sábado, 13 de abril de 2013

PRÁNA E PRÁNÁYÁMA - COLOCANDO EM PRÁTICA E USANDO O PODER

PRÁNA E PRÁNÁYÁMA




















Prána
Explicar o que é prána é tão difícil como explicar quem é Deus. Prána é a energia que impregna o Universo em todos os níveis. Todas as energias vibrantes são prána, como é a energia física ( como o calor, a luz, a gravidade, o magnetismo, a eletrecidade), mental, intelectual, sexual, espiritual e cósmica. Prána é a energia oculta ou potencial existente em todo os seres. É o motor primário de toda a atividade. É a energia que cria, protege, mas que também destrói.
Segundo as Upanishads, prána é o princípio da vida e da consciência. Se comprar com o “Si mesmo” ou Púrusha. É o alento da vida de todos os seres do Universo. É o eixo da Roda da Vida. Tudo está estabelecido nele. É o ser (Sat) e não ser (Asat). É a fonte de todo o conhecimento. É a personalidade Cósmica ( Púrusha) da filosofia Sámkhya.
Prána se traduz normalmente por respiração, mas esta é somente uma de suas manifestações no corpo humano.
Os mais antigos mestres indianos, sabiam que as funções do corpo eram desenvolvidas por cinco tipos de energia  vital interna ou prana-váyus que são: prána, apána, samána, udána e  vyána. Trata-se de aspectos específicos de uma única força cósmica vital, princípio primordial da existência de todos os seres..
Prána movimenta-se na região torácica e controla a respiração absorvendo a energia vital da atmosfera. Apána movimenta-se na região baixa do abdômen e controla a eliminação através da urina, fezes e sêmen. Samána aviva o fogo gástrico auxiliando na digestão e mantendo em harmonia os órgãos da região abdominal. Udána opera através da garganta ( faringe e laringe), controla as cordas vocais, assim como o fôlego para a absorção do ar e dos alimentos. Vyána impregna o corpo inteiro, distribuindo a energia proveniente dos alimentos e da respiração através das artérias, veias e nervos.
Em pránáyáma, prána-vayu e ativado pela respiração que entra e apána-vayu pelo ar que sai. Udána faz subir a energia desde a parte baixa da espinha dorsal e cérebro. Vyána-vayu é essencial para o funcionamento de prána e apána, pois serve de mediador na transferência de energia de um ao outro.
Há ainda subdivisões suplementares denominadas upa-pránas ou upavayus quesão: nága, alivia a pressão do abdômen através do arroto; kúrma, controla os movimentos das pálpebras para que nenhum objeto estranho entre nos olhos e controla o tamanho da Iris e também controla o sono. Krikara, impede que nenhuma substância entre pelas fossas nasais ou desça pela garganta, gerando assim o soluço e a tosse. Devadatta, causa o bocejo e induz ao sono. Dhanamajaya, produz o inchaço permanecendo no corpo depois da morte e auxiliando na desintegração do cadáver.
Chitta e Prána

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Chitta, a consciência individual e prána, estão em constante assossiação. Onde se encontra  chitta, há também concentração de prána e vice-versa. Chitta é propulsada por duas poderosas forças - prána e vásana  (desejos) que se move  na direção da força mais potente. Se a respiração (prána) prevalece, então os desejos são controlados,os sentidos controlados e a mente se aquieta. Mas se a força do desejo (vásana) é a que se impõe, a respiração se torna irregular e a mente se agita. 

Pránáyáma

Prána significa alento, respiração, vitalidade, vida, energia ou força. No plural, denota certos hábitos vitais ou corrente de energia.
Áyáma significa alargamento, extensão, amplitude, prolongamento, contenção ou controle.
Pránáyáma designa assim, o prolongamento da respiração e seu controle. O Shiva-Samhita chama de váyu sádhana  (váyu = respiração e sádhana = prática). Patañjali no Yoga Sútra (cap II. Sútras 49-51), descreve pránáyáma como a entrada e a saída controlada da respiração em uma postura firmemente estabelecida.
O pránáyáma é uma arte que possui técnicas para fazer com os órgãos respiratórios de movam com a força de vontade, de forma rítmica e intensa. Consiste em um longo e sutil fluxo sustentado da inspiração (púruka), a expiração (rechaka) e as retenções (kumbhaka- pulmões cheios), (sunyaka-pulmões vazios) Púruka estimula o organismo; rechaka coloca para fora o ar viciado e as toxinas; kumbhaka distribui a energia através do corpo. Os movimentos incluem a expansão horizontal (dairghya), a ascensão vertical (áhora) e a extensão circunferencial (vishaláta) dos pulmões e da caixa torácica. Esta respiração disciplinada ajuda a mente a se concentrar e permite que o sádhaka (praticante) alcance longevidade e saúde.

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Pránáyáma não é uma mera respiração habitual e automática para manter a vida. Através do abundante recebimento de oxigênio que é resultado das disciplinadas técnicas, o sádhaka (praticante) tem sutis modificações químicas. A prática de ásana faz desaparecer as obstruções que impedem o fluxo do prána, e a prática de pránáyáma regula este fluxo de prána através do corpo. Regula todos os pensamentos, desejos e ações do praticante (sádhaka), dando-lhe equilíbrio e uma enorme força de vontade necessárias para converte-se em um mestre de “Si mesmo”.    -   B.K.S.Iyengar

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