sábado, 5 de março de 2016

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - Cistite pode atrapalhar a relação sexual - E QUE CAUSA O RESSECAMENTO VAGINAL E COMO PREVENIR?

VIVENDO UMA RELAÇÃO COM O PARCEIRO DE FORMA SAUDAVEL


Dores genitais e sangramento podem impedir relação sexual da mulher com cistite.



Doença muito comum nas mulheres, a cistite provoca dores ao urinar, incômodo na região do abdômen e aumento da frequência para ir ao banheiro. Sangramento e febre também podem acontecer em alguns casos. Apesar de não ser sexualmente transmissível, pode causar desconforto durante a relação sexual.
Existem tratamentos eficientes para a doença. Porém, como é causada por uma bactéria, ela é capaz de evoluir e atingir a bexiga, os rins e todo o sistema urinário. Saiba por que a cistite está relacionada ao sexo e conheça os meios de prevenir e tratar esse problema.
cistite
A dor da cistite é desagradável, mas pode ser diminuída com analgésico. Foto: iStock, Getty Images

Como a cistite se desenvolve?

Tratada facilmente, a cistite não é uma doença grave. Porém, pode evoluir e causar danos no aparelho urinário. Uma infecção por bactéria dá origem ao problema, que acaba inflamando abexiga. O quadro pode ser agravado pela relação sexual.
Durante o sexo, o corpo entra em contato com diversas bactérias. Quando uma delas entra no canal urinário, tanto masculino quanto feminino, provoca a doença. A uretra possui cerca de 4cm, o suficiente para que uma bactéria passe com facilidade até a bexiga, provocando o incômodo que leva à infecção.
No entanto, o sexo é apenas uma das formas de ser contaminada. Entre outros fatores que causam o quadro infeccioso, estão a retenção de urina, pouca higiene pessoal e uso de roupas íntimas muito apertadas. Quando o corpo não consegue transpirar corretamente, contribui para proliferar bactérias, o que acontece no caso das roupas justas.
Uma vez diagnosticada com cistite, não é recomendável manter relações sexuais, pelo menos até que os sintomas sejam atenuados. O ato pode causar desconforto e dor. Quando for estabilizado o quadro infeccioso, a atividade pode retornar a ser como era, sendo opreservativo uma forma de evitar novos contágios.

Prevenção e tratamento da cistite

A principal forma de prevenção da doença é feita antes e depois da relação sexual. Duas práticas simples podem ser realizadas para evitar o problema: urinar depois do sexo e ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia. A urina possibilita que grande parte das bactérias seja eliminada, limpando o organismo após a relação.
Beber água permite que o corpo esteja sempre hidratado, além de aumentar a frequência urinária, que combate as impurezas acumuladas na região genital. Alimentação equilibrada, repleta de alimentos saudáveis e fibras, também é um meio de prevenir a doença.
Exercícios físicos fazem com que o corpo elimine toxinas por meio do suor e melhore o funcionamento do sistema imunológico.
O tratamento da cistite é feito logo após a apresentação dos primeiros sintomas. O médico que recomenda os medicamentos ou procedimentos para curá-la é o ginecologista ou o urologista.
Como uma bactéria se aloja no organismo, a automedicação pode acarretar riscos para o tratamento. Siga sempre as recomendações dos especialistas e somente tome os medicamentos indicados por eles.
Além das relações sexuais, também deve ser evitado o consumo de álcool durante o tratamento.Bebidas alcoólicas podem reduzir ou cortar totalmente o efeito de antibióticos, além de provocar reações adversas no organismo, que já está fragilizado em função da doença.

Ressecamento vaginal afeta vida sexual, mas pode ser tratado no dia a dia

Entenda como os cuidados com o ressecamento vaginal podem ajudar na hora do prazer.


O corpo feminino passa por mutações constantes: menstruação, gravidez, menopausa e todas as elevações e quedas hormonais pelas quais o sistema passa. Esses hormônios são responsáveis por muitos aspectos na vida sexual da mulher, desde sua fertilidade até a libido. O fato é que nem sempre o corpo consegue acompanhar essas oscilações e é nesse contexto que surge o ressecamento vaginal. Um fenômeno muito comum, mas pouco debatido.
-ressecamento vaginal-
Ressecamento vaginal causa dor na relação sexual

Não se sabe se é a vergonha por sentir dor no ato sexual ou o medo da reação do parceiro, mas o fato é que cerca de 90% das mulheres que possuem ressecamento vaginal jamais relatam isso para seus ginecologistas, prolongando o sofrimento e inibindo-se de sentirprazer. Mas saiba que essa secura na vagina pode ser devidamente tratada - você só precisa diagnosticá-la.

O que causa o ressecamento vaginal?

estresse e a menopausa são os principais causadores da complicação, mas não são os únicos responsáveis. Muitas vezes, por causa deles, o desejo da mulher está diminuído e a umidificação não acontece.
Mas existem outros fatores que dificultam a lubrificação. São eles:
- Gravidez
- Cansaço
- Uso de antidepressivos
- Ingestão de álcool em excesso
- Uso de nicotina, através de cigarros.
Identificar se você sofre com o ressecamento vaginal é um processo que começa na hora do ato sexual. Geralmente, o principal sintoma é a dor no momento da penetração, que costuma ser seguida de ardência ou sensação de dormência na região da vagina.
As mulheres que possuem baixa lubrificação também são mais suscetíveis a contração de doenças e infecções na vagina e na região uterina e por isso precisam dar atenção ao problema.

Como tratar o ressecamento vaginal

Para tratar o ressecamento vaginal é preciso tomar cuidados diários, inclusive naalimentação. Uma boa dica é preparar uma vitamina com 1 banana, 1 copo de leite de soja e 2 colheres de amêndoas.
A banana é rica em magnésio, um elemento que proporciona a vasodilatação, atuando diretamente no sistema nervoso central. Dessa forma, há mais liberação de hormônios, aumentando a sensação de prazer que consequentemente eleva os níveis de lubrificação vaginal.
Outra forma de amenizar as consequências da baixa umidificação é utilizar lubrificantes vaginais industrializados. Os géis e cremes podem ser encontrados em quaisquer farmácias, são de fácil aplicação e baixo custo. Seu efeito é semelhante a ação da lubrificação natural e impede as sensações dolorosas durante o ato sexual.
Tratamentos com hormônios também podem ser recomendados. O ressecamento vaginal é costumeiramente consequência da baixa produção de hormônios, sendo muito comum no período da menopausa feminina. O ginecologista pode receitar quais as substâncias adequadas para o corpo daquela paciente. A administração de hormônios manipulados aumenta alubrificação da vagina a longo prazo, portanto no começo do tratamento ainda é indicado o uso dos géis industrializados.

Previna-se

Você também pode evitar a baixa umidificação na vagina.
- O primeiro passo é reduzir a frequência da higiene íntima a duas vezes ao dia, utilizando sabonetes com pH neutro.
- Não utilize protetores diários ou absorventes internos com muita frequência.
- Mantenha relações sexuais regularmente, para estimular a região.
- Utilize cremes vaginais para a hidratação do local.