terça-feira, 16 de maio de 2017

DESPETANDO O CONHECIMENTO - Vida após a Morte - Parte I - Vida Futura - Vida após a Morte - Parte 2 - Do Outro Lado da Vida - Vida após a Morte - Parte 3 - Planos Espirituais e Colônias

Vida após a Morte - Parte I - Vida Futura


"Tornou pois a entrar Pilatos no pretório, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: O meu reino não é deste mundo" (João - cap. XVIII, 33-34)

Com estas palavras, Jesus se refere claramente à vida futura, fim a que se destina a humanidade.

Sem a vida futura, a maior parte dos seus preceitos de moral não teriam razão de ser.

A continuidade da vida, após a morte do corpo físico, é o ponto central do ensino do Cristo.

Sem compreendermos a continuidade da vida, depois da morte do corpo material, não há como entender as afirmativas de Jesus no Sermão da Montanha.

As compensações prometidas aos sofredores em geral, não se cumprem nesta dimensão física.

Em algumas passagens do Evangelho, Jesus fala da felicidade que, no plano espiritual, aguarda os que fizerem o bem na Terra, e do sofrimento reservado aos que viveram no egoísmo, sem se preocuparem com o seu semelhante.

No quadro do juízo final, o Mestre afirma que todo aquele que ajudou o próximo necessitado: deu de comer ao faminto, vestiu o nu, visitou o encarcerado, enfim todo bem praticado aos irmãos necessitados seria como se a Ele tivesse feito.

E estes usufruirão felicidades.
E os que agiram de modo contrário, deixando de dar assistência aos necessitados, seria como se a Ele mesmo tivessem negado o socorro.

E estes sofrerão as conseqüências de sua omissão, da falta de amor e solidariedade.

Também na Parábola do rico e Lázaro, Jesus informa a desigualdade de situações em que se acham no plano espiritual, as duas personagens, em conseqüência do modo como viveram aqui na Terra.

As pessoas, no tempo de Jesus, tinham idéias vagas e imprecisas sobre a vida futura. Acreditavam na sobrevivência da alma, mas não sabiam como isto podia acontecer.

Considerando o estado evolutivo das pessoas daquele tempo, Jesus não podia falar toda a verdade com relação a vida futura, pois não tinham condições de compreender.
Conformando o seu ensino ao estado dos homens da época, Jesus evitou lhes dar o esclarecimento completo, que os deslumbraria em vez de iluminar, porque eles não o teriam compreendido.

Ele se limitou a colocar, de certo modo, a vida futura como um princípio, uma lei da natureza, à qual ninguém pode escapar.
Todo cristão, portanto, crê forçosamente na vida futura, mas a idéia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em muitos pontos.

O Espiritismo traz grande contribuição para melhor compreendermos a vida após a morte do corpo físico.

Não são hipóteses; não são apenas crenças baseadas em suposições.

São fatos produzidos pelos Espíritos, aqueles mesmos que viveram aqui no plano físico e que, agora, na outra dimensão, vêm nos esclarecer o que passou e o que passa com eles.
Esses fatos estão bem documentados em muitos livros, amplamente comprovados, e continuam acontecendo.

Todo estudioso e observador sem preconceito constatará esta realidade. Com o estudo dos fenômenos produzidos pelos Espíritos, através dos médiuns, passamos a saber, efetivamente, que a vida continua depois da morte do corpo material, e, inclusive, como as coisas podem acontecer.

Em conseqüência, a idéia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no porvir.

E isto produz modificações enormes sobre a moralização das criaturas porque muda o ponto de vista pelo qual se encara a vida terrena.
No subtítulo "O Ponto de Vista", cap. II, do Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos dá uma bela aula sobre a questão dos valores.

Valor é o que orienta a nossa vida. Conforme a tabela de valores que adotamos é o modo como administramos nossa vida.

A pessoa que tem uma crença vaga na imortalidade tende a seguir o ditado popular: "Vale mais um pássaro na mão do que dois voando".

Ante uma expectativa duvidosa sobre a vida futura, trata de gozar o presente, buscando a satisfação dos seus apetites, custe o que custar.

É o mundo competitivo que vivemos. A lei humana que deveria disciplinar e organizar a vida em sociedade acaba não sendo obstáculo aos astuciosos, bastante espertos e inteligentes para burlar essas regras sociais, só sendo pegos em atividades lesivas ao bem comum, em raras oportunidades.

A pessoa pode ostentar um rótulo religioso, aparentar crença na imortalidade até por conveniência, mas a maneira como efetivamente vive demonstra a falta de sinceridade, ou de convicção nessas crenças.
Quem sabe que a vida continua, após a morte do corpo físico, e que a Justiça Divina, a Lei de Causa e Efeito, não dormem, e que ninguém transgride impunemente essas Leis, por certo se orientará por outra tabela de valores.
Os bens do Espírito - o saber e as virtudes - passam a ser considerados, e mesmo buscado como os bens maiores.


O presente é resultado do passado, assim como no presente estamos construindo o futuro.

O Criador nos dá liberdade para escolher caminhos, e nos faz responsáveis por tudo que realizamos.

É uma questão de inteligência evitar aquilo que nos causa algum prazer no presente, mas que compromete o futuro.
"Essa visão de conjunto os homens do tempo do Cristo não podiam compreender, e por isso o seu conhecimento foi reservado para mais tarde".

Vida após a Morte - Parte 2 - Do Outro Lado da Vida




Do Outro Lado da Vida

É verdade que existem pessoas que sequer acreditam na existência na alma. Para estas, quando o corpo físico cessa sua existência, tudo acabou. Mas a grande maioria da população do planeta acredita que, após a morte, a vida continua em outros planos de existência, tão ou mais intensa do que na Terra.

É bem possível que nunca na História tenha se discutido tanto o tema “vida após a morte” quanto agora. A facilidade com que as idéias são expostas e divulgadas ajuda muito.

Parece que, quanto mais a sociedade se volta para o materialismo – seja pelo consumo desenfreado ou devido às necessidades básicas da vida –, mais as pessoas procuram saber a respeito desse mundo invisível e desconhecido para a maioria dos humanos.
É verdade que as descrições das dimensões superiores são tão (ou mais) antigas quanto as religiões. Mas após a detalhada descrição fornecida por André Luiz através de Chico Xavier, a quantidade de relatos a respeito do mundo espiritual aumentou muito.

Alguns médiuns dizem que hoje o mundo espiritual encontra-se mais próximo do mundo material, daí a facilidade com que os relatos têm sido transmitidos, captados, canalizados.

Nem todas as pessoas concordam com o que é dito sobre o mundo após a morte, e ocorrem disputas até mesmo acirradas. Mas a discussão é sempre interessante, desde que bem educada.

Para muitos pensadores, não há dúvida de que os conceitos cristãos de Céu e Inferno ainda estão muito presentes principalmente na cultura ocidental, mas de maneira geral as noções sobre a vida após a morte têm se estendido para além dessa visão, considerada insuficiente para explicar a complexidade da existência em outros níveis.
Essas descrições surgem das mais diferentes correntes de pensamento, às vezes com origens tão antigas quanto a humanidade, outras tão recentes que têm dificuldade em encontrar a credibilidade necessária – para muitos estudiosos do assunto, a credibilidade é uma das questões centrais aqui. Com o crescimento no número de relatos e canalizações, o tema correu o risco de ser banalizado ou transformado em simples veículo para pessoas mal-intencionadas.

Sendo assim, estamos numa pista com duas direções: de um lado, nunca tivemos tantas mensagens e com tantos detalhes; de outro, nunca foi tão necessário ter um pé atrás com relação a essas mensagens, ou melhor, aos mensageiros.

Não há dúvida de que o ego atrapalha em muito, e grande parte das disputas já citadas se dá nesse terreno pegajoso, correndo o risco de se deturpar as mensagens em nome de interesses puramente materiais, mesmo quando isso ocorre de forma quase inconsciente.
História

As noções sobre o mundo após a morte que prevalecem ultimamente começaram a ser moldadas há milhares de anos, nas culturas mais antigas do planeta, e foram sofrendo modificações com o passar do tempo.

Nas antigas civilizações do Oriente Médio a vida depois da vida era vista como algo sem muitos atrativos, prevalecendo assim a idéia de que o ideal mesmo era aproveitar ao máximo a vida na Terra.
Caronte
Segundo os historiadores, os sumérios acreditavam que a alma simplesmente entrava no kur, uma espécie de inferno, onde ficava eternamente vagando sem objetivo; para chegar ao kur, ela precisava atravessar um rio, conduzida por uma barca, visão que posteriormente ressurgiu na Grécia: o rio era o Estige; e o condutor da barca, Caronte.

Alguns pesquisadores entendem que muito do que foi escrito na Bíblia teve início, na verdade, entre os sumérios, como a idéia do dilúvio.

Dessa forma, é possível que para eles a vida após a morte fosse mais complexa.

As civilizações da Assíria e Babilônia também são apresentadas como tendo uma visão semelhante sobre a vida no além, com as almas de humildes e poderosos indo igualmente para o arallu, um mundo subterrâneo sem ar ou alimentos, do qual nenhuma alma retornava.

Demônios vigiavam as sete barreiras que separavam o arallu do mundo dos vivos, e as recompensas para uma vida correta e de obediência aos deuses eram distribuídas em vida. Dizem que os fenícios viam as almas como sombras que viviam num mundo sem prazeres, ainda que tomassem todo o cuidado para sepultar os corpos com seus objetos pessoais.
sheol
Vários historiadores entendem que a imagem da vida após a morte que os patriarcas da religião judaica tinham era de uma existência sem atrativos numa religião subterrânea chamada sheol, o país das trevas, do caos e do silêncio.

A partir do século I a.C., já se ouve mencionar a felicidade que era reservada aos justos e, também nessa época, surge a idéia da ressurreição dos mortos e da eficácia das orações às almas para libertá-las dos pecados, noção que posteriormente impregnou o pensamento cristão.

No entanto, muitos historiadores afirmam que a noção de um inferno e um paraíso, assim como da ressurreição, já estavam presentes na região num período bem anterior com o zoroastrismo, que se desenvolveu na Pérsia a partir do séc. VI a.C.
O Outro Mundo

É difícil dizer com exatidão qual a mais antiga visão de um mundo após a morte. Segundo as próprias origens lendárias do zoroastrismo, a religião em si teria mais de dez mil anos, uma vez que tem origem entre os arianos que viviam no norte da Sibéria e migraram para a região da Pérsia e Índia há vinte mil anos.

Muitos pesquisadores entendem que a visão egípcia é mais antiga do que a hindu, e os mais ousados afirmam que as religiões do mundo nada mais são do que um reflexo de um conhecimento ainda anterior, remontando às civilizações da Atlântida e Lemúria, com datas que vão de quinhentos mil até dezoito milhões de anos.
Atlântida
   
Lemuria
O conhecimento da dimensão espiritual seria, portanto, anterior às civilizações hoje conhecidas pela história e arqueologia, e teria sido trazido até nós por seres de outros planetas, que possuiriam informações científicas sobre as demais dimensões da existência. Esse pensamento é rechaçado pela maioria das religiões, doutrinas ou linhas de pensamento espiritual, encontrando resistência até mesmo dentro do espiritismo, apesar de Kardec ter citado a existência após a morte em outros planetas.
Esteriótipo Céu e Inferno
As descrições católicas da vida após a morte que se sobrepuseram às demais noções européias apresentavam um inferno, um purgatório, um limbo e um paraíso, e acabaram se tornando clássicas e preponderantes...

Incorporando as dos gregos, por exemplo, que também acreditavam em um julgamento e numa espécie de paraíso, os Campos Elísios.

Costuma-se dizer que as noções de reencarnação e de um mundo extrafísico bastante ativo propagaram-se no Ocidente a partir de meados do séc. XIX, com a teosofia e, especialmente, com o espiritismo.
II Concílio de Constantinopla
Outros insistem que a Igreja Católica defendia a crença na reencarnação até a realização do II Concílio de Constantinopla, em 553, quando teria sido proibida e considerada heresia. Os estudiosos cristãos não concordam com isso, afirmando que o assunto tratado era a preexistência da alma.

No entanto, o tema é discutido ainda hoje, e existem inúmeras passagens da Bíblia e palavras de Jesus que são apresentadas como prova de que ele se referia à reencarnação.

O que muitos especialistas afirmam é que, de fato, as idéias de reencarnação e de uma vida após a morte estavam quase que totalmente abafadas na Europa do séc. XIX, esquecidas, até que o mundo espiritual entendeu ser o momento de se manifestar.
Irmãs Fox
O interesse público pelo assunto começou a aumentar depois de 1848; quando as irmãs Fox afirmaram ter estabelecido contato com os espíritos dos mortos, uma verdadeira mania pelos espíritos tomou conta do mundo, especialmente da Europa.

Essa situação se fixou com a publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857, por Allan Kardec.

Em 1875, Helena Petrovna Blavatsky deu a sua contribuição com a fundação da Sociedade Teosófica, que, apesar de muito combatida ainda hoje, teve o mérito de mais uma vez despertar o Ocidente para inúmeras tradições orientais sobre o mundo espiritual e a vida pós-morte.
Mudanças

A verdade é que depois dessa época, as coisas nunca mais foram as mesmas. O que era considerado uma visão restrita do catolicismo cedeu cada vez mais espaço para idéias extremamente bem organizadas a respeito do mundo espiritual.
Mesas Girantes
Muitos disseram que a tentativa de se comunicar com os espíritos era, no final do séc. XIX, apenas um modismo e que por isso tantas pessoas interessaram-se pelo assunto.

Outros, entretanto, entendem que essas tentativas de contato com o mundo espiritual representavam um verdadeiro anseio das pessoas, que não era atendido pelas demais religiões ou linhas de pensamento espiritual.

A reação das demais religiões ao espiritismo foi óbvia, uma vez que a nova doutrina praticamente dispensava os intermediários entre o mundo material e o mundo espiritual, ainda que a utilização de médiuns fosse, e ainda seja, uma constante.
As pessoas começaram a perceber que elas mesmas tinham um dom que, em determinados casos, as possibilitava de entrar em contato com essa outra dimensão, sem que fosse preciso o aval de um padre ou pastor.

William Crookes
De uma maneira ou de outra, esse tipo de consciência parece ter impregnado o pensamento espiritual do século seguinte, e até mesmo a ciência, que passou a pesquisar as manifestações mediúnicas de forma nunca antes vista, especialmente na Inglaterra, onde cientistas famosos como William Crookes dedicaram-se aos estudos.

As descrições sobre o mundo após a vida física fornecidas pelos espíritos tornaram-se cada vez mais detalhadas, complexas e numerosas.

Kardec referiu-se a espíritos desencarnados vivendo em Júpiter e em outros planetas do sistema solar, ainda que numa dimensão diferente daquela em que vivemos – uma noção difícil de ser aceita e discutida pela ciência da época, mas que hoje já se tornou tão comum que as pessoas chegam a desconfiar das chamadas “canalizações”, tamanha sua quantidade e variedade.

Mais recentemente, as pesquisas em torno das chamadas experiências de quase-morte também abriram um novo campo de estudos e especulações sobre o mundo do além, especialmente a partir dos trabalhos de Raymond Moody e Elizabeth Kubler-Ross.
Raymond Moody e Elizabeth Kubler-Ross
Tem sido demonstrado que pessoas tidas como clinicamente mortas por alguns minutos – especialmente em meio a cirurgias – chegaram a ter visões dessa dimensão, ainda que sem a riqueza de detalhes que os médiuns apresentam. Tratava-se de uma indicação de que um fenômeno estava ocorrendo.

A ciência ortodoxa ainda resiste a essas explicações e continua tentando apresentar alternativas para os fenômenos, mas as mensagens dos espíritos continuam acontecendo – e cada vez mais.

Parece, realmente, que a dimensão espiritual encontra-se mais próxima da nossa, facilitando o contato e estabelecendo uma ponte mais segura para a comunicação e entendimento dos encarnados.
Algumas técnicas que vêm sendo desenvolvidas, especialmente na chamada transcomunicação, parecem indicar um caminho novo para as pesquisas, com a utilização de moderna tecnologia sendo cada vez mais necessária para que se obtenha uma maior credibilidade para as comunicações.

A tentativa de se saber mais sobre a vida depois da vida continua sendo um tema apaixonante, e relativamente abandonado pela ciência, que não consegue encontrar ou definir o instrumental adequado para sua exploração.

O fato é que cabe a cada um saber até que ponto confiar nas mensagens enviadas pelo mundo espiritual, separando as informações válidas daquelas fornecidas por pessoas que apenas querem se aproveitar de uma curiosidade que vem acompanhando a humanidade ao longo de sua existência no planeta.

Vida após a Morte - Parte 3 - Planos Espirituais e Colônias


Das infinitas esferas da vida do Mundo Espiritual a literatura mediúnica espírita tem-nos informado de algumas, que vamos conhecer visando apenas o melhor entendimento do tema.

Segundo conhecimentos trazidos pela Espiritualidade Superior, principalmente através do médium Chico Xavier, nos livros “Cidade no Além” e “Imagens do Além”, existem apenas sete planos somente.

São:

ABISMO
TREVAS
ESFERAS TERRESTRES
UMBRAL
ZONA DE TRANSIÇÃO
ESFERAS SUPERIORES
ESFERAS RESPLANDESCENTES

Vamos conhecer um pouco de cada:

ABISMO – Região Espiritual de padecimentos inenarráveis, destinada a Espíritos que tenham cometido os mais graves crimes contra as Leis Divinas. Os Espíritos vinculam-se conscencialmente à região e aglutinam-se em "Vales" ou "Áreas", consoante os erros grosseiros que tenham cometido na última reencarnação.

O Espírito Camilo no livro "Memórias de um suicida "conta-nos os seus sofrimentos em razão do gesto de tirar sua vida.

Euzébio instrutor de André Luiz nos diz: "Aqui os avarentos, os homicidas, os cúpidos e os viciados de todos os matizes se agregam em deplorável situação."

TREVAS – Região Espiritual desprovida de qualquer luminosidade, constituindo morada de Espíritos ainda envolvidos pelas mais diversas vibrações do mal e que tenham tido comportamento moral condenável em suas oportunidades reencarnatórias.

No livro "Libertação" A Luiz nos conta de uma expedição a uma "colônia espiritual", sustentada por vibrações espirituais negativas.

"vizinha a região dos homens, começa um vasto império espiritual. Aí se agitam milhões de espíritos imperfeitos, que partilham com as criaturas terrenas, as condições de habitabilidade da crosta do Mundo.

ESFERAS TERRESTRES – A terra como se sabe é um mundo de "Expiação e Provas, onde domina o mal". Assim Espíritos viciosos das mais diversas naturezas sintonizam com as vibrações deletérias dela imanadas permanecendo a ela vinculados.

No livro Nas Fronteiras da Loucura de Divaldo pelo Espírito Manoel F. Miranda reporta-se à época do carnaval na cidade do Rio de Janeiro, para que possamos aquilatar a nossa natureza vibracional e o nosso envolvimento com pensamentos de baixo nível.

"As mentes em torpe comércio de interesses subalternos, haviam produzido uma psicosfera pestilenta na qual se nutriam vibriões psíquicos, formas-pensamento de mistura com Entidades perversas, viciadas, dependentes, em espetáculo pandemônico, deprimente"

UMBRAL – É uma região espiritual que começa na crosta terrestre na qual se concentra tudo o que não tenha finalidade para a vida superior. É a região para esgotamento de resíduos mentais ; uma zona purgatorial, os Espíritos aí confinados julgam-se injustiçados e sentem-se desesperançados por não terem encontrado na Vida Maior aquilo que suas crenças religiosas divulgaram.

Lísias no livro Nosso Lar de Andrè Luiz, diz que no Umbral encontram-se "legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes, que não são suficientemente perversas para serem enviadas à colônia de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem conduzidas a planos de elevação" É uma região semitrevosa habitada por Espíritos consciencialmente culpados de erros diversos conta as Leis Divinas.

ZONAS DE TRANSIÇÃO – São colônias espirituais inseridas no Umbral, quais fossem oásis nos desertos. Os Espíritos que conseguem alcançá-las , por méritos conscienciais, nelas encontram amparo e assistência podendo reajustar-se e até mesmo evoluir.

Nosso Lar e Mansão paz, são duas dessas colônias. Mas existem também os chamados "Postos de Socorro", que funcionam como bastiões avançados, numa incessante busca de novos Espíritos que tenham logrado reunir condições para acessar novas paragens, mais evoluídas vibracionalmente.

ESFERAS SUPERIORES – São regiões de felicidade , onde estacionam Espíritos devotados de grande elevação moral , lá habitam os Bons Espíritos e os Espíritos Superiores.

André Luiz foi visitar sua mãe quando estava dormindo em N Lar nessa esfera.

ESFERAS RESPLANDESCENTES – Regiões Espirituais onde impera a bondade , a confiança e a felicidade verdadeiras.

No livro Renúncia ditado pelo Espírito Emmanuel ao médium Chico Xavier , é descrita a paragem espiritual a que está vinculado o Espírito Alcíone , são paisagens que nossa pobre imaginação não consegue nem sonhar.

Explicando os Planos Espirituais:

No plano espiritual existem, à semelhança da Terra, muitas casas, templos, jardins, bosques, montanhas, rios cristalinos, vegetais e animais, etc. Logicamente não se trata da mesma matéria do plano físico. É uma matéria espiritual, mais sutil. Podemos chamar de matéria astral ou matéria extrafísica.

O plano espiritual, podemos dizer, é uma cópia, muito mais perfeita, do plano físico, ou melhor, o plano físico é como um esboço do plano espiritual, sendo este último uma espécie de “Terra aperfeiçoada”.

Por mais que se evolua, através dos tempos, o plano físico, o planeta, sua matéria e tudo mais, nunca chegará a ser igual à matéria do plano espiritual, pois esta é formada por substância ou matéria astral que é ideoplástica, que é manipulada e modelada pelo pensamento e pelo sentimento, pela razão e pelo amor; sobre tudo isso falaremos mais a frente.

Essa similaridade, em alguns pontos, com o plano físico é necessária para o espírito se acostumar e se adaptar a essa nova vida que se inicia.

Os espíritos desencarnados, assim como os humanos, também tem suas ocupações, as mais variadas possíveis. Eles tem trabalho, que aplicam em seu benefício e também de outros seres, físicos ou espirituais, para seu próprio crescimento espiritual, embora isso não seja regra absoluta, pois lá também há espíritos ociosos, assim como eram na Terra, mas sujeitos a melhorar; tem atividades, lazer, etc. e muitos deles, de evolução mediana, também dormem, em suas moradias.

Quanto mais evoluída a entidade, menos necessidade tem ela do sono. O espírito tem direito apenas a uma casa astral onde vai viver e repousar, enquanto estiver no plano espiritual.

Quando esses espíritos dormem, há um sono semelhante ao nosso, funcionando apenas como um repouso reparador, mas, também, em algumas ocasiões, durante o sono, eles se desprendem com lucidez, conscientemente, usando o corpo mental, e se dirigem para lugares os mais variados possíveis e diversas dimensões espirituais.

Nestas cidades espirituais há toda uma administração organizada, seres que cuidam de todos os setores da vida nessas comunidades espiritiuais, mantendo a vida em perfeita concordância com os princípios crísticos, para garantirem a evolução de todos.

Os espíritos mais evoluídos destas colônias tem funções mais elevadas, e, assim, tem condições de dirigirem e orientarem, sempre para o bem comum, a vida de todos.

Em algumas colônias, existe geralmente um Governador Espiritual, chefe maior da colônia, vários Ministros, etc. Deixamos claro que tudo depende do nível evolutivo da colônia e de como se organizam. Há cidades espirituais que se organizam de forma completamente diferente.

Em uma cidade espiritual de transição, em uma colônia espiritual, chamada Nosso Lar, existem vários ministérios, por exemplo: Ministério da União Divina, Ministério da Elevação, Ministério da Regeneração, Ministério do Auxílio, Ministério do Esclarecimento, Ministério da Comunicação, etc.

Porém, nem todas as colônias seguem esse padrão administrativo, há cidades espirituais muito superiores, em todos os sentidos, em planos mais elevados.

A cidade Nosso Lar está situada na terceira “esfera-espiritual” sobre o astral do Rio de Janeiro, há cerca de 50km de altura; acima desta há inúmeras outras, poderemos citar, por exemplo, uma mais elevada chamada METRÓPOLE ASTRAL DO GRANDE CORAÇÃO, de costumes brasileiros, e uma acima desta ainda que é conhecida como CIDADE ESPIRITUAL BRASIL e acima desta outras responsáveis por toda administração do nosso Planeta.

Portanto, a partir dessas explicações, deixamos claro que são as Colônias Espirituais, situadas nos diversos planos da Multidimensionalidade, a partir do Astral Mediano ao Astral Superior, que cuidam de todos os seres do plano físico e também dos mais diversos aspectos que compõe a vida humana, desde os mais simples aos mais complexos; também supervisionam, dirigem e orientam, da melhor forma possível, todos os governos, de todos os países, do nosso mundo. No entanto, sua atuação é limitada pela Lei Cósmica, pela Lei Divina, que tudo sustenta, e dirige para a felicidade suprema todos os seres.

Colônias ou Cidades Espirituais.

Os nomes destas colônias foram extraídos de vários livros mediúnicos sérios e de entrevistas de uma médium clarividente, onde espíritos diversos contam um pouco de sua vida no plano espiritual.

Eis alguns nomes:

COLÔNIA ESPERANÇA
COLÔNIA REGENERAÇÃO
COLÔNIA NOSSO LAR
COLÔNIA CAMPOS DA PAZ
COLÔNIA SOCORRISTA MORADIA
CASA TRANSITÓRIA DE FABIANO
COLÔNIA REDENÇÃO
COLÔNIA SEMONTA
COLÔNIA CAMINHANDO PARA A LIBERTAÇÃO
COLÔNIA AMIGOS DE CRISTO
COLÔNIA DOS ARTISTAS
CASA DO ESCRITOR
COLÔNIA AMIGOS DA PAZ
COLÔNIA SÃO SEBASTIÃO
COLÔNIA SÃO PAULO
ALVORADA NOVA
METRÓPOLE ASTRAL DO GRANDE CORAÇÃO
CIDADE ESPIRITUAL BRASIL

Colônias Espirituais
Estas colônias espirituais se situam nos “céus” do planeta, ou seja, nos espaços astrais e extrafísicos acima do nosso planeta.

Todos os planetas espalhados pelo universo, habitados ou não, tem seu plano extrafísico, ou seja, seu lado imaterial, suas esferas espirituais que os cercam. Por existir o plano físico, obrigatoriamente existe a contraparte extrafísica. 
Existindo o lado material, existe o astral. É certo, porém, que assim como o plano físico está sujeito à mudanças e transformações, o plano astral também está sujeito a essas condições. Ambos os lados podem evoluir e melhorar. Assim os mundos foram criados segundo os altos desígnios do Supremo Criador Universal.

Em todos os planetas foi criado primeiro os planos astrais superiores e somente depois o físico, pois a energia vai passando por um processo lento de condensação, devidamente orientado por Espíritos Superiores, para estes planos coexistirem harmônicamente. Então, tudo é feito do Alto para baixo.

Desde a origem do nosso planeta, já existiam esferas espirituais que cercavam o globo terrestre, pois a criação começou do Alto para baixo.
Assim, é sempre feito, sempre. Primeiro, foram formados os planos superiores para posteriormente ser formado o plano físico. Logicamente, ainda não se tinha uma vida pronta e organizada nos diferentes planos da Multidimensionalidade, como atualmente.

Tudo foi feito aos poucos, depois de um longo tempo. Mas com o decorrer de centenas de milhões de anos, quando as diferentes matérias, dos diferentes planos, foram se firmando, e também passando por grandes mudanças e transformações, foi se preparando o estabelecimento da vida, tanto no plano físico, quanto no plano astral, até os planos superiores.

Os Espíritos Superiores já tinham planejado organizá-las, como assim já o fizeram em outros planetas, para as almas que viriam a habitar a Terra e passar pelo processo dos renascimentos contínuos.

Como explicamos acima, a criação da Terra se iniciou a partir do Alto para baixo, formando inicialmente os planos superiores até chegarmos ao plano material. Tudo foi cuidadosamente supervisionado pelos Engenheiros Siderais, ou seja, pelos chamados Espíritos Superiores.

Mas como todos esses planos maiores e menores foram formados? De onde? De que substância? É importante esclarecermos antes que a matéria física, que existe no plano físico, é diferente da matéria astral, que existe no plano astral, que é diferente da matéria mental, que existe no plano mental.

Cada uma delas é diferente na sua natureza vibratória; as superiores são muitos mais sutis, rarefeitas, resplandecentes, pura, do que as matérias inferiores.

Cabe dizer, no entanto, que todas elas derivaram da energia primordial (fluido cósmico universal, energia imanente, chi, etc). Assim todas elas foram criadas. As energias dos planos superiores estão mais próximas dessa energia livre, as energias dos planos inferiores, muito mais distantes.

Todos os planos são derivações dessa energia que permeia todo o universo, porém, os planos são distintos entre si, na sua natureza vibratória. Mas todos eles, são uma condensação dessa energia sutil.

Jesus disse: Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vô-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. ( S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

Fonte: www.espirito.org
http://despertardegaia.blogspot.com/