterapia urinoginecológica e urológica surgiu como uma opção para reverter quadros mais leves e auxiliar o processo de cura de casos mais severos.

 Com o tempo, a musculatura do corpo humano começa a perder o tônus. Este processo ocorre em toda a musculatura, já que as fibras de sustentação ficam cada vez menos rijas, com capacidade de contração reduzida. Isto também ocorre com a musculatura do assoalho pélvico. 
A gama de problemas ocasionada por esta falta de sustentação são chamados de disfunções do assoalho pélvico.
A musculatura desta região é responsável por apoiar os órgãos localizados na cavidade pélvica, como bexiga, próstata, reto e órgãos reprodutivos femininos. Também estão relacionados com o funcionamento dos esfíncteres urinários e anal. 
Assim, alterações na musculatura pélvica podem resultar em disfunções urinária e intestinal.
Os principais fatores causadores das disfunções são obesidade, procedimentos cirúrgicos, gestação, idade avançada, parto e menopausa. 
Algumas pessoas podem desenvolver esta disfunção em decorrência de fatores genéticos ou do seu tipo de colágeno.

A fisioterapeuta Luísa Braga Jorge, especialista em uroginecologia e urologia, explica que as principais disfunções são: incontinência urinária, fecal, dispareunia (dor durante a relação sexual), constipação, e prolapso (bexiga caída). Entretanto, o que apresenta maior prevalência é a incontinência urinária.

Esta disfunção independe de sexo, mas a maior incidência é registrada em mulheres devido à anatomia pélvica. Pesquisas indicam que de 12% a 56% das mulheres de 40 a 69 anos apresentam casos de incontinência urinária. No Rio Grande do Sul os índices podem aumentar em decorrência do frio. "A contração do corpo quando se está com frio gera espasmos na musculatura que podem facilitar a ocorrência de casos de incontinência", relata a fisioterapeuta.

Alternativas diferenciadas
de tratamento

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Mas o diagnóstico desses casos irá depender unicamente da observação do próprio afetado, já que não existe um exame específico para diagnosticar tais condições. Contudo, após o quadro ser de conhecimento do médico, os tratamentos são basicamente simples.

O importante é que ao notar os primeiros sinais, procure auxílio profissional imediatamente, pois além de causar dor e constrangimentos, essas disfunções podem afetar até mesmo a vida sexual de um casal, já que o prazer sexual também está relacionado a esse conjunto de 13 músculos da região pélvica. Entre as disfunções sexuais que ele pode favorecer quando lesionado estão o vaginismo (contração involuntária dos músculos próximos da vagina, impedindo a penetração do pênis) e a dispareunia (dor durante a relação sexual).

Apesar de cirurgias e medicamentos serem as formas mais tradicionais de tratamento, existem alternativas menos invasivas e tão eficazes quanto. São exercícios realizados através de fisioterapia, que auxiliam no processo de fortalecimento destes músculos.
A fisioterapeuta Luísa, a primeira a trabalhar estes métodos alternativos em Bagé, explica quais são e como funcionam cada tipo de tratamento:

- Biofeedback: é a terapia mais comum no tratamento da disfunção do assoalho pélvico. Não é doloroso, e é eficaz em aproximadamente 75% dos casos. Através de exercícios de contração da musculatura pélvica, o paciente recebe uma resposta auditiva ou visual para saber se está executando o exercício de forma correta. O treinamento inclui diferentes métodos de conscientização e relaxamento, como, por exemplo, técnicas musculares, respiratórias, autogênicas e cognitivas.

- Técnicas de relaxamento e fortalecimento: envolve ioga e exercícios como pilates.
- Eletroestimulação, exercícios perineais, técnicas comportamentais, e reorganização corporal.

"Em grande parte dos casos, não é necessário submeter o paciente a um tratamento invasivo, uma cirurgia. Com técnicas simples de readequação, grande parte dos distúrbios pode ser contornada", afirma Luísa.

Como evitar o enfraquecimento da musculatura?

Existem diversos tipos de exercícios que podem ser realizados no próprio conforto do lar ou mesmo durante as atividades da vida diária. Mas, assim como em qualquer outro exercício de academia, o treino da musculatura requer persistência e precisão nos movimentos, sendo ideal o monitoramento inicial por um fisioterapeuta especialista: se realizados de maneira incorreta os exercícios podem ser prejudiciais, causando efeito inverso ao desejado.

O exercício abaixo é simples, nada mais do que a contração dessa musculatura que envolve a região do ânus e da vagina, para tonificar a área e prevenir problemas:

- Deitada de frente, com os joelhos dobrados e pés apoiados no chão ou colchão, coloque a mão desde o púbis, que é osso acima da vagina, até o cóccix, o osso do final da coluna. Está identificada a musculatura do seu assoalho pélvico.

- Em seguida, tente contrair, como se fosse segurar gases. Você vai sentir um movimento de sugar toda a região do ânus e da vagina para dentro. Depois tente realizar esse mesmo movimento e segurar essa contração por um segundo e relaxar dois segundos. Repita dez vezes.

- Aumente o tempo da contração para cinco segundos e relaxe dez segundos. Repita novamente dez vezes.

 
Fonte: Jornal Minuano

Fonte: Hospital Santa Lúcia