terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

SAÚDE E EQUILÍBRIO - O corpo fala.... Dor no pescoço qual seu significado e como resolver.

Dor no pescoço


dor no pescoço 

E comum a presença de dor na região do pescoço, causada pelo estresse e depressão. 

Esses estados emocionais refletem-se nos músculos acima dos ombros, causando contrações contínuas. 

A contratura muscular da cervical pode provocar dor de cabeça, que pode ser acompanhada de tonturas e zumbidos no ouvido.

As causas mais comuns das dores no pescoço são: comprometimento das vértebras, causado por processos de artrose; comprometimentos articulares, que diminuem ou dificultam os movimentos, posturas e inflamações.

Nos casos de hérnia de disco na cervical, a raiz do nervo é pressionada, irradiando a dor para o membro correspondente.

Dentre os problemas mais graves que afetam o pescoço destacam-se os traumas provocados por acidentes, geralmente de automóveis, nas colisões de frente. 

A cabeça é projetada à frente com alta velocidade, em seguida, volta bruscamente. 

Chamado de “chicote”, esse impacto pode ser fatal ou deixar sequelas graves. 

O uso do cinto de segurança diminui o impacto, provocando apenas uma distensão muscular.

Um dos fatores psico-energéticos das dores no pescoço é a pessoa não saber lidar com as frustrações, geradas pela impossibilidade de constituir na realidade externa o que criou internamente.

O universo racional é muito ativo nas pessoas que sofrem desses ataques súbitos de dores. 

Elas constituem modelos mentais bem definidos e fazem muitas expectativas sobre as situações ao redor. 

Tornam-se rígidas para consigo mesmas, consequentemente, exigentes com aqueles que as cercam.

Um comportamento muito frequente nas pessoas que sofrem de dores no pescoço é o de assumir responsabilidade demasiada sobre o que acontece ao seu redor. 

Essa condição está relacionada a um problema específico dessa região: o torcicolo.

Elas permanecem ligadas a tudo o que se passa, não conseguem desligar-se dos acontecimentos, tampouco se despreocupar. 

Estão sempre pensando no que pode acontecer e como evitar as ocorrências desagradáveis. Geralmente, suas hipóteses são ruins. 

Costumam imaginar o pior, aumentando o grau de preocupação e ansiedade acerca das condições externas.

São pessoas centralizadoras, que adotam uma posição estratégica e querem dar conta de tudo. 

Com isso, preocupam-se demasiadamente com o andamento das coisas. Dedicam-se ao meio para garantir o melhor resultado. 

Quando algo sai errado, culpam-se pelos insucessos, que, às vezes, são dos outros e não propriamente seus.

Também são muito relutantes para acatar o novo, não sabem lidar com as situações inusitadas. 

Preferem que tudo aconteça conforme o previsto, assim conseguem manter certo controle sobre os fatos, evitando as surpresas desagradáveis. 

Quando algo foge ao estabelecido, a pessoa se abala e vivência intensos conflitos emocionais.

Para reverter esses padrões, metafisicamente nocivos para o pescoço, desenvolva a habilidade de interagir com o meio de maneira mais sensorial ou afetiva. Seja menos racional. 

Não premedite os acontecimentos, tampouco programe todos os seus passos nem o dos outros. 

Caso os resultados não sejam exatamente como o previsto, saiba lidar com as adversidades, sem se frustrar ou ser relutante.

Renda-se aos mecanismos existenciais e aceite o sincronismo dos acontecimentos. 

Mesmo que os fatos sejam alheios aos seus anseios, existe algo de valioso nas diferenças; aprenda a admirar as diversidades.

Seja menos premeditado e mais espontâneo.
Aprenda a delegar aos outros e confiar neles. Isso reduz suas preocupações, minimiza o estresse e evita os males do pescoço, colaborando para o alívio das dores dessa região.


Problemas no músculo do pescoço  

Dor no pescoço simboliza a inflexibilidade de seus pensamentos e a dificuldade de relaxar em relação às cobranças alheias e mesmo à autocobrança. 

A pessoa que não quer deixar de ter opiniões rígidas e recusa-se duramente a mudar seus hábitos, vai ganhar um pescoço duro, igual à sua cabeça. 

Pessoas perfeccionistas normalmente têm muitos torcicolos.

Muitas vezes, as pessoas que acordam com o pescoço doendo e nem conseguem girar a cabeça para o outro lado, reclamam: dormi de mau jeito, por isso estou assim; tomei um golpe de vento ontem, e hoje acordei mal, e assim por diante.

Acontece que estas são apenas justificativas e não explicações reais para as dores.

Com estes exemplos, você pode ver como o consciente reage por não saber ou não ter se preocupado em aprender a linguagem do corpo. 

Enquanto não tomarmos consciência daquilo que acontece com nosso corpo, estaremos tentando eternamente achar resposta para nossos problemas, percorrendo o caminho oposto ao da verdade.

Se você estiver com dor no pescoço ou torcicolo, pare e pense um pouco. Analise seus últimos atos ou pensamentos contra algo ou alguém. 

Lembre-se de algum episódio durante o seu dia de ontem ou anteontem. Será que você não está sendo teimoso com alguém ou com alguma idéia fixa? 

Será que você não está sendo insistente demais em querer que determinada pessoa pare de agir daquele jeito que tanto desagrada você?

Sempre haverá uma resposta, mas se você não souber saudavelmente voltar atrás e desistir de alguns aspectos negativos da sua conduta, seu pescoço continuará doendo e mostrando que você ainda não consegue olhar para o outro lado da questão.

 E literalmente, você não conseguirá olhar para o lado, a não ser que gire o corpo todo.

fonte: (trechos do livro “A LINGUAGEM DO CORPO” de Cristina Cairo)