segunda-feira, 17 de novembro de 2014

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA - A MULHER QUE DOMINA E A MULHER QUE É DOMINADA - CARMA SEXUAL, DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO

A MULHER QUE DOMINA E A MULHER QUE É DOMINADA

CARMA SEXUAL, DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO

Tem mulheres que tem energia forte. Um magnetismo irresistível. Algumas pessoas conseguem liderar usando as palavras, os gestos e o domínio mental. E tem outras que até de forma inconsciente conseguem hipnotizar as pessoas a sua volta. E tem mulheres irresistíveis, que mesmo de burca, conseguem atrair a atenção dos homens. São mulheres que em espírito livre e energia de conquistadora. Elas possuem alma de "caçadora". São pessoas de encarnações ligadas a magia e a vivência do amor. 

Essas pessoas tem orixás altamente magnéticos, que vibram de forma pulsante sobre seu Orí. Sua Esquerda é altamente forte. Essas mulheres são irresistíveis, são as que se são amantes, estão no controle da relação e a esposa, nada pode fazer, pois é ela (a amante) que domina o marido. Se são esposas, as amantes por sua vez não tem chance. Mesmo que o marido dê puladas de cerca, jamais conseguem sair de casa e desfazer o casamento. São mulheres que conquistam os milionários que bancam sua vida de luxo e extravagancias. Até porque na cama são imbatíveis. Geralmente não tem puritanismos e nem pudores na cama. São mulheres decididas. Femeas fatais que tem odus sexuais fortes e odus de amor potentes. Porém na verdade, não é sempre voltando-se para o sucesso amoroso e sexual que encontramos essas femeas maravilhosas, mas, também para objetivos profissionais, se tornando mulheres de sucesso, como executivas fortes, atrizes ou cantoras famosas e assim por diante. Enfim, em qualquer meta que elas se empenhem certamente vão subir todos os degraus.

Isso tem haver com a bagagem carmica, com seu dharma e com seus dons ancestrais. Mas, tem haver acima de tudo com uma boa percepção de seus poderes inconscientes, que se encontram em boa conexão com seu subconsciente e que formam uma consciência de autoestima. Porém, um detalhe: essas mulheres de sucesso, não são de passar por cima das pessoas, geralmente tem um alto padrão ético e temperamento sob controle. Sua índole é forte, mas, seu caráter é positivo e sua personalidade é enérgica. Enfim, estão inseridas nos 3 pilares que sempre citei na Umbanda Astrológica. 

No meu livro OS SENHORES DO DESTINO E A COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILA, onde mostro formulas de somar seus odus pela data de nascimento, como também onde identificar odus na carta natal e orixás por meio do Zodíaco, e que tem como tema central o destino e o livre arbítrio, mostra ao leitor atento, de que forma melhor cumprimos nosso destino, rumo ao sucesso. E que nessa formula pessoal, temos o dever de ter nossos instintos bem orientados e a nossa índole sob controle da consciência.

No livro também o leitor vai compreender mais sobre os segredos, poderes e atuações de Exu e Pombagira, que de forma especial é a guardiã, guia e protetora da mulher, desde tempos imemoriais. A mulher também vai perceber que vivenciamos ciclos e fases onde temos que nos adaptar, nos transformar e inserir em nossa vida, mudanças de hábitos quando as coisas não andam bem. Afinal de contas tem gente que percebe ou sente que sua vida não anda direito, ou até regride, mas, ela insiste nos mesmos erros, teimando contra a sorte e destino.
CARMA SEXUAL, DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO
Bem, como eu tava falando, tem mulheres que tem poder forte de domínio, sobre o sexo oposto ou até sobre o mesmo sexo. Mulheres com magia na veia e no olhar. É facilmente perceptível a sexualidade e desejos ou até potenciais de uma mulher, apenas olhando no fundo dos olhos ou nos traços dela. No entanto, há as mulheres que são o oposto dessas conquistadoras natas. Ou seja, tem as que vieram pra ser objetos sexuais, sempre dominadas, escravizadas facilmente e facilmente manobradas. Isso mesmo, mulheres que não só tem baixa-estima, como se submetem a qualquer coisa pra agradar os outros.

Tem as que tem uma falsa autoestima, ou seja, pensam que podem agir, transgredir e que são foda, só porque tem coragem de cometer baboseiras, mas, na verdade, apenas servem da mesma forma aos desejos dos outros mais espertos. Em meio as garotas de programa e profissionais dos sexo como um todo, desde atrizes pornôs a acompanhantes de luxo, temos nesse meio as que dominam, que tão lá porque adoram sexo e vieram a este mundo pra transar e curtir os prazeres da carne. Não são manipuladas e até conquistam todos ou maioria de seus ideais. Mas, tem também as que adentram esse mundo, por indução, coação, engano e manipulações malignas. Algumas vivem uma vida de escravidão por necessidade e tendo consciência de que só estão fazendo por que precisam. Só que outras, fazem porque precisam, mas, não tem consciência disso. Enfim, as mulheres se dividem em várias classes e essa divisão é causada tanto pelo carma, quanto por seu signo, Ori, Pombagira e atitudes. A forma como cada homem e mulher alia seus instintos, índole e alma ao carma, ancestralidade e missão é que colocará um indivíduo numa faixa existencial.

Outra coisa interessante que as pessoas tem que levar em contra, são as síndromes. E assim como observamos essas síndromes na astrologia ao observar o comportamento humano, também identificaremos muitas síndromes na observância dos signos de Ifá ou dos orixás. Tem muitas mulheres por exemplo que vivem síndromes masoquistas, síndromes da subserviência e síndromes que as levam a se humilharem por atenção. Tem algumas mulheres que quando mais são humilhadas, mas, se mostram submissas. Quanto mais o companheiro, desfaz, desgosta e trai, mas, elas se sentem atraídas. Muitas sequer precisam desses companheiros, mas, elas se sentem atraídas como dependentes e se sentem prezas, como se tivessem amarradas a uma corrente imaginária ou oculta. 

Muitas mulheres lindas, valorosas, que chegam a definhar por um amor que só lhes faz mal, que só lhe humilha e que tira seu brilho. Muitas se sujeitam a vontade de homens que sequer saciam elas na cama ou nem são grandes coisas. Vivem amores bandidos, amores cegos e vivem como se ao afastar elas ficassem como uma planta que é arrancada do solo! Tudo isso é uma síndrome perigosa. Um desequilíbrio do Orí, desarmonia dos orixás que regem essa pessoa e grande parte, são vitimas de obsessores. Muitas passam a ser vitimas desses obsessores, quando perdem a virgindade pra homens canalhas de sangue-ruim e passam assim a ficar vulneráveis e controláveis. Muitas chegam até a dizer "minha primeira vez foi perfeita..." sem saber que se doou a um aproveitador que apenas enfeitiçou-a para ter sua castidade nas mãos dele. E é por isso que muitas ao serem usadas durante anos, até perder a juventude e a forma física, são abandonadas ou se refugiam após muita humilhação que não toleram mais. E passam a viver sozinhas, afirmando que não querem mais amar. Sem saber que esse enclausuramento psicológico, é tudo obra dessa obsessão a qual ela foi vitima.

Muitas meninas, ainda novinhas, se doam, perdem a virgindade pra pessoas erradas, melando assim toda sua trajetória sentimental e sexual. Quando algumas conseguem dar a volta por cima, ultrapassar as barreiras do carma e encontrar um mágico amor que quebre a maldição sexual, elas se recuperam, montam uma família um amor de verdade que muda completamente seu destino ou realinha. Mas, nem todas conseguem. Na verdade, tem muitas mulheres que troca de parceiro como troca de camisa e nenhum lhe serve. Vivem relações ruins que parecem boas, mas, apenas no começo. Muitas sofrem e sofrem muito, pois não reencontram seu caminho. E isso também acontecem com os homens, que se iniciam com mulheres ruins. E o mesmo vale pra homossexuais.

Um carma bem conhecido na Bíblia foi o caso de Diná filha de Jacó que foi violentada por Siquém, filho de Hamor (líder dos heveus e da região onde o estupro aconteceu). Após violentar Diná Siquém se apaixona por ela e pede que seu pai a peça em casamento para ele. Mas, como todos sabem essa história teve desdobramentos terríveis. E além deste caso tem outros nos livros sagrados que mostram como um carma sexual, pode trazer dores a vida de uma mulher mal iniciada.

 Comenta-se que Jacó não ligou muito para o acontecido com a filha, por que ela seria uma filha desobediente. Aliás como ocorre em muitas famílias, em que os pais acabam "lavando as mãos", por se darem por vencidos diante da teimosia dos filhos. Muitas filhas, enveredam por caminhos sem volta, não só por uma vida sexual desregrada e sem noção, quanto por drogas e vida perigosa, com envolvimentos com parceiros inescrupulosos. 

Dizem ainda que Diná era uma espécie de bruxa ou sacerdotisa e que por isso, ela confrontava o pai ou tinha visões. E que por querer ser livre demais, esteve no lugar errado e na hora errada, ficando vulnerável ao estupro. Claro que não vamos levar para o mesmo terreno de culpar a vítima pelo estupro, mas, o fato da contribuição de muitas pessoas, tanto homens quanto mulheres, por causa de rebeldia e desobediência, acabam contribuindo para que caiam nas mãos dos predadores malignos.

Na verdade, falamos mais para as mulheres, porque ela é passível de uma gravidez, é mais frágil, dependendo da situação e por vivermos ainda numa sociedade machista. E muitas mulheres colocam-se diante de um carma ruim, melando toda sua trajetória, tanto por rebeldia, pressa, iniciação precoce e uma busca incessante por uma falsa liberdade. A maior parte das mulheres não tem paciência pra esperar um amor firme e verdadeiro, muitas se doam a homens que sequer vão ver no dia seguinte e depois ainda se queixam de má sorte! Ao quebrar sua sincronia com os odus ancestrais do amor e do sexo, o homem e a mulher perdem importantes bases espirituais. O orixá do sexo e do amor tem uma importância altíssima, dentro da coroa astrológica de uma pessoa.

Antes de ficar definhando e vendo os seus dias passar, culpando os outros e sua sina, medite, veja o que tem que mudar, corrigir, adaptar e como deve agir, pra quebrar o carma e a maldição. Pare de se escravisar por síndromes que fazem você se humilhar a quem não merece. Mentalize o verdadeiro amor, não troque de parceiro como quem troca de camisa e não se doe a qualquer um só pra não se sentir só ou achando que transar com qualquer é seja sinal de coragem ou liberdade.

Shalom a todos!

domingo, 16 de novembro de 2014

EQUILÍBRIO E HARMONIA - 6 ERROS QUE VOCÊ (NÃO SABE QUE) ESTÁ COMETENDO COM SEU DINHEIRO E COMO SOLUCIONÁ-LOS

6 ERROS QUE VOCÊ (NÃO SABE QUE) ESTÁ COMETENDO COM SEU DINHEIRO E COMO SOLUCIONÁ-LOS


Por mais que você se interesse por educação financeira, pesquise sobre os melhores investimentos e alternativas para gerar renda extra, garanto que você comete pelo menos um dos erros listados abaixo quando o assunto é dinheiro.
Talvez essas falhas sejam cometidas por falta de atenção nessas questões ou porque você nunca parou para pensar sobre estes itens.
Neste artigo, além de alertá-lo sobre os 6 erros, eu lhe apresentarei as soluções para esses problemas.
Veja abaixo os 6 erros que você (não sabe que) está cometendo com dinheiro e suas soluções.

Erro #1 – Confiar em seu gerente de banco para lhe indicar investimentos

gerente de banco
Pode parecer uma ideia óbvia, afinal o gerente de banco deveria ser um profissional treinado para retirar suas dúvidas e lhe oferecer os melhores produtos financeiros. Porém, não é isso que acontece.
A verdade é que os gerentes são profissionais pagos pelos bancos para atender os interesses dessas instituições, com metas e premiações para atingir os objetivos mais lucrativos para essas empresas.
Prova disso é o fato comum dos gerentes oferecerem títulos de capitalização para seus clientes quando poderiam oferecer produtos muito mais rentáveis.
Os títulos de capitalização não podem nem ser chamados de investimentos, pois apresentam rendimentos ínfimos, muita vezes não possibilitam o resgate de tudo que foi investido e apresentam como único ponto positivo a pequena probabilidade de ganhar sorteios.
Não culpe seu gerente por esse comportamento, ele precisa cumprir metas, afinal quem paga o salário dele é o banco.
A solução para este caso é sempre fazer uma análise criteriosa antes de tomar qualquer decisão financeira, ciente de que o conselho do seu gerente pode não ser a melhor opção para o seu bolso (frequentemente não é). Quando se trata de dinheiro, não existe pessoa certa para te aconselhar, o melhor a fazer é estudar e ser capaz de decidir por si mesmo.

Erro #2 – Manter dinheiro investido tendo dívidas

Muita gente adota este tipo de comportamento justificando que dessa maneira adquiri a disciplina necessária para começar a investir.
Se o seu problema for falta de disciplina, talvez até valha a pena. Entretanto, se o que te aflige é falta de dinheiro, saiba que esta conduta é tremendamente destrutiva.
Basta analisar que as dívidas apresentam juros bem maiores do que as opções de investimento encontradas. Veja a tabela abaixo com valores retirados de grandes bancos e fundos conhecidos:
Dívidas:Juros mensais:Investimentos:Juros mensais:
Empréstimo consignado
2%
Poupança
0,50%
Empréstimo pessoal
6,86%
LCI e LCA
0,65%
Cheque especial
5,41% a 9,31%
Fundos Imobiliários
0,16% a 2,43%
Cartão de crédito
7,15% a 16,56%
Ibovespa (Novembro)
-3,27%
(média de valores encontrados no mercado)
Observe que se o seu dinheiro estiver na poupança (menor juros entre os investimentos) e suas dívidas forem oriundas do cartão de crédito (maior juros entre as dívidas), a diferença da taxa de juros pode chegar a 16% ao mês. Com o passar do tempo, sua dívida tende a aumentar de maneira rápida enquanto seu capital investindo cresce a passos lentos.
A solução para este erro é pegar o montante que está investido e usá-lo para amortizar a dívida, pagando o que for possível, deixando apenas uma pequena reserva financeira para emergências.
Caso sua dívida seja no cartão de crédito ou cheque especial, troque por uma modalidade com juros menores, como o empréstimo consignado por exemplo. Após ter o dinheiro em mãos, negocie com os credores, eles são os principais interessados em ver sua dívida quitada e para isso podem facilitar o pagamento ou diminuir o valor a ser cobrado.
Quanto ao cartão de crédito e cheque especial, se você não sabe usá-los de maneira que te proporcionem facilidades, melhor não possuí-los.

Erro #3 – Pagar mensalidade ou anuidade de cartão de crédito

cartão de crédito
Pagar mensalidade ou anuidade no cartão de crédito é perda de dinheiro. As empresas de cartões já ganham muito apenas com as compra que você realiza em estabelecimentos comerciais (em torno de 5% do valor da compra é repassado para estas empresas).
Para não pagar fatura no cartão existem algumas opções:
– ligue para a empresa do cartão e negocie a retirada da anuidade/mensalidade;
– faça uso constante do cartão, apresente um bom consumo e peça a retirada das taxas; ou
– ameace cancelar o cartão caso as taxas não sejam retiradas.
Normalmente as empresas preferem conceder um período livre de taxas para seus clientes ao invés de perdê-los. No meu caso, que uso o cartão para pagar praticamente tudo, sempre tive facilidade em retirar a anuidade do cartão.
Para quem não tem disciplina o cartão pode se tornar uma arma de destruição de patrimônio, já para os disciplinados, o cartão de crédito pode ser de grande valia.
Veja como eu utilizo meu cartão: uso a função crédito em todas as oportunidades onde não vou obter descontos ao pagar em dinheiro; meu consumo se transforma em pontos no programa de fidelidade do cartão (viajei com minha noiva para a Buenos Aires trocando os pontos por milhas aéreas) e ainda consigo colocar meu dinheiro para render durante um mês antes de pagar a fatura do cartão.
Cabe ressaltar que sempre pago a fatura como um todo, com isso nunca tive problemas de endividamento pagando juros.

Erro #4 – Comprar à vista sem pedir desconto

desconto pagamento a vista
 Sempre que for comprar algo e tiver condições de pagar com dinheiro e à vista, peça desconto. Como mostrado no item acima, quando pagamos no crédito o comerciante repassa 5% do valor da venda para a empresa operadora do cartão.
Além disso, o dinheiro gerado pela operação só vai estar disponível para saque após 30 dias. Portanto, é sempre melhor para o comerciante quando você paga em dinheiro.
Não tenha vergonha de pedir desconto, se você não perguntar pode ter certeza que ninguém irá oferecer. Peça no mínimo 10% de desconto, caso o item seja muito caro você deve pedir mais. Lembre-se que se tudo der errado e você não receber desconto algum, é melhor pagar no crédito.

Erro #5 – Deixar dinheiro na poupança por longos períodos como investimento

poupança
Deixar dinheiro na poupança por muito tempo não é uma decisão inteligente.
A poupança é a aplicação preferida do brasileiro, é segura, acessível a todos e não sofre tributação. Só que a poupança tem um problema, seu rendimento é tão baixo que por vezes não consegue ganhar da inflação. Com isso, ao invés de ganhar dinheiro, você na verdade está apenas mantendo o poder de compra do seu capital ou ficando próximo disso.
Alguns devem estar lendo este texto e pensando “ok, a poupança apenas empata com a inflação, mas se eu for pra renda fixa e precisar tirar o dinheiro, vou ter de pagar imposto de renda sobre o lucro, e com isso ganhar até menos que na poupança.”
Concordo plenamente, o efeito do imposto de renda (que começa em 22,5% do lucro) torna a renda fixa menos atraente que a poupança para aplicações de curto prazo.
A solução para este problema é achar um investimento seguro, que apresente bom rendimento, possibilite o resgate do dinheiro de forma rápida e seja isento de imposto de renda.
Está achando bom demais pra ser verdade?

Investindo em LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), possuem rendimento atrelado à taxa Selic (atualmente em 10% ao ano), possibilitam resgates em curto prazo (dependendo do banco até mensais) e são isentas de imposto de renda para pessoas físicas.
Por essas características, acredito que sejam os melhores investimentos do mercado para quem quer segurança.
Se você comete o erro de deixar capital na poupança por longos períodos, procure se informar sobre alternativas mais rentáveis, LCI e LCA são algumas das opções existentes. No meu caso, quando não tenho planos de empregar o dinheiro que está na poupança dentro de 3 meses, já procuro investi-lo em uma dessas alternativas.

Erro #6 – Elevar seu padrão de vida automaticamente à medida que seus ganhos aumentam

padrão de vida
As pessoas tendem a aumentar seus gastos sempre que sua renda aumenta. De maneira quase automática, conforme ganhamos mais gastamos mais. Veja o exemplo abaixo e pense na resposta para a pergunta que será apresentada:
João ganha um salário razoável, mora em uma casa pequena e tem um carro barato, a casa e o carro atendem plenamente as necessidades de João, que é jovem e solteiro. Após algum tempo, ele recebe uma promoção acompanhada de um bom aumento de salário.
Qual terá sido a primeira ideia que passou pela cabeça de João para empregar o dinheiro excedente?
Se você pensou em “trocar de carro” ou “mudar-se para uma casa maior”, respondeu igual à maioria dos brasileiros. É isso que normalmente fazemos quando começamos a ganhar mais.
No mundo de hoje, gastamos dinheiro que não temos, para comprar coisas que não precisamos, para impressionar pessoas que não conhecemos e parecer alguém que não somos”
 Evite elevar seus gastos sempre que seus ganhos aumentarem. Procure ter controle e não aderir à moda do consumismo desenfreado.
Use o dinheiro excedente para investir e aproveitar o efeito benéfico dos juros compostos. Seu objetivo deve ser depender cada vez menos do salário.
Coloque o dinheiro para trabalhar por você. Com juros compostos você só precisa de duas coisas para enriquecer: tempo e dinheiro. Quanto mais tiver de um menos precisa do outro.

Conclusão

Parabéns por ter chegado até aqui!Um artigo com 1850 palavras não é para qualquer um. Você realmente está comprometido com seu sucesso financeiro.
Recapitulando o que foi apresentado, os erros listados foram:
Erro #1 – Confiar em seu gerente de banco para lhe indicar investimentos
Erro #2 – Manter dinheiro investido tendo dívidas
Erro #3 – Pagar mensalidade ou anuidade de cartão de crédito
Erro #4 – Comprar a vista sem pedir desconto
Erro #5 – Deixar dinheiro na poupança por longos períodos como investimento
Erro #6 – Elevar seu padrão de vida automaticamente à medida que seus ganhos aumentam
Como visto no decorrer do artigo, os 6 erros que você estava cometendo com seu dinheiro, e muitas vezes nem se dava conta, são de fácil solução, exigindo apenas um pouco de atenção de nossa parte.
Com disciplina e planejamento é possível resolver cada um deles.
Comece a solucioná-los o quanto antes, não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje.
Estude mais sobre investimentos para não ficar na mão de seu gerente de banco, pague suas dívidas, ligue para seu banco e negocie as taxas do cartão, sempre peça descontos (no começo você pode se sentir desconfortável, mas a prática leva a perfeição), aplique em algo mais rentável que a poupança e domine seus desejos consumistas.
Espero que este artigo tenha sido útil para você.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA - Tudo o que Buda ensinou em 2 palavras


Tudo o que Buda ensinou em 

2 palavras


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Quando lhe pediram para resumir os ensinamentos de Buda numa frase, Suzuki Roshi simplesmente disse: “Tudo muda.”
Todo o mundo sabe disso, pelo menos intelectualmente, que toda a criação está num estado de revolução sem fim. O filósofo grego Heráclito disse a famosa frase: “Nenhum mesmo homem pode percorrer o mesmo rio duas vezes, já que tanto o homem quanto o rio mudaram desde então.”
Impermanência é a própria natureza da vida.
Na verdade, a mudança é apenas outra palavra para vida-“viver” significa “mudar.” Mas poucas pessoas passam pela vida verdadeiramente consciente deste facto. Nós “entendemos” isso, mas esse entendimento (ou ”conhecimento”) falha em influir em nosso comportamento. Nós simplesmente ignoramos a forma como as coisas realmente são. Assim, o ponto desta discussão não é explicar a impermanência para si, mas para aponta-la; para acordá-lo para a verdade da mudança.
Alan Watts costumava comparar a vida à música. O ponto/propósito da música é música, ele diria. As pessoas gostam de ouvir música pelo ritmo, o fluxo da melodia. Ninguém escuta música para ouvi-la terminar. Se fosse assim, então, como Watts apontou, as suas músicas favoritas seriam as que terminaram abruptamente com um único barulho de ruído. A vida é da mesma forma.
O ponto e propósito da vida é a própria vida, participar da melodia. Melodias são como pequenas correntes de água; elas estão a fluir. Não pode moldá-los ou prende-los. Quando faz isso, não há fluxo. Isso é a morte.
A única maneira de participar da melodia é através da consciência desperta. Uma simples consciência desperta é fluida. Uma mente simples perde o seu sentido de individuo/self/ego na música, ao passo que uma mente egocêntrica continua tentando fazer uma pausa na música. Nós forçamos muito em ouvir o que queremos ouvir, em vez de movermo-nos com a música, viver. Estamos acostumados a recuar, como um espectador, um ouvinte tentando pegar o ritmo. Queremos possuir e segurar esse ritmo, essa batida, e se identificar com ela.
Não é o suficiente para nós apreciar a música. Nós temos que saber a letra. Assim, pausamos a música a toda hora e voltamos, a fim de guarda-la na memória e te-la como ”nossa”.
O ego cria um sentido de identidade ou significado a partir de suas interações com “outro”.
Essas interacções produzem um ”recibo”, que o ego tenta colectar e preservar. Ao invés de apreciar o espectáculo em primeira mão, o ego tira fotos e filma o espectáculo, para que ele possa falar sobre isso e partilhar as fotos mais tarde. O rio da vida está sempre fluindo, mas para o ego, cuja existência depende de congelar esse fluxo de mudanças, a flutuação é aterrorizante, e é por isso que chamamos isso de impermanência.
Do ponto de vista pessimista do ego, flutuação e mudanças representam uma ameaça à sua estabilidade, mas no estado sem referencial de simples consciência desperta,  o espaço que permite o fluxo ou a mudança é o útero de vitalidade. A vida, a adaptação emerge deste espaço. O ego procura ignorar este espaço enchendo-o de credenciais e solicitações de depoimentos e testemunhos.
O ego é um grande coleccionador.
Ele mantém todos os recibos, comprovativos, e cada memória que lhe dê razão e existência. Numa mente egocêntrica não há espaço, não há espaço para respirar. Mas no fundo, o ego sabe que a coisa toda pode ruir a qualquer momento. Ele lembra-se do espaço, a lacuna silenciosa entre cada nota que permite que a música flua. Essa memória assombra o ego. Produz paranóia e insegurança.
Esta insegurança é o benfeitor que justifica a obsessão do ego com a colecta desses ”recibos”.  Uma mente egocêntrica é co-dependente, e essa co-dependência faz de tudo para evitar o espaço, flutuação. O ego é dependente de relacionamento ou de entretenimento, o que exige a separação.
Assim, o ego tem que pensar em si mesmo como uma entidade distinta. Tem que separar-se da vida. Defender esta estratégia segregacionista é necessária para o ego. A separação é o fundamento sobre o qual o império do ego é construído.  Como resultado, é cronicamente insatisfeito ou sem vida.
Além do descontentamento e da insatisfação crônica, considere por um momento os problemas que alguém tem se considera a si mesmo como uma ilha ou uma entidade sólida em um mundo fluido.
As coisas mudam. No entanto, o rio não é a única coisa que muda. Segundo Heráclito, o mesmo acontece com o homem. Mas o ego se vê como imutável. Quando estamos no rio da vida com os pés plantados, como se nós fossemos uma ilha, a vida começa a sentir-se como uma parede enorme de água caindo em cima de nós.
Tomemos por exemplo, a transição entre ser solteiro e estar num relacionamento. Quando está solteiro, desenvolve um estilo de vida que não tem que levar em consideração outra pessoa. Pode acordar de manhã beber o seu café, ler o jornal, tomar café da manhã, ir trabalhar, ir para o ginásio, sair com os amigos e assistir o que quiser na TV. Mas quando mete uma outra pessoa na mistura, não pode continuar a operar da mesma forma. A situação mudou, por isso, seu modo de operar anterior esta desactualizado. 
Quando “eu” é uma entidade fixa ou um hábito de pensamento, essa transição é difícil. Se agarrar esta imagem desactualizada, o relacionamento vai começar a sentir-se claustrofóbico. Haverá um confronto após o outro. A intensidade vai continuar a aumentar ao longo do tempo, até que tudo, sua auto-imagem e o relacionamento(o homem e o rio)-acabam. 
O que pensamos sobre nós mesmos é desafiado pela mudança. Muitas pessoas dizem: “Eu não deveria ter que desistir de quem eu sou, a fim de estar num relacionamento.” Eu digo, senão desistir de quem é, então não está num relacionamento.
Na verdade, se não tem que desistir de quem é em cada momento de cada dia, então não está vivo. Estar vivo é estar em constante estado de revolução. Situações de mudança devem promover mudanças no nosso comportamento. Essa é a sanidade; permitir que novas informações para actualizar o meu ponto de vista. ”Meu ponto de vista”, (o homem, no exemplo de Heráclito), deve permanecer aberto ou fluido. “Tudo muda.”, Que é o ponto básico, de acordo com Shunryu Suzuki. Tudo. A economia, a política, o tempo, as relações, as nossas crenças, a nossa própria noção de identidade – estão em estado de flutuação. Quando estamos abertos a mudanças, a transição é relativamente suave. Nós estamos indo com o fluxo. Por outro lado, quando se tenta salvar todos os nossos ”recibos” , é ai que nos afogamos.
Não podemos nadar com as mãos cheias.
Uma mente aberta é uma mente sã. Uma mente aberta não é uma mente que dá a devida atenção a qualquer ideia, independentemente de quão ridícula ela possa parecer.
Uma mente aberta é um vaivém. É uma mente que não resiste à mudança. Uma mente aberta permite que o pensamento seja um reflexo da mudança. Deste ponto de vista, o pensamento é sempre fresco, porque a vida está sempre mudando. Este é o pensamento original, imaginação. Com consciência desperta, o homem e o rio fluem um no outro.
Temos que aceitar o facto de que não podemos querer sugar a felicidade a força do mundo simplesmente pegando a vida pelo pescoço e forçando-a ser do jeito que queremos que seja. Temos que ver que a vida é mudança, mudança é a vida; que eles são um na mesma coisa.
Tentar organizar fenómenos impermanentes em categorias permanentes do pensamento é como tentar arrebanhar gatos. Além disso, não estamos de alguma forma fora dessa mudança, nós somos a Vida. Nós somos mudança. Confusão e descontentamento surgem a partir da crença equivocada de que somos um substantivo, um nome. O contentamento emerge quando paramos de nadar contra a corrente e se estabelece na realização do facto de que somos uma corrente no fluxo. E essa corrente não é diferente do fluxo. É o movimento do fluxo.
Nós não somos um substantivo ou nome co-dependente que está no banco observando o fluxo de vida, mas sim um verbo que emerge do fluxo da vida.
Texto traduzido do artigo de Benjamin Riggs ”Everything the Buddha Ever Taught in 2 Words.” no site Elephantjournal

DESPERTANDO A CONSCIÊNCIA - Amor e Lucidez nos Relacionamentos


Amor e Lucidez nos Relacionamentos


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Seria possível tornar um relacionamento amoroso caminho espiritual?
Cada ser humano concebe sua existência através de uma cadeia inter-dependente de relações com outros seres. Somos quem somos por um processo de relação com nossos pais, filhos, parentes, amigos, colegas de trabalho e assim por diante. Somos seres de relação. A visão de Buddha nomeada Pratitya Samutpada traz a noção literal de “originação através de uma relação co-dependente.” O conceito de eu sou parece estar separado dos outros, porém, quando investigado se revela exatamente como Buddha percebeu – um processo de co-dependência e relação contextual aromatizada por pré-disposições mentais.
Nossa vida é uma reprodução ‘cinematográfica’ de um drama, romance, suspense, comédia e ação, surgida a partir dos mais variados e inacreditáveis processos de relações conscientes e inconscientes. Entre as relações mais favoráveis para uma oportunidade de rápida transformação interior estão os relacionamentos amorosos ou em família.
Todos buscamos ser felizes. Portanto, vamos também em busca de felicidade ao iniciar um relacionamento. Porém, nossa felicidade nas relações amorosas encontra-se na maioria dos casos basicamente na dependência de sensações de prazer e desprazer.
Com frequência dizemos ‘eu te amo, independente do que aconteça, irei te amar para sempre.’ Contudo, inexplicavelmente, nossa condição amorosa muda quando nosso parceiro(a) deixa de produzir as mesmas sensações prazeirosas (cognitivas e físicas) em nosso ser. Já perceberam isso?
Dizemos ‘eu te amo’ mas o facto é que amamos a nós mesmos, amamos as sensações produzidas pelo outro em nosso psicofísico. Não importa se o outro esta feliz ou não e se há uma razão para ele estar agindo de determinada forma. Eu deixo de amá-lo porque ele deixou de me fazer feliz. Tudo bem, acontece, é natural, buscamos por felicidade individual também. Porém, isso ainda não é verdadeiro amor. O amor pleno, todo abrangente, ama genuinamente o outro e a si próprio simultâneamente.
Nosso coração, sentimentos e pensamentos são dirigidos e modulados por energias de hábito, impressões mentais que controlam nossa vida – Eu gosto quando você me trata assim. Não gosto quando você age de tal forma. Nosso bem-estar é dirigido por estes registos internos, modulados por pré-concepções auto-centradas, tendências egoístas que são cegas para o outro e percebem somente sensações boas ou ruins. Chega a ser vergonhoso constatar nosso auto-centramento. Estamos grande parte de nosso tempo idolatrando a si próprios, sendo escravos de nossas sensações e conceitos.
Entretanto, há um segredo aí. O auto-centramento revela uma capacidade de conhecer, nutrir e proteger um bem-estar quando posicionado a partir de um referencial que percebe as coisas de forma mais lúcida, sensata, coerente. Descobrimos que nosso corpo, energia e pensamentos são dirigidos a partir de um ângulo ou referencial interno. Podemos ampliar nosso referencial e nos encontrarmos naturalmente mais próximos dos princípios de como realmente a vida, incluindo o universo externo como também o interno, são regidos.
Verdadeira felicidade nas relações será possível se operarmos a partir de um software interno mais amplo, um universo cognitivo que vai além de uma visão auto-centrada e estreita. Seremos mais felizes com nosso companheiro(a) na medida que desenvolvermos mais e mais liberdade frente a estas modulações habituais que dirigem nossa energia e formos capazes de olhar a vida a partir de uma perspectiva mais inclusiva, que abrange os pensamentos e sentimentos do outro.
Dizemos: “Ok, entendo. Faz sentido. Mas e aí, como faço?”
O truque é o amor genuíno, a bondade amorosa, maitri em sânscrito. O Amor vê, percebe, discerne. É sensível, acolhedor, despreocupado com resultados. É paciente, gentil e aberto. Se nossa atitude estiver fundada no amor genuíno, cada instante de nossa vida será pleno, consciente, desconstraído e apreciativo.
Quando reconhecemos o outro como parte de quem somos, como elemento atuante na construção deste personagem surgido através de relações contextuais, reconheceremos que nosso bem-estar e felicidade esta diretamente dependente do bem-estar e felicidade de nosso companheiro (a) como também de todos os outros com quem nos relacionamos, direta ou indiretamente.
Nosso problema, muitas vezes, é o querer estar sob controle. Cegos perante a verdade de que o bem-estar genuíno surge da simplicidade, da abertura e curiosidade inteligente diante o movimento natural do universo e dos seres, nos encontramos constantemente insatisfeitos, movidos por medos, dúvidas e expectativas. Imperceptíveis aos pensamentos e sentimentos do outro, também sofremos. Nos sentimos inseguros por não ter controle sobre esses elementos. Verdadeiro amor é transcendente, amplo, leve, aberto e incondicional. Nos direciona a ir além da obdiência a impulsos auto-centrados. Eu olho para o outro não com as lentes que buscam nele uma fonte de felicidade mas com a perceção mais ampla que o inclui, que compreende igualmente sua busca por bem-estar.
Como budistas reconhecemos que uma independência verdadeira frente a nossos automatismos cognitivos e emocionais só irá aflorar quando desenvolvermos um conhecimento profundo sobre a operação e natureza de nossa mente. Estamos aqui para aprender e amadurecer. O objetivo do caminho espiritual é nos tornar verdadeiramente adultos. Este conhecimento de nosso universo interior e a gradual segurança que surge a partir de nossa familiarização com ele faz brotar um destemor saudável, lúcido e aberto. Não teremos mais medo de errar nem nos moveremos por expectativas de acertar. Estamos simples e honestamente abertos a viver, experimentar, conhecer e aprender com o coração livre e leve.
Amor genuíno pode aflorar e se desenvolver de várias maneiras. Uma forma é desenvolvida quando baseamos nosso amor através da percepção da impermanência e transitoriedade de todas as coisas – o movimento natural da vida e do viver. Disto surge uma disposição apreciativa de si, do outro, do momento presente, das condições e causas favoráveis. Surge energia e interesse em aprender a cada instante. Interesse em aproveitar o máximo cada acontecimento, cada situação, cada olhar, toque e palavra. Nossa natureza é dotada da capacidade de experimentar o mundo, de conhecer, compreender, apreciar e se apaixonar.
O amor compreende o outro. Esta ligado ao que temos a oferecer e não ao que temos a ganhar. É dito que ao conhecer e se desenvolver maestria dos potenciais naturais de nossa mente passamos a ter muito mais a oferecer aos outros e ao mundo. Há riqueza em um relacionamento que surge quando há confiança e regozijo nas coisas boas que se tem a compartilhar.
Verdadeiro amor nos concede o potencial e interesse de explorarmos as qualidades e potenciais de nosso parceiro(a), mesmo que este potencial revele suas partes mais vulneráveis. Como o amor não é condicional, esta livre do interesse próprio e inclue o mundo do outro, as partes vulneráveis se tornam caminho de transformação, de aprendizado e evolução mútua. Esse olhar magnetiza nosso companheiro(a), atrai positivamente, guia e conduz. Nos direciona ao verdadeiro amor, a relações mais duradouras, estáveis e genuínas. A bondade amorosa nos capacita a acolher carinhosamente nosso amado (a), a nutrí-lo oferecendo suporte para seu desenvolvimento, a magnetizá-lo e guiá-lo a direções positivas, a protegê-lo e orientá-lo e a partilhar da verdade das coisas e estar aberto a ouvir também sua verdade.
O amor traz consigo o desejo sincero e incondicional que se tem pelo bem-estar do outro, livre de interesses auto-centrados. Passamos a não mais fugir baseados em nossos gostos e não-gostos, mas a ter uma atitude espiritualmente madura que entende as causas e condições que modulam nossos sentimentos como também do nosso parceiro(a). Nos posicionamos lúcidos e hábeis a transformar nossas relações através deste discernimento e da liberdade que surge dele. Estamos mais sensíveis e percetíveis as causas que produzem bem-estar e as condições que geram mal-estar. Quando um relacionamento é baseado nisto surge confiança e abertura. A raiva, o ciúmes, carências e decepções diversas não encontram espaço e suporte, ou seja, condições para surgirem. Cada ato, cada olhar, cada palavra, encontra-se impregnada de amor e compreensão. Para o surgimento disto é necessário abdicar de idéias fixas sobre o outro, sobre si e sobre a realidade circundante. É necessário espaço, respiração e flexibilidade mental. É preciso cultivar abertura, aceitação e empatia no coração.
Nos relacionamento encontraremos o potencial de ampliar nossas qualidades e potenciais humanos. Será revelado a nós nossos bloqueios e resistências que se apresentarão como oportunidades mágicas de transcendência e evolução. Surge uma base mágica e propícia para realizarmos a natureza e operação de nossas mentes como também expandir seus potenciais e qualidades naturais.
É importante desenvolvermos a inteligência de nos afastar um pouco quando um relacionamento se mostre, depois de muitas e longas tentativas, insalubre. Porém, é necessário discernir também nossa incapacidade naquele momento de magnetizar e dirigir a relação numa direção positiva, de semear as causas e condições que gerariam um bom relacionamento. Há momentos que nos encontraremos destituídos de habilidades e estabilidade interna para reverter uma determinada situação e, portanto, melhor nos afastarmos um pouco para retomar nosso eixo, nosso equilíbrio e bom senso.
Haverão outros momentos que estaremos preenchidos de amor e de uma motivação de transformar o que se apresentar em caminho espiritual. Pegaremos na mão de nosso parceiro e seremos sinceros: “Esta situação foi surgindo e não percebemos. Me ajude a descobrir os elementos que levaram a isso e a explorar alternativas que possam modificá-la.” Juntos, com amor, paciência, motivação e discernimento os obstáculos se tornarão em caminho de transformação.
Em outros estágios nos encontraremos vivendo oportunidades mais raras onde a própria situação de desconforto se manifestará como um espelho da mente e de seus potenciais, de sua capacidade de se colocar em referênciais estreitos e de se expandir em direção a perspectivas muito amplas que inexplicavelmente se cegam a detalhes importantes. Reconheceremos com humildade e certeza que nada é fixo, sólido e que a mente é flexível, luminosa e incrivelmente criativa. Saberemos que nossa natureza é bondosa, desobstruída e realizadora. Que há uma dança natural onde a presença da carência desperta o cuidado. Onde a presença do desejo desperta o poder natural de preenchê-lo e realizá-lo. Onde a manifestação da raiva pede por espaço, por acolhimento e escuta. A causalidade que opera em nossas relações passa a ser apreciada em sua beleza, leveza e potencial, como uma dança espontâneamente mágica. E que nos tornaremos senhores desta dança na medida que dançarmos conforme a música do fluir natural e real da vida.
Lama Jigme Lhawang