quarta-feira, 27 de abril de 2016

SAÚDE E EQUILÍBRIO - A lombalgia pode ter origem emocional e laboral

LOMBALGIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS 

lombalgia origem emocional e laboral

Lombalgia é o nome dado às dores na parte inferior das costas, dores na coluna ou dor lombar. Conhecida por vários codinomes, apresenta um único sintoma que por si só muda a rotina de muitas mulheres: Dor intensa.

Dor que dura geralmente uma semana ou até menos. Ainda bem, pois além de muita dor, a lombalgia está entre os motivos campeões por afastamento temporário do trabalho. É que muitas vezes a dor está ligada a fatores e atividades laborais e atinge principalmente pessoas acima dos 50 anos, podendo ocorrer também entre as mais jovens.

A mulher que mais sofre com dores lombares é aquela que passa mais tempo em atividades rotineiras no trabalho, do que em qualquer outra função.

A lombalgia laboral se deve aos seguintes fatores:


- Má postura
- Esforços repetitivos
- Muito tempo numa mesma posição
- Em tais situações a lombalgia está incluída entre os problemas da LER.

Mas pode também estar associada a outros fatores como:
- Artroses
- Osteoporose
- Traumatismos
- Trabalhos pesados
- Problemas emocionais como ansiedade e depressão
- Sedentarismo
- Presença de tumores (benignos ou malignos)

Existem casos em que a dor pode afetar os membros inferiores, ou seja as pernas. Nesse estamos diante dos sintomas de uma dor ciática ou lombociatalgia. Se os sintomas persistirem por mais de uma semana é recomendado procurar orientação médica para diagnosticar as causas e iniciar um tratamento adequado.

Muitas vezes o tratamento é mais demorado envolvendo o ortopedista, o fisioterapeuta e o reumatologista que trabalham em equipe para conter não somente os sintomas de dor, mas principalmente as causas envolvendo fisioterapia e medicamentos.



Dor na região lombar é frequentemente causada por problemas na postura, inflamação e até mesmo dificuldades emocionais. Saiba como evitar

Má postura, inflamação ou mesmo hérnia de disco. As causas variam, mas trazem como consequência a famosa lombalgia, ou dor nas costas, que prejudica as atividades do dia-a-dia e a qualidade de vida.

Saiba como evitar esse problema e viver muito melhor.

1. O que é lombalgia?

É quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Não é uma doença. É um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas. Entretanto, na maioria das vezes o problema não é sério. Algumas vezes a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.

2. O que causa a lombagia?

Frequentemente o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, para se deitar, para se abaixar no chão ou para carregar algum objeto pesado. Outras vezes pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até emocional.

3. Como é a lombalgia?

De duas maneiras: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém é quase permanente.

4. É importante fazer exames como a ressonância magnética?

Não. Mais de 90% das vezes o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples.

5. E a densitometria?

É um exame usado em osteoporose, porém osteoporose não provoca dor. O que dói é a fratura espontânea de uma vértebra enfraquecida pela osteoporose. Portanto, na maioria das vezes, a densitometria não é necessária nos casos de lombalgia.

6. Ginástica faz bem?

Exercício físico é um excelente aliado da saúde, mas durante a crise aguda o exercício é totalmente contra indicado. Para recuperação, é recomendado repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento nem massagem.

7. Que remédios são indicados na crise de lombalgia aguda?

Receitado adequadamente por um profissional da saúde, os analgésicos e os anti-inflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

8. Hérnia de disco tem de ser operada?

Não. Quase todos os casos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre 3 a 6 semanas, ou em pacientes que têm crises repetidas em curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).

9. Lombalgia na criança e no adolescente pode ser um alerta?

Sim. Enquanto no adulto a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e de causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

10. Como evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica?

Muitos fatores são importantes. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola. Na fase aguda, a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante.  Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão, deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro.




Só o médico poderá dizer o que deve ser feito.