quarta-feira, 5 de outubro de 2016

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA - Infidelidade no relacionamento

O que é a infidelidade?


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A infidelidade em relacionamentos é um dos temas mais trazidos para as terapias de casais. Ela pode deixar marcas em quem foi traído e também na pessoa que foi infiel. Mas quais seriam os motivos que levam um casal que por anos viveu em harmonia se deparar com o fantasma da traição?

O que é a infidelidade?


A literatura nos traz diferentes tipos de infidelidade, que se caracterizam pelo ato que foi praticado. Podemos citar 2 tipos de infidelidade:

Infidelidade Sexual: contato sexual com um terceiro por meio de beijos, carícias, toque ou sexo oral. 
Infidelidade Emocional: flertar com terceiros, envolvimento íntimo com trocas de confidencias e aproximação emocional que vai além de uma amizade.

O conceito de infidelidade é muito amplo, pois cada casal ao iniciar uma relação faz seu "contrato de fidelidade", ou seja, o que é considerado traição por um casal pode não ser motivo de infidelidade para outro.

A infidelidade tem explicação?

Assim como existem milhares de "contratos" entre os mais diferentes tipos de casais, podem existir milhares de explicações do porquê uma pessoa foi ou é infiel. A motivação para uma traição depende muito da pessoa, dos valores que ela aprendeu e do momento que a relação está passando.

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Algumas pesquisas realizadas com casais que passaram por algum tipo de traição apontam alguns motivadores para a traição, são eles:

Insatisfação emocional: falta de reconhecimento, falta de atenção, distanciamento do parceiro(a) e falta de sentir-se cuidado pelo outro;

Falta de habilidades para resolução de problemas familiares e conjugais;

Crenças distorcidas sobre como deve ser um relacionamento: muitas pessoas têm crenças rígidas de como deve ser uma relação amorosa e quando essas crenças não são enxergadas dentro da relação têm a ideia de um relacionamento desgastado. São comuns crenças do tipo: "um relacionamento perfeito deve ter sentimentos duradouros e intensos"; "para sermos felizes temos que estar plenamente satisfeitos um com o outro"; "temos que pensar da mesma maneira para que possamos criar nossos filhos."

Repetição de comportamentos familiares: o histórico de infidelidade na família pode ou não ser um motivador para a traição. Crenças adquiridas nas relações com os pais, como idéias machistas, podem ser um motivador para a traição. Os comportamentos observados e aprendidos durante o desenvolvimento podem contribuir para que haja uma repetição do comportamento de trair durante a vida adulta. Por outro lado, o contato com um pai que traia a mãe, pode ser motivador para que o indivíduo quando adulto queira reformular esse padrão de comportamento familiar e não considerar trair seu parceiro. 

Crenças Culturais: A cultura de uma sociedade também pode ser influenciadora do comportamento de trair. Crenças sociais como "o homem necessita de mais sexo do que as mulheres", "homem que é homem não pode rejeitar mulheres", são como uma "permissão" para trair.

Perdoar ou não perdoar?


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A traição gera sofrimento, angústia, falta de auto-estima e diversos efeitos negativos dentro do relacionamento. Por outro lado, pode ser um momento de aprendizado e crescimento para o casal. Perdoar ou não perdoar uma traição é uma questão muito pessoal, a qual pertence somente aquele que passou por essa dor. 

Quando a decisão é pela continuidade do relacionamento, o casal necessitará de tempo para que consigam juntos resgatar o equilíbrio emocional da relação. Algumas pessoas conseguem perdoar o parceiro (a) e desenvolver estratégias para lidar com o medo de ser traído(a) novamente, com a insegurança e com os demais sentimentos negativos que possam surgir após a traição. 

Porém, algumas pessoas perdoam, mas não conseguem se desfazer de pensamentos negativos quanto ao futuro da relação. Para essas pessoas a psicoterapia de casal pode ser uma boa solução para, que além de conseguir perdoar, ela consiga desenvolver estratégias para lidar com suas emoções e pensamentos relacionados ao parceiro(a) e ao futuro da relação. 

Ana Cláudia Vargas da Silva
Psicóloga

Há traições que parecem anunciadas, em outras, ninguém consegue entender por que aquele casal tão bacana está passando por essa situação 

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A verdade é que as explicações para as puladas de cerca são inúmeras, mas o que realmente passa na cabeça do traidor e do traído? 
E o que significa traição? 
Afinal, cada pessoa tem um conceito definido para a palavra.
 
A traição pode ter diversas modalidades. A mais frequente é a insatisfação dentro do relacionamento ou a curiosidade por outra situação que seja sedutora, tentadora, interessante. O fato de o sujeito estar dentro de uma relação não o imuniza, não o libera de sentir outras atrações. 

A sociedade e a religião fazem um esforço em colocar a monogamia como um objetivo definitivo. Seria maravilhoso se assim fosse, mas os seres humanos estão sujeitos a um monte de circunstâncias: viagens, colegas de trabalho, oportunidades. 

Agora, a palavra traição é traiçoeira, porque nem sempre em uma relação uma infidelidade é motivada por um desejo de trair. Depende de muitas circunstâncias e, com frequência, quando o homem ou a mulher descuidam da vida matrimonial e são traídos, reagem como se o casamento fosse maravilhoso. 

Não percebem a participação que tiveram no que aconteceu. Não é para justificar, mas, às vezes, se entendem e, em muitos casos, a traição é um modo de acordar um relacionamento que estava meio adormecido. 

O que é traição para um, pode não ser para outro

Existe um modelo cultural de como você analisa a traição. Para um casal religioso, uma paquera de computador pode ser terrível. Para outro casal, o homem ir a um prostíbulo com os amigos não tem nenhuma importância. 

É relativo o modelo ideológico ético de cada casal, vai depender do modelo cultural, quais os limites que eles têm. Raramente se combina antes o que o casal vai considerar traição. Essas coisas, quando acontecem, é que começam a ser pensadas.

Traição de homem x traição de mulher

Não existe uma simetria entre o sexo masculino e feminino, as traições masculinas e femininas têm valores diferentes. Evidentemente, é muito mais frequente o homem ter outras relações e, culturalmente, isso de alguma maneira é mais aceito. Existe o conceito de machismo. 

Quando na juventude um homem tem muitas namoradas, ele é o garanhão. Uma mulher com muitos namorados, é oferecida. Mudou bastante o conceito nos últimos tempos, mas ainda não ficou totalmente simétrico, talvez um dia chegue a ser. Com as mudanças de hábito, moralidade, o mundo está mudando. 

Por que não se evita a traição

Tudo é evitável, mas depende. Sempre há um álibi, mas, em algumas situações, esse “podia evitar” é muito difícil, pois a situação nova parece sedutora. A pessoa não reprimiu porque sentia que podia ser um fator interessante, foi algo tão sedutor que não quis evitar. 

Quem trai uma vez, trai novamente. Não necessariamente, mas, quando se pulou essa cerca, pode se pular mais uma vez, mesmo em um outro relacionamento. Ou seja, não é tão frequente casais realmente monogâmicos. 

Os relacionamentos abertos

Não se conhece muito os que dão certo, porque não fazem barulho, ficam discretos. No entanto, o que não dá certo é escândalo. É muito delicado, muitas vezes é um acordo implícito, ninguém pesquisa muito o outro e fica tudo por isso mesmo. Acaba sendo um modelo mais inteligente, menos dramático.

O perdão e o recomeço após uma traição

Após a traição, o casal se obriga a uma análise. Muitas vezes, é muito útil porque o casal acorda e pode passar a tratar melhor o parceiro e cuidar mais da relação. E, às vezes, significa a morte do casal. Homem dificilmente perdoa, é mais difícil. 

Porque considera o corpo da mulher mais consagrado, há um certo mito com a pureza feminina. Com frequência, o que não se suporta é que o outro se apaixone fora do casamento. Se foi algo passageiro, fica mais fácil de perdoar. Não é simples, quebra uma fantasia, um mito, mas é recuperável desde que os dois queiram.