Conheça as principais causas das disfunções sexuais femininas
Essas disfunções podem surgir em qualquer momento da vida e por diversos fatores

Nada
melhor do que comemorar os sucessos da vida com o seu parceiro, não é?
Porém, muitas mulheres já sentem um mal estar ou um calafrio só de
pensar em sexo. Esse tipo de sentimento tem nome -
disfunção sexual
- e é patológico, devendo ser tratado por especialistas. Essas
disfunções podem surgir em qualquer momento da vida e por diversos
motivos. Alguns exemplos:
- Desejo sexual hipoativo (DSH): total falta de interesse pelo sexo, como se ele não fizesse diferença;
- Transtorno de excitação ou frigidez: incapacidade de manter lubrificação ou a excitação;
- Anorgasmia: inibição do orgasmo, ou seja, mulheres com essa disfunção são incapazes de ter um orgasmo;
- Dispareunia: dor genital durante o ato sexual;
- Vaginismo: contração involuntária dos músculos próximos à vagina
que impedem a penetração do pênis, dedo ou qualquer outro objeto;
- Fobia ou aversão sexual: pânico e sentimento de repulsa diante de relações sexuais ou que levem ao sexo.
Veja os principais motivos de disfunções sexuais e descubra se você faz parte desse grupo:
Fatores orgânicos Antes de
procurar um psicólogo ou terapeuta especializado para tratar qualquer
tipo de disfunção sexual, deve-se primeiro verificar as causas orgânicas
possíveis.
As doenças e disfunções relacionadas às disfunções
sexuais podem ser desequilíbrios hormonais, nódulos dolorosos, infecções
nos órgãos genitais ou medicações que tenham como efeito colateral a
diminuição do desejo sexual.
Doenças psiquiátricas, como a
depressão, também podem contribuir para a diminuição da excitação ou da vontade de fazer sexo.
Por isso, é importante procurar primeiro um médico ginecologista
e fazer todos os exames necessários. Caso a disfunção tenha uma causa
orgânica, o ideal é que a paciente seja encaminhada para um profissional
qualificado.
Insegurança O psicólogo
Tiago Lupoli explica que o acesso livre e farto a materiais sexuais - em
revistas, vídeos ou internet - pode tanto estimular as fantasias
sexuais quanto fazer com que a mulher entre em conflito com seus limites
morais e psíquicos, gerando medo de não corresponder às expectativas do
parceiro.
Essa insegurança pode gerar uma falta de interesse pelo sexo, podendo causar a inibição do
desejo sexual ou DSH (Desejo Sexual Hipoativo). "Essa é umas das disfunções mais frequentes entre as mulheres", conta o especialista.
Outros fatores desencadeadores de segurança podem ser a falta de
consideração do parceiro e decepções amorosas anteriores. Para todos os
casos, uma psicoterapia ou terapia sexual deve ser feita.
Parceiros "apressadinhos"O
companheiro que não respeita o tempo da mulher para alcançar a excitação
sexual ou mesmo o orgasmo, que geralmente é maior, pode gerar
disfunções como DSH, dispareunia (dor durante o ato sexual sem motivo
aparente) e vaginismo.
"Isso inclui aqueles parceiros que abrem mão das preliminares ou
gostam apenas de recebê-la, mas não de fazê-la, e partem para a
penetração logo de cara", conta o psicólogo Tiago Lupoli.
Ser tratada como um "objeto de desejo"Parceiro
que colocam as suas mulheres em uma posição servente, na qual ela deve
apenas gerar o orgasmo no homem, sem precisar ter o seu próprio, podem
causar uma disfunção em sua parceira. "Alguns homens fazem isso e depois
ainda reclamam ou não entendem a ocorrência da disfunção, gerando mais
insegurança na mulher", conta o psicólogo Tiago Lupoli.
O medo pela falta de compreensão do parceiro e a falta de
diálogo sobre o assunto provoca angústia na mulher e faz com que,
gradativamente, o desejo vá diminuindo, podendo provocar o vaginismo e o
DSH.
Problemas no relacionamento
Brigas entre o casal, rotina sexual afetada e falta de discutir o
relacionamento são fatores que podem levar ao DSH e ao vaginismo. Nesse
caso, a melhor solução é sentar e conversar com o seu parceiro a fim de
descobrir a verdade raiz das disfunções.
Falta de tempo Mulheres que
ingressam no mercado de trabalho e sentem a correria das grandes
cidades, a irregularidade na divisão de tarefas com o parceiro e aumento
das responsabilidades, acabam sentindo-se excessivamente cansadas,
gerando
estresse.
"É normal que o cansaço iniba o desejo sexual uma vez ou outra,
mas preocupa quando vira rotina", diz o psicólogo Tiago Lupoli. As
disfunções sexuais causadas pela falta de tempo podem ser DSH, vaginismo
ou dispareunia.
Essa situação é facilmente solucionada com uma baixa do estresse
e do excesso de atividades. Tirar férias e viajar durante um fim de
semana são medidas simples que, muitas vezes, funcionam. No dia a dia, é
importante saber separar os horários de trabalho dos de lazer.
Traumas
Medos e tabus inconscientes, traumas em relações sexuais anteriores,
abuso ou violência podem provocar um transtorno de excitação (frigidez),
DSH ou dispareunia. "O momento do ato sexual revive o trauma, não sendo
prazeroso para a mulher e podendo causar o efeito contrário, como dores
ou sentimento de repulsa", explica o psicólogo Tiago Lupoli.
A portadora desse problema deve procurar um profissional especializado a
fim de que ele a ajude a superar o trauma, eliminando junto com ele as
disfunções sexuais.
Falta de orientação sexual ou educação inadequada Famílias com educação repressora, que ensinam que o
sexo
tem como única finalidade a reprodução, ou que se posicionam
extremamente rígidos na preservação da virgindade da filha são, muitas
das vezes, a causa principal do transtorno de excitação (frigidez).
"A mulher cuja família ou escola ensinou que o sexo serve para
procriar, e não como uma necessidade física e psicológica, não sente
prazer frente aos estímulos sexuais", afirma o psicólogo Tiago Lupoli.
O vaginismo também pode aparecer a partir desse problema, já que
a vagina é a porta de entrada para o sêmen. "A resposta psicossomática
do organismo para uma relação que não tenha como objetivo a reprodução
pode ser a contração muscular imediata da região", esclarece Tiago.
Questões socioculturais A
anorgasmia, ou ausência do orgasmo feminino, tem como principal causa a
interpretação sociocultural sobre a posição submissa da mulher no sexo,
que foi transmitida de geração por geração, além das proibições
religiosas. Até hoje, algumas culturas e religiões veem as carícias, o
sexo anal e o sexo oral como aberrações.
"Isso deixou marcas profundas na estrutura psíquica das
mulheres, que sentem que não podem curtir a sensação que o sexo
proporciona e deixam o prazer reprimido durante a relação sexual",
explica o psicólogo Tiago Lupoli.
Nessa situação, o ideal é dar total poder à mulher durante a relação.
"Se prestarmos atenção no discurso feminino, o orgasmo é alcançado na
maioria das vezes com o sexo oral ou quando elas determinam a
intensidade e posição dos movimentos", conta Tiago. "Além de dar poder à
mulher, isto permite que ela descubra as melhores formas de alcançar o
prazer máximo", completa.
Fobias e traumas mais profundos A
fobia sexual - que são sentimentos de repulsa, ansiedade e medo do ato
sexual - é a mais limitante das disfunções sexuais femininas, pois a
portadora da fobia evita tanto as situações que favorecem o ato sexual -
como sair à noite com um parceiro - quanto situações que trazem o
assunto à tona - como conversas com amigos e até a ajuda profissional
especializada.
A causa dessa disfunção não é orgânica e está intimamente
ligada a traumas ou situações que revivem experiências guardadas na
estrutura psíquica da paciente, o que gera extrema ansiedade frente a
situações relacionadas com sexo.