quinta-feira, 28 de abril de 2016

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - FORMAS PENSAMENTOS "SOMOS O QUE PENSAMOS" - ENTENDA COMO O PENSAMENTO PODE MUDAR NOSSAS VIDAS...

Formas pensamento



















Segundo a Teosofia formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compôr as características de acordo com a natureza do pensamento. 

Deste ponto de vista, encarnados e desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, positivas ou negativas. 

As formas-pensamento são supostamente criadas através da ação da mente sobre as energias mais sutis, criando formas que correspondem a natureza do pensamento gerado. 

Pensamento abstrato 



C. W. Leadbeater, em seu livro Compêndio de Teosofia descreve da seguinte forma: 

"Quando um homem dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou uma paisagem, forma-se na parte superior de seu corpo mental uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. 
Enquanto a pessoa mantiver fixo o pensamento sobre o objeto a imagem vai permanecer, e persiste mesmo algum tempo depois. 
O tempo de duração desta imagem dependerá da intensidade e também da clareza do pensamento. 
Além disso, essa imagem é inteiramente real e poderá ser vista por aqueles que tenham desenvolvido suficientemente a visão de seu próprio corpo mental. 
Do mesmo modo como ocorre com os objetos, quando pensamos em um dos nossos semelhantes, criamos em nosso corpo mental o seu retrato miniaturizado. 
Quando o nosso pensamento é puramente contemplativo e não encerra um determinado sentimento como a afeição, inveja ou a avareza, nem um determinado desejo, como por exemplo, o desejo de ver a pessoa em quem pensamos, o pensamento não possui energia suficiente para afetar sensìvelmente essa pessoa." 

Pensamento afetuoso 



"Mas caso ocorra o contrário; e o pensamento acompanhar um sentimento qualquer, de afeição, por exemplo, além da formação da imagem, produz-se um outro fenômeno. 
O pensamento afetuoso, cria uma forma definida a custa da matéria do corpo mental. 
Além de que, por causa da emoção que encerra, atrai a matéria do corpo astral. 
Assim, constitui uma forma astro-mental que se escapa e flutua através do espaço na direção do objeto visado. 
Quando o pensamento é forte, mesmo uma grande distância entre o pensador e o objeto do pensamento não constitui nenhum obstáculo. 
Em geral, porém, o pensamento é fraco e não pode atuar senão dentro de uma determinada extensão restrita. 
Em todo caso, quando atinge aquele a quem procurava, descarrega-se ao mesmo tempo sobre o seu corpo astral e corpo mental e lhes comunica a sua intensidade de vibrações. 
Em outros termos, pode-se dizer que se dá a transferência de uma certa quantidade de força e de uma certa quantidade de matéria da parte daquele que envia sobre aquele que recebe. 

De sorte que, tornando ao caso do pensamento afetuoso, notaremos naquele que o recebe, o despertar de um sentimento idêntico ao emitido e, ao mesmo tempo, um ligeiro fortalecimento de suas faculdades afetivas. Um pensamento dessa natureza fortifica ainda o poder de amar daquele que o emitiu; enfim, experimentam ambos os benefícios efeitos de um tal pensamento." 

Oceano de Pensamento 



"Cada pensamento produz uma forma. Quando visa uma outra pessoa, viaja em direção a essa. 
Se é um pensamento pessoal, permanece na vizinhança do pensador. 
Se não pertence nem a uma, nem a outra categoria, anda errante por um certo tempo e pouco a pouco de descarrega, se desfazendo no éter. 
Cada um de nós deixa atrás de si por toda parte onde caminha, uma série de formas-pensamentos. Nas ruas flutuam quantidades inumeráveis. 
Caminhamos no meio deles. 
Quando o homem momentaneamente faz o vácuo em sua mente, os pensamentos que lhe não pertencem o assaltam; em geral, porém, o impressionam fracamente. 
Algumas vezes, todavia, um pensamento surge e atrai a sua atenção de um modo particular. 
O homem comum se apodera-se dele e o considera como coisa própria, fortifica-o pela ação de sua própria força, e, por fim, o expele em estado de ir afetar outra pessoa. O homem não é responsável pelo pensamento que lhe atravessa a mente, porquanto pode não lhe pertencer. 
Porém, torna-se responsável quando se apodera de um pensamento e o fixa em si e depois o reenvia fortalecido." 

Pensamento egoísta 



"Os pensamentos egoístas de qualquer espécie vagueiam pela vizinhança daqueles que os emitem. 
O corpo mental da maior parte dos homens está envolto por eles, como por uma espécie de concha. 
Esta concha obscurece a visão mental e facilita a formação de preconceitos. 
Cada forma-pensamento é uma entidade temporária. 
Pode-se compará-la a uma bateria elétrica carregada, esperando a ocasião de fazer a descarga. 
Determina sempre no corpo mental que atinge, um número de vibrações igual à sua e faz nascer um pensamento idêntico. 
Portanto, se as partículas desse corpo já vibram com uma certa rapidez, em consequência de pensamentos de uma outra ordem, o pensamento que chega, espera a sua hora vagueando ao redor da pessoa visada até que o corpo mental dela esteja em suficiente repouso para lhe permitir entrar. 
Então, descarrega-se e cessa instantaneamente de existir." 

Pensamento pessoal 




"O pensamento, quando é pessoal, atua inteiramente do mesmo modo em relação à pessoa que o engendrou e se descarrega sobre ela quando a ocasião se apresenta. 
Quando o pensamento é mau, a própria pessoa que o gerou pode considera-lo como obra de um demônio tentador, quando, de fato, essa pessoa é o seu próprio tentador. 
Em geral pode-se dizer que cada pensamento produz uma nova forma-pensamento. Porém, sob o império de certas circunstâncias e a repetição constante de um mesmo pensamento, em lugar de produzir uma nova forma, funde-se com a primeira forma-pensamento e a fortifica. 
De sorte que o assunto, através de continuada meditação gera, muitas vezes, uma forma-pensamento de um poder formidável. 
Quando é má, pode-se tornar maléfico e durar muitos anos. Formas-pensamento deste tipo possuem a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva." 

Pensamento dos benfeitores 




"O tipo de pensamentos tratados acima são os que nascem da mente sem nenhuma premeditação. 
Existem, porém, forma-pensamento elaboradas intencionalmente com o fim de auxiliar os outros. 
São peculiares aos benfeitores da humanidade. 
Pensamentos vigorosos, dirigidos inteligentemente, podem constituir um grande socorro para quem os recebe. 
São verdadeiros anjos da guarda; protegem contra a impureza, a irritabilidade, o medo." 



Principais Autores 

Charles Webster Leadbeater - Autor, dentre outros, de Compêndio de Teosofia e O Plano Astral. A. P. Sinnet - Autor de Budismo Esotérico. Annie Besant - Autora de O Homem e seus Corpos, Reencarnação, Os sete princípios do homem, etc. Helena Petrovna Blavatsky - Autora: Síntese da Ciência, Religião e Filosofia (título original: The Secret Doctrine, The Synthesis of Science, Religion, and Philosophy) 

Mudar mesmo quando não acreditamos na Mudança!




Todos nós sabemos o quanto é difícil mudar de atitude, mesmo que isso implique em seguir um caminho melhor.

O cérebro percorre automática e velozmente os caminhos neuronais já formados há muito tempo. Por isso, fazer o que nos é habitual é tão fácil. 


Mas quando se trata de formar um novo caminho neuronal, uma nova sinapse, é preciso tempo e esforço para seu aprendizado. 


É como quando aprendemos a dirigir. Primeiro, temos que prestar atenção em todos os detalhes, depois dirigimos sem ter de pensar no que estamos fazendo.

Assim também ocorre com as atitudes mentais, quando pensar e reagir de um determinado modo torna-se familiar e nossa reação é automática. 


Por exemplo, o hábito de sentir-se alvo de ataques externos. 


Por termos vivido muitas vezes agressões em relação à nossa pessoa, conhecemos o papel do bode expiatório.


 No entanto, nem sempre estamos sendo atacados, mas facilmente nos sentimos alvo das agressões alheias... Identificar quando isto está de fato ocorrendo e nosso hábito de nos sentir atacados é a primeira tarefa do autoconhecimento. 


A segunda se trata de aprender a sair cada vez mais rápido do campo de batalha! Seja ele real ou imaginário...

Pema Chödrön comenta numa palestra sobre Felicidade sobre três estados que nos encontramos diante das mudanças.

O primeiro é quando já compreendemos que uma atitude mental nos faz mal, então, saímos dela automaticamente. O segundo, quando já sabemos que nos faz mal, mas estamos parcialmente convictos de que somos capazes de mudar e, a terceira, quando sabemos que nos faz mal, mas acreditamos ser impossível mudar.

No primeiro estado, deixar de agir de um modo negativo já não exige mais esforço, pois se tornou uma escolha. 


Como desistimos de nos torturar, de nos sentirmos frustrados diante de certa atitude mental, toda vez que ela vem à tona naturalmente a identificamos e buscamos saídas efetivas para deixá-la.

Por exemplo, o ressentimento. Toda vez que percebemos que estamos ressentidos, lembramos de escolher deixar essa postura de nos sentirmos prejudicados. Esta lembrança é a sabedoria intuitiva que nos diz: Procure uma saída, dê um salto, caia fora.

No segundo estado, apesar de estarmos convictos de que determinada atitude mental é negativa, nos sentimos propensos a permanecer nela. 


Seja porque ainda temos a esperança de tirar algum proveito desta postura ou porque nos sentimos tão familiarizados com ela, isto é, ela faz tão parte de nós, que duvidamos se somos capazes de mudar.

Facilmente nos encontramos presos neste estado, pressionados pela expectativa de sermos quem idealizamos ser e a realidade na qual nos encontramos.

Podemos já ter entendido que cultivar a atitude de que deveríamos ou poderíamos fazer isso e aquilo nada adianta, se não a colocarmos em prática. 


Viver em constante estado condicional nos leva a nos distanciar de nós mesmos! 


Afinal, quando estamos sob a custódia de idealizações exigentes, deixamos de nos sentir reais para nós mesmos!

Mas, apesar de já saber que de nada ajuda nos culparmos, nos colocarmos para baixo, ainda não temos a capacidade de mudar.

Neste segundo estado mental, a saída encontra-se em buscar o caminho do meio: nem nos exigir demais, nem nos denegrir. Assim, este estado de meia confiança pode tornar-se um possível ponto de partida. 


Nele, começamos a desenvolver a autocompaixão. 


Deste modo, tornamo-nos mais flexíveis e empáticos em relação a nós mesmos e aos outros. Lenta, mas, suavemente, o caminho obstruído começa a se abrir.

Pema Chödrön ressalta que neste momento é importante lembrar que não importa se nos consideramos merecedores ou não da mudança, porque a escolha de mudar não é uma questão moral baseada no julgamento de ser ou não merecedor de felicidade, mas sim da escolha de melhorar e progredir, isto é, de dar o salto.

Por fim, temos o terceiro estado: quando entendemos que a mudança é necessária e poderia nos trazer algo positivo, mas, simplesmente, não acreditamos sermos capazes de mudar.

Ficamos presos neste estado enquanto ainda acreditamos que esta atitude vai nos trazer algum benefício, mesmo que passageiro. 


Há algo que nos conforta diante da idéia de não termos que nos esforçar para mudar. Desta forma, enquanto não nos sentirmos angustiados, iremos permanecer tal como estamos. 


No entanto, inevitavelmente, uma hora ou outra, seremos tocados pela dor de tal atitude mental negativa. 


Então, cada vez que nos sentirmos novamente desesperados, estaremos mais descrentes que podemos encontrar uma saída. É um círculo vicioso: sofremos, nos acomodamos com o sofrimento e sofremos novamente, mais e mais...

Por isso, não vale a pena cultivar este terceiro estado. Uma maneira de passar deste estado sem saída, para o segundo -o da meia confiança- é reconhecer os momentos, mesmo que fugazes, de bem-estar.

O antídoto é a autocompaixão: despertar o desejo de se resgatar do próprio sofrimento. Assim, gradualmente nos tornamos receptivos para receber ajuda, seja alheia ou de nós mesmos, isto é, quando reconhecemos que temos recursos internos que não estávamos usando.

Mesmo sendo difícil mudar um padrão negativo, não nos resta outra escolha se não quisermos continuar sofrendo!

Não estamos condenados a sofrer para sempre. Aliás, a única virtude da negatividade é que ela também é impermanente!


Bel Cesar


 (veja True Happiness emwww.amazon.com