quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Mitos e verdades sobre a reposição hormonal em mulheres

QUANDO FAZER REPOSIÇÃO HORMONAL?



Ondas de calor, irritação, ressecamento vaginal, redução na libido e fadiga. Esses são alguns dos sintomas que costumam aparecer na mulher geralmente entre os 45 e 50 anos. Isso é sinal de que a menopausa está chegando.
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher em que ela para de menstruar. Com isso surgem mudanças físicas e psicológicas.
Um dos tratamentos para amenizar os sintomas da menopausa é a terapia de reposição hormonal (TRH).
De acordo com o ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e Federação Brasileira, a TRH é a reposição dos mesmos hormônios que a mulher tinha antes e que vai perdendo ao longo da vida.
Conheça alguns mitos e verdades:
A reposição hormonal auxilia no tratamento da osteoporose – VERDADE.
Sim, pois a reposição estrogênica previne a perda de massa óssea que pode aumentar em até 30% após a menopausa, diminuindo risco de fraturas.
A reposição hormonal é indicada em caso de doenças cardiovasculares – MITO.
Embora a TRH possa reduzir os níveis de colesterol total e da fração LDL (conhecido como o “colesterol ruim”), ela não deve ser indicada como uma forma de prevenção ou tratamento das doenças cardiovasculares.
Toda mulher na menopausa precisa fazer terapia de reposição hormonal – MITO.
Não. Para cada mulher é recomendado um tipo de medicamento específico, em cada caso.
Sintomas como desconforto, ardor e infecções vaginais melhoram com o TRH – VERDADE.
Esses sintomas costumam ser amenizados a partir da terapia hormonal indicada pelo ginecologista
A terapia hormonal aumenta as chances de adquirir um câncer de endométrio – DEPENDE.
A mulher que tem útero e faz reposição hormonal com estrógeno sem associar progesterona tem risco muito aumentado de desenvolver esse tipo de câncer.



Reposição hormonal: perguntas e respostas

terapia-hormonal

1 – Os hormônios femininos causam câncer de mama na mulher?

Não. Se existisse essa influência dos hormônios sobre o câncer de mama, a mulher certamente desenvolveria a doença logo aos 24 anos, momento no qual ela está no auge de sua fertilidade e produção hormonal.
Por outro lado, terapias de reposição hormonal podem causar câncer, mas isso dependerá de alguns fatores. Se o médico responsável pela terapia estiver utilizando hormônios que não são mais fisiológicos, ou seja, não proporcionam a combinação correta, isso pode gerar consequências negativas.
Mulheres que usam pílulas anticoncepcionais também aumentam as chances de desenvolver o câncer de mama. O mesmo se aplica aquelas que apresentem colesterol elevado ou sejam sedentárias.
O hormônio mais bioidêntico não exibiu nenhum aumento quanto à probabilidade de desenvolvimento do câncer de mama. No entanto, é importante destacar que existem mulheres que possuem suscetibilidade genética para formar os chamados 16 e 4 hidroxi-estrona, que são metabólitos tóxicos do estradiol (hormônio feminino).
Portanto, é necessário fazer um estudo para aplicar uma terapia hormonal individualizada na mulher.

2 – O hormônio testosterona causa câncer de próstata?

Quando o homem possui idade entre 25 e 30 anos ele está no auge hormonal, algo totalmente contraditório com a manifestação do câncer de próstata. Na verdade, essa doença começa a se manifestar no homem conforme ele envelhece. Se a testosterona causasse câncer de próstata, a patologia se desenvolveria entre os 25 e 30 anos do indivíduo.
No caso do homem, nem a terapia de reposição hormonal provoca o câncer de próstata. Por sinal, uma das maiores injustiças cometidas contra a testosterona consiste na afirmação de que ela causa câncer de próstata. Essa informação é uma mentira perpetuada pela comunidade médica ou pelo meio não médico de maneira equivocada.
Leia o artigo a seguir para saber mais sobre a reposição hormonal de testosterona.

3 – A deficiência hormonal envelhece?

De fato, a deficiência hormonal favorece o envelhecimento. A queda de produção hormonal pode diminuir a energia, memória, massa óssea e a densidade muscular. Além disso, a deficiência aumenta o entupimento das artérias, enquanto pele, unha e cabelo se tornam mais frágeis. Todos esses sinais são indícios do envelhecimento.
Ao tratar a deficiência hormonal, esses sintomas são amenizados. Consequentemente, diminui-se as manifestações clínicas do envelhecimento. Isso não significa que existe um meio de se evitar o envelhecimento, mas é possível tornar o processo menos agressivo.

4 – A terapia hormonal deve ser feita somente quando o paciente estiver com mais idade?

Muitas pessoas acreditam que só devem iniciar a terapia hormonal quando estiverem na faixa dos 60 ou 70 anos. As mulheres imaginam que o tratamento deve ser feito após adentrarem a menopausa. Na realidade, a mulher deve fazer essa reposição antes da menopausa. Quando ela já não menstrua e apresenta todos os sintomas característicos dessa fase, a reposição hormonal passa a ser tardia.
O mesmo se aplica aos homens. Muitos deles possuem deficiência de testosterona funcional muito antes de entrarem na andropausa, ou seja, bem antes dos 50, 60, 70 ou 80 anos. Existem pessoas que têm déficit de testosterona já com seus 30 ou 40 anos, ou até antes disso. Isso ocorre devido à alta quantidade de substâncias químicas presentes em nosso dia a dia e que interferem na produção hormonal. Outros fatores, como má alimentação e sedentarismo, fazem com que o homem diminua sua produção hormonal durante a juventude. Portanto, é importante que o médico faça um estudo sobre cada caso.

5 – Devo fazer terapia hormonal somente quando os hormônios estiverem muito baixos?

Antes mesmo dos hormônios atingirem um nível muito baixo, o indivíduo já pode ter apresentado vários sinais e sintomas provocados por essa deficiência.
É importante que o médico compreenda o caso e faça uma avaliação detalhada a fim de descobrir se o paciente tem sintomas e sinais que já estejam sendo comprometidos pela diminuição hormonal. Ninguém precisa sofrer uma deficiência severa para encetar a terapia hormonal. O hormônio da tireoide é um exemplo. Atualmente, sabe-se que existe o chamado hipotireoidismo subclínico. Logo, cada caso deve ser tratado individualmente.

6 – Por que a medicina tradicional rejeita o estudo do antienvelhecimento?

antienvelhecimento
Por puro preconceito. A medicina do futuro consiste em exatamente prevenir problemas. Todos sabem que o envelhecimento acarreta sinais e sintomas indesejáveis. O problema não é a idade avançada, mas a perda da memória, desempenho físico, força e agilidade que a acompanha. Logo, não há por que não estudar maneiras de amenizar esse processo.
O fato de existirem indivíduos que prometam o fim do envelhecimento não significa que todos os médicos que estudam o antienvelhecimento são charlatões. Na verdade, essa dedução é um dos piores preconceitos recentes da medicina. Além disso, o raciocínio pode ser invertido, pois os verdadeiros charlatões são aqueles que desprezam o antienvelhecimento. É dever do médico estudar esse conceito, uma vez que a medicina do futuro é embasada nele.
Assim, em vez de se acomodar com o processo de envelhecimento, os médicos precisam pensar sobre o que pode ser feito para ajudar a amenizar essa fase da vida.

7 – Qual profissional devo procurar para iniciar a terapia hormonal?

Qualquer médico que possua CRM pode fazer a reposição hormonal como tratamento, algo totalmente permitido. Porém, para isso é imprescindível que o profissional tenha experiência sobre o assunto e certificação técnica.
Apesar de determinados grupos de médicos e sociedades defenderem que somente eles podem aplicar reposição hormonal, essa alegação é falsa. Nenhuma associação médica pode reivindicar a exclusividade quanto ao uso dos hormônios. Trata-se de um arsenal terapêutico disponibilizado para todos os médicos.

Logo, caso o indivíduo sinta que precisa receber hormônios e deseja ter essa necessidade avaliada, basta procurar por um médico que seja de confiança, pois certamente ele será capaz de proporcionar uma melhora de sua qualidade de vida.
Fonte: Pfizer / Portal do Coração
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