terça-feira, 21 de outubro de 2014

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - O Prana e o corpo - Nossas forças mentais

O Prana e o corpo - Nossas forças mentais



                             

A geografia do corpo é mapeada  no esquema corporal e compreendida em sua representação que  transcende nossa consciência. O corpo é concebido como uma via  simbólica, que se comunica em uma dimensão sagrada. Quando mergulhamos no universo simbólico que representa o corpo, o prana, a Alma e o espírito expandimos a  Consciência e entramos no mundo Arquetípico Simbólico do Espírito.
 
O PRANA e o corpo - Nossas forças Mentais
Cada passo que damos, cada palavra que proferimos,
“A energia do martelo do ferreiro, acrescentada à energia do braço do guerreiro, juntas desfecham o golpe pela liberdade. Certa quantidade de energia deve ser reunida e dirigida para realizar qualquer propósito. Ó indolente!”

Passemos agora à consideração dessa força elétrica chamada “energia nervosa”, “força vital”, etc., pela qual as células são capacitadas a realizar seu trabalho e o corpo a executar todas as suas complicadas funções.

Embora a força seja elétrica, “força elétrica” não a descreve mais do que “substância química” descreve carne, sangue e ossos. É uma forma de eletricidade gerada pelo corpo para suas específicas necessidades. Não existe palavra adequada para expressá-la. Usaremos o antigo termo sânscrito Prana, ao falarmos dela.

Como dissemos, o corpo é equipado com imensa rede de nervos que formam os fios elétricos pelos quais o Prana viaja para cada grupo de células no organismo: vida e saúde de cada célula depende de receber adequado suprimento dele. Interessante notar, de passagem, que essa força e também usada pela mente para produzir os novos fenômenos de “telepatia mental”. Fornece à mente o poder de enviar e receber “telegrafia sem fios”.

Quando desejamos levantar um dedo, fazemos um esforço de vontade, se o desejo é consciente; ou, se o desejo é instintivo, um esforço da Mente Instintiva — e uma pequena força dessa energia é enviada para os músculos que controlam o dedo, fazendo com que se contraiam e o dedo se erga.

Cada passo que damos, cada palavra que proferimos, cada lágrima que choramos, é resultado desse processo. Tão completa é nossa dependência dessa força, que um eminente doutor de Harvard, numa reunião da Associação Psiquiátrica Americana, exclamou:
“Parece que o corpo é uma máquina elétrica!”

Talvez fiquemos surpresos com o fato de que a constituição do homem, conforme o destacado neste livrinho, tem notável semelhança com a constituição do Universo? A alma do homem tem, com a Mente Instintiva, relação semelhante à que tem com o Absoluto, com a Mente Universal. A alma do homem é o Deus de seu corpo.

O CORPO
“Não lamentes a situação de um mau governante, meu filho, e sim a situação de seu povo. — Preocupa-te então com o murmúrio de rebelião dentro de teu próprio corpo e aprende a governá-lo com maior sabedoria.”

Mostramos o Universo como estupenda manifestação da Inteligência Divina, observada e regulada pela Mente Universal dentro da estrutura da Lei Natural.


Vimos os quanta da vida, como um chuveiro de minúsculas centelhas de uma flama sagrada, descendo sobre a Terra e se desdobrando gradualmente, através dos séculos, sempre progredindo, sempre a desdobrar mais e mais suas inatas altas qualidades.

 Acompanhamos o homem através desse processo evolucionário e vimos sua Mente Instintiva aprender sempre mais a respeito cio trabalho de construir um perfeito alojamento físico para seu espírito, ou alma. Traçamos o desdobramento de sua Mente Intelectual à medida que o alojamento físico se aproximava do acabamento.

Depois, por fim, vimos os primeiros vislumbres da aurora de sua mente espiritual à proporção que a alma começava a despertar do prolongado repouso.

Tentemos, agora, formar o quadro mental da Mente Instintiva — o Mestre Empreiteiro, que construiu o corpo e ainda “trabalha” para mantê-lo em condições. Imagine-se um enxame de poderosas abelhas, governado por uma “abelha rainha” de inteligência e sabedoria maravilhosas. Imagine-se as abelhas sendo ensinadas a construir seus alvéolos de seis lados segundo o modelo na mente da rainha:
o modelo de um corpo humano.

Algumas são ensinadas, depois especializadas para fabricar um tipo especial de cera e a construir ossos com seus alvéolos; a outras ensinam a fazer tecidos ou carne, algumas a fazer estômagos, intestinos, pulmões, fígados, rins e outros órgãos; outras a fazer cabelos, dentes, olhos, orelhas, etc.

 À medida que o tempo vai passando, essas abelhas se tornam maravilhosamente eficientes em seu trabalho; e, ao se tornarem cada vez mais especializadas, perdem a capacidade de colher os materiais necessários para o fabrico de sua cera.

De modo que a sábia rainha resolve o problema, especializando novas abelhas e formando uma grande rede de canais que cheguem a qualquer parte do corpo onde as abelhas estejam trabalhando.

Ela enche de fluido, ou sangue, esses canais ao longo dos quais os alimentos, reunidos e preparados por outros grupos especializados, podem ser levados aos alvéolos de todas as partes do corpo e os detritos dessas células transportados e jogados fora.

 Mais abelhas são organizadas numa usina de bombeamento, para manter esse fluido em movimento; ainda outras são organizadas em pulmões para a coleta do necessário oxigênio do ar.

 Outra energia vital necessária deve também ser cuidada: a produção e distribuição de energia elétrica (ou energia nervosa, como é chamada).

De modo que mais abelhas foram especializadas para esse trabalho, algumas formando baterias onde a energia pudesse ser estocada, outras formando a rede de nervos chamada “sistema simpático” sobre o qual pudesse ser distribuída.

O “sistema simpático” se localiza principalmente nas cavidades torácica, abdominal e pélvica. Por meio dele, a Mente Instintiva controla os processos involuntários — como crescimento, nutrição, etc.. e distribui a. “energia nervosa” necessária para o desempenho de tais funções.

Então, nossa sábia rainha se deu conta, ao traçar seus planos, de que, como a Mente Intelectual se desdobrou, precisaria de uma rede especial de comunicação com diferentes grupos de abelhas — uma rede que lhe possibilitasse dar ordens e assistir em seus processos de raciocinar o que era “bom” ou “mau” para todo o enxame de abelhas.

 Então, inventou o sistema cérebro-espinhal. É aquela parte do sistema nervoso contida na cavidade craniana e no canal espinhal — isto é: cérebro, medula espinhal e os nervos que partem desta última. Preside a volição, sensação, etc.

 Finalmente, ela soube que devia. preparar e especializar um grupo de abelhas, pois se desenvolveram órgãos por meio dos quais a Mente Espiritual podia manifestar-se — como o cérebro.

Que se tente, agora, formar um quadro dessa imensa colméia de superabelhas, trabalhando ativamente em suas tarefas especiais, cada qual escondida em seu próprio alvéolo — embora o esforço coletivo fosse dirigido pela rainha e coordenado no corpo físico. Ora, o trabalho de cada abelha é necessário a toda a estrutura e se uma abelha, ou um grupo de abelhas, por qualquer motivo pára de trabalhar, ou morre, toda a organização fica em desordem;

 e se a situação não é remediada, a sábia rainha não terá outro remédio senão ordenar a suas abelhas que abandonem os alvéolos e voem juntas, num enxame, para um local que esperam seja mais favorável — onde recomeçarão a construir um corpo.

O fato de que essas superabelhas não possam ser vistas após deixarem o corpo na colméia, pela morte, não significa que não sejam entidades reais, pois embora elétrons e prótons sejam individualmente invisíveis, é só questão de aumentar-lhes o número em um espaço determinado. Então, poderão ser vistos e tocados como matéria “sólida”.

Suponha-se então que nossas superabelhas são minúsculas unidades, ou genes, inframicroscópicas, e que residem dentro de cada um dos vinte e cinco bilhões de células do corpo, formando o poder governante e organizador da célula; tais unidades microscópicas, embora reais e atuantes, podem pesar apenas um décimo de milionésimo do peso das células;

portanto, se todo o enxame fosse abstraído do corpo, a resultante perda de peso para o corpo seria apenas de cerca de seis gramas. Tal perda de peso foi confirmada pelo Dr. Baraduc em seu livro MesMorts: Leurs Manifestations (Meus Mortos: Suas Manifestações) — a ocorrer na morte.

Podemos imaginar esse enxame de invisíveis e minúsculas superabelhas ainda mantendo formato e tamanho do corpo; e pode facilmente ser imaginado começando a penetrar no germe da célula fertilizada, estimulando-a à divisão, e penetrando sempre mais fundo nas recém-formadas células do corpo enquanto se multiplicam aos milhares e milhões para formá-lo.