sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

EQUILÍBRIO E HARMONIA - SUPERANDO OS MEDOS E AS DÚVIDAS

Medos e dúvidas, como libertar?
  

Os medos e dúvidas interferem com a nossa capacidade de definir e atingir metas na nossa vida. Ter medos e dúvidas, é como ter vozes internas que se manifestam constantemente através de pensamentos que se manifestam em crenças internas como: “Nunca vou conseguir, e assim não merece a pena tentar”, “Ninguém me valoriza”, “Todos estão sempre a criticar-me”, “Ninguém me compreende”, “Só atraio problemas”. Estas são verdades internas que se vão programando na nossa mente e que vão tomar as rédeas da nossa vida e são o reflexo de uma baixa Auto-Estima. O medo e a dúvida são programações neurológicas resultantes de verdades pessoais que ecoam de vozes internas que nos impelem a decidir e muitas vezes a desistir de algo antes mesmo de sequer tentar.

Crenças limitadoras

Há muitos de nós que sentem que a sua vida é manipulada por inseguranças e medos, que nos condicionam e que nos limitam completamente em determinadas áreas e momentos específicos da nossa vida.  É necessário libertar a negatividade e ter força interior e vontade de ir mais longe, as nossas iniciativas podem ajudar-nos a transcender e transformar os nossos medos e dúvidas em potencias aliados à sabedoria. No entanto, muitos de nós permanecemos presos às nossas crenças limitadoras e medos, afirmando a nós mesmos que não vamos conseguir e que não somos capazes de sair deste registo e assim conseguir mudar de atitude. Pode acontecer também haver confiança em apenas uma única área de sua vida, como trabalho e refugiar-nos nessa área de vida para compensar o vazio e o medo que se instala no seu ser em outras áreas de vida. Sentimos enormes medos e dúvidas de tentar e experimentar coisas novas, tais como voltar a estudar, de iniciar novos relacionamentos ou aprender novas habilidades devido a um enorme medo de fracassar que se instala no seu ser.

Libertar o medo pelo auto-conhecimento

Enquanto não nos libertamos da dúvida e do medo de assumirmos o controle e a responsabilidade pelas nossas vidas, perdemos oportunidades atrás de oportunidades.  A crença que assombra o nosso subconsciente de que nada de bom nos pode acontecer e que é sempre tudo igual, cria um medo incrível de rejeição, de falhar e de sofrer que não nos permite tentar de novo, e se recusamo-nos a assumir os riscos, até aqueles que há partida são facilmente superáveis.

PNL – Programação Neuro Linguística na Libertação do medo e dúvidas

Uma forma muito interessante de entendimento, do funcionamento da nossa mente e respectiva realidade interna e de quais as crenças que nos limitam, é o curso de PNL – Programação Neurolinguística. A PNL  pode-nos ajudar também a reprogramação Neurológica e  recriar uma nova realidade interna bem diferente e positiva que se irá reflectir na nossa realidade exterior. Uma forma de libertar os medos e dúvidas de uma forma muito interessante.
É importante que aprendamos a fazer um processo de auto-motivação e aprendamos a libertar os medos, as dúvidas e  a negatividade, procurando fazer um processo de transformação interno e também procurando as pessoas ou situações que possam nos ajudar a alcançar  objetivos. Os medos e dúvidas podem vir em diferentes formas e de diferentes fontes no entanto podem ser aliados ao crescimento interno e tornarem-se desafios muito úteis para a vida ao  aprender como enfrenta-los e desafia-los.






Texto original de Love Dolhpin para o site www.tratamentodadepressao.org
“Reprodução permitida desde que citada autoria e fonte com hiperligação (link)”

DESPERTANDO O CONHECIEMENTO - A CROMOTERAPIA - CORES QUE CURAM

USANDO AS CORES COMO TERAPIA DE CURA - CROMOTERPIA











A forma como nos comportamentamos, a nossa personalidade é, geralmente representada pelo tipo de cores que escolhemos para o nosso vestuário. Também denuncia muito sobre nós, os locais que frequentamos, tal como os alimentos que ingerimos. As cores, interagem com as nossas emoções e sentimentos e não só podem representar estados de espirito, como também podem ser influências benéficas ou maleficas influenciando significativamente o nosso comportamento e estados de espírito.

As cores que vemos são energia

De acordo com Newton, as cores são resultantes das variações de frequência originadas pelas ondas de luz emitidas pela luz solar.

A cor como terapia :

VERMELHO – na cromoterapia esta cor é utilizada para cura de depressões, anemias, fragilidade emocional, auto-estima, problemas nas pernas, e problemas circulatórios.
LARANJA – serve para bloqueios na expressão de sentimentos, doenças dos órgãos reprodutores, problemas na bexiga, infecções em geral.
AMARELO - curar os problemas do aparelho digestivo ( digestões difíceis, úlceras, problemas de trato intestinal).
VERDE - serve para curar dores em geral, problemas respiratórios , asma, bronquiolites.
ROSA – é usado para problemas do coração, bloqueios emocionais, desgostos amorosos.
AZUL – para dores de cabeça, enxaquecas, nervosismo, ansiedade, stress, insónias.
LILÁS –
serve para curar o cansaço geral, medos, fobias, traumas.

Forma de terapêuticas possíveis com cromoterapia

  • Vestuário (pode escolher a cor das peças de roupa em função dos problemas de saúde, ou do seu estado de espírito. Assim pode ajudá-lo a tratar-se.)
  • Banho de cor. (Escolha a cor ideal para tratar-se utilizando essências e colorantes misturados no banho. É possível adquirir em lojas de produtos naturais, ou locais onde haja produtos exotéricos.)
  • Pintar as paredes de casa. (Podemos pintar apenas uma parede. Escolher a divisão da habitação onde permanece mais tempo e costuma relaxar. Na maioria dos casos será o quarto.)
 

Terapias que usam o poder curativo das cores – a cor como terapia de cura

  • Cromoterapia – nesta terapia é feito um diagnóstico e indica as cores que os pacientes mais precisam para fazer a sua cura, seja ela física ou emocional.
  • Light Colour Beamer – esta terapia visa na utilização da cor através de um punho tipo caneta que projecta uma  cor específica, e envia-se um feixe de luz determinado para a parte do corpo que necessita de tratamento. Aura- Soma – Esta é uma terapia que visa a  utilização de frascos pequenos com cerca de 70 combinações de cores. Cada paciente escolhe aleatoriamente as suas cores preferenciais, e as escolhas feitas pelo paciente indicarão ao terapeuta os traços que ajudarão a definir um diagnóstico.)
  • Elixires - A ingestão de água energizada com determinada cor. Consta essencialmente na utilização de garrafas de vidro com determinada cor, com água, que são colocadas à exposição solar, durante 2horas, para energizar a água com a cor correspondente ao chacka, emoções ou doenças a tratar.
  • Cura Energética da Aura. (Terapêutica realizada através da leitura da aura.)
  • Chamas sagradas (Sacred Flames) É uma terapêutica utilizada através do Reiki.

O que dizem as cores sobre a sua personalidade!

Quando optamos por determinadas cores no nosso vestuário, significa que temos evidenciadas algumas características de personalidade específicas. E quando queremos despertar algumas características em nossa personalidade, podemos recorrer ao uso de determinadas cores que despertam essas características na pessoa.
Vermelho – As pessoas que usam vermelho são líderes, entusiastas, motivadoras, impulsivas, com grande espírito de iniciativa, destemidas,impacientes, por vezes um pouco teimosas e com dificuldade em saber quando parar.

Laranja – São pessoas muito artísticas, criativas, extremamente comunicativas, e tem muita facilidade em fazer amigos , sair com os amigos e viajar são as suas actividades favoritas, não se dão bem com rotinas e abominam que limitem a sua liberdade. São pessoas que mantém sempre uma grande jovialidade, e vivem sempre com uma alegria contagiante.

Amarelo pessoas muito inteligentes, concentradas, funcionam muito bem por objectivos, precisam de se sentir muito desafiadas intelectualmente. São pessoas sérias , muito exigentes consigo próprias e com os outros e que não gostam de errar.

Verde – São empáticos, muito bons ouvintes, carinhosos, cuidadosos. As pessoas adoram desabafar os seus problemas com eles porque sentem facilmente uma grande confiança. Estão sempre prontos a dizer uma palavra amiga. Calmos, pacientes, são, por vezes, um pouco lentos a realizar as suas tarefas.

Rosa – São doces, meigos, adoram exprimir os afectos, gostam do toque e de se sentirem amados. Adoram agradar e estão muito atentos à opinião das outras pessoas sobre eles. Muitas vezes envolvem-se em causas humanitárias. Para eles, as pessoas e os afectos vêm sempre em primeiro lugar.

Azul Indigo – São corajosos, justiceiros, activos, inspiram outras pessoas à mudança, muito rápidos nas suas decisões, não gostam de ordens e não gostam de seguir rebanhos. São muito autónomos e muito independentes e um pouco intolerantes com as pessoas que passam a vida a queixar-se.

Violeta – São originais, criativos, sonhadores e idealistas, sentem-se muito diferentes da maioria das pessoas. Têm uma perspectiva muito profunda da vida e são muito pouco ligados aos bens materiais. São pouco ambiciosos e muitas vezes sofrem de preguiça e de falta de persistência.

Branco – São pessoas que transmitem calma, serenidade, paz e que trazem até às outras pessoas uma visão mais clara sobre as suas vidas. São pessoas que têm vidas com situações bastante desafiantes e mesmo até extremas para que sirvam de exemplo e de inspiração a outras pessoas com processos de vida semelhantes ao seu.

Dourado – As pessoas que prezam a verdade e a transparência acima de tudo, com uma personalidade muito forte, gostam de sentir que têm a sua vida nas suas mãos. Sabem perfeitamente quem são e têm alguma dificuldade em assumir uma opinião diferente da sua.
Preto – São pessoas desconfiadas, que sentem a necessidade de se proteger. Pessoas fechadas, com dificuldade em pedir ajuda e que gostam de chamar atenção pela diferença. Não gostam de sistemas nem de estruturas pré-concebidas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - Chakra Soma


Chakra Soma

Soma Chakra

Significado do nome do chakra

Néctar; a lua

Localização

Um dos menores chakras dentro do sétimo, Soma está localizado acima do “terceiro olho” no centro da testa.

Planeta regente

Rahu

Forma Yantra

Um crescente prateado em um lótus branco-azulado. O chakra Soma é também conhecido como chakra Amrita; tanto soma como amrita significam “néctar”. É um chakra com um lótus de doze pétalas (algumas escrituras falam em dezesseis), no centro do qual está a lua crescente, a fonte do néctar.
Este néctar vem para a lua através de Kamadhenu, a vaca realizadora dos desejos. Ele vaza constantemente no nirjhara gupha, o espaço vazio entre os dois hemisférios.
Três nadis, Ambika, Lambika, Talika, junto com o Kamadhenu, são as quatro fontes do néctar. Em seu curso natural ele desce, e quando atinge o Chakra Manipura é queimado pela energia solar do plexo solar. Através da prática do khechari mudra, yogues conseguem bloquear a descida do fluxo do néctar enquanto desfrutam os sons sutis do nada pela meditação no lótus de oito pétalas do chakra Hameshvara ( outro chakra menor dentro do sétimo). Aqui os três Nadis Vama, Iyeshtha e Raudri formam o Triangulo Á – Ka – Thã, bem conhecido dos yogues. Dentro desse triângulo estão sentados Kameshvara em união eterna, cobertos por pétalas branco-azuladas de lótus.
Triângulo Á – Ka – Thã. Esta forma cotém uma combinação de três energias. Brahmi é a energia do criador Brahma; Vaishnavi, do preservador Vishnu e Maheshvari, do transformador Maheshvara, senhor dos senhores, o próprio Shiva. Estes três shaktis fluem através dos três Nadis Vama, Iyeshtha e Raudri, que formam o triangulo Á – Ka – Thã. O mesmo triângulo formado pelos mesmos nadis existe no Chakra Muladhara, onde Shiva está sob a forma de Lingam Svayamohu, e Shakti sob a serpente enroscada em torno do lingam. Os Nadis Vama, Iyeshtha e Raudri correspondem a Brahma; Vaishnavi Maheshvari, respectivamente. Estas energias formam os três aspectos da consciência: o conhecimento, o sentimento e a ação, dos quais emanam a verdade, beleza e bondade. A realização da verdade (satyam), beleza (sundaram) e bondade (shivam) em todas as formas de expressão é o mais alto objetivo da vida, e a incorporação dele no comportamento, o mais elevado estado de realização.

Deidade

Kameshvra e Kameshvara é o próprio Senhor Shiva. É o senhor do princípio do desejo (kama, “desejo”; ishvara, “senhor”). É aquele que está sentado em cima do famoso triângulo Á – Ka – Thã e com quem os Devi estão ansiosos para se encontrar ( Adya, Kundalini, Kula, Tripua e Kameshvari). Kameshvari está sentada no Muladhara como uma energia adormecida. Através da estreita passagem do Nadi Brahma, ele corre para se encontrar com seu senhor Kameshvara, utilizando qualquer um dos cinco movimentos. Girando as pétalas dos lótus dos chakras, ela atinge o mais alto deles para encontrá-lo. Descreve-se Kameshvara como a mais bela forma masculina. Está sentado como um yogue, mas em um abraço eterno com a bela-amada Sundari Tripura, que é Kameshvari, o mais beleo aspecto feminino nos três mundos (tri, “três”; pura, “planos, mundos”; sundari, “bela”). Kameshvara é também chamado de Urdhvareta ( urdhva, “para cima”; reta, “corrente, fluxo”), pela sua capacidade de retirar a essência do líquido seminal ascendente através do Sushuma; é o senhor do conhecimento do movimento ascendente da energia. O Vamachara (“mão esquerda”) Tantra fornece uma descrição completa deste processo de movimento ascendente e afirma ser este o local para onde deve ser trazida a semente: aqui a semente física masculina (bindu) use-se à feminina, e a união interior e exterior torna-se tantra (consciência expandida) por ser uma combinação de bhoga e yoga, isto é, diversão e afastamento. Kameshvara concede o poder do movimento ascendente e a retenção da semente; portanto, a meditação em Kameshavara apazigua o ego, e o yogi, sentado no Chakra Soma, desfruta bragmananda (felicidade de Brahman). Kameshvari está, então, em paz e união com o seu bem-amado. Não é mais a serpente furiosa que respira fogo, como acontece quando subitamente desperta seu sono.

Efeitos da meditação

Aquele que medita neste chakra e interrompe o fluxo descendente deste amrita, ou néctar – pelo mudra Khechari ( khe, “éter”; chari, “movimento”) – torna-se imortal no corpo físico. É capaz de interromper o processo de envelhecimento e permanecre jovem para sempre, cheio de vitalidade resistência. Obtém vitória sobre a doença, decadência e morte, e defruta da felicidade eterna através da união de Shiva e Shakti – o último objetivo do Kundalini Yoga. O mudra Khechari aumenta o fluxo ascendente da energia, e o yogui é capaz de permanecer no Mandala Gagana, ou Mandala Shunya, “o vácuo”, isto é, o espaço vazio entre os dois hemisférios, conhecido como décimo portal do corpo. Está localizado no Sahasrara, o sétimo chakra. O Chakra Soma está acima do Ajna e abaixo do Kameshvari, alinhado no meio da testa, sendo o local do soma (a lua), amrita (néctar) e kamadhenu. A cor de Kamadhenu é branca, sua face é a do corvo, a testa é ahamkara (ego) e os olhos são humanos, de natureza brâmica. Possui os chifres de uma vaca, pescoço de cavalo, cauda de pavão e asas de um cisne branco (hamsa).

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - Chakra Sahasrara - CORONARIO


Chakra Sahasrara - CORONARIO

Sahasrara Chakra

Significado do nome do chakra

De mil pétalas”. Também chamado Chakra Shunya (vazio, vácuo) e chakra Niralambapuri (moradia sem apoio)

Localização

Topo craniano, plexo cerebral. O Chakra Soma esta incluído.

Cor Bija (semente)

Dourada

Som do Bija

SHAM

Som da pétala Bija

Todos os puros do AH ao KSHA, incluindo todas as vogais e consoantes da língua sânscrita. São escritas de maneira sistemática nas pétalas.

Loka (plano)

Satyam Loka, o plano da verdade e da realidade.

Planeta regente

Ketu

Forma Yantra

Círculo como a lua cheia. Em algumas escrituras o yantra é mencionado como purna chandra (lua cheia), em outras, como nirakara (sem forma). Acima da esfera está um guarda-chuva de mil pétalas de lótus, arrumadas nas cores do arco-íris.

Som Bija

SHAM Visarga (determinado som da respiração em pronuncia sânscrita)

Veículo do Bija

Bindu

Deidade

O Guru interior

Shakti: Chaitanya

Algumas escrituras indicam Paramatma; outras, Mahashakti.
Planos Englobados No Chakra Sahasrara: Os planos abaixo são realizados pelo yogi que atingiu a consciência do sétimo chakra:
- O plano da irradiação (Tejas Loka). Tejas é luz, fogo ou visão em sua essência mais refinada. O yogi torna-se iluminado como o sol. Sua aura de luz é continuamente radiante.
- O plano das vibrações primordiais (Om Kara). AUM (ou OM) é o primeiro som, infinitamente contínuo. Aqui a sua freqüência tornar-se manisfesta dentro do yogi.
- O plano gasoso (Vayu Loka). O yogi obtém a supremacia sobre o prana, que fica tão sutil (Sukshma) que se diz que todo o prana dentro do corpo fica do tamanho do polegar (angushtha matra); se colocar um pedaço de vidro abaixo do nariz do yogi, não haverá vapores depositados.
- O plano do intelecto positivo (Subuddhi Loka). Todos os julgamentos de valor ou percepções dualistas devem ser equilibrados, ou poderá surgir na mente o intelecto negativo (durbuddhi), o negativo do divino.
- O plano da felicidade (Sukha Loka) surge quando se estabelece equilíbrio no corpo, psique e mente.
- O plano da indolência (Tamas Loka) pode ocorrer quando o yogi atinge um estado de felicidade, somente ao parar toda a ação: quando entra em estado de samadhi, o corpo físico fica totalmente inativo.

Efeitos da meditação

Obtém-se a imortalidade no Chakra Sahasrara. Antes de atingir este chakra o yogi é incapaz de chegar à consciência inconciênte chamada asama-prajnata-samadhi. Neste estado não há atividade de mente, nem qualquer conhecimento, nada a ser conhecido: conhecimento, conhecedor e conhecido, tudo fica unificado e liberado.
O samadhi é o êxtase puro da inatividade total. Até o sexto chakra o yogi pode entrar em um transe no qual a atividade ou forma permanece ainda dentro da consciência. No Chakra Sahasrara o prana move-se para cima e atinge o ponto mais elevado. A mente se estabelece no puro vácuo do Mandala Shunya, o espaço entre os dois hemisférios. Neste ponto todos os sentimentos, emoções e desejos, que são atividades da mente, são dissolvidos em sua causa primária. Atinge-se a união. O yogi é sat-chit-ananda, verdade-ser-felicidade. Ele é o seu próprio ser real e, enquanto permanece no seu corpo físico, retém a consciência não-dual, apreciando o papel de lilá sem ter problemas com o prazer e a dor, honrarias e humilhações.
Quando a Kundalini sobe até o Chakra Sahasrara, dissolve-se a ilusão do “ser individual”. O yogue torna-se realizado, uno com os princípios cósmicos que governam todo o universo dentro do corpo. Obtém todos os siddhis (poderes) até o Chakra Soma, onde encontra Kamadhenu, a vaca realizadora dos desejos dentro dele. É um siddha, mas transcendeu o desejo de manifestar estes desejos.
Segundo os shatras, Sahasrara é o local da alma auto luminescente, ou chitta, a essência do ser. Aqui chitta é como uma tela onde se vê o reflexo do Ser cósmico, e através da qual se reflete o divino. Na presença do ser cósmico é possível para qualquer pessoa sentir o divino, e até realizar a divindade dentro de si.

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - O PODER DOS CHACRAS - Chakra Ajna - FRONTAL


Chakra Ajna - FRONTAL

Ajna Chakra

Significado do nome do chakra

Autoridade, comando. Poder ilimitado

Localização

Plexo da medula; plexo pienal; ponto entre as sobrancelhas.

Cor Bija (semente)

Dourada

Som do Bija

Som da pétala Bija

Hang, Kshang

Tattva (elemento)

Maha Tattva, no qual todos os outos tattvas estão presentes em sua essência pura rarefeita (tanmatra). Segundo a filosofia Samkya, Mahat, ou Maha Tattva, consiste de três gunas e inclui manas, buddhi, ahankara e chitta; ; e de Maha Tattva provêm os cinco mahabhutas (os cinco elementos densos, isto é, akasha, ar, fogo, água e terra ). Contudo, segundo o Tantra, a causa dos manas, buddi, ahamkara e chitta.

Cor do Tattva

Azulado-luminescente-transparente ou branco-cânfora.

Loka (plano)

Tapas Loka, o plano da austeridade ou penitência (tapasia).

Planeta regente

Saturno

Forma Yantra

Círculo branco com duas pétalas luminosas. Estas pétalas são a representação da glândula pineal. Vemos no centro do círculo um lingam.

Som Bija

AUM

Veículo do Bija

Nada, também conhecido como Ardhamatra.

Deidade

Ardhanarishvara, o Shiva – Shakti, meio-homem, meio-mulher, símbolo da polaridade básica. O lado direito é masculino; o esquerdo é feminino. Ardhnarishvara permanece em um lingam chamado Lingam Itara. O lingam é branco-brilhante, como a cor da luz.
A metade masculina de Ardhanarishvara possui pele azul-cânfora. Ele segura um tridente em sua mão direita, representando os três aspectos da consciência – cognição, coração e afeição.
O lado feminino de Ardhanarishvara é rosa. Ela usa um sari vermelho e, enrolados no pescoço e nos braços, vemos ornamenrtos dourados e brilhantes. Ela segura um lótus rosa, símbolo da pureza. Toda a dualidade cessa. Ardhanarishvara torna-se a entidade total, auto – emanente e nobre.
Shiva tem todo o comando sobre todos os aspectos do Ser neste plano de liberação, ou moska. O terceiro olho de Shiva é chamado de sva-netra, o órgão da clarividência. Tornado-se Shva-Sada, o eterno, Shiva não separa de Shakti como uma eternidade masculina em separado. Shiva Devata é o doador do conhecimento. Este conhecimento traz a respiração (prana) e a mente sob o controle de Ardhanarishvara.

Shakti: Hakini

Shakti Hakini possui quatro braços e seis cabeças. Sua pele é rosa pálido, e suas jóias são de ouro e pedras preciosas que brilham. Usando um sari vermelho, ela está sentada sobre um lótus rosa com o pé esquerdo levantado. Concede o conhecimento da verdade incondicional e o esclarecimento da não-dualidade.
Em suas mão ela carrega os seguintes objetos:
- O tambor damaru de Shiva, que mantém um som grave constante que conduz o aspirante em seu caminho.
- Um crânio, símbolo do afastamento.
- Um mala para japa como instrumento centralizador.
- A última das mãos faz um mudra de transmissão de destemor.

Efeitos da meditação

Aquele que medita neste chakra erradica todos os pecados ou impurezas e atravessa a sétima porta, além do chakra Ajna. A aura desta pessoa manifesta-se de forma tal que permite que todos os que vêm a sua presença se tornem calmos e sensíveis às freqüências sonoras refinadas AUM; o ritmo AUM é gerado pelo próprio corpo da pessoa. Ela agora é tattvatita – além dos tattvas. Todos os desejos são basicamente o papel do tattva e, quando estabelecida no local entre as sobrancelhas, ela vai além de todos os tipos de desejo que motivam a vida e impelem ao movimento em várias direções. A pessoa torna-se unidirecionada, um trikaladarsh, conhecedor do passado, presente e futuro. Ida e Pingala são limitadores do tempo. Até o quinto chakra o yogue é também limitado pelo tempo, mas como Ida e Pingala terminam ali, ele se move até o Sushumna, que é kalatita, além do tempo. O perigo de recair termina. Não há reverso espiritual, pois enquanto estiver no corpo físico ele estará em constante estado de consciência não-dual. Pode entrar em qualquer corpo à sua vontade. É capaz de compreender o significado interior do conhecimento cósmico e de gerar escrituras.
O indivíduo que evolui através do Chakra Ajna revela o divino interior e reflete a divindade interior dos outros. No quarto chakra ele evolui através de ananda (beatitude), e no quinto chakra através de chit (consciência cósnica). No Chakra Ajna ele se torna sat (verdade). Não há observado nem observador. Atinge a realização “Isso eu sou; Eu sou isso”, e personifica sat-chit-ananda, ou “ser-consciência-felicidade”.
A realização no quinto chakra é SOHAM (“Isso eu sou”; do as, “Isso”; aham, “Eu sou”). No sexto chakra estas sílabas ficam invertidas, HAMSA. Quando o yogue medita no atman, ou o Ser em bindu ( o “ponto” que representa o infinito na sílaba AUM), este torna-se conhecido como HAMSA, que também é a palavra sânscrita para cisne, a ave que pode voar para locais desconhecidos das pessoas comuns. Aquele que habita esta consciência é chamado Paramhamsa.

Características comportamentais no chakra Ajna

CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS NO CHAKRA AJNA: O corpo da glândula pineal aparece no terceiro ventrículo envolvido pelo líquido cerebroespinhal. Este líquido aquoso claro flui do Chakra Soma (o Chakra da Lua), que se situa acima do Ajna. Ele se move nos espaços vazios (ventrículos) no cérebro e desce pela coluna vertebral até a base da espinha dorsal. A pineal ajuda a regular este fluxo de modo equilibrado. A própria glândula responda com muita sensibilidade à luz. Quando um indivíduo entra no Chakra Ajna, haverá luz em torno da sua cabeça e na sua aura.
O yogi mantém a respiração e a mente sob controle neste estado, por isso sustenta um estado contínuo de samadhi (não-dualidade realizada) durante todas as ações. Tudo o que deseja se realiza pela capacidade de induzir as visões do passado, presente e futuro.
Ida (corrente lunar), Pingala (corrente solar) e SShuma (corrente neutra central) se encontram no Chakra Ajna. Estes três “rios” se reúnem no Triveni, o local principal da consciência.
O sexto chakra engloba o plano da consciência (Viveka), o da neutralidade (Sarasvati), o solar (Yamuna), o lunar (Ganga), o da austeridade (Tapas), o da violência (Himsa), o terreno (Prithví), o líquido (Jala) e o da devoção espiritual (Bhakti).
O terceiro olho é a consciência. Os dois olhos físicos vêem o passado e o presente, enquanto o terceiro revela a visão do futuro. Toda a experiência e as idéias servem somente para esclarecer a percepção no Chakra Ajna. O plano da neutralidade (Sarasvatí) aparece como um equilíbrio entre as energias solar e linar dentro do corpo. Negativo e positivo, os componentes da dualidade ficam equilibrados em Sarasvati , deixando um estado de neutralidade e música pura. As energias nervossas solar (Yamuna) e lunar (Ganga) se entrelaçam em todos os chakras e se encontram em Sarasvati , tornando-se unas no Ajna. É o sentido da unidade com as leis cósmicas que aparece no plano da austeridade. A pessoa compreende que é um espírito imortal em um corpo temporal. O plano líquido lunar refrigera qualquer calor excessivo gerado pelos poderes ampliados e purifica a consciência. Bakti Loka, o plano da devoção espiritual, mantém o equilíbrio apropriado no interior do yogi.
No Chakra Ajna o próprio yogue se torna uma manifestação divina. Personifica todos os elementos em suas formas ou essências mais puras. Todas as alterações externas e internas não constituem um problema. A mente atinge um estado de esclarecimento cósmico não-diferenciado. Termina a dualidade.

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - O PODER DOS CHACRAS - Chakra Vishuddha - LARINGEO


Chakra Vishuddha - LARINGEO

Vishuddha Chakra

Significado do nome do chakra

Puro

Localização

Plexo da carótida; garganta.

Cor Bija (semente)

Dourada

Som do Bija

Som da pétala Bija

Ang, Ãng, Ing, Ing, Ung, Ung, Ring ,Ring, Lring, Lring, Eng, Aing, Ong, Aung, Ang, Ahang.

Forma do Tattva (elemento)

Crescente

Sentido predominante

Audição

Órgão do sentido

Ouvidos

Órgão motor

Boca (cordas vocais)

Vayu (ar)

Udana Vayu, que habita a região do cérebro correspondente à garganta. A tendência deste vayu é transportar o ar para a cabeça, auxiliando na produção do som.

Aspectos

Conhecimento; o plano humano

Tattva (elemento)

Akasha; som

Cor do Tattva

Púrpura-acizentado

Loka (plano)

Jana Loka (plano humano)

Planeta regente

Júpiter

Forma Yantra

O crescente. O yantra do chakra Vishuda é um crescente prateado dentro de um círculo, brilhante como a lua cheia, rodeado por dezesseis pétalas. O crescente prateado é o símbolo lunar do nada, o som cósmico puro. O quinto chakra é o local do som no corpo, localizado na garganta. O crescente é o símbolo da pureza, e a purificação é o aspecto vital do Chakra Vishuddha.
A lua em qualquer aspecto engloba a energia psíquica, a clarividência e a comunicação sem palavras; as pessoas do quinto chakra compreendem as mensagens não-verbais, pois toda a energia foi refinada. A lua também representa a presença do mecanismo resfriador na garganta. Aqui todos os líquidos e alimentos são colocados em temperatura adaptada ao corpo.

O círculo com dezesseis pétalas

As dezesseis pétalas do lótus são de cor cinza-lavanda ou púrpura-esfumada. Dezesseis completa o ciclo onde um oitavoascende e o outro desce em torno do círculo. Aqui o aumento do número de pétalas em cada chakra chega ao fim. A energia flui para o quinto chakra das dezesseis dimensões. A expansão do conhecimento dá ao aspirante uma visão akasha. Akasha é de naturza da antimatéria. No quinto chakra todos os elementos dos chakras inferiores- terra, água,fogo e ar- estão refinados até a sua essência mais pura e dissolvem-se em akasha. O chakra Vishuddha é o cume da stupa, ou templo, dentro do corpo.

Som Bija

HANG. A cor deste bija é dourada (também descrita como sendo branco radiante com quatro braços). O som Hang é produzido formando-se uma oval com os lábios e empurrando-se o ar para fora da garganta. A concentração fica localizada na curva encovada do pescoço inferior. Quando devidanebte produzido, faz vibrar o cérebro, levando o líquido cérebro espinhal a fluir mais para a garganta, afetando-a por trazer qualidades suaves e melodiosas para a voz. As palavras faladas vêm do quinto chakra, verbalizando as emoções do coração. A voz das pessoas do quinto chakra penetra no coração do ouvinte. Este som puro afeta o ouvinte, alterando os espaços de sua mente e de seu ser.

Veículo do Bija

O elefante Gaja, senhor supremo dos animais herbívoros. Sua cor é cinza – esfumado , a cor das nuvens. A confiança, o conhecimento da natureza e do ambiente e a conscientização do som surgem no Chakra Vishuddha, como ilustrado pelas grandes orelhas e pelo andar gracioso do elefante. O mais primitivo dos mamíferos sobreviventes, o elefante carrega todo o conhecimento passado da terra, ervas e plantas. Este animal tornou-se professor da paciência , momória, autoconfiança e da alegrai da sincronidade com a natureza.
O tronco único representa o som. Os sete troncos do elefante dp primeiro chakra, Airavata, caíram. Todo o remanescente é o som puro que traz a liberação.

Deidade

Shiva Panchavaktra. Panchavaktra posui pele azul – canforado e cinco cabeças, representando o espectro do olfato, paladar, visão, tato e audição, bem como a união dos cinco elementos em suas formas mais puras. Começando com a direita, as faces de Shiva simbolizam os seguintes aspectos:
- Aghora. Permanece de olhos arregalados em suaira e reside nos solos da cremação. Sua face é redonda; sua natureza é akasha.
- Ishana. Aparece no shivalingam. Possui face arredondada e sua natureza é água.
- Mahadeva. Sua face é centarl, sendo de forma oval. Sua direção é o Leste. Sua natureza é terra.
- Shiva Sada. O “Shiva eterno” possui a face quadrada e pode se expandir em todas as direções. Sua natureza é ar.
- Rudra. Senhor do sul, aparece com face triangular. Sua natureza é fogo.
Panchavaktra possui quatro braços. Com um gesto em uma das suas mãos diretas, ele confere o destemor. Com a outra mão direita, que está pousada sobre o joelho, ele segura a mala (rosário) para japa. Uma das mãos esquerdas sustenta o tambor damaru que ecoa continuamente, manifestando o som AUM. A outra mão segura o tridente, o bastão de Shiva.
Panchavaktra pode ser visualizado no quinto chakra como o Grande Mestre, ou Mestre Guru. Todos os elementos se dissolveram na união, e o plano humano é entendido em sua totalidade. O homem compreende suas limitações em cada elemento. Esta compreensão do conhecimento eterno é apreendida quando todos os desejos movem-se para o sexto chakra. A centralização pelo equilíbrio de todos os elementos corporais traz um estado de não dualidade bem-aventurado. Através da meditação em Panchavaktra o indivíduo se eleva e se purifica de todos os carmas; morre-se para o passado e nasce-se novamente para a realização da unidade.

Shakti Shakini

Uma personificação da pureza, Shakti Shakini possui a pele rosa – pálido e usa um sari azul – celste, com a parte superior verde. Senta-se sobre um lótus rosa à esquerda de seu Senhor Shiva de cinco cabeças. Shakti Shakini é a doadora de todos os altos conheciemnetos e siddhis (poderes). Seus quatro braços seguram os seguintes objetos:
- Um crânio, símbolo do afastamento do mundo ilusório das percepções sensoriais.
- Um ankusha, uma guia de elefante usada para contolar Gaja. O elefante do intelecto pode ser excessivamente independente, conduzindo sua própria intoxicação de conhecimento.
- As escrituras, representando o conhecimento da arte do correto viver sem complexos.
- Um mala, que age como um poderoso instrumento centralizador, pois as contas são tocadas pelos dedos uma por uma. Quando elas são sementes ou feitas de madeira, absorvem e retêm a energia do indivíduo. Quando de cristal, pedras ou materiais preciosos são altamente carregadas da sua própria energia eletromagnética. As pontas dos dedos estão diretamente relacionadas com a consciência. O trabalho com o mala remove o nervosismo e as distrações, e acalma o diálogo interior.
A memória, o juízo correto, a intuição e a improvisação estão todos relacionados a Shakti Shakini. O quinto chakra é o centro dos sonhos no corpo. A maioria dos ensinamentos de Shakti Shakini é revelada aos seus aspirantes através dos sonhos.

Efeitos da meditação

A meditação no espaço vazio na área da garganta produz calma, serenidade e pureza, voz melodiosa, comando da fala e dos mantras, capacidade para escrever poesia, interpretação das escrituras e compreensão da mensagem escondida nos sonhos. Também torna a pessoa mais jovem, radiante (ojas) e um bom professor das ciências espirituais (brahma – vidya).

Características comportamentais no chakra Vishuddha

Aquele que atinge o chakra Vishuddha torna-se mestre de todo o seu ser. Aqui todos os elementos (tattvas) dissolvem-se no akasha puro e autoluminoso. Permanecem somente os tanmantras – as freqüências sutis destes elementos.
Cinco órgãos motores foram empregados na criação de todos os carmas: mãos, pés, boca, órgãos sexuais e ânus. Além disso, existem cinco koskas (revestimentos) da consciência: a densa, a que se move, a sensorial, a intelectual e a do sentimento. Cinco é o número do equilíbrio, o um com dois de cada lado. O planeta regente do chakra Vishuddha é Júpiter, que em sânscrito é chamado Guru, aquele que distribui conhecimento.
A terra se dissolve na água e permanece no segundo chakra como a essência do odor. A água evapora no terceiro chakra ígneo e permanece como essência do paladar. A forma do fogo entra no quarto chakra e permanece lá como essência da forma e a visão. O ar do quarto chakra entra em akasha e torna-se o som puro. Akasha personifica a essência de todos os cinco elementos – não tem cor, cheiro, paladar, tato ou forma – é livre dos elementos densos.
O chakra Vishuddha governa entre as idades de vinte e oito anos e trinta e cinco anos. As pessoas motivadas pelo quinto chakra dormem de quatro a seis horas por noite, alternando os lados.
A natureza atraente do mundo, dos sentidos e da mente não é mais um probelma. A racionalização suprema suplanta os elementos e as emoções do coração. O indivíduo buscará somente o conhecimento verdadeiro, além das limitações do tempo, das condições culturais e da hereditariedade. O principal problema encontrado no quinto chakra é o intelecto negativo, que pode ocorrer através da ignorância no uso insensato do conhecimento.
O chakra Vishuddha engloba os cinco planos de jnana (esclarecimento), e distribui felicidade, prana (força vital do corpo), que afeta o equilíbrio de todos os elementos, apana (ar que limpa o corpo) e vyana (ar que regula o fluxo do sangue). Jana loka (plano humano) torna-se vital, pois aqui o indivíduo recebe comunicação da sabedoria divina com dezesseis reinos dimensionais da experimentação, proporcionando o nascimento real do homem.
Aquele que entra no plano do chakra Vishuddha segue o conhecimento, caminho que conduz ao verdadeiro renascimento do homem no estado divino. Todos os elementos são transmutados na sua essência refinada, em sua manifestação mais pura. Quando isto ocorre, o ser se estabelece na consciência pura. Torna-se chitta, livre de grilhões do mundo e senhor do seu ser total. O chakra Vishuddha personifica chit, a consciência cósmica.

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - Chakra Anahata - CARDIACO


Chakra Anahata - CARDIACO

Anahata Chakra

Significado do nome do chakra

Intocado

Localização

Plexo cardíaco; o coração

Cor Bija (semente)

Dourada

Som do Bija

Som da pétala Bija

YAM

Forma do Tattva

Hexagrama

Sentido predominante

Tato

Órgão do sentido

Pele

Órgão motor

Mãos

Vayu (ar)

Prana Vayu. Habitando a região do tórax, é o ar que respiramos

Aspectos

Atingir o equilíbrio entre os três chakras acima do cardíaco e os três abaixo

Tattva (elemento)

Ar (sem forma, sem cheiro ou gosto)

Cor do Tattva

Sem cor

Loka (plano)

Plano do equilíbrio

Planeta regente

Vênus (lunar feminino)

Forma Yantra

O hexagrama. O hexagrama verde-acinzentado do Chakra Anahata é circundado por doze pétalas escarlates. A estrela de seis pontas simboliza o elemento ar. Ar é prana, a respiração vital. Auxilia o funcionamento dos pulmões e do coração, fornecendo oxigênio fresco e força vital, isto é, a energia prânica. O ar é responsável pelo movimento, e o quarto chakra possui movimento em todas as direções. Este yantra é composto de dois triângulos sobrepostos. Um voltado para cima, simboliza Shiva, o princípio masculino. O outro triangulo, voltado para baixo, simboliza Shakti, o princípio feminino. Atinge-se o equilíbrio quando estas duas forças estão unidas em harmonias. O CÍRCULO COM DOZE PÉTALAS: O lótus de doze pétalas se abre partindo do circulo, sendo de cor vermelha. Elas representem à expansão da energia nas doze direções, e o seu fluxo, nas doze fontes. A compreensão da pessoa do quarto chakra não é linear (como no primeiro chakra), nem circular (como no segundo) ou triangular (como no terceiro). O quarto chakra se expande em todas as direções e dimensões, como uma estrela de seis pontas. O chakra cardíaco é local do equilíbrio dentro do corpo, movendo-se em direção a um fluxo energético uniforme, tanto nas direções ascendentes, como nas descendentes. O CÍRCULO COM OITO PÉTALAS: Dentro do Chakra Anahata está lótus de oito pétalas, no centro do qual repousa o coração espiritual, ou etérico. Este coração, conhecido Ananda Kanda, está voltado para direito, embora o coração físico volte-se para a esquerda. É neste coração espiritual que se medita sobre a divindade amada, ou sobre a luz. Estas oito pétalas estão ligadas às diferentes emoções, e quando a energia flui através delas, experimenta-se o desejo.

Som Bija

YANG. Quando o som Yang é formado, a língua repousa no ar, dentro da boca. Neste momento a concentração deverá estar centralizada no coração. Quando este som é apropriadamente produzido, o coração é vibrado, e qualquer bloqueio na região cardíaca, retirado; com o coração aberto, um fluxo livre de energia torna-se liberto para mover-se de maneira ascendente. O bija proporciona controle sobre o prana e a respiração.

Veículo do Bija

Gamo (antílope). O gamo ou o antílope negro é o símbolo do próprio coração. O antílope salta com alegria e sempre é aprisionado pelas miragens dos reflexos. Muito atento sensível e cheio de inspiração, o gamo representa a natureza das pessoas do quarto chakra são inocentes e puros, e também magnéticos. Diz-se que o gamo morre por um som puro. O amor pelos sons interiores, anahata nada, é o amor das pessoas do quarto chakra.

Deidade

Ishana Rudra Shiva. Senhor do Nordeste. Ishana Shiva é inteiramente separado do mundo. De pele azul – canforado, representa a natureza das pessoas do quarto chakra, que é a felicidade perpétua. Usa uma pele de tigre, simbolizando o tigre da mente que habita a floresta dos desejos.
A natureza de Ishana é pacífica e beneficente. Segura um tridente em sua mão dierita e um tambor damaru na esquerda. A Ganga (Ganges) sagrada, fluindo, é uma corrente refrescante e purificadora de autoconhecimento: o conhecimento de “Eu sou Isso” (Aham Brahmasmi, “Eu sou Brahman”). As cobras enroladas em seu corpo são as paixões, que ele domou. É para sempre jovem, pois o envelhecimento, aspecto do terceiro chakra, foi ultrapassado.
Não há mais qualquer motivo para ligações com os prazeres, honras ou humilhações mundanas. Os desejos não são mais problemas, pois a energia do quarto chakra está equilibrada nas seis direções. A pessoa com o esclarecimento do quarto chakra vive em harmonia com os mundos exterior e interior.

Shiva no Lingam

O quarto chakra contém um lingam no qual Rudra Shiva aparece como Sadashiva (sada, “eterno”; shiva “benfeitor”). É Shabda Brahma, o Logos eterno. Como tal, ele é Omkara, a combinação dos três gunas, sattva, rajas e tamas, que são representados pelos sons A, U e M, respectivamente, combinados para formar a sílaba sagrada AUM, ou OM. Segura um tridente, simbolizando os três gunas. Sua pele é azul-canforado, e usa uma pele de tigre dourada. O tambor damaru, que ele segura na mão, mantém o ritmo cardíaco.
Este shivalingam é o segundo lingam no corpo, conhecido como Lingam Bana (flecha), sendo o primeiro Lingam Svayambhu do primeiro chakra, em torno do qual está enroscada a serpente Kundalini. O lingam cardíaco pode ser o guia, a cada passo avisando ou inspirando o aspirante ao longo do caminho do movimento ascendente da energia pelo tempo que mantiver o batimento cardíaco sob observação. Aumento ou diminuição no ritmo serve como aviso de que existe erro na prática.
Este lingam irradia luz dourada, sendo formado de uma massa de tecidos no centro nervoso do Chakra Anhata. Brilha como uma jóia no centro do charamala (“guirlanda de chakras”, isto é, a espinha dorsal), com três chakras acima e três abaixo. Os sufis e misticos de outras tradições instruem seus discípulos a visualizarem uma luz clara no coração, quando começam a praticar a subida da força Kundalini e a entrar em estados elevados de consciência. É aqui que é produzido o anahata nada, ou shabda brahma, o som cósmico intocado.

Shakti Kakini

As quatro cabeças de Shakti Kakini representam o aumento de energia no plano do quarto chakra. Sua pele é rosada. Seu sari é azul-celeste, e está sentada sobre um lótus rosa. Shakti kakini inspira a música, poesia e arte. A energia no quarto chakra é autogeradora e auto-emanadora.
Em suas quatro mãos, Shakti Kakini segura os instrumentos necessários para obter-se equilíbrio:
- A espada fornece o meio de cortar os obstáculos que bloqueiam o fluxo ascendente da energia.
- O escudo protege o aspirante das condições mundanas exteriores.
- O crânio indica o afastamento de uma falsa identificação com o corpo.
- O tridente simboliza o equilíbrio das três forças de preservação, criação e destruição.
Shakti Kakini penetra todo o quarto chakra. Como o ar, ela penetra todos os lugares e fornece energia para todo o corpo através das freqüências emocionais de bhakti (devoção). No quarto chakra, bhakti é personificada como Shakti Kundalini, que se torna um complemento e ajuda Shakti Kakini na direção do movimento ascendente da energia.
Shakti Kakini tem o humor alegre enaltecido, sendo meditada como “voltada para a lua”, a Shakti de quatro cabeças decoradas com ornamentos. Estas são igualmente equilibradas, com a energia fluindo para os quatro aspectos do ser, isto é, o ser físico, o racional, o sensual e o emocional.
Shakti Kakini é responsável pala criação da poesia e das belas artes baseadas em um nível refinado e visionário. A arte mundana e a música, inspiradas no segundo chakra, são incapazes de levar a mente humana para os reinos elevados da consciência e pelo contrário, servirão somente para distração. Contrastando a arte inspirada pelo quarto chakra, Shakti Kakini é sincronizada com o ritmo do coração e, desta forma, com o ritmo do cosmos. A arte aqui centrada existe além do passado, presente e futuro. O esclarecimento do quarto chakra capacita o aspirante a transcender a falsa consciência do tempo das pessoas dos chakras inferiores.

Shakti Kundalini

É no chakra cardíaco que Shakti Kundali aparece, pela primeira vez, como uma bela deusa. Senta-se na postura de lótus dentro de um triangulo. Este está apontado para cima, revelando a tendência de Shakti, de mover-se de modo ascendente, levando o aspirante para os planos mais elevados de existência.
Vestida com um sari branco, Shakti Kundali é serena e centrada em si mesma. É a mãe virgem, sinônimo de shakti, devoção espiritual abnegada. Não personificada como uma força serpentina destruidora, como é no primeiro chakra, Shakti Kundali torna-se agora uma deusa, podendo haver comunicação com ela, a energia que ascende. Não está mais enrolada em torno do lingam, mas sentada de maneira independente em uma postura do yoga.
Sentada na postura do lótus, Shakti Kundali personifica anahata nada, o som cósmico, que está presente em toda a parte, sendo conhecido como “baralho branco”. Este som começa no coração como AUM, a semente de todos os sons. O coração e a respiração desempenham papéis vitais no Chakra Anahata, porque o coração é o local de sensação mais importante do corpo, e quando se consegue o controle sobre o próprio padrão respiratório, o ritmo cardíaco fica simultaneamente regularizado. A pessoa atinge a consciência do quarto chakra consegue o equilíbrio sutil do corpo e da psique. O plano de santidade dentro deste chakra traz a percepção da graça divina em toda a existência.

Efeitos da meditação

Evoluindo através do quarto chakra, domina-se a linguagem, a poesia e todos os empreendimentos verbais, bem como os indriyas, ou desejos e funções físicas. A pessoa torna-se senhor de si mesmo, ganhando sabedoria e força interior. As energias masculina e feminina ficam equilibradas, e a resolução das duas, interagindo fora do corpo, cessa como problema, pois todas as relações tornam-se puras. Os sentidos são controlados, e a pessoa flui livremente, sem os obstáculos de uma barreira externa. Aquele que está centralizado no quarto chakra evoluiu além das limitações circunstanciais e ambientais para tornar-se independente e auto-emanente. Sua vida passa a ser uma fonte de inspitação para os outros, pois descobrem paz e calma em sua presença. A visão divina evolui com o puro som no chakra Anahata, trazendo equilíbrio de ação e alegria. Obtém-se poder sobre vayu, o elemento ar. E pelo fato de o ar não ter forma, a pessoa do quarto chakra pode ficar invisível, viajar pelo espaço e entrar em corpos de outras pessoas.

Características comportamentais do chakra Anahata

Dos vinte e um aos vinte e oito anos vibra-se no Chakra Anahata. A pessoa fica consciente do seu carma, das suas ações de vida. Bhakti, ou fé, é a força motivadora, pois se luta para conseguir o equilíbrio em todos os níveis. Esta pessoa dorme de quatro a seis horas por noite, do lado esquerdo.
O gamo do Chakra Anahata corre velozmente, mudando com freqüência de direção, em caminho angular. De modo similar, a pessoa que está amando pode ter qualidades e tendências do gamo, tais como os olhos sonhadores, andar sem rumo certo e voar. Quando sob controle, todas as perturbações emocionais cessam.
O Chakra Anahata engloba sudharma (religião correta ou adequada), boas tendências e os planos de santidade, equilíbrio e fragrância. Pode-se experimentar a expiação no Chakra Anahata, quando decretados carmas negativos. A clareza de consciência é a iluminação do puro que desenvolveu boas tendências e santificou sua vida para Jana Loka, o plano humano.