sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

EQUILÍBRIO E HARMONIA - O PODER DE HARMONIZAR DAS FLORES

A Harmonia das Flores





As flores representam a etapa de máxima sutilização da matéria no reino vegetal.
Para elas convergem substâncias e forças terrestres que ascendem do solo e se elevam de patamar em patamar dentro do campo vital da planta.

Por outro lado, as flores são o gesto sublime de entrega do vegetal à luz.

Nessa doação ele incorpora os elementos imponderáveis que lhe chegam de todas as direções do cosmo e os expressa como cores, harmonia de formas, aromas e vibrações.
Por meio das folhas as plantas se abrem diretamente às influências da luz do Sol.
Assimilam sua energia radiante, materializam-na pela fotossíntese sob a forma de substâncias, e assim a introduzem na vida vegetal. Por meio das flores, porém, as plantas se doam por completo à luz e trazem à manifestação material o resultado dessa comunhão.

 Assim, na formação floral as plantas se elevam acima da vida vegetativa e se relacionam mais intensamente com a vida solar e cósmica, seus ritmos e movimentos.

Nas flores se materializa em alto grau o padrão de harmonia da planta.
Esse concentrado de energias, impregnado de impulsos de ordem e pureza, atua no organismo e no psiquismo humano, favorecendo seu reequilíbrio.

A irradiação das flores tocam o ser humano sobretudo no plano etérico e no astral-emocional.

Suas cores, a simetria das suas formas, seus perfumes e emanações sutis elevam também o campo etérico do ambiente.

Mas há ainda aspectos mais profundos das flores, aspectos que atingem até a periferia do corpo causal (*)do ser humano, influenciando suas disposições anímicas. É dessa influência que derivam as demais, acima citadas.

Cada vegetal está em sintonia especial com determinadas correntes de energia cósmica.

(*) Corpo causal: veículo de expressão da alma em níveis supramentais. Trata-se de uma estrutura energética que sintetiza as experiências do ser nas suas passagens pela Terra.


Namastê!

Foto: O PODER DE HARMONIZAR DAS FLORES
A Harmonia das Flores

As flores representam a etapa de máxima sutilização da matéria no reino vegetal.
Para elas convergem substâncias e forças terrestres que ascendem do solo e se elevam de patamar em patamar dentro do campo vital da planta.
Por outro lado, as flores são o gesto sublime de entrega do vegetal à luz.
Nessa doação ele incorpora os elementos imponderáveis que lhe chegam de todas as direções do cosmo e os expressa como cores, harmonia de formas, aromas e vibrações.
Por meio das folhas as plantas se abrem diretamente às influências da luz do Sol.
Assimilam sua energia radiante, materializam-na pela fotossíntese sob a forma de substâncias, e assim a introduzem na vida vegetal. Por meio das flores, porém, as plantas se doam por completo à luz e trazem à manifestação material o resultado dessa comunhão. Assim, na formação floral as plantas se elevam acima da vida vegetativa e se relacionam mais intensamente com a vida solar e cósmica, seus ritmos e movimentos.
Nas flores se materializa em alto grau o padrão de harmonia da planta.
Esse concentrado de energias, impregnado de impulsos de ordem e pureza, atua no organismo e no psiquismo humano, favorecendo seu reequilíbrio.
A irradiação das flores tocam o ser humano sobretudo no plano etérico e no astral-emocional.
Suas cores, a simetria das suas formas, seus perfumes e emanações sutis elevam também o campo etérico do ambiente.
Mas há ainda aspectos mais profundos das flores, aspectos que atingem até a periferia do corpo causal (*)do ser humano, influenciando suas disposições anímicas. É dessa influência que derivam as demais, acima citadas.
Cada vegetal está em sintonia especial com determinadas correntes de energia cósmica.

(*) Corpo causal: veículo de expressão da alma em níveis supramentais. Trata-se de uma estrutura energética que sintetiza as experiências do ser nas suas passagens pela Terra.




Namastê!

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - O QUINTO ELEMENTO - A QUIMICA DE DEUS OU A CIÊNCIA SAGRADA

O QUINTO ELEMENTO - A QUIMICA DE

DEUS OU A CIÊNCIA SAGRADA

QUINTESSÊNCIA O QUINTO ELEMENTO

O Quinto Elemento é a energia pura emanada do Centro Criador, presente nos
outros quatro elementos: terra, água, ar e fogo. É a chamada Quinta Essência
dos antigos e verdadeiros alquimistas. 

O termo "Quinta Essência" foi primeiramente elaborado pelo filósofo 
Aristóteles, que considerava que o universo era composto de quatro 
elementos principais, a saber: terra, água, ar e fogo. 

Segundo a sua tese, além dos quatro elementos:terra, água, ar e fogo, existe uma substância etérea que interpenetra em todos os compostos impedindo os corpos celestes de caírem sobre a Terra. 

Isaac Newton foi quem mais defendeu a existência dessa "quintessência" em suas teorias e discussões sobre os conceitos de matéria e energia, deixou 
transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos 
materiais e nas formas de energia. 

Ele admitia que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela 
ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, 
chamava essa essência do Quinto Elemento pelo sugestivo nome de 
"espírito da matéria".

De Aristóteles aos cientistas modernos, muito já se cogitou sobre a força oculta 
presente em todas as coisas. Em 1998, três astrofísicos da Universidade de Pensilvânia mencionaram o termo "Quinta Essência" para designar um campo dinâmico quântico que é gravitacionalmente repulsivo. A ciência já está quase confirmando a realidade da existência de um quinto elemento através da Física Quântica. 

Newton que nos convida a pensar que é possível haver uma comunhão entre 
a ciência e a espiritualidade:  "Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! 
A maravilhosa disposição e harmonia do universosó pode ter tido origem 
segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha 
última e mais elevada descoberta. 

Albert Einstein já dizia: "Só existe duas formas de viver a vida. A primeira é 
pensando que o milagre não existe; a outra é pensando que tudo é milagre"

A busca maior da alquimia interior, consiste na manutenção deste Quinto 
Elemento, que visa a obtenção dessa Energia Sagrada Essa mesma energia é denominada Akasha. 

Quem domina e utiliza essa força é um Ser Iluminado,que compreende a 
simplicidade do Ser Absoluto e a sua Onipresença e Onipotência. Percebendo 
que tudo deriva-se dessa coisa única, passa a trabalhar em harmonia com suas 
Leis e Princípios e em tudo o que vê, sente, toca, consome; sente a presença 
viva do Divino, do Quinto Elemento.

Quem assimila esse conhecimento torna-se capaz de realizar coisas que a 
ciência materialista dificilmente conseguirá.

O Alquimista vai além do químico em suas pesquisas justamente quando 
ultrapassa em seus estudos a análise materialista dos elementos,acrescentando 
o Quinto Elemento em seus estudos. 
al-khimia
Química de Alá
Al ou Al-lah
 Ser Supremo ou Deus Todo-Poderoso
Khimia
 Química de Deus ou a Ciência Sagrada

Pedra Filosofal
Elixir da Longa Vida
Quintessencia Quinto Elemento
Como a chave para a transmutação

Quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer 
manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o 
conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, 
acrescentando o Divino [quitessencia] aos quatro anteriores, 
pode transmutar as coisas... 

O estudo dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo, tem quase sempre um 
objetivo intermediário para se chegar ao conhecimento do Quinto Elemento 
que consiste na Quintessência alquimista. 

O Alquimista da Alma consegue penetrar na essência dos materiais e se 
apoderar da Energia Divina aprisionada em todos os mistos. Alguns o 
chamam de Pedra Filosofal, outros o chamam de Ovo Filosófico, Licor 
Alkhaest, Elixir da Longa Vida, etc, etc. 

Assimilar o poder do Quinto Elemento ou da Energia Cósmica Criadora 
presente em todas as coisas, para o Alquimista, consiste na proeza do 
que chamam "realização da Grande Obra". 

Eu, você, qualquer um dos seres humanos que habitam a face da terra 
podemos nos apropriar desse quinto elemento, na medida de nossas 
capacidades. Ore e trabalhe. Eis o segredo para se canalizar cada vez 
mais uma porção maior do Quinto Elemento em nosso dia-a-dia.

Orat e Labora, diziam os sábios alquimistas: o significado da palavra 
laboratório pode ter tido sua origem nestes termos, do Latim: ore e 
trabalhe. Eis o segredo maior da alquimia.

Veja abaixo um esquema dos cinco elementos, estão representados sob a 
forma de um pentagrama, simbolizando a união do terreno com o divino. 

Muitos dos alquimistas mais célebres começaram pelo lado material e 
terminaram encontrando o espiritual.












A Alquimia significa a Química de Deus ou a Ciência Sagrada. Aí está o segredo da Pedra Filosofal, do Elixir da Longa Vida apregoados pelos alquimistas como a chave para a transmutação. Eis um segredo revelado: quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, acrescentando o Divino aos quatro anteriores, pode transmutar as coisas... transformar chumbo em ouro.
O estudo dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo, tem quase sempre um objetivo intermediário para se chegar ao conhecimento do Quinto Elemento que consiste na Quintessência alquimista. Através de técnicas de trabalho e oração, o Alquimista da Alma consegue penetrar na essência dos materiais e se apoderar da Energia Divina aprisionada em todos os mistos. Alguns o chamam de Pedra Filosofal, outros o chamam de Ovo Filosófico, outros Licor Alkhaest, Elixir da Longa Vida, etc, etc. Assimilar o poder do Quinto Elemento ou da Energia Cósmica Criadora presente em todas as coisas, para o Alquimista, consiste na proeza do que chamam "realização da Grande Obra". Mas tal proeza não está limitada a alguns poucos iluminados que se debruçaram sobre enciclopédias inteiras buscando encontrar o segredo oculto por trás de todas as coisas. Eu, você, qualquer um dos seres humanos que habitam a face da terra podemos nos apropriar desse quinto elemento, na medida de nossas capacidades.

EQUILÍBRIO E HARMONIA - O AYURVEDA: “A CIÊNCIA DA VIDA”

O AYURVEDA: “A CIÊNCIA DA VIDA”



O Hinduísmo se baseia em três conhecimentos fundamentais: AYURVEDA, TANTRA e YOGA.

Ayurveda é o nome dado à ciência médica desenvolvida na Índia há cerca de 5 mil anos, o que faz dele um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade. 

Ayurveda significa, em sânscrito, Ciência da vida (Veda= ciência ou conhecimento/ Ayur= vida). Acredita-se que esta ciência seja parte constituinte do universo e tenha surgido juntamente com a natureza, portanto, não tenha sido criada nem desenvolvida pelos homens, mas sim aprendida, apreendida, por ser uma verdade universal.

Considera-se hoje Ayurveda tradicional os escritos de Caraka (ayurveda clínico) e Susruta (ayurveda cirurgião), autores que passaram este conhecimento milenar final e primeiramente para o papel.

O Ayurveda continua a ser praticado regularmente na Índia e tem se difundido por todo o mundo como uma técnica respeitada de medicina tradicional. Além do Ayurveda, na Índia aplicam-se sobretudo 5 outros tipos de medicina: a alopatia, a homeopatia (introduzidas pelos ingleses), a medicina dos sidhas (do sul da Índia, que busca a imortalidade), medicina onani (dos muçulmanos) e a naturopatia. 

Desta forma, devemos estar atentos ao que se define ayurveda e a outras formas de terapias e , sobretudo, massagens , praticadas na Índia.

O Ayurveda propõe que o homem é um universo dentro de si mesmo (microcosmo) composto de corpo, mente e espírito, inserido dentro do macrocosmo, interagindo com este a todo o momento. 

Seu estado de saúde reflete a harmonia dinâmica entre estes três fatores. Representando a simples e prática ciência da vida. É, portanto, um sistema aplicável universalmente a todos que buscam paz e harmonia interiores.

Na medicina ocidental, os órgãos do corpo humano têm diferentes funções e podem ser consideradas pequenas engrenagens de uma máquina. 

Quando um órgão apresenta deficiência no seu funcionamento, o tratamento restringe-se a cura dele próprio. Apresenta-se uma visão reducionista da doença. Já na medicina ayurvedica, componente de um sistema holístico de cura e prevenção, todos os órgãos são parte de um todo. Considera-se o individuo como um ser integral, um microcosmo e que, portanto não deve ser reduzido as partes que o compõe, nem separado dos seus ambientes social, cultural e espiritual, ou da sua ligação com o macrocosmos.
- Um indivíduo é considerado uma unidade indivisível, um ser íntegro que não pode ser separado de seu ambiente social, cultural, espiritual e da sua ligação cósmica.

- Uma doença é conseqüência de uma desarmonia dentro de uma ordem cósmica. Não limitada pelo tempo e espaço.
- O mau funcionamento de algum ou alguns órgãos, é compreendido e tratado no contexto ambiental social, espiritual e cultural, considerando integrais corpo, mente e espírito.

- O universo é um todo perfeitamente organizado, onde nada acontece sem razão ou de maneira casual e tudo se move em direção de um objetivo definido. Não é uma combinação sem sentido, sendo a separação dos componentes químicos que ocorrem  por acaso que causa a doença.

- A matéria é interligada, interconectada e dinâmica. Encontra-se em constante mutação, sendo a sua transformação que denota o tempo, este eterno.

A abordagem ayurvédica objetiva, em primeiro lugar, preservar e promover a saúde das pessoas através da adoção de uma rotina diária, respeitando a constituição individual de cada um. 

Esta rotina implica na incorporação de novos hábitos, de maneira consciente, em diversos âmbitos de nossa vida, como a alimentação (sobretudo vegetariana), a qualidade do sono, e a sexualidade, que são considerados os três pilares da boa saúde. 

O Ayurveda assim, busca curar doenças, trabalhando na promoção da saúde do corpo como um todo. Esta medicina indiana lida com o indivíduo doente, e não com a doença em si, ou seja, busca curar a causa, e não o sintoma.

A aproximação com o indivíduo doente pode ser feita através dos oito ramos principais:

1. Medicina Interna (Clínica Geral)
2. Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia
3. Psiquiatria e Psicologia
4. Doenças da Cabeça e Pescoço
5. Cirurgia Geral
6. Toxicologia
7. Ciência do Rejuvenescimento
8. Ciência dos Afrodisíacos


As ciências do rejuvenescimento e dos afrodisíacos lidam com pessoas saudáveis, enquanto os outros seis ramos lidam com a pessoa doente. Pessoas desejosas de vida longa deveriam seguir os ensinamentos do Ayurveda, o que levaria à realização de quatro importantes objetivos de vida: riqueza, prazer, auto-realização e evolução espiritual.

Mais do que preservar a saúde e curar todo tipo de males, o Ayurveda propõe a transformação das pessoas porque estimula uma nova atitude mental em relação à vida: aprende-se a meditar, comer e dormir melhor, a treinar a mente para extravasar emoções tóxicas e a ter consciência de seu corpo, do espaço que ele ocupa e o propósito de sua existência neste momento. 

Esta transformação é possível através auto-conhecimento num movimento de auto-cura, que pode ser praticado por qualquer pessoa.

A medicina Ayurvédica é parte da ciência védica e utiliza na sua abordagem terapêutica plantas medicinais, dieta, exercícios físicos, meditação, yoga, astrologia hindu, massagem, aromaterapia, gemoterapia (tratamento com metais e gemas), cirurgia e psicologia. O Ayurveda reconhece os tipos individuais e nos ajuda a entender nossas particularidades, nossas tendências.

Além de técnicas curativas como massagens e medicamentos fitoterápicos, o tratamento ayurvédico baseia-se muito na alimentação. Mas o grande segredo deste conhecimento milenar é que todo o tratamento é indicado a partir da determinação do princípio metabólico que liga a mente e o corpo do paciente, que os indianos chamam de dosha.

    
Desta forma, a natureza da pessoa determina o que ela irá precisar para se equilibrar e curar-se da doença, fazendo com que o tratamento seja absolutamente individualizado. Pessoas de diferentes constituições reagem de maneira diferente em relação à vida, logo terão diferentes reações a um determinado tipo de tratamento - assim, o primeiro passo é descobrir qual é a sua natureza. Dado o diagnóstico geral do indivíduo, o médico irá orientar o tratamento que visa equilibrar o paciente, considerando seu biótipo. 

Acredita-se que a doença surge quando um de seus princípios metabólicos (doshas) da pessoa está exacerbado ou minimizado. nomeia-se o mal como “distúrbio de  vata” “distúrbio de  pitta” ou “distúrbio de  kapha”.

Considera-se saudável a pessoa que possui equilíbrio entre mente, corpo e espírito, equilíbrio entre os doshas (vata, pitta e kapha), princípios universais responsáveis pelo bom e pelo mal funcionamento dos diferentes órgãos do corpo, que tem uma boa digestão, bons elementos estruturais do corpo e uma regular excreção dos produtos (toxinas) de seu metabolismo.

A doença, para a Ayurveda, é muito mais que a manifestação de sintomas desagradáveis ou perigosos à manutenção da vida. A Ayurveda, como ciência integral, considera que a doença inicia-se muito antes de chegar à fase em que ela finalmente pode ser percebida. Assim, pequenos desequilíbrios tendem a aumentar com o passar do tempo, se não forem corrigidos, originando a enfermidade muito antes de podermos percebê-la.

Os cinco elementos e os doshas
A Ayurveda baseia-se no sistema filosófico samkhya nos cinco elementos que formam toda a manifestação material do universo.

São eles éter, ar, fogo, água e terra. Toda a matéria que existe no universo provém destes 5 elementos, inclusive o corpo humano (que além da matéria, também é formado por buddhi - discernimento, ahamkara - ego e manas - mente). De acordo com o Ayurveda, quando algum dos 5 elementos está em desequilíbrio no corpo do indivíduo, inicia-se o processo da doença.

Segundo essa tradição, os seres humanos são influenciados pelos 5 elementos através do dosha. O Homem apresenta três modelos constitutivos básicos, expressões condensadas dos Cinco Elementos fundamentais. Estes modelos são princípios básicos ou humores conhecidos como - Kapha, Pitta e Vata- conceitos únicos do Ayurveda. 

Os doshas ou tridoshas podem ser definidos como mecanismos que governam nosso fluxo de inteligência e de energia. Vata, regido por ar e éter, Pitta, regido por fogo e água, e Kapha, regido por terra e água. Ou seja, a partir dos elementos Éter e Ar, manifesta-se Vata (vata dosha), representado pelo ar corporal, pelas cavidades. Pitta (pitta dosha) é formado a partir dos elementos Fogo e Água e manifesta-se no organismo como o fogo digestivo. 

Os elementos Terra e Água resultam na água corporal e formam o kapha dosha.

Assim, existem 7 constituições básicas:

 1. vata,
 2. pitta,
 3. kapha,
 4. vata-pitta,
 5. pitta-kapha,
 6. vata-kapha e
 7. vata-pitta-kapha.

As três primeiras (formas puras) e a última (forma totalmente equilibrada) são mais difíceis de se encontrar. Em geral, as pessoas possuem 2 doshas predominantes. 

Como já mencionado, em todas as células existem os três doshas, em diferentes proporções, porém eles são encontrados predominantemente em certos lugares: o lugar preferencial de Vata é abaixo da região umbilical; o de Pitta é entre as regiões cardíaca e umbilical e o de Kapha é acima da região cardíaca. Mesmo estando predominantemente nas regiões citadas, eles permeiam o corpo todo.

Cada um dos doshas é mais ativo nas diferentes fases da vida do ser humano; Vata predomina após os 60 anos; Pitta entre os 20 e 60 anos, e Kapha predomina do nascimento até os 20 anos.

Os doshas também possuem caráter cíclico, variando as suas proporções relativas, independente da constituição básica do indivíduo: Vata predomina mais à tarde (entre 15 e 19h). Pitta é mais predominante no meio do dia (entre 11 e 15 h) e entre 24 e 2 h. Vata concentra-se principalmente no período entre 6 e 10h da manhã e entre 19 e 23h.

Muitos sujeitos apresentam uma constituição onde se notam, em porcentagem, dois ou três dosha (ex. vata-pitta o pitta-vata), mais raros são os casos onde está presente só um dosha.Os doshas são substâncias sempre presentes no corpo, sendo continuamente renovadas; têm sua quantidade, qualidade e funções definidas. 

Todos os três doshas estão presentes no ser humano, em cada célula do corpo, desde o momento da concepção; as diferentes constituições são resultantes das percentagens relativas entre vata-pitta-kapha. Todas as pessoas possuem os três doshas, mas em diferentes proporções. 

No momento da nossa concepção a nossa constituição é definida, isto é, os doshas que estão presentes em maior quantidade no nosso organismo. 

Ao nascermos, tal proporção está em equilíbrio (prakrti), mas com o tempo e a vida desregrada surge o desequilíbrio em um ou mais desses doshas (vikrti), contribuindo para o surgimento e desenvolvimento de doenças. 

Assim, quando normais, os doshas desempenham as diferentes funções do corpo e o mantém. Os doshas, porém, têm a tendência de se tornarem anormais, passando por aumentos ou diminuições de sua quantidade, qualidades e funções. 

Quando se tornam anormais, contaminam sua moradia - os tecidos (dhatus) - e contribuem para o surgimento de doenças.

Quando os dosha são em equilíbrio o de acordo com a constituição, o resultado é uma saúde vibrante com preciosos niveles de energias. 

Mais quanto este delicado equilíbrio é incomodado, o corpo se torna susceptível ao “stress” exteriores, como os vírus, os bactérias, um trabalho sobrecarregado, uma alimentação incorreta. 

O desequilíbrio nos dosha é o primeiro sinal que o espírito, a mente, o corpo do sujeito não se encontram numa perfeita coordenação. Uma incorreta alimentação provocará um aumento de agni (foco gástrico) e uma incorreta digestão da comida: todo isto provocará a formação das toxinas (ama). 

O aumento das toxinas provocará a seguir a doença.

Para o indivíduo ter o corpo saudável é necessário manter seus tecidos saudáveis e isso é possível por meio da alimentação, que deve ser feita de acordo com o estado atual do paciente, ou seja, de acordo com seu dosha predominante e com os desequilíbrios que ele possa apresentar. 

Os tecidos que formam o corpo humano são formados a partir dos 5 elementos, que consumimos em forma de alimento. 

Para o Ayurveda, a saúde de uma pessoa é medida pela força de seu agni (fogo digestivo). 

Um "bom agni" é capaz de extrair dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários para formar tecidos fortes; por outro lado, quando o agni está diminuído ou é irregular (menor capacidade digestiva) a nutrição dos tecidos fica mais pobre, comprometendo a saúde e a integridade estrutural do organismo. 

No ocidente costuma-se dizer: "você é o que você come"; mas pode-se dizer que a medicina indiana vai além: "você é o que você consegue digerir". 

O biotipo VATA

As características do Vata são a criatividade, a agitação, a variabilidade na forma, no tamanho, no caráter e na ação. Em geral, o Vata é delgado e tem uma pele fria e seca. Tem um caráter forte, é entusiasta, imaginativo, impulsivo, tem muitas idéias, mais frequentemente o Vata é inconclusivo. O Vata come e dorme numa maneira muito nômade e tem predisposição a ansiedade, a insônia, aos incômodos, a dismenorréia e a constipação; a sua energia está presente em maneira irregular, por isso a existência do Vata é muito variável

O biotipo PITTA


O Pitta é relativamente muito previsível, tem uma média estatura, força e resistência, é bem proporcionado, com uma pele “avermelhada”. O Pitta tem uma inteligência rápida, articulada, aguda que pode ser também muito crítica ou “passional”, com breves e explosivos momentos de raiva. O Pitta come e dorme de uma maneira regular, ama o sol mais não pode aturar o calor e sofre de incômodos a nível gastroduodenal.

O biotipo KAPHA


Uma característica fundamental do 
Kapha é o relaxamento...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

EQUILÍBRIO E HARMONIA - Nove dicas para ajudar quem você ama a parar de fumar (sem ser chato!)

Nove dicas para ajudar quem você ama a parar de fumar (sem ser chato!)

Minha Vida

Quem não ama alguém que consome um cigarro atrás do outro não consegue imaginar a dimensão da vontade de fazer uma pessoa largar o fumo. E o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08) é uma boa data para abraçar a causa. Mas a dificuldade em abordar esse assunto é proporcional ao problema, afinal eles nunca querem deixar o hábito. E quando você insiste demais corre o risco de se tornar um... chato! O que pode acabar afastando o fumante ainda mais e levando a solução do problema por água abaixo. 

Existem formas e formas de começar a se abordar esse assunto com um fumante. E culpá-lo por não parar com o cigarro não é a melhor maneira! "É preciso primeiro entender que o tabagismo é uma doença e como tal precisa ser tratada", reforça Jaqueline Issa, cardiologista e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP). 

Como no alcoolismo, o apoio da família e dos amigos é fundamental. Muitas vezes, depende deles inclusive o sucesso ou o fracasso do processo. "O familiar pode ajudar não pressionando, nem cobrando; não boicotando; sendo empático, assertivo e afetuoso", resume a psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira, do Vida Mental Serviços Médicos e especialista em dependência química. Se você faz parte do time que precisa de lições para saber como ajudar uma pessoa a largar o vício, siga as dicas dos nossos especialistas logo abaixo. 

Você pode ser rígido

No começo, o fumante nunca cogita largar o cigarro. E um dos argumentos mais comuns é o famoso: "oras, eu posso parar quando eu quiser". De acordo com Jaqueline Issa, cardiologista e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor, nesse ponto as políticas públicas que impedem o fumo acabam sendo efetivas. "Com isso, ele acaba percebendo a necessidade de fumar em situações inconvenientes, precisando se locomover e às vezes até enfrentar chuva e frio para fumar", explica a médica. E os familiares podem se aproveitar dessa técnica, ao dizer que não querem que a pessoa fume na casa delas. Desculpas não faltam! Dá para alegar que não gostam do cheiro e querem evitar o fumo passivo e de terceira mão, causado por alguns resíduos do cigarro continuam no ambiente e também fazem mal à saúde. No fim, os argumentos não deixam de ser verdadeiros. 

Mesmo sem essas proibições, deixar claro que você não gosta é importante. "Se a pessoa não gosta que fiquem lhe dizendo toda hora que pare de fumar, quem convive com o fumante pode expor isso colocando seus limites, mas sempre de forma empática", acredita o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, do ProMulher, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e diretor do Vida Mental Serviços Médicos. 
Não fique relembrando - Foto: Getty Images

Não precisa relembrar a todo instante

Muitas vezes ser sútil faz toda a diferença. "Você não precisa ficar falando toda hora 'está vendo?' para o fumante. Isso mais atrapalha e existem maneiras indiretas, como deixar uma matéria de revista sobre o tema aberta perto de onde ele passa... Não precisa cutucar toda hora, mas passar a mensagem em doses homeopáticas e com jeito", explica Jaqueline Issa. A especialista já percebeu em seu trabalho que o que faz o fumante mudar de ideia muitas vezes é um clique, e é impossível saber o que moverá cada um para isso. Por isso, ser insistente nem sempre adianta, se você não bater na tecla certa. 
Incentive - Foto: Getty Images

Motivar é preciso

Por se tratar de uma dependência, a dificuldade do fumante não é falta de força de vontade e sim não conseguir combater as mudanças orgânicas que o tabaco causou em seu organismo. Por isso que a motivação é sempre importante, para mostrar que o esforço contra as vontades do próprio corpo vale a pena. "O que vai mudar é a maneira de estimular a motivação da pessoa. Por exemplo, quando ele percebe que precisa parar de fumar, os familiares podem ajudar dando informações, de preferência novas, e se dispondo a ajudar e a facilitar o tratamento", reitera o psiquiatra Hewdy Lobo.

E mesmo no caso de um fumante que nem pensa em parar ainda, motivar também vale a pena. "Nessa fase é necessário verificar o que geraria dúvidas, o que faria o indivíduo pensar que seria mesmo melhor parar de fumar. Muitas vezes não são os prejuízos diretos do cigarro, mas as reclamações da família, ou algum problema que esteja mais em evidência, por exemplo, a dificuldade em manter a ereção na relação sexual", explica a psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira, psicóloga do Vida Mental Serviços Médicos e especialista em dependência química.
Relações diferentes, abordagens diversas - Foto: Getty Images

A cada tipo de relação, uma abordagem diferente

Como existem diversas formas de se entrar nesse assunto o tipo de relacionamento que você tem com o fumante influencia. "Os filhos pequenos, por exemplo, convencem os pais muito mais do que os mais velhos. Tenho vários pacientes que vem falando que querem parar porque a criança em idade escolar pediu e está preocupado. Acho que os pais se sentem com mais responsabilidades com eles do que com os outros que já estão criados", acredita a cardiologista Jaqueline.

Para os casais, por exemplo, vale apontar os malefícios estéticos que o parceiro tem por causa do cigarro, como os dentes amarelados ou o cheiro e gosto de cigarro nos beijos. Funciona principalmente com os casais mais novos. Mas tudo com cuidado! "Pense em como você preferiria escutar uma crítica. É importante ser honesto, empático, assertivo, estar disposto a ouvir a opinião do próximo e a propor combinados. Vale sempre estar atento se o contexto é adequado, se não será humilhante para a pessoa, e prestar atenção à linguagem corporal e ao tom de voz", explica o psiquiatra Hewdy Lobo. 

O que não dizer - Foto: Getty Images

O que não se deve dizer

Existem diversas frases que são desmotivadoras, como dizer: "não tem jeito mesmo, ele nunca vai parar de fumar"; "sabia que ele ia recair"; "ele precisa ficar com um câncer para parar de fumar"; "eu não acredito mais nele"; entre diversas outras. E as atitudes também podem atrapalhar o processo. "Alguns comportamentos boicotam o propósito, como o familiar comprar cigarros para a pessoa que quer parar, ou dizer que ele pode fumar aos finais de semana, ou que ele pode fumar um cigarro por dia, ou tentar esconder o cigarro", explica a psicóloga Ana Carolina. 

Quando ele decide parar - Foto: Getty Images

Quando ele decide parar

Quando a decisão é tomada, o primeiro passo, de acordo com Jaqueline Issa, é procurar ajuda específica. "Dentro das especialidades, vários médicos podem ajudar cardiologistas, pneumologistas, psiquiatras... Vale entender se o médico tem experiência nisso. Normalmente nos grandes hospitais existem centros para isso. E é a maneira mais tranquila e rápida de parar", explica a cardiologista, que acredita que incentivar esse fumante a procurar esse tipo de tratamento é o mais importante.

Também é preciso ajudar a evitar situações em que o cigarro será lembrado. Evitar locais que tenham muita gente fumando ou não incentivar hábitos que eram ligados ao tabagismo é importante. "Seria um boicote, por exemplo, insistir em ir a um barzinho, que em geral tem muitas pessoas com cigarro, e ainda por cima, provavelmente o tabagista irá beber, o que muitas vezes dá vontade de fumar", explica o psiquiatra Hewdy Lobo. 
Elogie - Foto: Gettu Images

Preste atenção aos progressos

Perguntar ou não perguntar? Essa parte depende muito da personalidade do indivíduo. "Tenho pacientes que contam a todos a novidade. Alguns outros até me pedem sigilo quando começam a seguir o tratamento, até para não criarem expectativas", separa a cardiologista Jaqueline. No primeiro tipo de estilo pessoal, vale a pena perguntar sim como está indo o progresso dele no tratamento, sem mostrar cara feia quando ele disser que não está indo bem.

Mas para ambos os tipos de personalidade, sempre vale a pena reforçar as qualidades que estão sendo demonstradas com o abandono do cigarro. "Vale elogiar e mostrar satisfação pelas pequenas mudanças que a pessoa que está parando de fumar promove em sua vida, como jogar o cinzeiro fora, e as roupas estarem cheirosas. Reconheça as vitórias que quem está parando de fumar conquista", aconselha a psicóloga Ana Carolina. É uma forma de fazer um reforço sempre positivo sem estar cobrando. 
Abstinência causa brigas - Foto: Getty Images

Abstinência faz parte do jogo

Nessa fase nem tudo são flores... Aliás, o clima fica muito mais cinzento do que um jardim colorido. "Normalmente quem está parando de fumar enfrenta duas fases principais. A primeira, nos 3 primeiros meses, consiste em vencer a abstinência, o que pode ser aliado com medicamentos por exemplo. Já a segunda, que vai dos 3 aos 12 meses seguintes, ele começa a enfrentar as situações em que antes ele recorria ao cigarro", explica a Jaqueline. 

No primeiro ato, é normal que o tabagista se torne uma pessoa mais difícil de lidar. "É comum sentir alguns sintomas da síndrome de abstinência, comoansiedade, irritabilidade, humor deprimido, inquietação, insônia, desconcentração, dor de cabeça, muita vontade de fumar, entre outros", enumera Hewdy Lobo. Mas ele mesmo avisa que depois de uma semana, isso tende a passar, portanto nada de desejar que seu fumante querido volte aos antigos hábitos. Muitas vezes, também é comum que o futuro ex-fumante se sinta mais deprimido. "A nicotina tem efeito antidepressivo e algumas pessoas não conseguem uma neuroadaptação a sua ausência, desenvolvendo o problema", explica a cardiologista. 
Recaídas acontecem

Não recaía no erro

"É sempre importante lembrar que a recaída faz parte do processo", salienta a cardiologista Jaqueline. E nessa hora, acusar só pode ser pior, pois até tira o incentivo de a pessoa continuar com o processo. É importante lembrar mais uma vez que o tabagismo é uma doença, e muitas vezes mais de uma tentativa é necessária para que dê certo. Muitas vezes, vale procurar se é necessária outra mudança na estratégia e reavaliar o processo como um todo.

Claro que se a família está incomodada com isso, deve demonstrá-lo, mas de forma sempre empática, sem humilhar o fumante. "É importante ajudar a pessoa a renovar seu compromisso em parar de fumar, levantar a autoestima dele mostrando que ele é capaz, que já teve algumas vitórias, afinal passar mesmo que um dia sem fumar já é uma conquista", ensina a psicóloga Ana Carolina. É um pouco parecido com a abordagem para incentivar a pessoa a querer parar de fumar, e por isso é importante não recair no erro da acusação.