quarta-feira, 27 de julho de 2016

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA - PRINCÍPIOS DIVINOS DO AMOR E SEXUALIDADE SAGRADA - SEXO ALÉM DO FÍSICO - TRANSCEDENDO A ENERGIA

PRINCÍPIOS DIVINOS DO AMOR E SEXUALIDADE SAGRADA


     Os taoistas foram os primeiros a debruçarem-se sobre a problemática de como aproveitar, direccionar e controlar a poderosa energia resultante da experiência sexual humana e aplicá-la na promoção da saúde, juventude, longevidade e imortalidade espiritual.
    Como todos sabemos a energia sexual é uma das mais poderosas do Universo e, considera-se ser, de certo modo, difícil de controlar.
    Porém, devemos ter presente que, além do controlo, a condução ou exploração desta energia, depende do nível de Consciência no ser humano, o que determina o modo como o desejo sexual se aplica e/ou se manifesta.

DESENCONTROS E BLOQUEIOS

    
Podemos considerar que a falta de amor existente, as dificuldades que se verificam nos relacionamentos entre pares, seja fruto de feridas ancestrais amorosas, de ressonâncias que perduram na actualidade. Não tendo sido ainda resgatadas, conservadas fechadas num ciclo involutivo, são até hoje mantidas e alimentadas pelo uso e abuso indevido da energia sexual.
    Existe porém uma necessidade urgente de mudança e de perceber que as dificuldades nos relacionamentos, com os parceiros de vida, estão em crise porque o dom, e receptividade feminina foram esquecidos. Tanto no homem quanto na mulher, é imprescindível resgatar o apaziguamento, a harmonia e a energia de candura e pureza que foram deixadas para trás. A separação entre os casais surge pela falta do entrelaçar das duas energias fundamentais e complementares, primordiais no equilíbrio do Universo.
    Naturalmente, as mulheres sentem a atracão pela união sexual como um desejo provindo do coração, ou em alguns casos, como um sentimento espiritual. Mas, durante a intimidade física, pode acontecer que a mulher, não consiga expressar livremente a sua sexualidade, não só porque talvez não se encontre com o par que corresponde aos seus desejos profundos, mas também devido a possíveis bloqueios de energia no primeiro e segundo chakras, uma vez ser nesses centros que ficam registadas, na memória da Alma, as sensações de toda a sexualidade mal vivida, imposta e humilhante.


    Já os homens sentem atracção pela união sexual como um desejo físico, menos emocional e mais mental. Na sexualidade masculina, a maioria dos bloqueios que ocorrem são registados no plexo solar e coração. O impedimento do fluxo energético pode ser devido ao medo da entrega sentimental, medo da intimidade emocional profunda, o que não se irá manifestar necessariamente no corpo físico. Assim, o homem pode estar sexualmente presente no nível físico, enquanto a sua natureza sentimental se encontra total ou parcialmente ausente. As suas emoções poderão estar presas devido ao medo de se abrir, pelo receio de se tornar vulnerável, frágil ou rejeitado. Também a sua alma conserva as antigas memórias de quando foi abandonado e ferido emocionalmente.
    Estando estes bloqueios ligados a um passado longínquo, pode-se dizer que praticamente todos nós temos bloqueios, o que nos impede de experienciar a sexualidade num sentido amplo e completo. É assim necessário compreender esta questão, perdoar a nós mesmos e aceitar a sexualidade com uma consciência clara, límpida e amorosa.

SEXO E AMOR
    Fazer amor nem sempre implica a tradução expressa por uma relação sexual, assim como um acto sexual nem sempre se expressa através de um conteúdo amoroso. Isto mostra-nos a versatilidade do amor e da própria relação sexual, pois nenhum deles se vincula a formas ou conteúdos.
    Então o que significa fazer amor?
    Para o comum das pessoas significa obter prazer, prazer esse que se conecta de imediato com a satisfação obtida numa relação sexual. Porém este pressuposto, apesar de certo, nem sempre é verdadeiro.
    O prazer e o êxtase sexual podem ser obtidos de formas diversas, através do simples toque, de um olhar, de um beijo, de um entrelaçar de mãos ou de um abraço, desde que em qualquer destes gestos se encontre ressonância, profundidade e comunhão amorosa. Não se pretende deste modo excluir o acto sexual, mas sim inclui-lo e envolvê-lo com o mesmo teor vibratório, pois sem isso, apenas a prática do acto em si, estará desprovido do sentido da Vida e estaremos alimentando com a nossa energia um acto desconectado da Origem.
    Consoante o nível de Consciência dos participantes, assim é incutida na relação o tipo de energia, se mais básica, ligada ao plano instintivo, ou mais elevada, conectada com o plano Divino. Quando nos reconhecemos como seres Divinos, quando percebemos esta verdade em nós e no outro, é-nos possível direccionar e “controlar”, através de uma vivência espiritual, amorosa e de entrega, o campo energético sexual.
    Sempre que dois seres se unem de forma completa e luminosa, o vórtice energético daí resultante é como uma dádiva, um impulso para a libertação da Alma individual e uma fonte de Amor para a Alma colectiva da Humanidade. Este será, sem dúvida, o melhor contributo de todos nós para a cura de uma antiga ferida colectiva, provinda das lutas de poder, de exploração e supremacia sexual entre homem e mulher. Urge assim o equilíbrio entre as energias, masculina e feminina, que se deverão voltar a unir numa simbiose de complementaridade impregnada de Verdade, Amor e Alegria.
    Para que haja plenitude, durante a relação, o sentir e gesto amoroso deve ser partilhado entre o casal, de modo suave e compassivo, levando os parceiros a fundirem-se num só sentimento. Uma relação terna e envolvente, onde é estimulada a Consciência da Alma o amante coloca num primeiro plano o seu par, nada esperando em troca, num profuso amor.
    Quando a Alma está presente na relação, cria-se um vínculo espiritual entre os pares, que não pode ser corrompido e o sexo não é mais vivenciado como uma satisfação de descargas hormonais, mas sim como um acto legítimo e verdadeiro de puro Amor. O nível de prazer aumenta, sendo incomparável ao sexo comum, podendo mesmo ser atingido o êxtase espiritual.
    O verdadeiro Amor, o que nos preenche e parte de nós para o outro, é fluído, expansivo, não se contém, pois não tem recipiente que o possa conter, vive-se porque é vívido e ama-se porque nós somos Amor. Deverá assim ser expresso em liberdade, em abrangência, em totalidade e União com a Terra (nós e o par) e com o Céu (ambos com o Divino).
    O caminho para uma experiência sexual plena e feliz pode ser longo e moroso mas, durante este percurso, abrem-se as portas do auto conhecimento, do amor-próprio e compaixão por si mesmo e pelo outro, o que é extremamente valioso e imprescindível para o usufruto da Nova Sexualidade.

SEXUALIDADE VERSUS ESPIRITUALIDADE

    Em essência, a sexualidade carrega um grande potencial de Luz onde a envolvência na matéria se eleva acima da matéria. Quando o coração se abre, quando se conecta a energia do coração com a energia sexual, a energia de amor e harmonia que o casal experiencia, retira-os do plano material para os reinos supra físicos. A sexualidade completa, a que integra todos os níveis do Ser abre um portal para uma realidade energética mais elevada e, tal como antes de encarnarem na Terra, os amantes sentem-se envolvidos por uma doce, suave e tranquila vibração. Nesse momento, no corpo físico, todos os chakras vibram em uníssono destruindo o abismo existente entre a matéria e o espírito.
    Este é o início da jornada sagrada, o êxtase silencioso que proporciona a descida de energias superiores, Paz, Harmonia, Felicidade e Bem-Aventurança, directamente do Cosmos sobre a Terra.
    Este é também um acto de Criação Divina que poderá ter como fruto o nascer de Novas Crianças. Quando uma criança é concebida deste modo, ela entra no reino terreno através de um túnel de Luz, envolta por um véu de Supremo Amor. Esta é a forma de recepção mais harmoniosa, acolhedora e querida que uma Alma pode ter ao descer sobre a Terra.

DEUSA MULHER

    O papel feminino da mulher, hoje sublimado, foi outrora enaltecido como se pode constatar através de antigos documentos e pinturas que revelam imagens e formas femininas que, no princípio, eram utilizadas para reverenciar a Grande Deusa. Assim, a magia e o encantamento, o culto ao Sagrado e Divino eram manifestados com amor e respeito, equilíbrio e harmonia. A sexualidade, o nascimento e a maternidade eram honrados e as mulheres eram respeitadas como as doadoras da Vida, da mesma forma que ainda hoje o são em culturas indígenas preservadas.
    Porém, a verdadeira Mulher, a Sacerdotisa, que cumpria a função de oráculo como voz da Deusa, a Mãe como portal da Vida, a Anciã da Sabedoria Ancestral, aquela que proporcionava ao homens a união sagrada, como Deusa do Amor e Fertilidade, essa Mulher não existe há muito.
    Tendo como meta o equilíbrio universal, o poder feminino ancorado no interior das mulheres, a sensibilidade e delicadeza feminina estão sendo convocadas a aflorar novamente, para soltar e diluir as grilhetas impostas por algumas civilizações que utilizam o poder masculino como força bruta sobre a Terra.
    É assim dada à mulher, a oportunidade de colaborar na liberação da energia de inteligência criativa sobre o planeta, matriz cósmica que se manifesta através da Consciência da Mãe do Mundo, aspecto feminino do Criador.
    A energia da Nova Terra pressupõe uma mudança de comportamento, movida por uma alteração do estado de Consciência, que nos remeta à Origem Sagrada. Restituir a dimensão feminina, elevar a sua essência, transformar a Mulher na Deusa-Mãe é o passo fundamental para a sacralização da energia sexual. Somente este aspecto feminino, este arquétipo adormecido a irá conduzir à liberação, em todo o seu esplendor. A Deusa, que com imensa sabedoria aparentou dormir, e que contínua e amorosamente foi tecendo o manto de Luz sobre os que a invocam, aguarda agora o raiar da Nova Aurora.

TRANSCENDÊNCIA
 
Esta é a Era em que os casais estão sendo convocados a compartilhar uma União Sagrada transcendendo o amor e prazer carnal, elevando as frequências vibratórias a patamares superiores de energia. Tanto o homem como a mulher estão designados a assumir os arquétipos, os símbolos e signos cósmicos, que lhes competem.
    A sexualidade vista à Luz da Espiritualidade, transmuta o acto sexual numa oferenda energética, numa dança sublime entre o belo e maravilhoso, onde dois seres se entrelaçam e comungam de uma só energia, a da Alma.
    O corpo da mulher, dignificado como um Templo, incorpora a energia da Deusa sempre que se entrega ao Amor com a Consciência do sentido sagrado desse acto.
    O homem, quando receptivo, recebe a vivificação desse aspecto feminino, que o impregna de sensibilidade e lhe amplia as sensações, fazendo com que o casal transcenda os limites da consciência humana.
    Num acto profundamente envolvente, todos os corpos, físico, psíquico emocional e anímico se unem num só. A união dos corpos, num só Fogo de Alma, gera um campo de alto teor energético, onde, num sussurro silencioso, o fruir do toque doce e suave, das mãos ou dos lábios, se assemelham à recepção eléctrica de um indelével formigar onde pode ser lido pelas células a informação estelar nelas contida.
    Uma relação sexual assim vivida, onde nada se pretende a não ser amar o Amor com que se ama, coloca o par como complementos divinos. Vibrando em êxtase, na unicidade de todos os seus corpos, ambos se redimensionam como um só, transcendendo o corpo físico, numa frequência intensamente vibrante e sublime que lhes permeia a Alma. O êxtase sexual desencadeia assim uma profunda expansão de Consciência e, num silêncio profundo, impregnado de reverência, o vínculo espiritual que se estabelece entre os amantes é então conectado aos Planos Superiores, onde os sentimentos aprendem uma nova linguagem.
    É nesse preciso instante, de perfeita comunhão e plenitude que pelo grande Sopro de Amor que abriga as Esferas, o campo energético que os une se verticaliza, formando o vórtice Céu-Terra através do qual traccionados pelo magnetismo divino acedem à Luz Suprema.
    E, por um tempo sem tempo, eis que se abrem os Portais da Consciência Cósmica. Envoltos por ténues fios dourados, tecidos pela efusão do Amor Divino, tendo como aliança Sentimentos Superiores, é reiterada a cerimónia do Matrimónio Celeste onde, agraciadas pela hegemonia cósmica, as Almas se unem Ad Eternum…
Por: *Exilys
SOBRE O SEXO TÂNTRICO 





O sexo tântrico é diametralmente oposto e diferente. Ele não se destina a aliviá-lo, a permitir que você ponha sua energia para fora. Ele significa permanecer no ato sem ejaculação, sem desperdiçar a energia. Permaneça no ato, funda-se nele, mas no início do ato, não na parte final. Isto muda a qualidade, que então se torna completamente diferente.

Tente compreender duas coisas. Existem dois tipos de clímax, dois tipos de orgasmo. Um tipo de orgasmo é conhecido; você atinge o cúmulo da excitação e não consegue seguir adiante. O fim chegou. A excitação chega a um ponto no qual ela se torna involuntária. A energia circula intensamente dentro de você e sai. Você se sente livre dela, aliviado. A carga foi lançada fora. Agora você pode relaxar e escapar. 

Você a está usando como um calmante. Trata-se de um calmante natural. Segue-se um sono reparador, se sua mente não estiver sob o peso da religião. Caso contrário, até mesmo o calmante é destruído. O sexo só poderá ser tranquilizante se sua mente não estiver sob o julgo da religião. Se você se sentir culpado, até mesmo seu sono será perturbado. 

Você sentirá depressão, começará a condenar-se, começará a jurar que daí em diante não se entregará mais àquilo. Mais tarde seu sono se tornará um pesadelo. Se você é uma pessoa natural não muito oprimida pela religião e pelo moralismo, então o sexo poderá ser usado como um calmante. 

Este é um tipo de orgasmo: chegar ao ápice da excitação. O Tantra no entanto está centrado em uma outra espécie de orgasmo. Se denominamos a primeira espécie de orgasmo de ápice, podemos chamar o segundo orgasmo (o tântrico) um orgasmo de planície. Nele você não chega ao ápice da excitação, mas ao profundo vale do relaxamento. 


A excitação tem de ser empregada para ambos, no início. 
É por isso que digo que no início elas são idênticos, mas no fim são totalmente diferentes. 
A excitação tem de ser usada para ambos; ou você caminha em direção ao primeiro, a excitação ou para o vale do relaxamento. 
Em relação ao primeiro, a excitação tem de ser cada vez mais intensa. Você tem que crescer nela, tem de ajudá-la a ir em direção ao ápice. 
E uma vez que o homem penetrou, ambos os amantes podem relaxar. 
Nenhum movimento se faz necessário. 
Podem relaxar em meio a um abraço amoroso. 
Quando o homem ou a mulher sentem que a ereção pode se perder, basta apenas um pouco de movimento e de excitação para que isto não aconteça, mas em seguida é preciso voltar a relaxar. 
Vocês podem prolongar este abraço profundo durante horas, sem ejacular, e então ambos poderão mergulhar em um sono profundo. Isto é um orgasmo de vale. 
Ambos estão relaxados e encontram-se como dois seres relaxados.

Livro: Tantra sexo e espiritualidade Osho