sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - O PODER DA RESPIRAÇÃO (Segrados e Métodos), SUA RESPIRAÇÃO PODE TE CURAR!

"Segredos e Métodos para praticar a Respiração”.

  

Quando você está concentrado em sua respiração você está protegido do vampirismo, de uma mente dominadora, de obsessores, perda de energia, pensamento compulsivos, emoções descontroladas, muitas vezes da depressão principalmente, se você faz exercícios físicos e caminhadas, ajuda muito.


Quando sua mente está centrada, você está no centro em harmonia com o Espirito, com a Alma. 

Você está protegido, pode ouvir sua intuição e estar ligado com o seu Anjo da Guarda.

Se a mente está sendo dominada pelo ambiente, pelo ódio, descontrole emocional, com a meditação e a concentração na respiração, você está no controle da sua vida e na roda do dharma.


A Inteligência fixada no Espírito que respira é o centro do Ser ao redor do qual a mente e os sentidos giram é a Inteligência que é a fundação da vida e das sensações.

O Todo é Espírito – Mente Viva Infinita – Consciência -  É Luz Clara...
“A consciência da respiração é o caminho para a consciência.

Respirar é trazer nossa força da vida em uma espiral de sintonia com a hélice universal que carrega toda a força no cosmos.
Todos respiramos o mesmo ar. esse ar é Spiritus (latim "respiração de vida"). A presença do Spiritus dá vida. O Ar é a presença da essência da vida.  
A magia da consciência da respiração é a consciência do Espírito da Unidade.


"Segredos e Métodos  para praticar  a Respiração”.
As práticas de parar e observar tem por finalidade atingir a liberação, isto é, a liberdade da prisão.
A que estamos presos? Antes de tudo, caímos na distração que nos faz perder a plena atenção. Vivemos como se estivéssemos num sonho. Somos arrastados de volta ao passado e empurrados para o futuro.

Estamos presos às nossas tristezas, agarramo-nos à raiva, aos sentimentos de intranquilidade e medo. Aqui “liberação” significa ir além e deixar para trás essas condições a fim de vivermos totalmente despertos, com alegria e suavemente, tranquilos e em paz.

Viver dessa maneira significa que a vida vale a pena ser vivida. Vivendo assim, somos uma fonte de alegria para nossa família e para aqueles que vivem conosco e em torno de nós.

O budismo muitas vezes se refere à “emancipação”, isto é, ir além e abandonar nascimento e morte. Sentimo-nos ameaçados pela morte. Quanta intranquilidade e medo têm sido criados pelo medo da morte!

A meditação nos permite ficarmos livres dessas prisões de intranquilidade e medo.
Por favor, use quaisquer métodos que sejam... Respire! Você está vivo mais adequados à sua situação presente e, em primeiro lugar, pratique-os. Ao parar, observar já está presente, mais ou menos; ao observar, há um parar natural.

 Os tópicos da plena consciência sugeridos abaixo podem ser divididos em sete categorias:

1) Seguir a respiração na vida diária — elimina o esquecimento e o pensamento desnecessário (Métodos 1 -2)
2) Consciência do corpo (Método 3)
3) Realizar a unidade corpo e mente (Método 4)
4) Nutrir a nos mesmos com a alegria da meditação (Méto—
dos 5-6)
5) Observar os sentimentos (Métodos 7-8)
6) Controlar e liberar a mente (Métodos 9-12)
7) Observar afim de derramar luz sobre a verdadeira natureza de todos os dharmas (Métodos 13-16)


- Os leigos, e os monges também, devem saber como praticar o primeiro tópico (seguir a respiração na vida diária) e o quarto (alimentarmos a nós mesmos com a alegria da meditação).

- Toda vez que praticamos a meditação sentada, devemos sempre começar com esses dois tópicos.
 
Somente depois disso deveremos passar para outros tópicos. Toda vez que notarmos que nosso estado mental tornou-se agitado, disperso, sem tranquilidade, devemos praticar o quinto tópico (observar a fim de derramar luz sobre nossos sentimentos).

- O sétimo tópico é a porta que se abre para liberar nascimento e morte, e todos aqueles de grande compreensão têm de passar por essa porta.
 
Esse tema é o maior presente que o Buda nos deu. Os seis primeiros tópicos envolvem parar e observar, mas o sétimo enfatiza a observação. Somente depois que adquirimos a capacidade de concentrar a mente com grande estabilidade, podemos mergulhar nesse tema.

O Primeiro Tópico da Plena Consciência: seguir a respiração na vida diária — eliminar a distração e o pensamento desnecessário (Métodos 1-2)

Inspirando, ele sabe que está inspirando e expirando, ele sabe que está expirando. Inspirando uma respiração longa, ele sabe que “Inspiro uma respiração longa” e agora  ele sabe que “inspiro uma respiração curta”. 

Expirando uma respiração longa, ele sabe que “Expiro uma respiração longa.

A maioria dos leitores deste livro não vive em florestas, debaixo de árvores, ou em monastérios. 

Em nossa vida diária, dirigimos carros e esperamos ônibus, trabalhamos em escritórios e fábricas, falamos ao telefone, limpamos nossas casas, preparamos comida, lavamos roupa e assim por diante.

Portanto, é muito importante aprendermos a praticar a plena consciência na respiração durante nossa vida diária. 

Usualmente, quando desempenhamos essas tarefas, nossos pensamentos vagueiam, e nossas alegrias, tristezas e raiva ficam difíceis de seguir de perto. 

Apesar de estarmos vivos, não conseguimos trazer nossa mente para o momento presente e vivemos no esquecimento.

Podemos começar nos tornando conscientes de nossa respiração, seguindo a nossa respiração. Inspirando e expirando sabemos que estamos inspirando e expirando, e podemos sorrir para afirmar que somos nós mesmos que estamos no controle de nós mesmos.

Através da consciência na respiração, podemos estar despertos no (e para o) momento presente. Ficando atentos, já estabelecemos o “parar”, isto é, a concentração da mente. Respirar com plena consciência ajuda nossa mente a vagar menos em pensamentos confusos e sem fim.

A maior parte de nossas atividades diárias pode ser realizada enquanto seguimos a respiração de acordo com as instruções do sutra. Quando nosso trabalho demanda uma atenção especial para evitar confusão ou acidente, podemos unir a plena consciência ria respiração com a própria tarefa.

Por exemplo, quando estamos carregando uma panela de água fervendo ou fazendo consertos na eletricidade, podemos estar conscientes de cada movimento de nossas mãos, e alimentar essa consciência por meio da respiração:

“Expiro consciente de que minhas mãos estão carregando uma panela de água fervendo” ou “Inspiro consciente de que minha mão direita está segurando um fio elétrico”, ou mesmo “Inspiro consciente de que estou passando por um outro carro. Expiro consciente de que a situação está sob controle”. Podemos praticar assim.

Na realidade, não é suficiente combinar a consciência na respiração somente com tarefas que exigem muita atenção. 

Devemos também combinar a plena consciência de nossa respiração com todos os movimentos de nosso corpo: “Inspiro e estou sentando”, “Inspiro limpando a mesa”, “Inspiro sorrindo para mim mesmo”, “Inspiro acendendo o forno”. Parar os pensamentos aleatórios e deixar de viver na distração é um passo gigantesco no sentido da prática da meditação. 

Podemos realizar essa etapa seguindo nossa respiração e combinando-a com a consciência de nossas atividades diárias.

Há pessoas que não têm paz nem alegria e ficam até alucinadas porque não conseguem parar o pensamento desnecessário. 

São obrigadas a tomar sedativos para se aquietarem e dormirem, simplesmente para dar sossego aos seus pensamentos. 

Porém, até mesmo em sonho, continuam sentindo medo, ansiedade e intranquilidade. Pensar demais pode causar dor de cabeça, empobrecendo o ser espiritual.

Seguindo sua respiração e combinando a respiração consciente com suas atividades diárias, você pode cortar o fluxo de pensamentos perturbadores e derramar a luz do despertar.
 
A plena consciência da expiração e da inspiração é algo maravilhoso que qualquer pessoa pode praticar. Mesmo se você vive em um monastério ou em um centro de meditação, pode praticar dessa maneira.

Combinar a plena consciência da meditação com a plena consciência dos movimentos do corpo durante as atividades diárias — andar, parar, deitar, sentar, trabalhar — é uma prática básica para cultivar a concentração e viver em um estado desperto.
 
Durante os primeiros minutos de meditação sentada, você pode usar este método para harmonizar sua respiração e, se parecer necessário, pode continuar seguindo a respiração com plena consciência durante o período todo.

O Segundo Tópico da Plena Consciência: consciência do corpo (Método 3)
Inspiro, consciente do meu corpo todo. Expiro, consciente do meu corpo todo.

Durante a prática de meditação, corpo e mente se tornam uma unidade. 

Na posição de sentar, deitar, levantar ou andar podemos praticar a consciência de nosso corpo, começando pelas suas diferentes partes, uma por uma, e depois vendo o organismo como um todo.

Podemos começar com o nosso cabelo e depois descer até as pontas dos dedos do pé. 

Por exemplo, quando na posição de meditação sentada, depois de regular sua respiração, você começa expirando e observa:

“Expiro consciente dos cabelos em minha cabeça”. “Inspiro consciente dos conteúdos de meu crânio”.

Você pode continuar assim até chegar às pontas dos dedos do pé. No curso da prática, sentimentos e considerações podem surgir.

Por exemplo, estou passando pelo meu coração e de repente noto uma ansiedade despontando em mim a respeito das condições do coração de um amigo próximo.

Não afasto esse sentimento, sou conhecedor dele: “Inspiro consciente de minha ansiedade por causa das condições do coração de meu amigo”. Então, você continua sua jornada de observação de seu corpo sob a supervisão da plena consciência na respiração.

Aqui está um outro exemplo: à medida que fico consciente de meus órgãos digestivos, vejo milhões de diminutos seres vivos que estão vivendo comigo em minhas entranhas. 

Não afasto essa percepção, SOU um simples sabedor dela:

“Inspiro consciente de que organismos minúsculos vivem junto comigo e em mim”. Sua consciência do relacionamento simbólico com esses organismos pode lhe tocar como um assunto rico para meditação.

Reconheça-o como tal e marque um encontro com você mesmo para retornar a este assunto mais tarde, e depois continue com sua jornada de observação pelo resto do seu corpo.

Geralmente, prestamos muito pouca atenção para os órgãos de nosso corpo. Estamos conscientes deles somente quando nos causam dor e começamos a ficar doentes.

Você pode passar metade da sua vida buscando riquezas e fama sem nunca ter segurado seu dedinho do pé com a consciência desperta. Seu dedinho é muito importante. Ele tem sido muito bom para você durante muitos anos.

Se um dia no futuro aparecer um sinal diferente nele, o que você vai fazer? Talvez você pense que estar consciente do corpo não é muito importante, mas isso não é verdade. 

Qualquer fenômeno fisiológico, psicológico ou físico pode ser uma porta que conduz à verdade.

Você pode meditar sobre seu dedinho e alcançar a meta da realização. O segredo dessa prática é concentrar a mente para observar cada órgão do corpo com plena consciência. Se praticar dessa maneira, um dia (talvez amanhã ou mesmo hoje à tarde) você poderá ver coisas profundas e maravilhosas capazes de mudar sua perspectiva e maneira de viver.

 O cabelo da sua cabeça parece muito comum, mas você deveria saber que ele é um embaixador da verdade. 

Por favor, receba as credenciais desse cabelo. Observe bem e descubra a mensagem de que cada fio de cabelo é portador. Seus olhos são um fenômeno físico comum? 

Eles são as janelas que se abrem para o milagre da realidade. 

Observe profundamente e verá. Essa é a prática da meditação.

Durante outro período de meditação, observe seu corpo todo sem discriminar as diferentes partes. “Inspiro consciente de meu corpo todo.

O Terceiro Tópico da Plena Consciência: realizar a unidade de corpo e mente (Método 4)
Inspiro, fazendo todo corpo todo ficar calmo e em paz. Expiro, fazendo meu corpo todo ficar calmo e em paz
.
Durante outro período de meditação, observe seu corpo todo sem discriminar as diferentes partes. Inspiro conscientemente de meu corpo todo (Método 3 no sutra)


Nesse ponto, deixe respiração, corpo e mente observadora se tornarem todos um. 

Respiração e corpo são um. No momento da observação, a mente não é uma entidade que existe independentemente, fora da sua respiração e do seu corpo. A fronteira entre o sujeito que observa e objeto observado não mais existe. Nós observamos “o corpo no corpo”.

A mente não fica fora do objeto para observá-lo. A mente é uma com o objeto que ela observa. Este é o primeiro princípio — “sujeito e objeto são vacuidade (sujeito e objeto não são dois)” — que tem sido amplamente desenvolvido na tradição Mahayana.

Praticando dessa maneira por dez ou vinte minutos, o fluxo de sua respiração e o seu corpo ficam muito calmos e a mente muito mais descansada. Logo que você inicia essas práticas, tudo parece bastante desordenado, como trigo moído grosseiramente. Mas a farinha vai se tornando cada vez mais fina.

O quarto método na respiração o acompanha nesse caminho. É como beber um copo de limonada gelada num dia quente e sentir que seu corpo está ficando frio por dentro.

Quando você inspira, o ar entra no seu corpo e acalma todas as células. Ao mesmo tempo, cada “célula” na respiração fica mais pacificada e cada “célula” da mente também fica mais pacificada.

Os três são um e cada um é todos três. Essa é a chave para a meditação. A respiração traz a doce alegria da meditação. É alimento. Se você é alimentado pela doce alegria da meditação, ficará alegre, suave e tolerante, e todos ao seu redor se beneficiarão da sua alegria.

Embora a meta do quarto método da respiração seja trazer calma para os movimentos do corpo, seu efeito é trazer calma para sua respiração e para sua mente também. Acalmar um acalma todos três. 

Na calma da meditação, a discriminação entre corpo e mente não existe e você permanece descansado no estado de “corpo e mente como um”, não mais sentindo que o sujeito da meditação existe fora do objeto da meditação.

O Quarto Tópico da Plena Consciência: alimentarmo-nos com a alegria da meditação (Métodos 5-6)

Inspiro, sentindo- me alegre. Expiro, sentindo-me alegre.

Inspiro, sentindo-me feliz. Expiro, sentido- feliz.

Aqueles que praticam meditação deverão saber se alimentar na paz e na alegria da concentração meditativa, a fim de alcançar urna real maturidade e ajudar o mundo.

A vida neste mundo é dolorosa e milagrosa. As tradições das escolas do Norte  do Budismo nos ajudam compreender e apreciar as maravilhas da vida. Bambu, violeta, flores amarelas, nuvens brancas todos são expressões maravilhosas do Darmakaya,  o corpo do Darma.

O corpo do ser humano, apesar de impermanente, sem um self independente e preso ao sofrimento, é também infinitamente maravilhoso.

A alegria inicial da meditação é como sair da cidade, deixando sua hiperatividade e todos os seus encontros perturbadores, e ir para o campo sentar debaixo de uma árvore, sozinho. Que alegria, que alívio; é como quando você termina um exame difícil e sente que deixou de lado, para sempre, toda ansiedade.

No fim de um dia trabalhoso, você pode ligar a televisão, acender um bastão de incenso tornando o ambiente perfumado, sentar de pernas cruzadas e começar a praticar respirando com um meio sorriso. Você vai sentir uma grande alegria!

Essa é a sensação inicial de paz e alegria da meditação. 

O quinto método de meditação nos ajuda a ficarmos conscientes dessa sensação. 

Se você puder deixar de lado o estresse e as complicações do seu dia, entrará em meditação cheio de alegria. A partir desse estado, é fácil chegar ao estado de paz e felicidade.

O sexto método estabelece a consciência de paz e felicidade que surge quando nos tomamos livres de aborrecimentos e preocupações, e do fato de que corpo e mente estão tranquilos.

Quando temos uma dor de dente, sabemos que não ter dor de dente é um sentimento agradável. Mas quando, na realidade, não temos dor de dente, a maioria de nós não tem consciência desse sentimento agradável.

Somente depois de ficarmos cegos sabemos que ter olhos para ver um céu azul e nuvens brancas é um milagre. 

Enquanto podemos ver, raramente estamos conscientes desse milagre. 

Praticar meditação é estar consciente do que é doloroso e do que é miraculoso. 

Felicidade é o alimento do meditador e não é necessário olharmos para fora de nós.

Só precisamos estar conscientes da existência da felicidade a fim de possuí-la imediatamente. 

Sentimentos de prazer são como o ar em torno de nós — podemos gozá-los quando precisamos deles.

Na psicologia budista, diz-se que há três tipos de prazer: agradável, desagradável e neutro. Mas quando praticamos meditação, sabemos que podemos transformar os sentimentos neutros em agradáveis e alimentarmos a nós mesmos.

Os sentimentos agradáveis que se transformados a partir dos neutros são mais saudáveis e duradouros do que outros sentimentos agradáveis.
 
Quando somos constantemente alimentados pela felicidade da meditação, ficamos tranquilos  conosco e com os outros. 

Passamos a ser tolerantes e compassivos e nossa felicidade é transmitida para todos os que estão ao nosso redor.

Somente quando temos a paz dentro de nós podemos compartilhá-la com os outros. Só então realmente temos bastante firmeza e paciência para trabalhar ajudando os outros, enfrentando as muitas dificuldades com paciência e perseverança”. Thich Nhat Hanh

Respire! Você está vivo

Respire com a vida.

Respire com a Alma.

Respire e saiba que está vivo.

Respire e saiba que tudo está ajudando-o.

Respire e saiba que você é o imundo.

Respire e saiba que a flor está respirando também.

Respire por você e respire pelo mundo.

Respire por compaixão e respire de alegria.

Respire e seja um com o ar que respira.

Respire e seja um com o rio que corre.

Respire e seja um com a terra que pisa.

Respire e seja um com o fogo que incandesce.

Respire e quebre o pensamento de nascimento e morte.

Respire e veja que impermanência é vida.

Respire de alegria por estar firme e calmo.

Respire para sua tristeza sair correndo.

Respire para renovar cada célula de seu corpo.

Respire para renovar as profundezas de sua consciência.

Respire e permaneça no aqui e agora.

Respire e tudo o que você tocar é novo e real.


Annabel Laity