sábado, 13 de setembro de 2014

SAÚDE E EQUILÍBRIO - UNHAS: 5 SINAIS QUE INDICAM PROBLEMAS DE SAÚDE

UNHAS: 5 SINAIS QUE INDICAM PROBLEMAS DE SAÚDE


Unhas: 5 sinais que indicam problemas de saúde
Alterações nas unhas podem indicar tanto doenças cardíacas, como problemas de tiróide, ou mesmo má nutrição. Aqui estão algumas sinais nas unhas que podem requerer cuidados médicos.
  • As Unhas descolam-se da pele
    • Aspecto: unhas sensíveis e descolada.
    • Possíveis causas:
      • Lesão ou infecção
      • Doença da tiróide
      • Reacção a medicamentos
      • Psoríase
      • Reacção a produtos endurecedores de unhas
  • Unhas amareladas
    • Aspecto : unhas amareladas. As unhas engrossam e crescem lentamente. Perda de pele e descolamento.
    • Possíveis causas:
      • Doenças respiratórias, como bronquite crónica
      • Inchaço das mãos (linfedema)
  • Unhas reviradas
    • Aspecto : unhas moles reviradas para fora, em forma de colher, por forma a aguentar uma gota de líquido.
    • Possíveis causas:
      • Falta de ferro
      • Anemia 
  • Unhas clubbing
    • Aspecto : Pontas dos dedos mais largas e unhas a acompanhar a curva dos dedos.
    • Possíveis causas:
      • Baixos níveis de oxigénio no sangue que podem originar doenças cardíacas
      • Inflamação intestinal
      • Doenças cardiovasculares
      • Doença hepática
  • Unhas opacas
    • Aspecto : unhas opacas com as pontas escuras
    • Possíveis causas:
      • Desnutrição
      • Insuficiência cardíaca
      • Diabetes
      • Doença hepática
Se algum dos seus pais tiver um destes problemas nas unhas, daqueles que não desaparecem, consulte o seu médico para um diagnóstico.

DICAS TERAPÊUTICAS - Morango: conheça 6 benefícios da fruta - Retarda o envelhecimento

Morango: conheça 6 benefícios da fruta

Aproveite, porque é tempo dessa fruta vermelhinha. Rica em vitamina C, ela fortalece as defesas do organismo, ajuda na cicatrização e evita o envelhecimento precoce.



Na hora da feira, prefira a versão orgânica da fruta, que é livre de agrotóxicos.

1. Deixa o coração no ritmo
A cor avermelhada da frutinha se deve às antocianinas, substâncias que neutralizam os radicais livres. "Estudos mostram que o alto consumo da substância pode diminuir o risco de ataques cardíacos", diz.

2. Garante boas doses de vitamina C
O morango é cheio desse nutriente. "A substância fortalece o sistema imunológico, é importante no processo de cicatrização de feridas e ajuda na absorção de ferro dos vegetais", diz a nutricionista Carolina Arbache, da Natue, e-commerce de produtos saudáveis, naturais e voltados ao bem-estar.

3. Tem poucas calorias
Segundo Carolina, o morango é uma das frutas menos calóricas. "Dez morangos médios (100 g) têm apenas 30 calorias", diz.

4. Protege o cérebro
Além de manter o coração saudável, as antocianinas colaboram com o cérebro! "O morango pode auxiliar na prevenção da perda de memória", afirma.

5. Retarda o envelhecimento
"A fruta concentra nutrientes importantes para evitar o envelhecimento precoce da pele, como as antocianinas, o silício e a vitamina C", afirma Carolina.

6. Esbanja nutrientes
"Comparado a outras frutas, o morango concentra boas quantidades de vitaminas e minerais", diz Carolina. Além da vitamina C, a vermelhinha possui silício, manganês, potássio, magnésio, vitaminas do complexo B e vitamina K. "Esses nutrientes são essenciais para o funcionamento do organismo, pois controlam desde a produção de hormônios até o funcionamento do coração e do cérebro", completa.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - Anorgasmia Feminina - O QUE É ?

Anorgasmia Feminina



A anorgasmia é a ausência do orgasmo mesmo quando há desejo sexual e relação sexual satisfatória. É dizer, a relação sexual é completa, cheia de desejo mas a mulher simplesmente não consegue “chegar lá”.
Estudos estimam que mais de 60% das mulheres em idade reprodutiva são anorgasmicas, o que é um número bastante relevante. Mais relevante ainda é o fato de que a grande maioria dasmulheres que não conseguem ter um orgasmo simplesmente entra em negação como forma de defesa.

2011 12 29 Anorgasmia Feminina

Esse comportamento, plenamente compreensível, precisa ser revisto, porque ao negar e fingir, amulher está, na verdade, privando-se de uma vida sexual plena, e isso sim é inaceitável.
Em muitos casos a mulher finge um prazer que não existiu para não magoar ou frustrar o parceiro, quando ele é tão responsável quanto ela pela situação, porque toda relação é uma troca em que todas as partes envolvidas são corresponsáveis.

Trata-se de um quadro de difícil tratamento justamente porque os fatores determinantes são os psicossociais, ou seja, tabus, experiências traumáticas, baixa autoestima, educação sexual repressiva, desconhecimento do próprio corpo, falsas crenças, culpa sexual, dentre outros.

A anorgasmia originada por causas orgânicas representa menos de 5% dos casos e está ligada ao uso excessivo de álcool e de drogas, dores na relação sexual, hipertrofia dos pequenos lábios e algumas outras doenças.

Quando a mulher apresenta esse tipo de problema (me refiro as mulheres pois esse é um quadro raro entre os homens) é preciso procurar logo um ginecologista para avaliar a presença ou não de causas orgânicas.

Se não existirem problemas orgânicos, deve-se analisar se existem dificuldades emocionais ou psicológicas e, se for o caso, trata-las com apoio de um psicólogo ou psicoterapeuta.
Hoje já existem terapias específicas para problemas sexuais, sendo que elas podem ser individuais, em casal ou mesmo em grupo.

 As pessoas, principalmente das cidades pequenas, costumam ter ressalvas em relação a esses tipos de terapia, mas elas são de fundamental importância na cura dessa disfunção, já que é na terapia que a gente analisa e revê nossos tabus e falsas crenças, recebe orientação adequada e, assim, se abre para a mudança.

O certo é que, seja lá qual for a causa, a gente precisa buscar a solução, porque não dá pra passar a vida fingindo, né? Qual a graça disso? Qual o prazer disso? Qual a lógica disso? NENHUMA!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DESPERTANDO CONHECIMENTO - Orgasmo em 20 lições - Tudo o que você precisa saber sobre o orgasmo

Orgasmo em 20 lições

O clímax feminino vem em ondas; o masculino, em picos. É possível ter 222 orgasmos múltiplos — e sem fingir! A seguir, descobertas incríveis sobre o seu prazer



Tudo o que você precisa saber sobre o orgasmo




1. Sincronia imperfeita
Um homem leva, em média, dez minutos para chegar lá. Já a mulher precisa do dobro de tempo. No entanto, o clímax masculino tende a ser mais curto do que o feminino, que pode durar de três a 15 segundos.

2. Sentido profundo
A palavra orgasmo vem do grego orgasmós, que significa "inchar devido à umidade, ficar excitado ou ansioso".

3. Baba de moça
Pouquíssimas mulheres conseguem ejacular. Quando isso acontece, liberam menos de 5 mililitros (ou seja, 1 colher de chá) de fluido claro e doce.

4. Estatística da cama
Setenta por cento das mulheres só conseguem ir aos finalmentes com estimulação clitoriana.

5. Sortudas
Apenas uma em cada dez mulheres tem o privilégio de experimentar orgasmos múltiplos. E quem tem não economiza. O recorde nessa arte foi registrado em 2009, na Dinamarca: 222 orgasmos seguidos!

6. Tsunami de prazer
Pesquisas indicam que a excitação máxima dos bonitões é parecida com a feminina. A diferença é que a dele consiste em um único pico, enquanto a nossa vem em ondas que vão em direção ao abdômen. Especialistas acreditam que esse movimento ajuda a levar os espermatozoides aos óvulos.

7. Tempo inimigo
Quanto mais velha, mais curtos são seus orgasmos.

8. Desejo na cabeça
A cantora Lady Gaga garante ter orgasmos com o poder da mente. Verdade ou não, em uma coisa ela está certa: o prazer não ocorre no clitóris, mas no cérebro. A natureza, inclusive, nos deu a capacidade de chegar lá em sonhos. Eles criam uma ilusão de estimulação física tão poderosa que você atinge o ápice sem nem precisar ser tocada.

9. Caras e bocas
Já notou que é impossível controlar suas expressões faciais no momento do nirvana? Isso acontece porque as partes do cérebro responsáveis pelo prazer e pela dor são estimuladas ao mesmo tempo nessa situação.

10. Não dói nada!
A propósito, quando está absorta no clímax, você fica bem menos sensível à dor. É por isso que só percebe o estrago que o tapete fez na sua pele bem depois de ter rolado horas a fio nele.

11. Terapia relaxante
O orgasmo também faz a mulher desligar a área do cérebro responsável pelo medo e pela ansiedade.

12. Doce remédio
É oficial: chegar ao clímax faz bem à saúde. Os benefícios incluem aumento da longevidade, melhora no sistema imunológico, diminuição das chances de ter um câncer ou um ataque cardíaco.

13. Ginástica sexual
Um orgasmo queima apenas 2 ou 3 calorias. A boa notícia é que, durante uma "rapidinha", você gasta cerca de 50.

14. Prevenção sexy
Quanto mais um homem faz sexo, menores as chances de ter câncer de próstata.

15. Mon amour
Em francês, a expressão la petite mort, a pequena morte, é metáfora para o clímax. Ela também pode significar libertação espiritual ou transcendência.

16. Efeito duradouro
O corpo feminino demora de 15 a 30 minutos para voltar ao ritmo normal depois de uma sessão de sexo. Já para os homens, a excitação acaba no minuto em que eles ganham a corrida.

17. Estraga-prazeres
Cerca de 5% das pessoas no mundo são fisicamente incapazes de chegar ao orgasmo. Entretanto, o número de mulheres que não conseguem obtê-lo na relação sexual pode chegar a 20%.

18. Atriz perfeita
Felizmente, o número de mulheres que fingem na cama vem caindo.

19. Diga-me como anda...
E direi como você é na cama! Algumas características anatômicas que tornam o sexo mais gostoso podem ser identificadas por meio do seu caminhar. Passos largos e ligeiro rebolado, por exemplo, indicam que você tem mais flexibilidade para chegar lá.

20. Músculo do sexo
Um estudo italiano indicou que andar de salto ajuda a relaxar e fortalecer os músculos da região pélvica. De acordo com a pesquisa, é preciso que o salto seja confortável e não ultrapasse 7 centímetros. Seu amor nunca mais vai reclamar quando você aparecer com um novo par.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

DICAS TERAPÊUTICAS - 5 motivos para você comer mais banana

5 motivos para você comer mais banana

Da casca à polpa, essa fruta está recheada de benefícios para a saúde. Ainda ajuda a espantar a ressaca e deixar qualquer um de bom humor.




Prefira as bananas com casca bem amarela com pequenas manchas marrons e sem 

grandes extensões negras.



1. Melhorar o humor
A banana "é rica em nutrientes que participam da produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e pelo sono equilibrado", diz a nutricionista ortomolecular Ana Paula Santos.

2. Auxiliar o intestino
Fonte de fibras, a casca da fruta prolonga a sensação de saciedade e dá uma força no funcionamento intestinal. Você pode usá-la em receitas de bolos e pães.

3. Afastar a cãibra
Cheia de minerais, como potássio, fósforo, cálcio e magnésio, a fruta evita as contrações musculares. E alguns estudos mostram que ela também ajuda a manter a pressão arterial em dia.

4. Ajudar a emagrecer
Nutritiva, a banana é considerada calórica. "Mas em um contexto dietético equilibrado, ela não apresenta perigo", diz Ana Paula. A banana-nanica é mais laxativa e menos calórica.

5. Espantar a ressaca
Como é rica em carboidratos, a fruta ajuda a repor a energia após uma noitada. "Ela também estimula a produção de mucina, proteína que acalma o estômago", afirma.

E a banana verde?

É um alimento funcional, isto é, além de seu valor nutricional, traz benefícios à saúde. A fruta verde pode ser consumida na forma de farinha ou biomassa e ajuda:
· a manter a integridade da mucosa do tubo digestório
· no trânsito intestinal (combate a prisão de ventre)
· no aumento da saciedade
· a controlar os níveis de glicose no sangue
· na redução do colesterol
· na melhora da absorção dos minerais

SAÚDE E EQUILÍBRIO - Própolis: 4 motivos por que ele é um grande aliado da sua saúde

Própolis: 4 motivos por que ele é um grande aliado da sua saúde




Pesquisadores confirmam o poder antimicrobiano e antioxidante dos exemplares brasileiros. Aprenda a tirar proveito desse reforço à imunidade





A versão orgânica do própolis é a que oferece mais 

benefícios. Por isso, preste atenção no rótulo.

Não param de sair estudos apontando a eficácia do própolis contra vírus, bactérias e fungos. Uma das novas pesquisas que confirmam esse papel foi realizada pelo farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), juntamente com estudiosos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista. O time de cientistas avaliou as capacidades antimicrobiana e antioxidante de amostras do própolis orgânico brasileiro.
As análises em laboratório revelaram que, além de combater o excedente de radicais livres, já associado ao envelhecimento precoce e a danos celulares, o própolis se mostrou bastante eficaz frente aos micróbios. "Seus compostos interferem na membrana celular das bactérias", exemplifica o engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, professor da Esalq. Tal efeito desestabiliza esses seres microscópicos de tal maneira que eles acabam mais facilmente exterminados do pedaço.


Os efeitos do própolis no corpo

1. Combate amidalites
Infecções nas vias aéreas superiores, caso da amidalite, costumam ser provocadas por bactérias chamadas gram-positivas. "E experimentos demonstram que o própolis tem uma atividade antibacteriana mais pronunciada em micro-organismos desse tipo", conta a médica Norma Leite, da Associação Brasileira de Nutrologia. "Ela inclusive amplificaria a resposta dos antibióticos", acrescenta.
2. Protege os dentes
Até as bactérias da boca saem perdendo com o produto das abelhas. Os responsáveis são os chamados compostos fenólicos, substâncias que, no corpo, estão por trás dos benefícios do própolis. "Eles contribuem para a integridade do esmalte dentário e ajudam a prevenir cáries e a doença periodontal", afirma Rosalen, que se dedica a pesquisas nessa área. Não à toa, já existem empresas incluindo o ingrediente na receita de seus cremes dentais.
3. Fortalece a imunidade
Em seus estudos, o imunologista José Maurício Sforcin, professor da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo, tem observado a participação do própolis em prol do sistema imunológico. "Suas substâncias promovem maior ativação das células de defesa, favorecendo o reconhecimento e a destruição dos micróbios", explica.
4. Acaba com a acne
Além do aroma agradável, o própolis pode liberar na pele substâncias de ação antibacteriana. Daí por que especialistas chegam a recomendar seu sabonete a pessoas que sofrem com a acne.


Modo de usar

O fato de o própolis oferecer tantos benefícios não significa usar o extrato, a forma mais consumida por aqui, como se fosse água. "Ingerir 15 gotas em jejum já seria suficiente para fortalecer o sistema imune", sugere Norma. Já o imunologista José Maurício Sforcin recomenda recorrer ao produto por um curto prazo, pois o uso contínuo e exagerado faz com que o organismo fique tolerante às substâncias e elas deixem de agir direito. "E é importante ter o aval do médico", lembra.
A engenheira de alimentos Beatriz Mello, da Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista, recomenda, ainda, verificar cuidadosamente a embalagem do extrato ou do spray e procurar selos de agências regulatórias, caso do Ministério da Agricultura. "Também vale observar a presença de álcool na formulação, já que nem todo mundo pode ingeri-lo", lembra a professora.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

SAÚDE E EQUILÍBRIO - 33 DESCOBERTAS SOBRE A TIREOIDE

Novas descobertas sobre Tireoide

Esquemas terapêuticos fáceis de adotar, exames de última geração, novas conexões entre a glândula e problemas pelo corpo, sua influência durante a gravidez... Eis as descobertas que prometem mexer com o controle dos distúrbios tireoidianos.

HIPOTIREOIDISMO

1 - DÁ PRA TOMAR MEDICAMENTO JUNTO COM A COMIDA

Um dos empecilhos relatados por quem tem hipotireoidismo é a exigência de tomar o medicamento que repõe os hormônios da tireoide (o T3 e o T4) logo ao acordar, em jejum, cerca de 30 minutos antes do café da manhã. "A droga precisa de um pH mais ácido no estômago para ser absorvida. Se comemos, a redução da acidez diminui seu aproveitamento", explica a endocrinologista Camila Luhm Perez, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Só que essa orientação nem sempre é seguida à risca: 30% dos indivíduos usam os comprimidos de maneira incorreta e, daí, chegam até a abandonar o tratamento. Pensando em driblar tal dificuldade, Camila conduziu um estudo em que 45 voluntários ingeriram o medicamento junto com a primeira refeição do dia. E o resultado, quem diria, foi satisfatório. "Houve um discreto prejuízo, mas nada que afetasse a saúde deles", relata. Diante do achado, a ideia é que se possa indicar o esquema alternativo a quem tem impedimentos em levantar mais cedo ou esperar um tempo para o desjejum. 

2 - DOSE ÚNICA POR SEMANA

Em vez de um comprimido diário do hormônio, cientistas da UFPR estudam a criação de um fármaco cujo efeito duraria sete dias, um sonho de praticidade. Os primeiros testes, com indivíduos saudáveis foram bastante animadores.

3 - CÁPSULA EM GEL

Essa versão do hormônio evita a necessidade de jejum e seria absorvida mais facilmente. "Ela já está à venda na Europa, mas ainda não decolou nas prescrições", diz Geraldo Medeiros, professor de endocrinologia da Universidade de São Paulo (USP).

4 - ATÉ ANTES DE DORMIR

Essa é outra saída cada vez mais receitada. "Aconselhamos o uso do hormônio à noite a quem toma outros medicamentos de manhã", conta o professor Medeiros. Mas há um detalhe: o sujeito precisa aguardar duas horas entre o jantar e a cama.

5 - DUPLA COMBINADA

A levotiroxina, remédio contra o hipotireoidismo, concentra só o hormônio T4. É que o corpo fabrica, a partir dele, sua versão ativa, o T3. Mas algumas pessoas se sentem mal com a droga. Para elas, os médicos já discutem uma nova fórmula que alia T3 e T4 prontinhos.

6 - BAQUE NO CORAÇÃO

Uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Nova York, nos Estados Unidos, mostra que uma dose baixa dos hormônios tireoidianos ameaça o bem-estar cardíaco. "Os desfalques levam a contrações mais fracas e até lesões", conta Martin Gerdes, autor do trabalho. Restaurar os níveis de T3 e T4 evitaria o chabu.

7 - SE O COLESTEROL SOBE...

"Um em cada dez casos de colesterol alto tem o hipotireoidismo como plano de fundo", estima Elizabeth Pearce, endocrinologista da Universidade de Boston (EUA). Ela descobriu que metade das pessoas com níveis altos da gordura não checa a tireoide. "E tratar a disfunção ali pode baixar o colesterol".

8 - O DILEMA DA OBESIDADE

Outra investigação da Universidade de Boston revela que, ao contrário do que pensava, o tratamento do hipotireoidismo não faz o excesso de peso diminuir necessariamente. "Por isso é preciso abordar os dois problemas de forma simultânea", avalia o endocrinologista Cleo Otaviano Mesa Junior, do Hospital das Clínicas da UFPR.

9 - TEM QUE TER SELÊNIO

A falta do mineral, segundo uma pesquisa do endocrinologista Cley Rocha de Farias, do Hospital das Clínicas de São Paulo, propicia o hipotireoidismo. "Para atingir a quantia ideal de selênio, basta comer uma ou duas castanhas-do-pará por dia", indica. A substância ativaria enzimas que protegem e estimulam a tireoide.

10 - DIABETE, DESAFIO EXTRA

A Universidade Goethe, na Alemanha, fez um levantamento com dados de 1.900 diabéticos do tipo 2 e detectou que 27% deles tinham uma tireoide em marcha lenta. De acordo com os estudiosos, controlar as duas condições exige uma abordagem terapêutica cuidadosa, e uma não exclui a outra.

11 - PERIGO NO TRÂNSITO

Sujeitos com hipo descontrolado são tão perigosos ao volante quanto bêbados, diz estudo da Universidade do Kentucky (EUA). "E não devem dirigir enquanto não forem tratados", afirma Kenneth Ain, médico que assina a pesquisa.

12 - FRIO INEXPLICÁVEL

No instituto Karolinska, na Suécia, cientistas provaram que o T3 e o T4 controla a dissipação do calor pelo corpo. "Muita sensibilidade à temperatura pode ser sinal de problema na tireoide", avisa Jens Mittag, responsável pelo trabalho.

13 - DIVISÃO DOS POVOS

O Instituto Berghofer de Pesquisa, na Austrália, tabulou dados dos militares americanos por 14 anos e descobriu que o hipotireoidismo é mais habitual em caucasianos (brancos) e o hipertireoidismo atinge mais negros e asiáticos.

HIPERTIREOIDISMO

14 - MAIS TEMPO DE MOLHO

Pessoas com uma superprodução dos hormônios tireoidianos demoram mais para sarar de doenças em comparação com quem é saudável, conclui investigação da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. "A disfunção abala a saúde física e reduz a disposição", justifica a médica Mette Andersen.

15 - NEM O XIXI ESCAPA

Na Universidade Médica de Taipei, em Taiwan, foi observado que dores e inflamações na bexiga acontecem com maior frequência em mulheres com a tireoide alterada. Em seu artigo, os especialistas alertam para que os médicos fiquem atentos a complicações urinárias nas pacientes com hipertireoidismo.

16 -DORZINHA NO OMBRO

Mais uma conexão curiosa descoberta na Universidade Médica de Taipei: informações sobre 1 milhão de asiáticos apontam uma íntima relação entre hipertireoidismo e capsulite adesiva, inflamação na articulação do ombro que causa dor e limita os movimentos. O motivo permanece um mistério.

17 - TRISTEZA NÃO TEM FIM

Experts do Centro Médico Erasmus, na Holanda, identificaram um elo entre hipertireoidismo e depressão após acompanharem 1.500 pessoas por oito anos. "Até alterações leves nos hormônios tireoidianos interferem nos neurônios e na liberação de serotonina, substância que traz a sensação de bem-estar", afirma Marco Medici, o líder do levantamento.

18 - CABEÇA DESAJUSTADA

"Você olha para o paciente com hipertireoidismo e percebe agitação, a fala rápida e a irritabilidade", observa a endocrinologista Tania Furlanetto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E um estudo do Hospital Universitário de Odense, na Dinamarca, comprova que o distúrbio aumenta a prescrição de antidepressivos e ansiolíticos, além de hospitalizações por causa de desordens psiquiátricas.

19 - OBESIDADE CAUSA TUMORES NA TIREOIDE?

Os médicos já sabiam que quilos extras favorecem o câncer em esôfago, rins, mamas, próstata... Agora, eles começam a desvendar a relação do excesso de peso com a replicação anormal de células da tireoide. Um estudo da Universidade de Ulsan, na Coreia do Sul, recolheu dados de 15 mil sujeitos que foram realizar checkups de rotina. Em meio aos exames, os participantes faziam um ultrassom do pescoço. Terminada a experiências, os cientistas viram que o câncer tireoidiano estava diretamente ligado a um índice de massa corporal (IMC) além do recomendado entre as mulheres. Esse foi o único fator que apareceu ser decisivo: idade e níveis altos de insulina ou TSH - o hormônio que o cérebro libera para incentivar a produção de T3 e T4, não mostraram papel na gênese da doença. Os achados na população coreana são vistos, contudo, com preucaução. "Ainda é cedo para sentenciar que a obesidade causa mesmo o câncer de tireoide", opina o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do A.C Camargo Cancer Center, na capital paulista. Enquanto não há um veredicto, controlar o peso continua sendo um objetivo importante para fugir de outras encrencas, na tireoide ou no resto do corpo.

20 - EXPLOSÃO DA DOENÇA

A detecção de nódulos na tireoide, incluindo os malignos, aumentou em todo o mundo. As estatísticas dão conta de que os casos sobem 6% ao ano, e a incidência do tumor dobrou em comparação com os anos 1970. Tal expansão é justificadas por ultrassonografias mais sofisticadas, capazes de detectar caroços com milímetros de diâmetro. A mortalidade, ainda bem, permanece baixa.

21- INVESTIGAR A FAMÍLIA TODA

Os testes que encontram mutações genéticas pró-câncer na glândula já são uma realidade. Se alguém tem um tumor grave de tireoide, a orientação hoje é que os seus familiares de primeiro grau vasculhem o DNA para averiguar se não possuem as mesmas falhas nos genes. "Se confirmada a mutação, a tireoide então é retirada em uma cirurgia", esclarece Kowalski.

22 - OPERA OU NÃO OPERA?

Quando o ultrassom flagra nódulos na tireoide, o passo seguinte é fazer uma biópsia que verifica se o caroço é benigno ou maligno. Mas, em 30% dos casos, o diagnóstico é incerto. Para resolver o impasse, chega ao Brasil o Afirma, teste que lê os genes e determina o perfil do tumor. "Com ele evitamos cirurgias desnecessárias", afirma Rosa Biscolla, endocrinologista do Fleury Medicina e Saúde.

23 - DEVAGAR COM O ULTRASSOM

O exame de imagem está potente e certeiro, mas só deve ser feito se houver suspeita, e não como rotina. A recomendação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia parte do fato de que muitos nódulos são inofensivos.

24 - A GLÂNDULA NO ESPAÇO

O câncer de tireoide é uma das primeiras doenças estudadas na Estação Espacial Internacional. "A microgravidade permite entender melhore seus detalhes biológicos", explica a biomédica dinamarquesa Daniela Grimm, que esteve lá.

25 - SERÁ QUE ELE VOLTA?

Cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, mapearam trechos do DNA ligados ao redespertar de tumores na glândula. "Estamos criando um teste de sangue que prevê a reincidência", anuncia o pesquisador James Lee.

26 - NÃO SE ESQUEÇA DA TIREOIDE

Entre tantas prescrições, conselhos e avisos que a gestante recebe do médico, é frequente que os cuidados com a glândula fiquem em segundo plano. Pois não deveriam: de 6 a 9% das futuras mamães sofrem de hipotireoidismo e nem sabem. A falta dos hormônios T3 e T4 compromete seriamente a evolução neurológica do bebê. "Além disso, há maior risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, aborto e morte fetal", lista o médico José Augusto Sgarbi, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Regional São Paulo). O tópico é tão sério que a entidade vai lançar um consenso para o diagnóstico e o tratamento das disfunções tireoidianas na gravidez. "Entre as novidades, pediremos o rastreamento de problemas na glândula no trimestre inicial da gestação", adianta. Será uma das primeiras recomendações formais do gênero feita no Brasil. E fica o convite para as mulheres investigarem se anda tudo bem com a tireoide antes mesmo de engravidar.

27 - AINDA MAIS PERIGOSO

Existem situações em que a grávida precisa ter o dobro de atenção: idade superior a 35 anos, histórico de diabete, obesidade, uso prévio de levotiroxina ou presença de outras doenças autoimunes, como lúpus e psoríase. "Se há diagnóstico de problemas na tireoide, a mulher deve ser encaminhada ao endocrinologista. O tratamento é seguro para mãe e feto", tranquiliza Sgarbi.

28 - SUPLEMENTAR IODO?

A deficiência de iodo, o mineral que forma o T3 e o T4, é mais costumeira do que se imagina nas novas mamães: nos Estados Unidos, um terço delas não atinge as necessidades diárias. Tanto que a Academia Americana de Pediatria elaborou o primeiro documento endossando a suplementação do mineral. Porém, antes de recorrer às cápsulas, é essencial que a grávida converse com o seu ginecologista.

29 - AUTISMO MAIS COMUM

O hipotireoidismo eleva em quatro vezes a possibilidade de o bebê nascer com autismo. Essa foi a conclusão de um estudo no Instituto Neurológico Metodista de Houston (EUA) e do Centro Médico Erasmus (Holanda), que analisou mais de 4 mil gestantes. "Demonstramos que existe uma maneira eficaz de reduzir o risco de autismo: cuidar da tireoide", comemora o médico Gustavo Román, líder da investigação.

30 - VILÃO NO PLÁSTICO

O bisfenol, substância presente em alguns recipientes, desregula a tireoide na gravidez, mesmo em baixas concentrações, acusa pesquisa com ratos recém-concluída na Universidade Federal de São Paulo.

31 - BARREIRAS PARA OUVIR

Quando o hipotireoidismo passa de mãe para filho, sobra até para audição do pequeno. E, sem o desenvolvimento desse sentido, ele vai enfrentar dificuldades para se comunicar por fala e escrita. A denúncia vem de um trabalho da Universidade Federal da Bahia, que, avaliando 37 crianças com hipo, mostrou que 32% não iam bem na escola. Vale procurar o especialista para remediar o distúrbio o quanto antes.

32 - NUNCA É BOM DEMAIS

O hipertireoidismo também demanda muito cuidado durante os nove meses. "O excesso de T3 e T4 aumenta o risco de abordo e malformações fetais", alerta o endocrinologista Mario Vaisman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Um artigo do Instituto de Educação e Pesquisa Médica da Índia listou outras ameaças se a doença não for controlada: pré-eclâmpsia, diabete gestacional e entraves ao crescimento do útero.

33 - RISCO NO PÓS-PARTO

A endocrinologista Maria Fernanda Barca, da Associação Europeia de Tireoide, constatou que as mães  têm uma probabilidade sete vezes maior de ter hipo logo após dar à luz. "E os sintomas são confundidos com depressão", avisa. O sistema imune, que fica menos ativo na gestação, volta a trabalhar com tudo depois do nascimento. E pode agredir a própria glândula, que deixa de funcionar como antes.

Curiosidade: Leonardo da Vinci (1452-1519), mestre italiano que pintou a Mona Lisa, foi também o primeiro homem a reconhecer a tireoide e a fazer um desenho dela.