quinta-feira, 11 de outubro de 2018

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - IBEJI A LUZ DA KABBALAH



IBEJI ALEGRIA DA INOCêNCIA


Ibeji



CONSIDERAÇÕES INICIAIS – A ÁRVORE DA VIDA

Trata-se de um hieróglifo, ou seja, de um símbolo composto, com o qual se procura representar:
Ibeji a luz da Kabbalah
  • O cosmo em toda a sua complexidade
  • A alma do homem nas relações que esta mantém com aquele
ARVOREO curioso sistema simbólico que conhecemos como Árvore da Vida é uma tentativa de reduzir à forma diagramática as forças e fatores não só do universo manifesto como também da alma humana, de correlacioná-los mutuamente e de ordená-los como num mapa, para que as posições relativas de cada unidade possam ser compreendidas de modo a traçar-lhes as relações mútuas. Em resumo, a Árvore da Vida é um compêndio de ciência, psicologia, filosofia a teologia.
Este hieróglifo consiste na combinação de dez círculos dispostos de determinada maneira e unidos entre si por linhas. Os círculos são as Dez Sephiroth Sagradas a as linhas constituem os Caminhos, que perfazem o total de vinte e dois.
Cada Sephirah (forma singular do substantivo plural Sephiroth) representa uma fase de evolução e, na linguagem dos rabinos, as Dez Esferas recebem o nome de Dez Emanações Sagradas. Os Caminhos entre elas são fases da consciência subjetiva, os Caminhos ou graus (do latim gradus, “degrau”), através dos quais a alma desenvolve a sua compreensão do cosmo. As Sephiroth são objetivas; os Caminhos são subjetivos.
Objetivo: claro, direto; Subjetivo: passivo de interpretação pessoal, indireto
Podemos considerar corretamente as Sephiroth como macrocósmicas e os Caminhos como microcósmicos, pois as Sephiroth representam as sucessivas Emanações Divinas, que constituem a evolução criadora, ao passo que os Caminhos representam os estágios sucessivos do desdobramento da compreensão cósmica na consciência humana.
Ibeji
*** * ***
Na Umbanda, sempre que se refere à Ibeji, ou Yori, é imprescindível mencionar sua principal virtude, a Pureza.  Mas entender de fato o real significado desta “Pureza” não é tarefa fácil.
Lembremos que estamos nos referindo ao Orixá Yori, de forma que não devemos confundir a Pureza referida a Ingenuidade apresentada pelas entidades que trabalham nesta linha.  Esta ingenuidade é tão somente uma chave psicológica utilizada, em conjunto com a alegria, para despertar o arquétipo da Pureza em nossas mentes.
De fato, esta referida Pureza é algo que não temos condições de, sequer imaginarmos, quanto mais nos aproximarmos, pelo menos enquanto encarnados.  De qualquer forma, o caminho nesta direção começa com nos desprovermos de toda a malícia (tanto quanto possível) que existe em nossos corações já contaminados com as ilusões do mundo carnal.  E é isso que os Cosmes tentam imprimir com seus arquétipos em nossas mentes: instantes de Ingenuidade e Alegria em que, por menor que seja, possamos dar um passo em direção à essa Pureza.
Esta é a Magia dos Puros.
*Ingenuidade: Simplicidade, singeleza, candura, inocência com que uma pessoa manifesta naturalmente seus sentimentos.
*Alegria: Manifestação de contentamento e júbilo.
Na Árvore da Vida, Ibeji está relacionado à primeira sephirah, Kether.
Kether equivale à forma mais transcendental de Deus que podemos conceber.
*Transcendental: Que pertence à razão pura, a priori, anteriormente a qualquer experiência, e que constitui uma condição prévia dessa experiência.
KETHER
Na imagem, os 3 véus (Ain, Ain Soph e Ain Soph Aur) se condensando em Kether, dando a idéia de algo se solidificando.
Kether, a Primeira Manifestação, representa a Cristalização Primordial na Manifestação do que era até então imanifesto e, por conseguinte, incognoscível. Quando falamos de Kether, não significa uma pessoa, mas um estado de existência, inerte, puro ser, apenas existe, sem reação.
Quem já observou, numa solução saturada, em um líquido aquecido, como vão se formando cristais ao se baixar a temperatura, tem uma imagem adequada para simbolizar a Sephirah Kether: tomemos de um copo de água fervente a nele dissolvamos o máximo de açúcar que for possível dissolver. Então, à medida que a mistura for se esfriando, veremos os cristais de açúcar irem se tomando visíveis novamente. Este exemplo nos permite imaginar a existência da Primeira Manifestação oriunda do Imanifesto Primordial: o líquido está transparente e sem forma; mas uma mudança ocorre nele, e os cristais começam a aparecer, sólidos, visíveis a definidos. Podemos imaginar semelhante mudança ocorrendo na Luz Ilimitada e Kether se cristalizando nessa Luz.
É consenso geral que os Orixás são emanações de Deus (e é por aí que conseguimos fazer uma correlação à Árvore da Vida). Nós até podemos ter uma breve (muito breve) noção de algumas dessas emanações como a Justiça ou o Amor, por exemplo; mas quando essa emanação se trata da primeira, sem nenhum substantivo explicativo, chamamos apenas de Pureza (outro substantivo).
Aí que está o problema, qualquer idéia ou pensamento, que possamos fazer em relação a como é Deus, não significará, nem de longe, Deus! Trata-se, de fato, algo muito além da capacidade humana de compreensão. E Kether é a mais sutil manifestação de Deus.
Sigamos.
Repetindo, Kether/Ibeji equivale à forma mais transcendental de Deus que podemos conceber, sua pura existência e, embora se trate apenas de um estado disforme, inerte e passivo, representa uma existência que, por si só, alimenta e permite todas as demais existências.  É a primeira forma de manifestação.
Procurando em alguns autores sobre Umbanda, verificamos que Rivas Neto traduz o vocábulo Yori através do alfabeto Adâmico como:

A POTÊNCIA DIVINA MANIFESTANDO-SE

E define Yori como: O Princípio Espiritual Manifesto no Princípio Natural, O Princípio Manifestado na Forma, O Princípio Criado e O Princípio em Ação na Humanidade.
Descreve os Erês, ou Crianças, que se manifestam na Umbanda como Mestres nos conceitos do Bem e do Puro e, em termos de Magia Etéreo/Física como Senhores Primazes dos Entrecruzamentos Energéticos (Água, Fogo, Terra e Ar).
Aí, entramos em outro aspecto de Yori.  Já ouvi em algum lugar: “O que os filhos das trevas fazem, qualquer Criançadesfaz, porém o que a Criança faz, ninguém desfaz.
São poderosos Magos que manipulam com sabedoria as forças mais sutis da Natureza. Em concordância com isso, Rubens Saraceni, em seu livro “As Sete Linhas de Umbanda”, afirma que esses espíritos atuam nas linhas de força dos elementos e como guardiões dos pontos de força do reino elementar, trabalham com irradiações muito fortes e puras na sua origem.
Esse aspecto elementar, citado pelos autores acima, também é confirmado na Árvore da Vida, pois os quatro Ases do Tarô, atribuídos a Kether, representam as raízes dos quatro elementos, Terra, Ar, Fogo e Água. Kether é considerada a fonte primordial dos elementos.
*** * ***
Fontes:
A Cabala MísticaDion Fortune
Umbanda – A Proto-Síntese CósmicaF. Rivas Neto
As Sete Linhas de UmbandaRubens Saraceni

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - Èsù- Da teoria à compreensão da prática.

Èsù- O MOVIMENTO DA VIDA


#Eshu is both an orisha and one of the most well-known deities of Yorùbá religion and related New World traditions.He has a wide range of responsibilities: the protector of travelers, deity of roads, particularly crossroads, the deity with the power over fortune and misfortune, and the personification of death, apsychopomp. Èṣù is involved within the Orishasystem of Yorùbá religion as well as in African diasporic faiths like Santería and Candomblédeveloped by the descendants of West Africans...

Um dos principais exemplos disto está na substituição do principal símbolo do Òrìsà Èsù, o Ogó, bastão em formato de falo(pênis), pela chave, um símbolo “ocidentalmente aceitável”. Vemos porém que Èsù / Bará não é simplesmente um “abridor de portas”. Isso designa apenas uma de suas várias funções dentro da crença yorubá. Ele é aquele que ultrapassa todas as portas, todos os limites, dentre todos os “mundos”, os espaços do Òrun e do Àiyé. Tem esse poder para cumprir sua função de comunicador universal, pois é ele quem estabelece a comunicação entre o ser humano e Olódùmarè (Deus Supremo), entre ser humano e Òrìsàs(divindades), entre o ser humano e demais entidades, entre Òrìsàs e Olódùmarè inclusive. Bem sabemos que não há como praticar qualquer ritual religioso ou oferendar o que quer que seja sem antes agradar Èsù. 

Não é apenas uma coincidência aleatória ele ser o 1° a ser chamado e agradado em qualquer cerimônia. Sem ele não há comunicação! Então tudo o que se fizer sem Èsù não alcançará sua finalidade, não chegará a quem se destinar, não haverão Òrìsàs “comendo”, dançando, recebendo oferendas e sacrifícios... Eles nem saberão do que está acontecendo, pois sem Èsù não existe o elo entre o material e o espiritual. A partir deste princípio, podemos perceber o porquê da necessidade individual de cada ser iniciado ter assentado seu Èsù individual, o porquê de cada Òrìsà ter o seu Èsù, responsável por “trabalhar” para ele. Caso não haja o Èsù ,ele(o Òrìsà) não receberá suas oferendas e sacrifícios. Assim como nós, seres humanos, para estarmos vivos, necessitamos dessa ligação entre o corpo material(ara), a cabeça(orí), a energia vital(èémí), espírito/alma(Òjììji). 

Exú ou Esu é o guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. - linhadasaguas.com.br
E é Èsù quem estabelece esse elo. Não é por acaso que quando alguém falece no mundo material usa-se a expressão “Bará abandonou o corpo”, assim como não é por acaso que o 1° passo do ritual de desligamento é o “despacho” do(s) Bará(s) pessoais da pessoa em questão. Obará é um dos títulos do Òrìsà Èsù, que significa “Rei do Corpo” (Obá: rei; Ara: corpo material). O Ogó simboliza bem mais do que apenas masculinidade. Representa fecundação, sem a qual não existe vida, transformação, abertura, multiplicação, continuidade, disseminação do àse. Também é o bastão que permite a Èsù locomover-se de um lugar a outro em milésimos de segundos. Este símbolo, julgado na ótica cristã-ocidental como símbolo de demonizarão e promiscuidade, é uma exaltação da vida em sua plenitude, do àse que se transforma e se renova, dando continuidade aos milagres da vida e da natureza, exaltação da imensurável sabedoria de Olódùmarè. Èsù também é conhecido como “provocador de situações”, aquele que “troca a lua pelo sol e o sol pela lua”, que brinca com a ordem natural das coisas. 

Quantas vezes falamos ou ouvimos dizer: “Quando resolvo um problema aparece outro!” ou “Quando acerto uma área de minha vida, aparece problema em outra!”. É Èsù! Aquele que está sempre nos colocando um novo desafio no caminho, um novo problema para resolver, muitas vezes sendo chamado de desordeiro e provocador de problemas. 

Porém, se olharmos através da perspectiva de que àse é força vital em movimento, em contínua transformação e renovação, a estagnação é que pode ser encarada como “contra-àse”, como desordem, desequilíbrio. Então Èsù ao invés de ser o desordeiro, surge como quem coloca as coisas na ordem natural de transformação, mutação e movimento. É aquele que traz à nossa vida os desafios, oportunidades de crescimento, mudança, renovação e superação. 

Èsù ainda é conhecido como o “fiscal do àse”, o responsável por premiar quem cumpre suas obrigações, bem como por castigar os que as deixam de lado. Através da crença da qual a oferenda é a restituição ritualística de parte do que consumimos, que nos é dado pela natureza, pelos Òrìsàs, por Olódùmarè, e a maneira de demonstrarmos gratidão e reconhecimento de que tudo parte desse Poder, inclusive nós mesmos, nossos corpos, nossa energia vital, nosso orí, nossa alma; constitui uma obrigação do restituir ritualisticamente o que nos é dado por Olódùmarè, para garantirmos a continuidade da vida e das bênçãos que recebemos dos Òrìsàs e da natureza (ver "Por que fazer oferendas e sacrifícios?_ A ida de Èsù e Òsétùwá ao palácio de Olódùmarè "). Èsù é responsável em garantir que façamos nossa parte para manter o equilíbrio do sistema. 
E esta regra não aplica-se apenas aos seres humanos, pois também as próprias divindades estão a mercê deste poder. A frase "Èsù Òtá Òrìsà" (Èsù inimigo de Òrìsà) faz alusão do papel de Èsù como fiscal inclusive das obras dos Òrìsàs, devendo comunicar qualquer ato a Olódùmarè. 

Laroiê Exú #exúécaminho #exú #laroiê #exúguardião #umbanda #candomblé #mojubá #jundiaíumbanda #tsaradeumbandasantasarakali #guardião

De tudo deve-se prestar contas perante o Poder Supremo, e a autonomia nesse campo de visão é sempre relativa. A toda ação corresponde uma reação, essa é uma das leis da natureza, uma das leis divinas. 
E dela nem mesmo as divindades escapam. Èsù longe de ser um poder negativo, como muitas vezes encarado inclusive por adeptos da religião dos Òrìsàs, é um Òrìsà primordial para manutenção da vida e do sistema no qual ela acontece. Um dos Òrìsàs mais próximos a Olòdùmarè e seu fiscal perante o homem e perante as divindades. 
É o comunicador, o multiplicador, o transformador, o fecundador, o desafiador, o elo; energia dinâmica inesgotável como o próprio àse! Èsù fi ire bò wà o. Èsù faça nossas vidas plenas de coisas boas!

DESPERTANDO O CONHECIMENTO - YEMANJÁ A LUZ DA KABBALAH

YEMANJÁ  Á GRANDE MÃE


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O Orixá
É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos Egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objetos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís (lendas) e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemojá.
Yemojá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo. É ela quem sustenta a humanidade e, por isso, os órgãos que a relacionam com a maternidade, ou seja, a sua vulva e seus seios chorosos, são sagrados.
Yemojá é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons nos seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.
A energia de Yemojá juntou-se a Orugan. Dessa interação nasceram diversos Orixás e dos seus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemojá é a própria água, suas lágrimas transformaram transformar num rio que correu em direção ao oceano. Portanto, não é por acaso que as lágrimas e o mar têm o mesmo sabor.
Yemojá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído do seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemojá criou Omulú, o filho e senhor, o rei da terra, o próprio Sol.
Yemanja
James C. Lewis – Noire 3000 Studios
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Yemanjá ajuda Olodumare na criação do mundo
Olodumare-Olofim vivia só no Infinito, cercado apenas de fogo, chamas e vapores, onde quase nem podia caminhar. Cansado desse seu universo tenebroso, cansado de não ter com quem falar, cansado de não ter com quem brigar, decidiu pôr fim àquela situação. Libertou as suas forças e a violência delas fez jorrar uma tormenta de águas.
As águas debateram-se com rochas que nasciam e abriram no chão profundas e grandes cavidades. A água encheu fendas ocas, fazendo-se os mares e oceanos, em cujas profundezas Olocum foi habitar.
Do que sobrou da inundação se fez a terra.
Na superfície do mar, junto à terra, ali tomou seu reino Yemanjá, com suas algas e estrelas-do-mar, peixes, corais, conchas, madrepérolas. ali nasceu Yemanjá em prata e azul, coroada pelo arco-íris Oxumarê.
Olodumare e Yemanjá, a mãe dos orixás, dominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo aprisionado. O fogo que se consumia na superfície do mundo eles apagaram e com suas cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques, florestas, que foram dados aos cuidados de Ossaim.
Nos lugares onde as cinzas foram escassas, nasceram os pântanos e nos pântanos, a peste, que foi doada pela mãe dos orixás ao filho Omulu.
Yemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com rios, cascatas e lagoas. Assim surgiu Oxum, dona das águas doces.
Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava na posse de um dos filhos de Yemanjá, Obatalá, respondendo diretamente às ordens de Olorum, criou o ser humano. E o ser humano povoou a Terra.
E os Orixás, pelos humanos foram celebrados.
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Na Árvore da Vida – Yesod – a 9ª Esfera
Yemanja-YesodTítulo: Yesod, O Fundamento.
Imagem Mágica: Um belo homem desnudo, muito forte.
Texto Yetzirático: O Nono Caminho chama-se Inteligência Pura, porque purifica as Emanações.
Experiência Espiritual: Visão do Mecanismo do Universo.
Planeta: Lua.
Virtude: Independência.
Vício: Inatividade, ócio.
Yesod/Yemanjá representa os bastidores da realidade. O mundo real na qual são programados os acontecimentos que surgirão no mundo ilusório. Para fazer uma analogia, imaginemos que Malkuth (nosso plano físico) seja um prédio comercial. Yesod/Yemanjá será, então, toda a fundação: canos, fios, dutos de ar, fosso do elevador, esgotos, toda a parte elétrica e hidráulica que faz o prédio funcionar. Quando se aperta um interruptor na parede, a luz da sala acende. Os ignorantes chamam isso de “coincidência”, mas qualquer pessoa que tenha um conhecimento maior de ciência sabe que, por trás daquele interruptor correm fios elétricos escondidos na Fundação e que, quando se aperta um botão neste interruptor, uma série de conexões simples são acionadas, fazendo com que a eletricidade chegue até a lâmpada, acendendo-a.
Magia é compreender como os condutores de energia da realidade material funcionam e apertar os botões certos para que as lâmpadas certas se iluminem.
O Plano Etérico, esfera das formas pensamento, das egrégoras, é predecessora de  absolutamente tudo o que acontece e o que existe em nosso plano físico, ou seja, tudo o que é nosso plano físico, foi criado primeiramente no plano etérico de Yemanjá.
Você construiu uma caixinha de madeira? Você a criou primeiro no plano etérico através de seu pensamento.  Antes dela ser uma caixinha de madeira no nosso plano físico, ela foi uma forma pensamento no plano astral.
Talvez por isso, mesmo que intuitivamente, tantas pessoas têm tamanha fé nesse Orixá, fazendo de Yemanjá um dos Orixás mais cultuados e reverenciados.
Mas isso ainda é apenas o começo do que aprendemos com Yemanjá.  Como Fundação que existe por trás do mundo físico é também o estado de consciência que serve de suporte para o nosso estado de alerta: o subconsciente. Yemanjá é a morada do subconsciente.  Ao penetrar nessa esfera, começa, para o iniciado, seu período de consciência astral.
Yemanjá é violentada pelo filho e dá à luz os Orixás
Da união entre Obatalá, o Céu, e Odudua, a Terra, nasceram Aganju, a Terra Firme, e Yemanjá, as Águas.
Desposando seu irmão Aganju, Yemanjá deu à luz Orungã. Orungã nutriu pela mãe incestuoso amor.
Um dia, aproveitando-se da ausência do pai, Orungã raptou e violou Yemanjá. Aflita e entregue a total desespero, Yemanjá desprendeu-se dos braços do filho incestuoso e fugiu.
Perseguiu-a Orungã.
Quando ele estava prestes a apanhá-la, Yemanjá caiu desfalecida e cresceu-lhe desmesuradamente o corpo, como se suas formas se transformassem em vales, montes, serras, de seus seios enormes como duas montanhas nasceram dois rios, que adiante se reuniram numa só lagoa, originando adiante o mar.
O ventre descomunal de Yemanjá se rompeu e dele nasceram os orixás:
Dadá, deusa dos vegetais,
Xangô, deus do trovão,
Ogum, deus do ferro e da guerra,
Olocum, divindade do mar,
Olossá, deusa dos lagos,
Oiá, deusa do rio Níger,
Oxum, deusa do rio Oxum,
Obá, deusa do rio Obá,
Ocô, orixá da agricultura,
Oxóssi, orixá dos caçadores,
Oquê, deus das montanhas,
Ajê Xalugá, orixá da saúde,
Xapanã, deus da varíola,
Orum, o Sol,
Oxu, a Lua.
E outros e mais outros nasceram do ventre violado de Yemanjá. E por fim nasceu Exu, o mensageiro. Cada filho de Yemanjá tem sua história, cada um tem seus poderes.
*Orungã
Orungã é o filho de Aganju com Yemanjá, combinação de Orun, Céu, e de Gan, Elevado. Por fim o nome Orungã pode ser traduzido como, Elevado ao Céu.
Orungan está relacionado ao Khekhem, ou a região livre de ar, na realidade Orungan é o regente do espaço entre a Terra e o Céu, Orungan com o filho da Terra, Aganju, e da Água, Yemanjá, passa a ser o próprio Ar personificado. (mental)
É o Deus mais belo de toda a criação. Orungã habita a pele das pessoas e dos seres, ele é o dono da pele e da juventude. Rege tudo o que é coberto pela pele, seres humanos e animais. Orungan representa o amor proibido e tudo o que ocorre em segredo, dizem que sua beleza era irresistível a tudo e a todos.
A nona esfera (Yesod) chama-se Inteligência Pura, porque purifica as Emanações e funciona como um reservatório onde todas as inteligências (Orixás) emanam seus atributos, que são misturados, equilibrados e preparados para a revelação material (Yemanjá, a mãe dos Orixás). É compilação das emanações superiores e forma o Plano dos Pensamentos, Plano Astral, Plano Etérico ou a Base da Realidade.
Esta lenda relaciona o consciente (mental / ar) na figura de Orungã que viola o subconsciente na figura de Yemanjá ligados pela emoção (melhor explicada em Oxum) que resulta na revelação da realidade divina no plano físico (terra).  Sob este aspecto, Yemanjá representa a Intuição; o sexto sentido; o despertar. Nosso primeiro contato com uma realidade acima do nosso plano físico.
E como a mitologia nos mostra a resistência da mente racional em lidar com a intuição?
Yemanjá tem seu poder sobre o mar confirmado por Obatalá
Um dia, no princípio dos tempos, Orixás e homens revoltaram-se contra Yemanjá, pois Yemanjá, sempre que queria, saía das profundezas e invadia a terra com suas águas.
Orixás e homens, unidos, procuraram Olorum, que enviou Obatalá à Terra para averiguar a acusação.
Eleguá, que tudo escutou, avisou Yemanjá e aconselhou-a a consultar Ifá. Feito isso, Yemanjá ofereceu um carneiro em sacrifício contra o poder de seus inimigos.
Enquanto Obatalá, em Ifé, escutava protestos, protestos dos homens e dos Orixás, Yemanjá invadiu de novo a terra e as águas inundaram tudo e chegaram até onde estava o grande rei. Cavalgando as ondas do mar vinha Yemanjá. Vitoriosa e soberba, sobre as onda enfurecidas, ela mostrava sua oferenda.
Yemanjá mostrava a cabeça do carneiro.
Lá estava Obatalá e lá estava Yemanjá e Yemanjá tinha alguma coisa preciosa para Obatalá. Yemanjá fizera o sacrifício e Obatalá aceitou a oferenda.
Obatalá confirmou o poder de Yemanjá. Nunca se passa muito tempo sem que o mar invada a terra, Yemanjá cavalgando a temida maré.
Vale lembrar que culturalmente, enquanto a figura feminina simboliza o plano emocional/intuitiva, a figura masculina, os homens, são representação do plano mental racional.
*O Carneiro
O Carneiro está simbolicamente associado ao impulso criador que atualiza a nossa consciência e nos permite, com isso, vislumbrar o caminho a seguir. É a representação do extremo impulso em direção à condição de semente, em direção ao extremo da realização: a sede de vida num corpo.
Carneiro é o símbolo do fogo que cria, que impulsiona com atrevimento e força física, o impulso que nos leva sempre a abrir novos caminhos, querendo sempre ser os primeiros, tendo atitudes e comportamentos ousados e arrojados. É o símbolo do princípio, do início e do despertar; a consciência da agilidade necessária para nos lançarmos em busca do Paraíso de onde fomos expulsos.
Yesod/Yemanjá, como plano etérico, é o depósito de imagens do inconsciente humano. Como as águas do mar refletem a luz do sol, ela reflete (filtra) a imagem de Tiferet/Oxalá. A “refração” mística ilude. Belas ou terríveis as figuras do inconsciente tanto auxiliam quanto ludibriam. Quase sempre não são claras, principalmente nos sonhos, porém por trás, reside a verdade. O ato reflexivo (resultado) é presente em Malkuth – nosso plano físico, pois tudo que existe na sephirah da terra é construído antes na do ar (segundo os chineses, o símbolo vem antes do objeto).
Sendo a forma do subconsciente se comunicar com o consciente a intuição.
Intuição é uma forma de conhecimento que está dentro de todos nós, embora nem todas as pessoas saibam utilizá-la, de acordo com a psicóloga Virginia Marchini, fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo, de São Paulo. Etimologicamente, explica Virginia, a palavra intuição vem do latim intueri, que significa considerar, ver interiormente ou contemplar.
O psiquiatra Carl Jung dizia sobre o conhecimento intuitivo: “Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”.
Há ainda um outro aspecto do subconsciente que devemos analisar, também relatado em lenda de Yemanjá.
O Subconsciente
Todos possuímos em nossa psicologia particular dois salões básicos que podemos chamar de Consciência e Subconsciência.
A Gnosis ensina que em geral nossa parte consciente corresponde a 3% e nossa parte inconsciente a 97%. Admitir isso equivale a perceber que de tudo o que nós somos, percebemos e conhecemos tão só uma pequena faixa visível.
*Gnosis vem do grego e significa “conhecimento”. Quando falamos em Gnosis, queremos nos referir ao conhecimento universal, ou seja, Gnosis é a ciência que estuda todas as coisas: a natureza, a vida, o universo e suas leis, com o objetivo concreto de compreender a natureza humana e descobrir quem somos, de onde viemos, para onde vamos e por que existimos.
Consciência pressupõe autoconsciência. Já a Subconsciência, como o próprio nome sugere, ‘sub’ ou seja, o que está abaixo da consciência, assim o subconsciente é o depósito do EGO, onde ficam guardadas todas nossas experiências de vida, nossas memórias completas desta encarnação.
Porém, não apenas isso fica armazenado em nosso subconsciente…desejos, traumas, ódios, rancores, ressentimentos, projetos, em fim… Como um escuro baú onde vamos jogando tudo dentro, informações e criações, sejam elas boas ou ruins!
O problema é ir colocando nesse baú muita coisa ruim…
Yemanjá irrita-se com a sujeira que os homem lançam ao mar
Logo no princípio do mundo, Yemanjá já teve motivos para desgostar da humanidade.
Pois desde cedo os homens e as mulheres jogavam ao mar tudo que a eles não servia.
Os seres humanos sujavam suas águas com lixo, com tudo que não mais prestava, velho ou estragado. Até mesmo cuspiam em Yemanjá, quando não faziam coisa pior.
Yemanjá foi queixar-se a Olodumare. Assim não dava para continuar. Yemanjá Sessu vivia suja, sua casa estava sempre cheia de porcarias.
Olodumare ouviu seus reclamos e deu-lhe o dom de devolver à praia tudo o que os humanos jogassem de ruim em suas águas.
E desde então as ondas surgiram no mar e as ondas trazem para a terra o que não é do mar.
* Yemanjá Sessu
Yemanjá Sessu não é velha e sim jovem e desmemoriada, que tem predileção por pata e vive a contar suas penas, porém toda vez que perde a conta volta a recontá-las, por isso é muito lenta para atender os pedidos de seus filhos.
Essa Iyagbá mora no mar e é uma das filhas prediletas de Olokun Seniade, por ser sua mensageira. Ela junto com Mailelwo tingiram os oceanos de azul.
É a mensageira do deus do mar. Vive nas águas sujas (sujas no entendimento dos Yorubás está ligado as águas escuras e não na sujeira de lixo que se vê hoje) do mar e é muito esquecida e lenta.
Dizem ser um Orixá antigo. Ela assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.
Mais…
*Pato – Pode ser considerado um dos símbolos do SELF pela sua capacidade de adaptação e estilo de vida distintos. É um animal da terra, água e ar. É pois considerado como sendo uma função transcendental, ou seja, a capacidade que tem a psique inconsciente de se transformar e de nos levar a uma nova situação que anteriormente nos parecia bloqueada. O pato está em casa, em todos os domínios da natureza. No Ocidente, tal qual os gansos, está ligado à figura dos demônios e bruxas que com freqüência possuem pés de pato ou de ganso.
Então…uma mente cheia de lixo, quando quiser realizar algo, vai ter que fazer uma faxina primeiro, e isso pode demorar…
Malkuth (Obaluaê) é o plano físico puro, chamado de Plano Material, que nossos sentidos objetivos podem ver, ouvir, cheirar, tocar e provar, mas incapaz de perceber qualquer tipo de consciência além disto, é o que chamamos de crosta, onde vivemos nossa encarnação. Malkuth é o mundo criado das ilusões para nos manter em torpor ou, para quem assistiu o filme, Malkuth é a Matrix.
…E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.
(Dalai Lama)
Em Malkuth vivem os adormecidos. Pessoas que acordam, tomam café, vão para suas baias em seus trabalhos, trabalham, almoçam, trabalham, vão para casa, jantam, assistem novela, assistem futebol, dormem e no dia seguinte acordam de novo… fazem isso durante a vida toda, aposentam-se e morrem, sem nunca terem realmente vivido. Suas almas estão presas em casulos sem imaginação, sugadas pelo sistema que mantém a ilusão funcionando, tal qual é retratado simbolicamente no filme.
Se houver um despertar, é por Yesod – pela energia de Yemanjá –  que o homem vai entrar em contato com as emanações divinas.  Mas sem esse despertar, o homem comum vai agir refém de suas criações mentais, ficar preso na ilusão da matéria e morrer como se não tivesse vivido.
Então, até conseguirmos nosso “despertar” viveremos reféns de nossas criações mentais…isso ocorre na esfera de Yemanjá.  Ela pode nos dar a vida ou devolver o lixo que lhe oferecemos!
O plantio é opcional mas a colheita é obrigatória
Pois bem, sabem aquela pessoa que passa seus dias vibrando (pensando) coisas ruins, raiva, inveja, etc? O que o astral devolve a ela? Esse é o mecanismo!
Segundo o psicólogo suíço C. G. Jung, “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino”, ou seja que tudo o que nos acontece em nossa vida é atraído pelo material oculto que carregamos dentro. Enquanto acumulemos ira em nosso interior, nossa vida será cheia de cenas de briga, discussões e violência. Enquanto acumulemos luxúria em nosso interior, nossa vida será repleta de cenas de promiscuidade. Por isso a Gnosis nos diz que “O Exterior é um reflexo do Interior”.
Aliás, o campo de Yemanjá é talvez onde mais as entidades de Umbanda trabalham. Quando uma pessoa vai pedir ajuda, em qualquer campo que seja, o maior trabalho da entidade é analisar os pensamentos (formas pensamentos) que o consulente trás consigo pendurados como se fossem balões, desliga (corta os fios) dos que não servem e reforça os que interessam, dando assim, foco à pessoa para que atinja seu objetivo. Isso é abrir os caminhos!
Yemanjá salva o Sol de Extinguir-se
Orum, o Sol, andava exausto.
Desde a criação do mundo ele não tinha dormido nunca.
Brilhava sobre a Terra dia e noite.
Orum já estava a ponto de exaurir-se, de apagar-se.
Com seu brilho eterno, Orum maltratava a Terra.
Ele queimava a Terra dia após dia.
Já quase tudo estava calcinado e os humanos já morriam todos.
Os orixás estavam preocupados e reuniram-se para encontrar uma saída.
Foi Yemanjá quem trouxe a solução.
Ela guardara sob as saias alguns raios de Sol.
Ela projetou sobre a Terra os raios que guardara e mandou que o Sol fosse descansar, para depois brilhar de novo.
Os fracos raios de luz formaram um outro astro.
O Sol descansaria para recuperar suas forças e enquanto isso reinaria Oxu, a Lua.
Sua luz fria refrescaria a Terra e os seres humanos não pereceriam no calor.
Assim, graças a Yemanjá, o Sol pode dormir.
À noite, as estrelas velam por seu sono, até que a madrugada traga um outro dia.
A Lua
Nosso planeta tem um primeiro ciclo de 24 horas onde se alterna a quantidade de luz solar recebida.  Também devemos considerar o ciclo anual, de 365 dias, marcado pelas estações.
Yesod/Lua está sempre num estado de fluxo e refluxo, por causa da quantidade de luz solar recebida e refletida, que brilha e se apaga num ciclo de vinte e oito dias.
Essas marés lunares exercem um papel importantíssimo nos processos fisiológicos das plantas e dos animais, e especialmente na germinação e crescimento das plantas e na reprodução dos animais, como testemunha o ciclo sexual de vinte e oito dias lunares da mulher.
A relação entre o plano etérico de Yemanjá e a Lua é inegável, visto a influência que nosso satélite exerce nesse plano.
Sabendo que todo nosso trabalho prático se manifestará primeiramente no plano etérico de Yemanjá, é muito importante sempre observar esses fluxos lunares.  Todas as atividades etéreas são mais ativas quando a Lua está em sua fase cheia. Da mesma forma, durante a Lua nova, a energia etérea está em sua fase mais baixa, e as forças desequilibradas tendem a elevar-se e causar problemas. Durante a Lua nova, as forças que dão vida estão relativamente fracas e as forças desequilibradas relativamente fortes; o resultado, em mãos inexperientes, é o caos.
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Ainda em tempo: A mãe cujos filhos são Peixes
PEIXE – É considerado um símbolo de Cristo, além de um dos símbolos do SELF. São vistos como símbolos transcendentais de profundidade,  o mundo espiritual que existe sob o mundo das aparências. 
Por outro lado, pelo fato de existirem a água (o elemento das emoções), os peixes são considerados, num sentido mais psicológico, “criaturas do inconsciente” simbolizando um conteúdo emergindo espontaneamente do inconsciente.
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Perfumes
Sempre presentes nas oferendas a Yemanjá, os perfumes são muito importantes nas operações cerimoniais, pois representam o lado etéreo, daí sua forte ligação com Yesod/Yemanjá. Sua influência psicológica é bem conhecida, sendo o meio mais efetivo de tirar proveito das emoções e, conseqüentemente, de alterar o foco da consciência. Como nossos pensamentos fogem rapidamente das coisas terrestres quando a fumaça do turíbulo nos alcança…
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Conclusão
É o trabalho de Yemanjá trazer à luz e limpar estas energias reprimidas, libertando-nos de nossas ações e hábitos inconscientes. Uma vez que fazemos isso, então podemos começar a agir conscientemente e em alinhamento com o nosso Eu Superior.
O dever de Yemanjá no macrocosmo é purificar e corrigir as emanações de esferas superiores (Orixás) antes de projetá-los para baixo no plano físico para a manifestação.
No microcosmo, isso precisa acontecer também. Uma vez que estamos conscientes das nossas motivações inconscientes e das crenças a que fomos condicionados, podemos escolher conscientemente quais crenças, pensamentos, sentimentos e ações que estejam em alinhamento com o nosso Eu Superior e que melhor nos servirá naquele momento.
“O rei (ou rainha) podem escolher as suas vestes à vontade; um mendigo não tem escolha.”
Podemos escolher conscientemente o modo como vivemos nossas vidas, ou podemos deixar que nossos instintos mais baixos, condicionamento passado, e os hábitos inconscientes fazerem isso por nós.
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Fontes Consultadas:
A Cabala Mística – Dion Fortune
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi
Orixás – Pierre Fatumbi Verger
Imagem:
Yemanjá (fotografia) – www.sinuousmag.co