terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PENSAMENTOS, POESIAS E REFLEXÕES - O diálogo do "se"...



O diálogo do "se"...




Se eu ainda penso em você?

Sim. Demais... demais... demais... Até mais do que deveria!


Se te amo tanto quanto afirmei esse tempo todo?

Por favor, não tenha dúvidas! Apenas precisei curar minha alma do vício e, aos poucos, estou entendendo meu papel nessa história toda!


Se fomos feitos um para o outro?

Você sabe que não. Que esse relacionamento, além de improvável, é impossível demais para ser verdade. E você precisa compreender isso, do mesmo modo que eu me obriguei a entender!


Se continuarei te dando carinho?

Claro! Você merece afeto em abundância e me faz bem te ver feliz... Além do mais, qualquer resposta sua já abre um sorriso imenso dentro de mim!


Se aprendi algo com você?

Muita coisa. Aliás, eu nem conseguiria descrever aqui quantos ensinamentos você me trouxe. Mas agora preciso aprimorar ainda mais esse nível de aprendizado. Sei que você confia em mim e também espera por isso. Vou conseguir!


Se sinto falta do seu abraço que nunca tive?

Nossa... e quanto! Porém, hoje minha alma fala baixinho e não se atormenta mais pela distância. Ela sabe que tudo virá no momento certo. E, quando vier, será amistoso, gentil e suave!


Se foi culpa sua?

Não. Nem minha. Tivemos responsabilidade, o que é bem diferente. Mas, aos poucos, vamos aparando as arestas e transformando tudo em leveza! Juntos, certamente chegaremos lá – ainda que cada um esteja no seu canto.


Se eu vou ficar bem?

Também me pergunto isso, sempre. E, a cada amanhecer, repito: “Hoje eu só quero que o dia termine bem...” Tem dado certo, pois você permanece em meu coração, mesmo sem estar fisicamente comigo!

Se existe amor além da vida?

Acredito que sim. Porque, em meio a altos e baixos, achados e perdidos...  

... encontrei você!

PENSAMENTOS, POESIAS E REFLEXÕES - Amo-te mais...

Amo-te mais...




Hoje não é um dia especial. Não temos datas comemorativas para celebrar, nem momentos alegres para prever...

Mas acontece que eu... Ah, eu queria te dizer que o êxtase voltou a tomar conta do meu cerne!

Não como era antes, claro... Aquela coisa desmedida, surreal e inimaginável, alimentada por uma outra que, definitivamente, não era eu...

Atualmente me sei melhor e confesso que tenho andado um pouco repleta de ti... Sentindo um amor com imensidão sem fim!

Sabias que te amo tanto? E que o tanto nunca será suficiente para descrever esse quanto?

Chego à conclusão de que, se me conhecer bem e souber me domar, nunca precisarei me afastar de ti...

Nossa! Não é tão simples tentar domar sensações ou perfazer ideais de cura... O sentimento tem que ser “sentido” em sua plenitude, como ele é, senão volta ainda com mais força depois!

Porém, percebo que, mesmo em meio à minha louca vastidão, encontro o lugar perfeito para te encaixar... Porque a tua medida cabe exata dentro do coração!

E o que é exato mesmo nesta vida? Talvez seja tudo aquilo que conhecemos bem ou que nos sentimos seguros em afirmar...

Sinto-me plena de teu amor, de teu querer, dos braços amenos que me recebem para o teu colo...

Seja de que maneira for, desejo-te para sempre assim... Com um carinho tão único e querido!

Porque tenho me permitido em grande escala... E não... Para mim, tua presença jamais será proibitiva!

A cada vez... amo-te mais!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

EQUILÍBRIO E HARMONIA - O PODER DE HARMONIZAR DAS FLORES

A Harmonia das Flores





As flores representam a etapa de máxima sutilização da matéria no reino vegetal.
Para elas convergem substâncias e forças terrestres que ascendem do solo e se elevam de patamar em patamar dentro do campo vital da planta.

Por outro lado, as flores são o gesto sublime de entrega do vegetal à luz.

Nessa doação ele incorpora os elementos imponderáveis que lhe chegam de todas as direções do cosmo e os expressa como cores, harmonia de formas, aromas e vibrações.
Por meio das folhas as plantas se abrem diretamente às influências da luz do Sol.
Assimilam sua energia radiante, materializam-na pela fotossíntese sob a forma de substâncias, e assim a introduzem na vida vegetal. Por meio das flores, porém, as plantas se doam por completo à luz e trazem à manifestação material o resultado dessa comunhão.

 Assim, na formação floral as plantas se elevam acima da vida vegetativa e se relacionam mais intensamente com a vida solar e cósmica, seus ritmos e movimentos.

Nas flores se materializa em alto grau o padrão de harmonia da planta.
Esse concentrado de energias, impregnado de impulsos de ordem e pureza, atua no organismo e no psiquismo humano, favorecendo seu reequilíbrio.

A irradiação das flores tocam o ser humano sobretudo no plano etérico e no astral-emocional.

Suas cores, a simetria das suas formas, seus perfumes e emanações sutis elevam também o campo etérico do ambiente.

Mas há ainda aspectos mais profundos das flores, aspectos que atingem até a periferia do corpo causal (*)do ser humano, influenciando suas disposições anímicas. É dessa influência que derivam as demais, acima citadas.

Cada vegetal está em sintonia especial com determinadas correntes de energia cósmica.

(*) Corpo causal: veículo de expressão da alma em níveis supramentais. Trata-se de uma estrutura energética que sintetiza as experiências do ser nas suas passagens pela Terra.


Namastê!

Foto: O PODER DE HARMONIZAR DAS FLORES
A Harmonia das Flores

As flores representam a etapa de máxima sutilização da matéria no reino vegetal.
Para elas convergem substâncias e forças terrestres que ascendem do solo e se elevam de patamar em patamar dentro do campo vital da planta.
Por outro lado, as flores são o gesto sublime de entrega do vegetal à luz.
Nessa doação ele incorpora os elementos imponderáveis que lhe chegam de todas as direções do cosmo e os expressa como cores, harmonia de formas, aromas e vibrações.
Por meio das folhas as plantas se abrem diretamente às influências da luz do Sol.
Assimilam sua energia radiante, materializam-na pela fotossíntese sob a forma de substâncias, e assim a introduzem na vida vegetal. Por meio das flores, porém, as plantas se doam por completo à luz e trazem à manifestação material o resultado dessa comunhão. Assim, na formação floral as plantas se elevam acima da vida vegetativa e se relacionam mais intensamente com a vida solar e cósmica, seus ritmos e movimentos.
Nas flores se materializa em alto grau o padrão de harmonia da planta.
Esse concentrado de energias, impregnado de impulsos de ordem e pureza, atua no organismo e no psiquismo humano, favorecendo seu reequilíbrio.
A irradiação das flores tocam o ser humano sobretudo no plano etérico e no astral-emocional.
Suas cores, a simetria das suas formas, seus perfumes e emanações sutis elevam também o campo etérico do ambiente.
Mas há ainda aspectos mais profundos das flores, aspectos que atingem até a periferia do corpo causal (*)do ser humano, influenciando suas disposições anímicas. É dessa influência que derivam as demais, acima citadas.
Cada vegetal está em sintonia especial com determinadas correntes de energia cósmica.

(*) Corpo causal: veículo de expressão da alma em níveis supramentais. Trata-se de uma estrutura energética que sintetiza as experiências do ser nas suas passagens pela Terra.




Namastê!

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - O QUINTO ELEMENTO - A QUIMICA DE DEUS OU A CIÊNCIA SAGRADA

O QUINTO ELEMENTO - A QUIMICA DE

DEUS OU A CIÊNCIA SAGRADA

QUINTESSÊNCIA O QUINTO ELEMENTO

O Quinto Elemento é a energia pura emanada do Centro Criador, presente nos
outros quatro elementos: terra, água, ar e fogo. É a chamada Quinta Essência
dos antigos e verdadeiros alquimistas. 

O termo "Quinta Essência" foi primeiramente elaborado pelo filósofo 
Aristóteles, que considerava que o universo era composto de quatro 
elementos principais, a saber: terra, água, ar e fogo. 

Segundo a sua tese, além dos quatro elementos:terra, água, ar e fogo, existe uma substância etérea que interpenetra em todos os compostos impedindo os corpos celestes de caírem sobre a Terra. 

Isaac Newton foi quem mais defendeu a existência dessa "quintessência" em suas teorias e discussões sobre os conceitos de matéria e energia, deixou 
transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos 
materiais e nas formas de energia. 

Ele admitia que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela 
ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, 
chamava essa essência do Quinto Elemento pelo sugestivo nome de 
"espírito da matéria".

De Aristóteles aos cientistas modernos, muito já se cogitou sobre a força oculta 
presente em todas as coisas. Em 1998, três astrofísicos da Universidade de Pensilvânia mencionaram o termo "Quinta Essência" para designar um campo dinâmico quântico que é gravitacionalmente repulsivo. A ciência já está quase confirmando a realidade da existência de um quinto elemento através da Física Quântica. 

Newton que nos convida a pensar que é possível haver uma comunhão entre 
a ciência e a espiritualidade:  "Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! 
A maravilhosa disposição e harmonia do universosó pode ter tido origem 
segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha 
última e mais elevada descoberta. 

Albert Einstein já dizia: "Só existe duas formas de viver a vida. A primeira é 
pensando que o milagre não existe; a outra é pensando que tudo é milagre"

A busca maior da alquimia interior, consiste na manutenção deste Quinto 
Elemento, que visa a obtenção dessa Energia Sagrada Essa mesma energia é denominada Akasha. 

Quem domina e utiliza essa força é um Ser Iluminado,que compreende a 
simplicidade do Ser Absoluto e a sua Onipresença e Onipotência. Percebendo 
que tudo deriva-se dessa coisa única, passa a trabalhar em harmonia com suas 
Leis e Princípios e em tudo o que vê, sente, toca, consome; sente a presença 
viva do Divino, do Quinto Elemento.

Quem assimila esse conhecimento torna-se capaz de realizar coisas que a 
ciência materialista dificilmente conseguirá.

O Alquimista vai além do químico em suas pesquisas justamente quando 
ultrapassa em seus estudos a análise materialista dos elementos,acrescentando 
o Quinto Elemento em seus estudos. 
al-khimia
Química de Alá
Al ou Al-lah
 Ser Supremo ou Deus Todo-Poderoso
Khimia
 Química de Deus ou a Ciência Sagrada

Pedra Filosofal
Elixir da Longa Vida
Quintessencia Quinto Elemento
Como a chave para a transmutação

Quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer 
manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o 
conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, 
acrescentando o Divino [quitessencia] aos quatro anteriores, 
pode transmutar as coisas... 

O estudo dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo, tem quase sempre um 
objetivo intermediário para se chegar ao conhecimento do Quinto Elemento 
que consiste na Quintessência alquimista. 

O Alquimista da Alma consegue penetrar na essência dos materiais e se 
apoderar da Energia Divina aprisionada em todos os mistos. Alguns o 
chamam de Pedra Filosofal, outros o chamam de Ovo Filosófico, Licor 
Alkhaest, Elixir da Longa Vida, etc, etc. 

Assimilar o poder do Quinto Elemento ou da Energia Cósmica Criadora 
presente em todas as coisas, para o Alquimista, consiste na proeza do 
que chamam "realização da Grande Obra". 

Eu, você, qualquer um dos seres humanos que habitam a face da terra 
podemos nos apropriar desse quinto elemento, na medida de nossas 
capacidades. Ore e trabalhe. Eis o segredo para se canalizar cada vez 
mais uma porção maior do Quinto Elemento em nosso dia-a-dia.

Orat e Labora, diziam os sábios alquimistas: o significado da palavra 
laboratório pode ter tido sua origem nestes termos, do Latim: ore e 
trabalhe. Eis o segredo maior da alquimia.

Veja abaixo um esquema dos cinco elementos, estão representados sob a 
forma de um pentagrama, simbolizando a união do terreno com o divino. 

Muitos dos alquimistas mais célebres começaram pelo lado material e 
terminaram encontrando o espiritual.












A Alquimia significa a Química de Deus ou a Ciência Sagrada. Aí está o segredo da Pedra Filosofal, do Elixir da Longa Vida apregoados pelos alquimistas como a chave para a transmutação. Eis um segredo revelado: quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, acrescentando o Divino aos quatro anteriores, pode transmutar as coisas... transformar chumbo em ouro.
O estudo dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo, tem quase sempre um objetivo intermediário para se chegar ao conhecimento do Quinto Elemento que consiste na Quintessência alquimista. Através de técnicas de trabalho e oração, o Alquimista da Alma consegue penetrar na essência dos materiais e se apoderar da Energia Divina aprisionada em todos os mistos. Alguns o chamam de Pedra Filosofal, outros o chamam de Ovo Filosófico, outros Licor Alkhaest, Elixir da Longa Vida, etc, etc. Assimilar o poder do Quinto Elemento ou da Energia Cósmica Criadora presente em todas as coisas, para o Alquimista, consiste na proeza do que chamam "realização da Grande Obra". Mas tal proeza não está limitada a alguns poucos iluminados que se debruçaram sobre enciclopédias inteiras buscando encontrar o segredo oculto por trás de todas as coisas. Eu, você, qualquer um dos seres humanos que habitam a face da terra podemos nos apropriar desse quinto elemento, na medida de nossas capacidades.

EQUILÍBRIO E HARMONIA - O AYURVEDA: “A CIÊNCIA DA VIDA”

O AYURVEDA: “A CIÊNCIA DA VIDA”



O Hinduísmo se baseia em três conhecimentos fundamentais: AYURVEDA, TANTRA e YOGA.

Ayurveda é o nome dado à ciência médica desenvolvida na Índia há cerca de 5 mil anos, o que faz dele um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade. 

Ayurveda significa, em sânscritoCiência da vida (Veda= ciência ou conhecimento/ Ayur= vida). Acredita-se que esta ciência seja parte constituinte do universo e tenha surgido juntamente com a natureza, portanto, não tenha sido criada nem desenvolvida pelos homens, mas sim aprendida, apreendida, por ser uma verdade universal.

Considera-se hoje Ayurveda tradicional os escritos de Caraka (ayurveda clínico) e Susruta (ayurveda cirurgião), autores que passaram este conhecimento milenar final e primeiramente para o papel.

O Ayurveda continua a ser praticado regularmente na Índia e tem se difundido por todo o mundo como uma técnica respeitada de medicina tradicional. Além do Ayurveda, na Índia aplicam-se sobretudo 5 outros tipos de medicina: a alopatia, a homeopatia (introduzidas pelos ingleses), a medicina dos sidhas (do sul da Índia, que busca a imortalidade), medicina onani (dos muçulmanos) e a naturopatia. 

Desta forma, devemos estar atentos ao que se define ayurveda e a outras formas de terapias e , sobretudo, massagens , praticadas na Índia.

O Ayurveda propõe que o homem é um universo dentro de si mesmo (microcosmo) composto de corpo, mente e espírito, inserido dentro do macrocosmo, interagindo com este a todo o momento. 

Seu estado de saúde reflete a harmonia dinâmica entre estes três fatores. Representando a simples e prática ciência da vida. É, portanto, um sistema aplicável universalmente a todos que buscam paz e harmonia interiores.

Na medicina ocidental, os órgãos do corpo humano têm diferentes funções e podem ser consideradas pequenas engrenagens de uma máquina. 

Quando um órgão apresenta deficiência no seu funcionamento, o tratamento restringe-se a cura dele próprio. Apresenta-se uma visão reducionista da doença. Já na medicina ayurvedica, componente de um sistema holístico de cura e prevenção, todos os órgãos são parte de um todo. Considera-se o individuo como um ser integral, um microcosmo e que, portanto não deve ser reduzido as partes que o compõe, nem separado dos seus ambientes social, cultural e espiritual, ou da sua ligação com o macrocosmos.
- Um indivíduo é considerado uma unidade indivisível, um ser íntegro que não pode ser separado de seu ambiente social, cultural, espiritual e da sua ligação cósmica.

- Uma doença é conseqüência de uma desarmonia dentro de uma ordem cósmica. Não limitada pelo tempo e espaço.
- O mau funcionamento de algum ou alguns órgãos, é compreendido e tratado no contexto ambiental social, espiritual e cultural, considerando integrais corpo, mente e espírito.

- O universo é um todo perfeitamente organizado, onde nada acontece sem razão ou de maneira casual e tudo se move em direção de um objetivo definido. Não é uma combinação sem sentido, sendo a separação dos componentes químicos que ocorrem  por acaso que causa a doença.

- A matéria é interligada, interconectada e dinâmica. Encontra-se em constante mutação, sendo a sua transformação que denota o tempo, este eterno.

A abordagem ayurvédica objetiva, em primeiro lugar, preservar e promover a saúde das pessoas através da adoção de uma rotina diária, respeitando a constituição individual de cada um. 

Esta rotina implica na incorporação de novos hábitos, de maneira consciente, em diversos âmbitos de nossa vida, como a alimentação (sobretudo vegetariana), a qualidade do sono, e a sexualidade, que são considerados os três pilares da boa saúde. 

O Ayurveda assim, busca curar doenças, trabalhando na promoção da saúde do corpo como um todo. Esta medicina indiana lida com o indivíduo doente, e não com a doença em si, ou seja, busca curar a causa, e não o sintoma.

A aproximação com o indivíduo doente pode ser feita através dos oito ramos principais:

1. Medicina Interna (Clínica Geral)
2. Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia
3. Psiquiatria e Psicologia
4. Doenças da Cabeça e Pescoço
5. Cirurgia Geral
6. Toxicologia
7. Ciência do Rejuvenescimento
8. Ciência dos Afrodisíacos


As ciências do rejuvenescimento e dos afrodisíacos lidam com pessoas saudáveis, enquanto os outros seis ramos lidam com a pessoa doente. Pessoas desejosas de vida longa deveriam seguir os ensinamentos do Ayurveda, o que levaria à realização de quatro importantes objetivos de vida: riqueza, prazer, auto-realização e evolução espiritual.

Mais do que preservar a saúde e curar todo tipo de males, o Ayurveda propõe a transformação das pessoas porque estimula uma nova atitude mental em relação à vida: aprende-se a meditar, comer e dormir melhor, a treinar a mente para extravasar emoções tóxicas e a ter consciência de seu corpo, do espaço que ele ocupa e o propósito de sua existência neste momento. 

Esta transformação é possível através auto-conhecimento num movimento de auto-cura, que pode ser praticado por qualquer pessoa.

A medicina Ayurvédica é parte da ciência védica e utiliza na sua abordagem terapêutica plantas medicinais, dieta, exercícios físicos, meditação, yoga, astrologia hindu, massagem, aromaterapia, gemoterapia (tratamento com metais e gemas), cirurgia e psicologia. O Ayurveda reconhece os tipos individuais e nos ajuda a entender nossas particularidades, nossas tendências.

Além de técnicas curativas como massagens e medicamentos fitoterápicos, o tratamento ayurvédico baseia-se muito na alimentação. Mas o grande segredo deste conhecimento milenar é que todo o tratamento é indicado a partir da determinação do princípio metabólico que liga a mente e o corpo do paciente, que os indianos chamam de dosha.

    
Desta forma, a natureza da pessoa determina o que ela irá precisar para se equilibrar e curar-se da doença, fazendo com que o tratamento seja absolutamente individualizado. Pessoas de diferentes constituições reagem de maneira diferente em relação à vida, logo terão diferentes reações a um determinado tipo de tratamento - assim, o primeiro passo é descobrir qual é a sua natureza. Dado o diagnóstico geral do indivíduo, o médico irá orientar o tratamento que visa equilibrar o paciente, considerando seu biótipo. 

Acredita-se que a doença surge quando um de seus princípios metabólicos (doshas) da pessoa está exacerbado ou minimizado. nomeia-se o mal como “distúrbio de  vata” “distúrbio de  pitta” ou “distúrbio de  kapha”.

Considera-se saudável a pessoa que possui equilíbrio entre mente, corpo e espírito, equilíbrio entre os doshas (vata, pitta e kapha), princípios universais responsáveis pelo bom e pelo mal funcionamento dos diferentes órgãos do corpo, que tem uma boa digestão, bons elementos estruturais do corpo e uma regular excreção dos produtos (toxinas) de seu metabolismo.

A doença, para a Ayurveda, é muito mais que a manifestação de sintomas desagradáveis ou perigosos à manutenção da vida. A Ayurveda, como ciência integral, considera que a doença inicia-se muito antes de chegar à fase em que ela finalmente pode ser percebida. Assim, pequenos desequilíbrios tendem a aumentar com o passar do tempo, se não forem corrigidos, originando a enfermidade muito antes de podermos percebê-la.

Os cinco elementos e os doshas
A Ayurveda baseia-se no sistema filosófico samkhya nos cinco elementos que formam toda a manifestação material do universo.

São eles éterarfogoágua e terra. Toda a matéria que existe no universo provém destes 5 elementos, inclusive o corpo humano (que além da matéria, também é formado por buddhi - discernimento, ahamkara - ego e manas - mente). De acordo com o Ayurveda, quando algum dos 5 elementos está em desequilíbrio no corpo do indivíduo, inicia-se o processo da doença.

Segundo essa tradição, os seres humanos são influenciados pelos 5 elementos através do dosha. O Homem apresenta três modelos constitutivos básicos, expressões condensadas dos Cinco Elementos fundamentais. Estes modelos são princípios básicos ou humores conhecidos como - Kapha, Pitta e Vata- conceitos únicos do Ayurveda. 

Os doshas ou tridoshas podem ser definidos como mecanismos que governam nosso fluxo de inteligência e de energia. Vata, regido por ar e éter, Pitta, regido por fogo e água, e Kapha, regido por terra e água. Ou seja, a partir dos elementos Éter e Ar, manifesta-se Vata (vata dosha), representado pelo ar corporal, pelas cavidades. Pitta (pitta dosha) é formado a partir dos elementos Fogo e Água e manifesta-se no organismo como o fogo digestivo. 

Os elementos Terra e Água resultam na água corporal e formam o kapha dosha.

Assim, existem 7 constituições básicas:

 1. vata,
 2. pitta,
 3. kapha,
 4. vata-pitta,
 5. pitta-kapha,
 6. vata-kapha e
 7. vata-pitta-kapha.

As três primeiras (formas puras) e a última (forma totalmente equilibrada) são mais difíceis de se encontrar. Em geral, as pessoas possuem 2 doshas predominantes. 

Como já mencionado, em todas as células existem os três doshas, em diferentes proporções, porém eles são encontrados predominantemente em certos lugares: o lugar preferencial de Vata é abaixo da região umbilical; o de Pitta é entre as regiões cardíaca e umbilical e o de Kapha é acima da região cardíaca. Mesmo estando predominantemente nas regiões citadas, eles permeiam o corpo todo.

Cada um dos doshas é mais ativo nas diferentes fases da vida do ser humano; Vata predomina após os 60 anos; Pitta entre os 20 e 60 anos, e Kapha predomina do nascimento até os 20 anos.

Os doshas também possuem caráter cíclico, variando as suas proporções relativas, independente da constituição básica do indivíduo: Vata predomina mais à tarde (entre 15 e 19h). Pitta é mais predominante no meio do dia (entre 11 e 15 h) e entre 24 e 2 h. Vata concentra-se principalmente no período entre 6 e 10h da manhã e entre 19 e 23h.

Muitos sujeitos apresentam uma constituição onde se notam, em porcentagem, dois ou três dosha (ex. vata-pitta o pitta-vata), mais raros são os casos onde está presente só um dosha.Os doshas são substâncias sempre presentes no corpo, sendo continuamente renovadas; têm sua quantidade, qualidade e funções definidas. 

Todos os três doshas estão presentes no ser humano, em cada célula do corpo, desde o momento da concepção; as diferentes constituições são resultantes das percentagens relativas entre vata-pitta-kapha. Todas as pessoas possuem os três doshas, mas em diferentes proporções. 

No momento da nossa concepção a nossa constituição é definida, isto é, os doshas que estão presentes em maior quantidade no nosso organismo. 

Ao nascermos, tal proporção está em equilíbrio (prakrti), mas com o tempo e a vida desregrada surge o desequilíbrio em um ou mais desses doshas (vikrti), contribuindo para o surgimento e desenvolvimento de doenças. 

Assim, quando normais, os doshas desempenham as diferentes funções do corpo e o mantém. Os doshas, porém, têm a tendência de se tornarem anormais, passando por aumentos ou diminuições de sua quantidade, qualidades e funções. 

Quando se tornam anormais, contaminam sua moradia - os tecidos (dhatus) - e contribuem para o surgimento de doenças.

Quando os dosha são em equilíbrio o de acordo com a constituição, o resultado é uma saúde vibrante com preciosos niveles de energias. 

Mais quanto este delicado equilíbrio é incomodado, o corpo se torna susceptível ao “stress” exteriores, como os vírus, os bactérias, um trabalho sobrecarregado, uma alimentação incorreta. 

O desequilíbrio nos dosha é o primeiro sinal que o espírito, a mente, o corpo do sujeito não se encontram numa perfeita coordenação. Uma incorreta alimentação provocará um aumento de agni (foco gástrico) e uma incorreta digestão da comida: todo isto provocará a formação das toxinas (ama). 

O aumento das toxinas provocará a seguir a doença.

Para o indivíduo ter o corpo saudável é necessário manter seus tecidos saudáveis e isso é possível por meio da alimentação, que deve ser feita de acordo com o estado atual do paciente, ou seja, de acordo com seu dosha predominante e com os desequilíbrios que ele possa apresentar. 

Os tecidos que formam o corpo humano são formados a partir dos 5 elementos, que consumimos em forma de alimento. 

Para o Ayurveda, a saúde de uma pessoa é medida pela força de seu agni (fogo digestivo). 

Um "bom agni" é capaz de extrair dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários para formar tecidos fortes; por outro lado, quando o agni está diminuído ou é irregular (menor capacidade digestiva) a nutrição dos tecidos fica mais pobre, comprometendo a saúde e a integridade estrutural do organismo. 

No ocidente costuma-se dizer: "você é o que você come"; mas pode-se dizer que a medicina indiana vai além: "você é o que você consegue digerir". 

O biotipo VATA

As características do Vata são a criatividade, a agitação, a variabilidade na forma, no tamanho, no caráter e na ação. Em geral, o Vata é delgado e tem uma pele fria e seca. Tem um caráter forte, é entusiasta, imaginativo, impulsivo, tem muitas idéias, mais frequentemente o Vata é inconclusivo. O Vata come e dorme numa maneira muito nômade e tem predisposição a ansiedade, a insônia, aos incômodos, a dismenorréia e a constipação; a sua energia está presente em maneira irregular, por isso a existência do Vata é muito variável

O biotipo PITTA


O Pitta é relativamente muito previsível, tem uma média estatura, força e resistência, é bem proporcionado, com uma pele “avermelhada”. O Pitta tem uma inteligência rápida, articulada, aguda que pode ser também muito crítica ou “passional”, com breves e explosivos momentos de raiva. O Pitta come e dorme de uma maneira regular, ama o sol mais não pode aturar o calor e sofre de incômodos a nível gastroduodenal.

O biotipo KAPHA


Uma característica fundamental do 
Kapha é o relaxamento...