quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Tireóide pode ser causa de depressão e ganho de peso

Tireóide pode ser causa de depressão e ganho de peso




Os hormônios por ela liberados, T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina)



Para quem já ouviu falar e não sabe sobre sua importância, a tiróide é uma glândula endócrina, em formato de borboleta, localizada na parte anterior do pescoço e essencial para o funcionamento harmônico do organismo.

Os hormônios por ela liberados, T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), regulam o metabolismo, ou seja, o conjunto de reações necessárias para assegurar todos os processos bioquímicos e funções vitais. “Quando essa pequena glândula desafina, começam os problemas”, explica o endocrinologista Flavio Madruga, de São Paulo.

Segundo ele, se a produção dos hormônios tireoidianos cai de forma significativa, a pessoa passa a manifestar cansaço, depressão, aumento de peso, pele seca, prisão de ventre, diminuição da freqüência cardíaca, entre outros sintomas. Nesse caso, ela sofre de hipotireoidismo. Por outro lado, se a tiróide acelera, há uma produção excessiva de T3 e T4, o que leva ao hipertireoidismo, distúrbio caracterizado por insônia, taquicardia, perda de peso abrupta, irritabilidade e falta de concentração.

Mas como identificar o problema? “Por meio da medição anual dos níveis de hormônios tireoideanos, recomendada após os 35 anos ou mesmo antes disso, caso haja alguma suspeita da disfunção”, esclarece Madruga.

O especialista diz, ainda, que uma eventual disfunção da tiróide pode ser detectada por meio da realização de um ultra-som da glândula e de um exame de sangue específico, que avaliará a dosagem de um terceiro hormônio, denominado TSH - produzido pela hipófise e diretamente relacionado aos hormônios tireoideanos -, além dos próprios T3 e T4. Esse mesmo exame mostra, também, se há ou não no organismo a presença de anticorpos contra a tireóide. “O ideal é que o diagnóstico seja precoce. Se estiver no início, o controle fica facilitado e o paciente ganha em qualidade de vida”, afirma Flavio Madruga.

Foi o que aconteceu com a engenheira Marcela Mercedes, 42 anos. Em 2006, ela procurou ajuda médica porque, além de tensão pré-menstrual e enxaqueca, tinha sono incontrolável e apresentava oscilações de humor. Nesse período, descobriu que sofria de hipotireoidismo. “Eu tinha os sintomas, mas não sabia que isso seria uma doença. Estou em tratamento, e hoje me sinto bem melhor”, conta Marcela.

As mulheres, aliás, maiores vítimas das disfunções da referida glândula, precisam ficar mais atentas ao hipotireoidismo, pois também podem apresentar alterações menstruais, redução da libido e dificuldades para engravidar e produzir leite na ocorrência de uma gestação. “Durante os nove meses de gravidez, é fundamental que a portadora do hipotireoidismo seja acompanhada atentamente também pelo endocrinologista, a fim de garantir um desenvolvimento saudável do bebê. Afinal, a doença é um mal congênito bastante freqüente”, complementa Madruga.

Isso significa que se a mãe não se cuidar, o filho pode nascer sem a tireóide ou com disfunções na glândula. Por esse motivo, é fundamental que a criança seja submetida ao tradicional “Teste do Pezinho” antes de deixar a maternidade, uma vez que é por meio dele que os médicos identificam um eventual problema do gênero no recém-nascido.

Em proporções menores, o hipertireoidismo atinge cerca de 3% da população. Provocado pelo excesso de hormônios tireoidianos, seus sintomas são opostos aos apresentados por pacientes que sofrem de hipotireoidismo. Uma de suas causas é a Doença de Graves, que pode provocar, entre outros sinais, uma protuberância no pescoço denominada bócio. “Eu ficava muito ‘elétrica’, acelerada, ansiosa, inquieta, tinha tremores, queda de cabelos, taquicardia, grande perda de peso, atraso menstrual, irritabilidade excessiva e insônia. Não tinha noção do que poderia ser. Até que fiz exames e passei a me tratar”, diz Érika Fidalgo, 46 anos, que descobriu sofrer de hipertireoidismo há seis anos.

Tratamento

Segundo o clínico geral Paulo Olzon Monteiro da Silva, de São Paulo, normalmente as duas disfunções tireoidianas são controladas por medicamentos. “O hipotireoidismo não tem cura e deve ser controlado por meio da reposição hormonal, com dosagem específica para cada caso. Já o hipertireoidismo é tratado com medicamentos antitireoidianos e, em alguns casos, com administração de iodo radioativo. É como se fosse uma cirurgia, mas sem intervenção cirúrgica. O iodo destrói o excesso de hormônios”, atesta.

O médico diz, ainda, que a utilização de medicamentos pode fazer com que o hiper vire hipotireoidismo, mas apenas de forma transitória. “A tireóide entra em exaustão”, ressalta Olzon.

A cirurgia para retirada da glândula, por sua vez, é restrita aos pacientes com grande aumento do bócio ou suspeita de câncer. “Esses são os casos em que é necessário fazer a intervenção”, conclui.

Fonte: Terra
Edição: Allison Bacelar

SAÚDE E EQUILÍBRIO - SAIBA COMO FUNCIONAM OS HORMÔNIOS DA TIREOIDE

SAIBA COMO FUNCIONAM OS HORMÔNIOS DA TIREOIDE



 Uma em cada 10 mulheres apresenta hipotireoidismo. Em homens, sua prevalência gira em torno de 3%

Uma queda brusca nas reservas de energia, um cansaço implacável, o intestino que resolve travar, inchaços nas pernas e sem falar nos ponteiros da balança que custam a baixar. Estes podem ser os sinais de que a tireoide está funcionando em marcha lenta. A pequena glândula endócrina, em formato de borboleta e localizada na parte anterior do pescoço, no famoso gogó, é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo. “A tireoide produz principalmente o T4 que será transformado dentro das células em T3, o hormônio ativo. O T3 se ligará a receptores no núcleo das células e incitará o funcionamento das mesmas. O T3 age em praticamente todos os órgãos, estimulando várias funções.

Por exemplo, no coração, controla os batimentos cardíacos; no intestino, monitora o peristaltismo e a frequência de evacuações; e no cérebro, interfere na memória, no humor e em outras funções cognitivas”, explica a endocrinologista Gisah Amaral de Carvalho, membro do departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E quando a tireoide desacelera — problema conhecido como hipotireoidismo — todo o corpo fica preguiçoso. Com a diminuição no metabolismo geral, há uma verdadeira pane e, ainda, a tendência a engordar, que pode chegar a 10% do peso corporal. Mas, atenção! Segundo o endocrinologista Filippo Pedrinola, apesar do problema poder sim aumentar a silhueta, raramente a deficiência da tireoide leva à obesidade. O tratamento é feito por meio da reposição hormonal com levotiroxina, que deve ser ingerida diariamente em jejum. 

Outros problemas

Mas, além do hipotireoidismo, que é a disfunção mais comum na glândula, há um outro distúrbio preocupante: o hipertireoidismo. A doença é caracterizada pela aceleração da tireoide, ou seja, pela produção excessiva de T3 e T4. Os sintomas mais comuns são insônia, taquicardia, irritabilidade, falta de concentração e, ao contrário do hipotireoidismo, perda abrupta de peso. O tratamento pode incluir a droga antitireoidiana. Em casos severos pode-se recorrer ao iodo radioativo, que vai provocar a morte celular, e hipotireoidismo, o que resulta em reposição hormonal posteriormente. A recomendação cirúrgica é apenas para os casos graves.“As duas disfunções são geneticamente herdadas. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo são doenças auto-imunes, ou seja, o indivíduo produz anticorpos contra a tireoide”, explica Gisah. No momento em que a produção de T3 e T4 fica muito baixa, a hipófise recebe a mensagem para produzir mais TSH, hormônio que vai estimular a fabricação dos dois primeiros. Mas quando os níveis de T3 e T4 aumentam, a hipófise é avisada para cessar a produção de TSH. É por essa razão que um dos exames sanguíneos que verificam o funcionamento da tireoide é o nível de TSH. Se estiver muito alto, o resultado aponta o hipotireoidismo. Porém, se estiver baixo, indica hipertireoidismo. A tireoide também pode ter alteração anatômica, resultado da presença de nódulos ou do crescimento uniforme da glândula (bócio difuso). “Os nódulos são detectados ao exame clínico (apalpação do pescoço) em 4% a 7% da população e em 95% dos casos são benignos.”, explica Gisah.

Elas são a maioria

tiroideO hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide. Segundo Gisah Amaral de Carvalho, sua prevalência em mulheres é em torno de 10% e aumenta na menopausa, ficando em torno de 12 a 15%. Em homens, o percentual gira em torno de 3%. A incidência maior na ala feminina acontece porque o hormônio delas favorece a saída de iodo pela urina, portanto a mulher perde mais esse mineral do que o homem. E a sua carência pode levar ao aumento da tireoide, conhecido como bócio.

Além disso, o hormônio feminino torna o tecido tireoidiano mais sensível à ação do TSH, por isso elas tendem a ter a tireoide um pouco maior e, portanto, mais sujeita a problemas. As mulheres têm de oito a nove vezes mais nódulos nesta glândula do que os homens, por efeito da gravidez ou dos hormônios femininos. Todos esses fatores fazem com que muitas delas tenham disfunções como consequência de gestações passadas. É importante lembrar também que as doenças da tireoide são hereditárias, ou seja, mulheres de uma mesma família podem apresentar o problema.

A solução pode estar no seu prato

O principal nutriente para o bom funcionamento da tireoide é o iodo. A  glândula utiliza este mineral – que pode ser ingerido na dieta – para a produção dos hormônios. “Uma dieta adequada fornece cerca de 150 microgramas (mcg) de iodo por dia, quantidade suficiente para uma adequada fabricação de T3 e T4”, explica Gisah Amaral de Carvalho. Mas, ela alerta para o exagero. “Medicamentos, vitaminas ou alimentos com grande quantidade do mineral podem fornecer uma dose exagerada, o que pode atrapalhar o funcionamento da glândula.” Vale lembrar, que com uma  estratégia para suprir a necessidade de iodo pelas populações, diversos países, até mesmo o Brasil, adotam a iodação do sal para consumo. “Embora não se deva consumir sal em excesso, porque pode trazer prejuízos à saúde, o seu consumo moderado e diário é essencial para que a necessidade do mineral seja suprida”, explica a nutróloga Regina Mestre, do RJ. 

MITOS E VERDADES SOBRE A TIREOIDE 

O hipotireoidismo causa depressão

PARCIALMENTE VERDADEIRO: Os especialistas se dividem nesse caso. Isso porque essa doença, que reduz a produção dos hormônios T3 e T4 da tireoide, afeta o sistema nervoso e tem sintomas muito semelhantes ao de uma depressão, como apatia e fadiga intensas, além de uma cognição mais lenta, por isso mesmo os dois casos podem ser confundidos. Por outro lado, pode acontecer que pacientes com hipotireoidismo apresentem esse distúrbio emocional, sim. É um ciclo vicioso: pois, a cada três pacientes com depressão, um tem a tireoide trabalhando a menos.

A reposição dos hormônios da tireoide causa diversos efeitos colaterais

FALSO: Na verdade a levotiroxina, análoga comercializada é muito semelhante ao hormônio original T4 da tireoide, o que resulta em quase nenhum efeito colateral. Mas é preciso que a ingestão do fármaco seja feita seguindo algumas regras e precauções. Por exemplo, o medicamento deve ser sempre tomado pela manhã, em jejum e com muita água, sempre esperando cerca de trinta minutos para comer depois disso, o que facilita sua absorção. Tomar sempre no mesmo horário também ajuda a regular melhor o corpo.

Hipotireoidismo é uma doença exclusiva das mulheres após a menopausa

PARCIALMENTE VERDADEIRO: Ele é mais recorrente nessa fase, devido às alterações hormonais que o corpo feminino passa; portanto as mulheres aos 40 são mais vulneráveis. Mas outros grupos também correm esse risco, como homens após os 65 anos, quem faz radioterapia na cabeça ou no pescoço, pessoas que façam tratamento lítio ou amiodarona, ou quem tem histórico familiar de doenças autoimunes. Mesmo assim, crianças e jovens enfrentam riscos, e não há distinção de raças.

Encontrar um nódulo na tireoide sempre significa um diagnóstico de câncer

Tireoide4FALSO: Aliás, o mais comum é que o nódulo seja benigno e não apresente nenhum sintoma, portanto, se um desses aparecer, não é preciso ficar preocupado, ensinam os especialistas. A descoberta do tipo de tumor é feita com um exame de biopsia, que determinará se o nódulo é positivo, negativo ou indeterminado. Nos dois últimos casos, é feita então uma retirada desse tumor para avaliação, que determinará se realmente se trata de um câncer. Mas essa doença não é a única forma de os nódulos causarem problemas. Eles podem, por exemplo, produzir hormônios, uma condição chamada doença de Plummer.

Doenças da tireoide afetam a vida sexual e o sistema reprodutor

VERDADEIRO: Os órgãos especializados na reprodução podem, sim, ser afetados pela glândula quando está desregulada. Normalmente, quando a tireoide trabalha além ou aquém do necessário, a falta ou excesso de seus hormônios traz consequências como irregularidades menstruais nas mulheres, e impotência e diminuição na quantidade de espermatozoides nos homens. No caso da libido, porém, o efeito varia com a quantidade de T3 e T4; quanto mais dessas substâncias circulando pelo corpo, maior o desejo sexual; agora, quando sua quantidade cai, a libido cai também.

Problemas de tireoide podem influenciar no ganho ou perda de peso

FALSO: Esta é uma forma de as pessoas acharem uma desculpa para seu sobrepeso. É verdade que desordens da tireoide realmente afetam o metabolismo basal, e, sim, ele está diretamente relacionado com a energia que gastamos ao longo do dia… Mas a alteração é discreta, portanto um caso de hipotireoidismo  não vai tornar um indivíduo com peso normal em obeso, nem causar uma obesidade mórbida. Ocorre também uma retenção de líquidos, que realmente joga mais para cima os ponteiros da balança. Além disso, começar um tratamento para casos em que a glândula está trabalhando aquém do que deveria ajuda justamente a manter o peso regulado.

Olhos saltados são sempre uma consequência do hipertireoidismo

VERDADEIRO : Os olhos saltados são, sim, um dos sintomas do hipertireoidismo, no caso quando a culpa pelo problema é da doença de Graves, um tipo de mal autoimune, em que os anticorpos do corpo se voltam contra a tireoide, mas, no lugar de atacá-la, estimulam e aumentam sua produção hormonal. Esse sintoma é chamado de oftalmopatia, e, além de gerar uma redução nos tecidos das órbitas, o que projeta os olhos para afrente, pode causar dores, ressecamento e inflamação nos globos oculares, além de ocasionar problemas de visão. Mas não é todo paciente  com hipertireoidismo que desenvolve esse quadro.

Exame de ultrassom anual é importante para um diagnóstico precoce de câncer de tireoide

FALSO: O exame acaba sendo sensível até demais, e localiza inclusive nódulos que podem ser benignos, e não causa sintoma nenhum na glândula tireoide. Porém, só de lidar com a possibilidade de ser um câncer, por mais que as chances sejam bem pequenas, o paciente pode se desgastar emocionalmente com isso. Os endocrinologistas e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM) apontam que o melhor método de se diagnosticar problemas na glândula é a medição do TSH, sigla inglesa para hormônio estimulante da tireoide. Quando essa substância está em alta ou baixa no organismo, significa que o trabalho da tireoide não está sendo bem feito, e a hipófise está mandando que ela produza mais ou menos hormônios do que o normal.

Mulheres com problemas de tireoide não podem engravidar

FALSO:Problemas de tireoide não prejudicam a fertilidade da mulher, portanto ela não perde a capacidade de gerar uma criança. O único problema é que a gravidez de uma mulher com hipotireoidismo é muito mais arriscada e pede um acompanhamento de perto por parte do obstetra e do  endocrinologista, que vai orientar a medicação correta, de forma que só beneficie a mãe e o feto. Quando a disfunção da glândula é causada pela Tireoidite de Hashimoto, por exemplo, pode haver uma maior incidência de abortos espontâneos. Além disso, estudos relacionam que, dependendo do grau da doença da mãe, a criança pode ter um quociente de inteligência menor, por isso que a reposição hormonal correta é muito importante, evitando que esse tipo de problema de as caras.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Trio de frutas deixa pele sem acne e linhas de expressão

Trio de frutas deixa pele sem acne e linhas de expressão


Típicas da estação mais quente do ano, frutas como a ameixa, cereja e o pêssego não só agradam o paladar como também são ótimas aliadas da beleza e saúde da pele. Isso porque, por serem ricas em fibras, minerais e vitaminas, combatem os famigerados vincos e linhas de expressão presentes na pele, além de ajudarem no tratamento da acne, reduzindo as bolinhas vermelhas e atenuando suas marquinhas.
Donas de uma poderosa reserva de vitamina C – responsável pela regeneração das células e pelo estímulo da produção de colágeno -, as iguarias naturais também são fonte de minerais, como o ferro e o magnésio, fundamentais para melhorar a circulação sanguínea e evitar o envelhecimento da cútis, deixando-a mais macia e luminosa.
Ameixa
Fonte de fibras, a ameixa também é rica em polifenóis, agente antioxidante que promete combater os radicais livres (principais responsáveis pelo envelhecimento da pele) e proteger o corpo contra enfermidades causadas pela desvitalização cutânea.
“Essa ação é mais potente quando a fruta está bem madura”, indica André Veinert, nutricionista da Clínica HealthMe, de São Paulo. O elemento ainda age como potente anti-inflamatório, acalmando a derme e diminuindo as marquinhas provocadas pelas espinhas. No entanto, para obter todas essas melhorias, o ideal é consumir quatro unidades da fruta com casca diariamente, seja ela fresca ou seca.
Cereja
Doce e saborosa, a cereja é ingrediente fundamental na batalha contra as rugas e o ressecamento da pele. O segredo de tanto sucesso está presente na sua casca, capaz de hidratar a cútis, principalmente as mais secas, e promover a eliminação das células mortas. Além disso, o fruto da cerejeira ainda possui efeito depurativo que ajuda a limpar o organismo de toxinas. “Para garantir uma cútis jovial e saudável, é preciso ingerir seis cerejas com a casca por dia”, ressalva André.
Pêssego
Ideal para mulheres que lutam contra a balança por conta da alta concentração de potássio, o pêssego combate o surgimento das rugas, melhorando o aspecto geral da pele, pois age diretamente na hidratação da cútis e melhora o trânsito intestinal. Por isso, para conquistar a famosa “pele de pêssego”, a dica é consumir duas frutas frescas (não vale o pêssego enlatado) por dia, sem a casca.
“O fruto do pessegueiro tem 90% da sua massa composta por água que resulta na hidratação da pele e manutenção dos tecidos corporais.”
Fonte: Terra

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Naringina: o poder das frutas citricas - por corrigir as elevações de triglicérides e colesterol

Naringina: o poder das frutas citricas

Algumas pessoas tem dificuldade para perder peso. Isso pode ser fruto de uma dieta desregulada, falta de sono, comer nas horas erradas e até mesmo a falta de exercício físico. Isso você já sabe. Mas, o que você provavelmente não sabe é que as frutas cítricas – como o limão e a laranja – podem ser grandes aliados do emagrecimento.
Um flavanoide chamado naringina, encontrado em grandes quantidades nas frutas cítricas, tem animado médicos e nutricionistas ao redor do mundo. Ele é responsável por corrigir as elevações de triglicérides e colesterol, prevenir o desenvolvimento de resistência à insulina, normalizar o metabolismo de glicose e reprogramar o fígado para queimar o excesso de gordura em vez de armazená-la.
Se isso não fosse o bastante, estudos mostram que a naringina representa uma promissora abordagem terapêutica para a síndrome metabólica. Um importante aliado para você que tem dificuldades em emagrecer.
Mais uma vez, a naringina não é a solução para os seus problemas. Mas, pode ser uma grande aliada para quem pretende controlar o peso. O importante é ter uma vida saudável, com exercícios físicos e uma dieta equilibrada.


Fonte: LBB

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Como as frutas ajudam a aumentar a libido

Como as frutas ajudam a aumentar a libido



A falta de libido afeta um número tão grande de mulheres, que estão surgindo algumas pesquisas sobre outros tratamentos para esse problema. Antes que a mulher procure tratamentos caros e medicamentos fortes para aumentar a sua libido, é importante que ela saiba que alguns produtos naturais e alguns alimentos podem diminuir o problema da falta de desejo sexual.

Medicamentos naturais como o Tribulus Terrestris age tanto nos homens, contribuindo para o aumento do desejo sexual e reforçando a ereção, como nas mulheres aumentando a libido. 

Do mesmo modo, é possível ver essa ação em algumas frutas estudadas recentemente.

A romã é popularmente conhecida por aumentar o desejo sexual, e um estudo sobre ela mostrou seu efeito no desejo sexual dos casais. 

O aumento na produção de óxido nítrico no corpo é um dos motivos que faz essa fruta aumentar a libido, pois ajuda na vasodilatação. 

Além disso, a fruta tem efeito afrodisíaco que pode ajudar o casal se consumida pelos dois.

O abacate também pode ser um grande aliado na melhora da libido, pois contém altos níveis de ácido fólico, que ajuda a metabolizar proteínas, gerando mais energias para gastar. 

A fruta contém potássio e vitamina B6 que colabora com a produção da testosterona, responsável pelo aumento da libido em mulheres e por reforçar a ereção no homem.

Uma pesquisa realizada com a melancia mostrou que a citrulina contida na melancia se transforma em anginina ao ser consumida. Esse aminoácido melhora a circulação e aumenta a produção de óxido nítrico, causando o relaxamento dos vasos. Alguns estudiosos acreditam que esse seja o mesmo princípio do Citrato de sildenafila (Viagra).

A Tâmara é uma fruta adocicada, e contém aminoácidos que colaboram para aumentar o desejo sexual. Igualmente, o figo contém aminoácidos que contribuem com a produção de óxido nítrico e são responsáveis por melhorar a libido em homens e mulheres.

O Tribulus Terrestris além de ajudar no aumento do desejo sexual como estimulante e aumentar a libido, diminui a frigidez feminina e auxilia na rápida recuperação após atividade sexual.
A nutróloga Liliane Oppermann diz que os alimentos afrodisíacos auxiliam ainda mais a estimular a libido e a liberar o apetite sexual. “Esses alimentos podem exercer diversas ações no metabolismo: aumentam a circulação sanguínea, atuam diretamente no sistema nervoso central e alteram a libido. Além de aumentarem a produção dos hormônios sexuais, eles estimulam sensações de prazer favorecendo a lubrificação vaginal e o prolongando a ereção”, explica.
“Uma comida saudável preparada com especiarias ou um prato bem montado e apetitoso gera um estado de euforia, capaz de conduzir ou aumentar do desejo sexual”, diz a nutróloga Liliane Oppermann. Insira os alimentos afrodisíacos em sua refeição. Veja quais são eles, de acordo com a especialista:
Banana
“Rica em magnésio, promove a vasodilatação, que melhora o desempenho sexual”.
Chocolate
“Aumenta a produção de serotonina que permite sensações de prazer e felicidade. Esse efeito consiste na presença da feniletilamina que o chocolate apresenta, induzindo a sensações agradáveis”.
Sorvete de baunilha
“Contém altos níveis de cálcio e fósforo. O cálcio auxilia os músculos a controlarem a ejaculação e podem gerar orgasmos mais potentes”.
Morango
“Provoca os desejos sexuais por causa dos sentidos olfativos, além de possuir um formato fálico que influência no desejo sexual”.
Mamão
“Contém estrogênio, que pode aumentar o apetite sexual, além de fazer bem a saúde”.
Mel
“Ajuda o corpo a utilizar o estrogênio e aumenta os níveis de testosterona”.
Carne
“É rica em dopamina e norepinefrina. São duas substâncias químicas cerebrais que aumentam a sensibilidade durante o sexo”.
Frutos do mar
“As ostras são ricas em zinco. Elas têm uma participação especial quando o assunto é a lubrificação feminina, além de ajudar no tratamento de infertilidade do homem”.
Gengibre
“Estimula a lubrificação feminina e prolonga a função erétil devido a sua ação estimulante no sangue”.
Amendoim
“Rico em vitamina E. Se consumido sem excessos, aumenta a potência sexual e a energia”.
Alecrim
“É um poderoso estimulante, revigorante e atua sobre a impotência. O seu aroma também induz o aumento do apetite sexual”.
Pimenta
“A pimenta provoca reações fisiológicas no corpo, como transpiração, aumento da circulação sanguínea e frequência cardíaca. O seu excesso irrita os órgãos genitais causando uma sensação semelhante à excitação sexual”.
Ovo
“Composto de características que melhoram a libido e a produção hormonal”.
Manjericão
“Melhora a circulação sanguínea nas áreas erógenas e seu aroma pode ser excitante”.
Alho
“O alho pertence à tabela de alimentos afrodisíacos pela tradição chinesa. Ele aumenta a libido da mulher e age na circulação sanguínea, permitindo sensações no corpo, como, por exemplo, de estar aquecido”.

SAÚDE E EQUILÍBRIO - FALTA DE LIBIDO NA MULHER

FALTA DE LIBIDO NA MULHER



Mesmo neste início do século 21, a discussão franca e aberta entre marido e mulher sobre a falta de vontade sexual é rara e difícil. Uma minoria das mulheres casadas ou em vida quase conjugal seja em namoro ou como companheira constante do mesmo homem, estão prontas a declarar “eu não tenho vontade de fazer sexo”.
Por inibição, vergonha, timidez ou medo de perder o companheiro, preferem fingir que tudo está normal. A palavra libido foi introduzida por Freud para definir uma força interior, poderosa e atuante, que exercida tanto pelo homem como pela mulher, leva a um relacionamento harmonioso e permanente. Desde a época dos estudos iniciais de Freud e Jung, no entanto, notou-se que as mulheres queixavam-se de perda do desejo sexual com maior frequência do que os homens.
Na época pela repressão da sexualidade feminina não era de se estranhar que parcela importante de mulheres se queixava desta falta de libido.  Mas com a liberação sexual que ocorreu nos séculos seguintes, com a vinda da pílula anticoncepcional, com a progressiva liberação de se falar e discutir aspectos íntimos da vida sexual é de se estranhar que um porcentual relativamente grande de mulheres não tenha vontade sexual.
As mulheres que exprimem esta queixa são variáveis para cada país, para cada grupo étnico, para cada segmento de classe social. No Reino Unido concluiu-se após extensa pesquisa junto aos Centros de Primeiro Atendimento que cerca de 40% das mulheres se queixam de queda da libido. Seguramente este número é enganoso, pois se baseia somente nas perguntas básicas sobre vida conjugal e não abrange a imensa maioria das mulheres sem um relacionamento permanente. Provavelmente na Itália, na França, no Brasil este porcentual seja menor, embora as estatísticas são restritas a clínicas e consultórios.
Quais as causas?
As causas psicológicas, sem dúvida, ocupam o primeiro lugar em mulheres com queda da libido. É muito comum a depressão chamada endógena, isto é, que têm origem em conflitos psicológicos não resolvidos e que levam a mulher à tristeza, à falta de ânimo, ao cansaço constante, ao choro por qualquer motivo.
A mulher atual sofre com constante stress, reuniões do nascer do dia até tarde da noite, com metas a cumprir, com objetivos estabelecidos e sob o jugo do esquema que visa resultados, não terá tempo ou disposição para exercitar o seu desejo sexual, estando sempre cansada ou com dor de cabeça. No fundo esta supermulher está exausta.
Outra causa de falta de libido (que espero que seja rara) é o abuso sexual durante os anos escolares, no início da adolescência ou tentativa de estupro. Os psicólogos nos indicam que a falta do desejo sexual na mulher pode vir de trauma nas primeiras relações sexuais com um parceiro totalmente bruto, desagradável, e egoísta. A ansiedade de ter uma performance sexual adequada também pode diminuir a libido e inibir o orgasmo.
Fatores físicos como obesidade, imagem corporal negativa, dificuldades físicas no ato sexual devida ao excesso de peso passaram a ser um fator importante em países como os Estados Unidos com altíssimo índice de obesidade. Obviamente o oposto – a mulher em desnutrição protéico-calórica – não terá condições físicas para ter libido normal.
Na fase pós-parto, em aleitamento, com níveis de hormônio chamado prolactina muito elevado na circulação, há um bloqueio hormonal do desejo sexual. Dentro da mesma linha hormonal a hipófise pode secretar, fora da fase do aleitamento, um excesso de prolactina por um pequeno adenoma (micro tumor). Este excesso de prolactina bloqueia o desejo sexual da mulher. No hipotireoidismo (falta de hormônios da tireóide) existe uma apatia física e mental resultando em queda da libido.
Finalmente todas as mulheres secretam os seus hormônios femininos (estradiol e progesterona). Adicionalmente hormônios tipo masculino (testosterona) são igualmente secretados pela mulher em pequenas quantidades. Aceita-se que a Testosterona na mulher tenha um papel importante no desejo sexual e no orgasmo. A redução da libido pode, também, estar ligada a medicação utilizada, seja por fármacos, antidepressivos, ansiolíticos, bloqueadores da adrenalina e tantos outros. O abuso de drogas ilícitas, obviamente, leva a queda da libido tanto quanto o uso exagerado e constante de álcool.
O tratamento
O aconselhamento psicológico deve ser um primeiro passo. Neste campo as fantasias sexuais, história de abuso sexual, áreas de atrito constante com o parceiro, excesso de trabalho, stress total, fadiga constante, deverão ser percebidos, diagnosticados e, se possível, eliminados.  O aconselhamento conjugal sempre deverá ser realizado em conjunto com o parceiro e uma franca discussão, um amplo entendimento, uma total exposição dos problemas.
O uso de Testosterona para melhorar o desejo sexual na mulher veio com as mulheres menopausadas (que não produzem hormônios) frequentemente exibirem queda da libido. Estudos realizados nos EUA em cerca de 600 mulheres em menopausa já em reposição hormonal com estradiol (ou similar) foram instruídas para usar um adesivo cutâneo contendo Testosterona na dose de 0,3mg, diariamente. A testosterona atravessa o tegumento cutâneo e passa para a circulação.
Cerca de 400 mulheres completaram os seis meses do estudo. Todas notaram melhora na função sexual seja na libido, no prazer, no orgasmo e na satisfação sexual. O nível circulante de Testosterona foi mantido em valores relativamente baixos para evitar efeitos colaterais como excesso de pelos e acne, além de efeitos somáticos (musculatura). Estes dados confirmam que a introdução de testosterona pode elevar o limiar para uma libido mais atuante tanto em mulheres na menopausa com aquelas em fase de vida fértil.

SAÚDE E EQUILÍBRIO - DEPRESSÃO E A TIREÓIDE

DEPRESSÃO E A TIREÓIDE


A síndrome depressiva é caracterizada por alterações de humor, com ansiedade, insônia e demais sintomas psicológicos que persistem por um período mínimo de duas semanas, com impacto mais ou menos profundo nas atividades sociais e ocupacionais, prejudicando o trabalho do paciente, ou limitando sua atividade produtiva e profissional. A severidade da depressão é geralmente avaliada por uma escala de pontos em que cada sintoma ganha um valor numérico. Os pacientes que, nesta escala, têm um “score” muito elevado são portadores de depressão extremamente severa.
A classificação psiquiátrica emprega várias terminologias para diferentes subtipos de sintomas depressivos. É o caso da depressão pós-parto (relativamente comum, atingindo 10% das puérperas e com alterações na glândula tireoide); da doença depressiva sazonal, que ocorre em invernos prolongados do hemisfério norte; e da depressão com predomínio melancólico, com sinais depressivos durante o período matinal, perda do apetite, peso e retardo psicomotor.
As causas
Em nosso cérebro, as comunicações são efetuadas por meio de ondas eletromagnéticas perceptíveis ao exame chamado de eletroencefalograma. Por outro lado, os elementos que constituem a massa cerebral – os neurônios – têm como forma de mensagem as substâncias químicas chamadas monoaminas (serotonina, dopamina e nor-adrenalina).
A hipótese mais aceita pelos cientistas e neurologistas clínicos é que as síndromes depressivas se associam a uma queda da atividade da serotonina. Com menor conteúdo de serotonina, o sistema de mensagem entre neurônios torna-se errático, levando ao desequilíbrio de outros neurotransmissores, tais como a nor-adrenalina. Quando o clínico, o psiquiatra, o neurologista indicam medicamentos que elevam a serotonina, os sintomas depressivos se atenuam e progressivamente desaparecem.
Outras teorias sobre estados depressivos indicam que baixos níveis de hormônio feminino (estradiol), encontrados na maioria das mulheres menopausadas, podem ser coadjuvantes no desencadear da depressão e que a reposição hormonal com estradiol favorece a “cura” do estado depressivo.
A função da tireoide e a depressão
Os hormônios da tireoide, tiroxina (T4) e tri-iodo-tironina (T3), são essenciais para o funcionamento do sistema nervoso central. O cérebro transforma o hormônio tiroxina em T3 por meio de uma atividade enzimática peculiar à célula nervosa. O hormônio T3 liga-se à célula nervosa por um receptor especial e induz vários efeitos metabólicos dentro da célula nervosa.
Desta breve descrição da importância do hormônio da tireoide para o tecido cerebral veio a noção de que a falta de T3, como ocorre em pessoas com HIPOTIREOIDISMO (falta de hormônio da tireoide) seria causa de síndromes depressivas ou seria um agravante da depressão.
Mais tarde, estudos realizados em pacientes que tiveram a glândula tireoide totalmente removida por cirurgia, por doença auto-imune ou por uso de iodo radioativo em dose elevada indicaram que o estado de melancolia, baixa capacidade de comunicação e alterações psicomotoras estavam associados à baixa produção de hormônios tireoideos.
Hoje já se sabe que o hipotireoidismo agrava os estados depressivos. Por outro lado, a persistência do estado de baixa função da glândula tireoide pode dificultar o tratamento do depressivo com os fármacos serotoninérgicos usuais. Por este motivo é consensual a solicitação da dosagem do nível de hormônios tireoideos (T4, T3, T4 livre) e de TSH (hormônio da hipófise que estimula a tireoide) no conjunto de exames que avaliam o paciente com depressão.
Alguns autores propõem a introdução de pequenas doses de hormônios da tireoide em casos de depressão em que exista o chamado hipotireoidismo sub-clínico, isto é, pacientes que possuem níveis de tiroxina livre (T4 livre) normais, mas TSH elevado. Tal prática, contudo, ainda não é aceita por alguns endocrinologistas, embora tenha o sentido terapêutico de abreviar o retorno do paciente depressivo a suas atividades habituais com o alívio dos sintomas melancólicos.
Por Geraldo Medeiros