domingo, 16 de março de 2014

DESENVOLVENDO O CONHECIMENTO - Reencarnação

Reencarnação



Reencarnar designa a transição da nossa Essência Eterna ou Alma de um Ser para outro Ser, servindo a morte física de conclusão de cada experiência física da alma.
Cada vez mais pessoas acreditam que a vida só faz sentido se houver algo mais que nascer, crescer, estudar, trabalhar, procriar e morrer. Cada vez há mais pessoas a entenderem que não somos um corpo com uma Alma, mas sim uma Alma que tem um corpo que lhe serve de veículo de aprendizagem na Terceira Dimensão.
A reencarnação faz parte do processo de evolução da Consciência. Vida após vida, reencarnamos vivendo diferentes experiências de forma a desenvolvermos a nossa Consciência. A reencarnação permite-nos agir, trocar energias, criar.

A REENCARNAÇÃO NA HISTÓRIA
No papiro egípcio Anana que remonta a 1320 a.C. está escrito que: “O Ser humano retoma à vida várias vezes sem se recordar das existências anteriores, excepto em sonhos. No final, todas as vidas ser-lhe-ão reveladas”.


Tanto no Judaísmo como no Cristianismo, as raízes na reencarnação são muito profundas. Compreende-se hoje que a repressão dos ensinamentos de vidas passadas foi uma questão política e não espiritual.
No Judaísmo existiu uma crença fundamental na reencarnação ou gilgul durante milhares de anos. Essa crença constituiu uma pedra angular da fé judaica até cerca de 1800-1850, altura em que a urgência de "modernizar" e de ser aceite pelo sistema ocidental mais científico transformou as comunidades judaicas da Europa Oriental. No entanto, até essa altura a crença na reencarnação foi fundamental e constituiu um dos conceitos básicos.
Nas comunidades Ortodoxa e Chasidic a crença na reencarnação ainda hoje se mantém inabalável. A Cabala, literatura mística judaica datando de há muitos milhares de anos está cheia de referências à reencarnação.


Na história da Cristandade verificou-se que as referências primitivas à reencarnação, existentes no Novo Testamento, terão sido eliminadas no século IV pelo imperador Constantino quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano. Segundo parece, o imperador terá sentido que o conceito de reencarnação ameaçava a estabilidade do império. Os cidadãos que acreditassem que poderiam ter uma outra oportunidade de vida poderiam mostrar-se menos obedientes e cumpridores da lei do que aqueles que acreditavam num único Dia do Juízo para todos.


No século VI, o Segundo Concílio de Constantinopla reforçou a atitude de Constantino, declarando oficialmente que a reencarnação era uma heresia. Como acontecera no caso de Constantino, a Igreja receava que a ideia de vidas anteriores enfraquecesse e minasse o seu poder crescente, concedendo aos fiéis demasiado tempo para procurarem a salvação. Chegaram à conclusão de que o látego do Dia do Juízo era necessário para garantir as atitudes e comportamento adequados.


Na Índia, e em muitos outros locais, a reencarnação constitui ainda um forte dogma. Na Europa assiste-se cada vez mais a um despertar para este tema, esclarecedor de muitas perguntas sem respostas.
Para compreender a reencarnação, basta reflectir um pouco sobre o meio onde nasceu. Os seus pais, amigos, familiares e as ligações kármicas; serão fruto do acaso? Se reflectir sobre os seus tempos de estudante, constatará que houve línguas ou outras disciplinas que aprendeu com maior ou menor facilidade; os sons de determinada língua podem até causar-lhe mau estar; será fruto do acaso? Um determinado sentimento, um pensamento que lhe ocorre à mente sem razão aparente, um cheiro, um lugar ou uma pessoa que lhe faz lembrar não sabe bem o quê ou quem, as crianças que nascem já com determinadas aptidões ou faculdades, será por mera casualidade? .

OBJECTIVO: EVOLUÇÃO
A Alma reencarna quando tem lições a aprender como amor, compaixão, solidariedade, tolerância, paz interior, paciência, etc.
Antes da Alma reencarnar, escolhe o que quer aprender.
Para atingir essa aprendizagem, decide os chamados pontos de destino que são os acontecimentos principais da sua vida futura, define as pessoas principais que vai encontrar (algumas serão almas-companheiras de muitas vidas) e até os locais e circunstâncias em que os pontos de destino vão ocorrer.
A aprendizagem da Alma irá depender do seu Livre Arbítrio enquanto ser terreno (que escolhas vai fazer, como vai reagir às situações que escolheu para viver), mesmo que ele a afaste do seu objectivo de aprendizagem. É aqui que a palavra karma ganha sentido.


No fim dessa vida, a Alma vai perceber o que aprendeu e o que ainda lhe falta aprender. É no período entre vidas, em planos mais elevados de consciência, que se dá um grande crescimento através de uma forte aprendizagem em que revemos a nossa vida, revivemos cada encontro, cada relação. Sentimos não só as nossas emoções, como também as das pessoas que interagiram connosco, as que ajudámos, as que magoámos, amámos ou odiámos, etc. Essas emoções são sentidas muito profundamente e é com elas que aprendemos.


É neste período também que planeamos a nossa próxima vida, com a ajuda de entidades espirituais que, eventualmente, nos ajudam também quando estamos nos nossos corpos físicos.
O conceituado psiquiatra norte-americano Brian Weiss, que trabalha com regressão há muitos anos, escreve que “o conceito da reencarnação explica e clarifica as nossas relações na vida presente. Por vezes há acontecimentos no nosso passado distante que ainda influenciam as nossas relações actuais.
Se conseguirmos compreender a raiz dos problemas em vidas passadas, poderemos sarar a relação no presente. A consciência e a compreensão são forças poderosas de cura.”
 

A Alma ocupa vários corpos, sobrevivendo às mortes físicas. Usa os corpos e as personalidades das diferentes vidas para a sua Evolução.
Para atingirmos a compreensão da vida e o equilíbrio necessitamos de experiências diversas e de diferentes formas de viver.
Por isso, as nossas vidas podem ser muito diversificadas, mudando a nossa condição de vida para vida: homem ou mulher, rico ou pobre, com violência ou não, solidão ou abundância relacionamentos, diferentes raças e religiões, etc.
Esta diversidade permite-nos ter uma visão mais alongada da vida e um reconhecimento de novas possibilidades, levando-nos à necessidade de adquirir novas formas de estar, de reagir, de viver.
É importante que se entenda que o caminho da Alma é a Evolução e que tudo isso faz parte e ajuda a Evolução.

TEORIAS SOBRE A REENCARNAÇÃO

O que mais confunde as pessoas, relativamente à reencarnação, é entender como é que somos cada vez mais a habitar a Terra. Se vamos reencarnando como é que a população mundial continua a aumentar?
Tal confusão deve-se somente à visão limitada que as pessoas em geral têm sobre a vida.
Se só houvesse vida na Terra a própria reencarnação não faria sentido e, tal como dizia Carl Sagan, seria um tremendo desperdício de espaço não haver vida noutros planetas.
Sobre esta questão, Brian Weiss diz “As almas existem em muitas dimensões. São atraídas para este planeta num número cada vez maior porque a Terra é uma escola bastante conhecida. Há muito para se aprender aqui.”
Mas porque é que reencarnamos? Há muitas teorias como resposta.
Qualquer que seja a teoria em que se acredite, o importante é aceitar que existem muitas realidades possíveis e a grande ilusão está em pensar que apenas uma é a correcta.
Para entendermos além do vulgarmente “visível e palpável” temos que expandir a compreensão para maiores possibilidades e conceitos mais vastos.

O Reiki permite processos de relaxamento e de cura mais harmoniosos e profundos, mesmo a nível kármico, nomeadamente:
• No relaxamento - Dá um sentimento de segurança e protecção à pessoa;
• A reviver ou relembrar momentos dolorosos – Algumas memórias podem causar desconforto emocional ou físico, sendo necessário direccionar o Reiki para um maior equilíbrio e consequente fluir das memórias;
• Reequilíbrio com a vida actual – Algumas pessoas sentem-se tão bem a reviver determinadas memórias que a aplicação do Reiki nos pés é fundamental para a reequilibrar com a Energia da Terra e com a sua vida actual;
• Após a terapia de regressão - Quando achar necessário, o facilitador pode combinar um ciclo de envio de Reiki à distância para que a integração da energia resultante da terapia se dê da melhor forma e para que a cura seja mais rápida, sempre, para o bem supremo da pessoa.

Karma
Karma é uma palavra do sânscrito que significa, literalmente: acção. É designado geralmente como a Lei da Causa e Efeito.


Por exemplo, se lançarmos uma pedra (acção ou causa) num lago provocamos uma série de ondas concêntricas (efeito).N
Nesta perspectiva e segundo as leis do karma, tudo o que acontece nas nossas vidas é o efeito de uma ou mais causas que podem ter origem tanto na vida actual, como em vidas passadas.Todas estas causas estão inscritas nos registos akáshicos da alma, por isso tudo o que fazemos ou deixamos de fazer nesta ou noutras vidas gera efeitos tanto na vida presente como em vidas futuras.
Numa Regressão podemos reconhecer as causas dos efeitos na nossa vida actual e, consequentemente, permitimos a cura dos efeitos.
Para muitas pessoas o karma é algo negativo. Na realidade, não há um mau karma. O karma é a nossa oportunidade para usar uma experiência que nos ajudará a crescer e a compreender, a evoluir. Ou seja, o karma não existe como um prémio ou uma punição, mas como uma forma de purificar a alma.
As nossas acções geram sempre energia (positiva ou negativa) e o karma é a oportunidade que o Universo nos dá para equilibrarmos o que originámos.
O karma faz com que nos deparemos com situações através das quais essa energia pode ser equilibrada. Transmutar o Karma é equilibrar a sua força e transformá-la em energia pura e equilibrada, com sentimentos de amor e compreensão.
Também há situações que vivemos que não são derivadas de karma, mas as nossas reacções às mesmas podem ser criadoras de karma.
Ao atrairmos situações que nos colocam em contacto com o nosso Karma, podemos compreender o nosso pensamento e actuação, libertando parte dessa energia que criámos. E quando corrigimos os nossos actos e pensamentos estamos a equilibrar a energia podendo até anular o karma.
O karma pode provir de atitudes, sentimentos, acções ou do que não fazemos.
Com alguma frequência encontramos pessoas que na vida actual se recusam a agir e a aprender. Esta situação é também criadora de Karma. Esta recusa pode ter origem noutras vidas por, por exemplo, terem tido capacidades que eram demasiado avançadas para a época e terem sido penalizadas por isso.
Quando recusamos/ignoramos a nossa responsabilidade, a situação kármica ganha força e o seu impacto será cada vez maior até ao ponto em que não podemos mais recusar ou ignorar a nossa responsabilidade.
E quando a alma estiver purificada (o positivo e o negativo anulam-se), conclui o ciclo kármico (vidas que vivemos para libertar o karma negativo de vidas anteriores) e está preparada para outros níveis de existência.

Os Registos Akáshicos

Akásha é um termo sânscrito que designa a substância primordial sobre a qual se registam os acontecimentos das nossas múltiplas existências, da evolução do nosso verdadeiro Ser. A informação guardada na akásha inclui as nossas acções, desejos, esperanças, sonhos, o que foram as nossas vidas passadas e o que deveriam ter sido, futuros prováveis e os seus objectivos.
É importante compreender que os akásha são essencialmente memórias de sensações (gustativas, auditivas, tácteis, visuais ou olfactivas) acompanhadas - ou não - de imagens. Daí a importância de não se menosprezar nada do que surge durante uma Regressão, mesmo quando são só pensamentos.
No nosso processo evolutivo imprimimos mais ou menos profundamente situações ou atitudes no Akásha, dependendo da energia que colocamos nelas. Ou seja, a força dos acontecimentos vai afectar não só o futuro na vida actual como o de vidas futuras.

Essa força só é libertada quando tomamos consciência dela, a compreendemos e equilibramos.
Os registos são mutáveis porque são afectadas continuamente por tudo o que fazemos, sentimos e aprendemos. Assim, quando acedemos a uma vida passada e a compreendemos, bem como às suas lições, podemos mudar os registos akáshicos (incluindo os do futuro).
Isso pode mudar muita coisa, porque ao compreendermos uma das nossas vidas podemos alterar as nossas emoções, pensamentos, atitudes e intenções sobre o presente e passado. Isso muda a nossa vibração, que afecta também a vibração de quem nos rodeia e de quem as rodeia a elas.

ACEDER AOS REGISTOS AKÁSHICOS
O acesso aos nossos registos akáshicos (individuais ou colectivos) podem acontecer durante o sono, em sonhos ou quando realizamos uma tarefa diária, mecânica em a nossa mente relaxa e surge-nos uma determinada imagem ou memória.
Os registos akáshicos também se podem manifestar através de uma pessoa, local, imagem, sensação, ruído ou melodia, etc., que nos desperte a sensação de dejá vu.
Se não estivermos sensibilizados para este facto podemos facilmente deixar escapar a resolução de um problema actual.
A regressão (espontânea ou não) é uma outra forma de aceder aos registos akáshicos.

Progressão

Os registos akáshicos contêm informação tanto do passado, como do futuro. Aceder ao futuro é precisamente como aceder ao passado, uma vez que, os conceitos de tempo e espaço são terrenos e necessários à experiência terrena, mas não, elementos essenciais à nossa existência primordial.
Assim, quem necessita do conceito tempo como o conhecemos (passado - presente - futuro) é a mente consciente, mas, a partir do momento em que predomina a mente subconsciente, o conceito tempo deixa de ter a relevância que normalmente lhe atribuímos.
Uma pessoa designada por vidente, é na realidade, uma pessoa que consegue aceder aos registos do futuro. Também podemos aceder a estes registos através dos sonhos (somos todos potenciais videntes!).
É muito importante sublinhar que o futuro de uma pessoa não está decidido, o seu futuro será o reflexo dos seus actos passados e presentes. Assim, se se tem uma visão sobre o futuro, isso quer somente dizer que com o actual curso de acontecimentos, o futuro será assim.
Caso você mude as suas atitudes, acções e pensamentos, o seu futuro poderá ser outro.
Existe uma multiplicidade de futuros possíveis.
O nosso futuro depende das nossas escolhas e acções no presente.
O futuro colectivo e o nosso futuro individual a longo prazo, bem com do próprio Planeta dependem das escolhas e acções de todos no Passado, Presente e Futuro próximo. É aqui que reside o principio de sermos Co-Criadores.


A progressão deve ser utilizada de forma muito prudente, cuidadosa e moderada.
É importante que a pessoa perceba que o que quer que apareça são futuros prováveis e que qualquer atitude, pensamento e acção pode mudar o que vê.
Após uma regressão a uma vida passada em que a pessoa extrai uma lição, pode-se conduzir a progressão (com contagem progressiva) para ver como é viver com essa compreensão.
Pode-se também conduzir uma progressão para que a pessoa veja os vários futuros prováveis, dependendo das decisões que tomar em relação a algo que a preocupa. Aqui é muito importante, frisar a probabilidade. A ideia nesta situação é ajudar a pessoa a tomar decisões mais sensatas, não condicioná-las, programá-las. O futuro é um destino flexível que pode ser alterado a cada segundo. Quando vemos um futuro, não somos obrigados a entrar nele. Podemos mudar todo o percurso da nossa Existência com as nossas decisões.
Há pessoas que acedem a situações difíceis e que ficam condicionadas por um futuro provável e cabe ao facilitador avaliar se é aconselhável fazer uma progressão. Caso tenha qualquer dúvida, o facilitador não deverá fazer a progressão.

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